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GP da Malásia, 24 de Março

por Tiago Crispim, em 24.03.13

A malasia é sinónimo de calor e chuva, e neste ano a situação não foi diferente.

Os pilotos alinharam com pneus intermédios, depois de terem saído de pista vários, na curva 3. A chuva não impediu ou atrasou de qualquer maneira o arranque da corrida, que contou com pole position de Sebastien Vettel, seguido dos dois Ferrari, com Felipe Massa à frente de Fernando Alonso. Lewis Hamilton saiu de quarto, seguido de Mark Webber e Nico Rosberg.

 

Atrás partiram Adrian Sutil e Sérgio Pérez. De décimo partiu Kimi Raikkonen, com o seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, em 11º. Nico Hulkenberg, Daniel Ricciardo, Esteban Gutiérrez, Paul Di Resta, Pastor Maldonado, Jean-Eric Vergne, Valtteri Bottas, Jules Bianchi, Charles Pic, Max Chilton e Guido Van Der Garde completavam a grelha.

 

A largada

 

Mark Webber fez um grande aranque, saltando quase imediatamente para terceiro atrás de Alonso, que com uma asa dianteira partida, partiu melhor que Massa. O brasileiro não fez um arranque brilhante, caindo rapidamente para quinto. Para o espanhol da Ferari a corrida acabou cedo, quando a asa da frente se partiu na reta e se alojou debaixo do carro.

 

Na terceira volta a Mercedes mostrou que o seu carro está bem melhor que a McLaren, que também usa motores da marca alemã. Rosberg passou por Button sem problemas e ficou atrás do seu companheiro de equipa, Hamilton. Lá mais atrás, na volta cinco, era Hulkenberg que ultrapassava Pérez, com um Sauber, antiga equipa do piloto mexicano.

 

No final da quinta volta, Vettel foi o primeiro a assumir o risco de trocar para pneus de pista seca. Montou os médios, tal como Massa, que se seguiu ao alemão.

 

Hamilton a manter os velhos hábitos

 

Sutil, Ricciardo, Raikkonen e  Maldonado entraram na sétima volta para troca de pneus. Na Force India a coisa não correu bem, com Paul Di Resta a chegar ainda com Sutil parado na boxe. Hamilton pode não ter sofrido tanto com a paragem, mas não se livra do ridículo, quando parou na boxe da McLaren. Alvez seja a força do hábito. Já Guido Van Der Garde e Daniel Ricciardo estiveram bem pior, quando colidiram, quando o Toro Rosso saía e o Caterham entrava para trocar os Pirelli. Incidente para ser investigado após a corrida, com mais que provável multa para a Toro Rosso.

 

Feitas as trocas para pneus de tempo seco, Webber liderava, seguido de Vettel, Hamilton e Rosberg. Button era quinto, seguido de Hulkenberg, Massa, Grosjean, Pérez e Raikkonen, em décimo.

 

 

A luta pelo sexto lugar, algures entre as voltas 23 e 28

 

Na 20ª volta Webber trocou para pneus médios, tendo caído para quinto lugar e uma volta depois, Massa e Grosjean também trocaram, seguidos da maioria dos pilotos. Contudo, Vettel ficava lá na frente. Parou na volta 23.

 

A realização televisiva concentrava-se sobretudo na luta pelo sexto lugar, entre Massa, Grosjean, Hulkenberg e Raikkonen. Já os mecânicos da Force India estavam com problemas em apertar a roda dianteira a Di Resta e o escocês acabou mesmo por abandonar a prova nas boxes. Na volta 29 Adrian Sutil tamém desistiu nas boxes. O alemão estava em último na altura.

As paragens de Vettel, Hamilton e Rosberg foram nas voltas 32 e 33. Com isto, quem estava no comando era a McLaren, com Jenson Button. O britânico tinha menos uma paragem e ficou em pista até à volta 35. Raikkonen e Hulkenberg saíram da boxe ao mesmo tempo, mas o finlandês da Lotus partiu logo para o ataque ao Sauber.

 

 

Os mecânicos da McLaren a empurrarem Button de volta à boxe

 

Button até podia pensar que a corrida não estava a correr mal, mas a roda direita da frente estava mal apertada. A equipa baixou o carro com a pistola das porcas ainda dentro da roda e o piloto parou ainda nas boxes. A equipa apressou-se a empurrar o carro de volta à boxe e corrigiu o problema, mas Button caiu para 14º.

 

Hamilton recebeu ordens para poupar (combustível  ou pneus) e rapidamente foi ultrapassado por Vettel. Lá mais atrás Raikkonen reclamava com Hulkenberg, que teimava em fechar-lhe as oportunidades de passar. Na volta 42 conseguiu passar o Sauber e chegar ao oitavo lugar.

 

Nesta mesma volta Hamilton fez a sua última paragem da corrida. A questão era se os Red Bull ainda iam parar ou não. Logo na volta seguinte Vettel parou e Rosberg também. O alemão da Red Bull fez uma excelente paragem, perdendo Hamilton na vista dos retrovisores.

 

 

A ultrapassagem de Raikkonen a Hulkenberg

 

Os Red Bull estavam em grande disputa e Webber tapou Vettel por várias voltas. O australiano estava com pneus duros e Vettel com médios. A luta foi boa, no limite. Christian Horner classificou o ataque como uma “tonteria”.

 

Maldonado, longe das câmaras, levou o Williams que ele pensa que é um corta-relva à escapatória. O segundo abandono do ano em apenas duas corridas para o venezuelano.

 

Raikkonen passou Pérez e Massa aproveitou para ultrapassar o mexicano, que ainda se defendia do Lotus. Pouco depois o Ferrari saltava para sexto.

 

 

Vettel e Webber quase colados

 

Na frente, Rosberg pedia à equipa para passar Hamilton, porque era mais rápido, mas Ross Brawn disse que não, e explicou ao alemão que o inglês estava a manter o ritmo de corrida pedido pela Mercedes.

 

Daniel Ricciardo também leva já dois abandonos, tendo parado nas boxes a três voltas do fim. Massa, com pneus mais novos, passou Grosjean, enquanto Rosberg continuava a querer passar o companheiro de equipa. Brawn respondeu-lhe que havia imenso espaço para trás e para a frente, e que ele queria poupar os carros para a próxima corrida. Rosberg, entenda-se, queria era subir ao pódio. Brawn falou depois com Hamilton e pediu-lhe poupança máxima de combustível.

 

Jenson Button abandonou a corrida, na altura em que o seu companheiro na McLaren ainda fez mais uma paragem.

 

 

Uma corrida cheia de incidentes, com Vettel a levar a melhor no final, seguido de Mark Webber, Hamilton, Rosberg, Massa, Grosjean, Raikkonen , Hulkenberg, Pérez e Vergne, a fechar os dez primeiros. Bottas, Gutiérrez, Bianchi, Pic, Van Der Garde e Chilton depois. Button, Ricciardo, Maldonado, Sutil, Di Resta e Alonso não terminaram.

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publicado às 09:35

Chuva marca presença nos testes

por Tiago Crispim, em 01.03.13

A F1 voltou aos testes pela última vez antes do arranque da temporada. O cricuito da Catalunha é mais uma vez palco para as equipas afinarem as estratégias para Melbourne.

 

Mark Webber foi o mais rápido no primeiro dia com 1:22.693 conseguidos no final da sessão, que foi assolada pela chuva durante a manhã. "Tivémos só uma hora no final do dia em condições estáveis", explicou o piloto australiano da Red Bull.


Webber foi o mais rápido da sessão


Lewis Hamilton, da Mercedes foi o segundo mais rápido, tendo feito 113 voltas (mais que qualquer outro neste dia). No final da sessão afirmou que se sentiu bem em simulação de corrida. "Estes últimos dias de testes na pré-temporada são sempre muito estimulantes, quando todos começam a acrescentar melhorias", disse Hamilton.


O terceiro melhor do dia foi Jean-Eric Vergne, seguido de Valtteri Bottas no Williams FW-35. O adiamento da estreia do carro da equipa de Grove parece ter sido uma boa decisão, já que não passaram por qualquer tipo de problema até agora.


Williams FW-35, pilotado por Valtteri Bottas


Os mexicanos Sérgio Pérez (McLaren) e Esteban Gutiérrez (Sauber) ficaram em quinto e sexto, respetivamente, seguidos de Paul Di Resta, no dia em que Adrian Sutil foi anunciado como seu companheiro de equipa.


Felipe Massa no Ferrari F138 foi oitavo, seguido de Max Chilton (Marussia) e Charles Pic (Caterham). Em último terminou Romain Grosjean. "Foi um dia frustrante em que nos concentrámos na aerodinâmica e não fizémos nenhum tempo com a pista seca", explicou o piloto francês da Lotus. "Nunca nos queremos ver no fim da tabela de tempos, por isso espero que esta seja a última vez que isso acontece nesta temporada. Sabemos de certeza que o carro é melhor do que vimos hoje", desabafou Grosjean.

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publicado às 14:25

O carro que faltava - Williams FW35

por Tiago Crispim, em 19.02.13

Neste dia 19 de Fevereiro, no primeiro dia de testes conjuntos no circuito da Catalunha, foi apresentado o FW-35.

Este era o único carro para 2013 que ainda não tinha sido revelado.

O diretor técnico da Williams, Mike Coughlan, apresentou o FW35 como uma evolução do anterior, apesar de ser "80 por cento novo". "Tem uma nova caixa de velocidades, nova suspensão, novos radiadores, um novo chão, novos tubos de escape, nova carroçaria, um novo nariz e uma significante redução de peso", explicou.

 

O FW35, sem degrau no nariz

 

"Começar a terceira temporada com a Williams é importante para mim e para a equipa. Temos trabalhado muito para desenvolver o carro e melhorar a performance. No ano passado vencemos uma corrida e fomos competitivos, mas nesta temporada temos de ser ainda mais competitivos, o que acredito ser possível", comentou o piloto Pastor Maldonado, vencedor do GP de Espanha, exatamente no circuito onde hoje o carro se estreia.

 

 Maldonado, Bottas e Wolff, junto do novo Williams

 

Ao venezuelano, junta-se o estreante Valtteri Bottas, piloto de testes da Williams no ano passado, e a piloto de reserva Susie Wolff. "Ser a primeira atrás do volante do FW35 é uma honra. Foi um sentimento especial conduzir o FW35 fora da garagem pela primeira vez e completar os primeiros quilómetros em frente a tantos da equipa, que tanto esforço dedicaram ao design e construção", disse a piloto inglesa.

 

Foto:Glenn Dunbar/LAT Photographic

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publicado às 09:47

Williams anuncia dupla para 2013

por Tiago Crispim, em 28.11.12

Esta temporada ainda agora terminou, já as equipas se apressam para confirmar o seu line-up de pilotos para a época de 2013, que começa lá para Fevereiro com os testes conjuntos e com a primeira corrida em Março.

 

Agora foi a Williams a confirmar a presença de Pastor Maldonado por mais uma época, a terceira ao serviço da Williams. No outro carro da marca vai estar o finlandês Valtteri Bottas, piloto de testes desde 2010 e campeão de GP3 em 2011.

 

A continuidade de Maldonado não é estranha, porque além dos patrocinadores de peso vindos da Venezuela, o piloto teve uma boa performance, nomeadamente na Catalunha, onde venceu o seu primeiro GP. Continua a ter tendência para os acidentes, mas a Williams parece não se importar com isso.

 

Valtteri Bottas tem mostrado potencial nas categorias inferiores (quatro vitórias na GP3 de 2011 que garantiram o campeonato) é assim promovido a piloto principal. "Adorei os meus três anos com a Williams até agora e sinto-me muito em casa aqui, por isso a minha meta era ficar para 2013 e progredir para o lugar de piloto. Estou ansioso por começar a minha carreira na Fórmula Um e ter muito sucesso na Williams", disse o jovem finlandês.

 

Senna a entrar no carro para a FP2 no seu último fim-de-semana de corrida com a Williams, em Interlagos, Brasil.

 

Quem fica de fora é Bruno Senna, que terminou a época atrás de Maldonado, em 16º, mas com mais regularidade de pontos. "Foi extremamente gratificante ser o pontuador mais regular da equipe e demonstrar o meu ritmo em todas as 20 corridas", afirmou.

 

"Desde o início do meu programa com a Williams aceitei que eu tinha que dividir o carro com Valtteri Bottas em 15 sextas-feiras, como parte de sua preparação para uma provável estreia em 2013", disse Senna em um comunicado, não se mostrando surpreendido com a decisão.

 

O piloto brasileiro ainda não adiantou se procura lugar noutras equipas.

 

Foto: Glenn Dunbar/LAT

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publicado às 17:28

Resumo do GP dos Estados Unidos

por Tiago Crispim, em 18.11.12

O regresso  da F1 aos Estados Unidos Da América e a estreia deste Circuit Of The Americas parece ter feito bem a Sebastien Vettel, que cumpria o seu 100º GP,  dominou os treinos e a qualificação. E falando em qualificação, depois de Vettel estava Lewis Hamilton, o último vencedor nos EUA, em 2007,  seguido de Webber, Raikkonen, Schumacher, Hulkenberg e Alonso, em sétimo. De oitavo partiu Romain Grosjean, penalizado por ter trocado a caixa de velocidades, tal como aconteceu com Felipe Massa, que sai do 11º lugar na grelha.

 

Jenson Button (12º) e Nico Rosberg (17º) foram os únicos a partir com pneus duros, e todo o resto da grelha saiu com os pneus médios.

 

Na partida vários pilotos saíram dos limites da pista, sem incidentes, mas a mostrar que o lado sujo da pista de Austin é mesmo prejudicial aos pilotos.

Alonso, que precisava de, pelo menos, um quarto lugar para adiar o título a Vettel, saltou para quarto logo na primeira curva.

 

Logo no início, Michael Schumacher viu-se envolvido numa guerra por posições, tendo caído de quarto para sétimo. Outra luta importante era mais à frente, entre Webber e Hamilton pelo segundo lugar.

 

Os mecânicos a regressarem às boxes depois do warm-up.

 

Grosjean fez um pião e perdeu quatro posições. Para Massa, Schumacher, Pérez e Senna. Pouco depois foram Button e Jean-Eric Vergne a passar pelo francês da Lotus. O piloto estava a ter problemas com os pneus e a equipa decidiu pouco depois trocar para os compostos duros.

 

Nesta altura, na décima volta, as lutas por posições continuavam constantes e emocionantes.

 

Raikkonen, que estava atrás de Hulkenberg há algumas voltas, passou o alemão nos esses, depois de uma excelente batalha. Pouco depois era Schumacher que caía para 13º, ultrapassado por Maldonado. Schumacher foi logo de seguida às boxes, tal como Kobayashi, que trocaram para pneus duros.

 

Quem se aproximava cada vez mais do líder era Lewis Hamilton, que perseguia Vettel sem descanso. E a primeira desistência foi para Vergne, que saiu de pista depois de uma ultrapassagem de Schumacher, sem toque aparente. Com uma falha no alternador, uma volta depois, foi a vez de Webber encostar o seu Red Bull ao lado e abandonar a corrida.

 

O abandono de Mark Webber.

 

Hamilton começou a deixar espaço a Vettel para respirar, claramente a sentir que os pneus do seu McLaren estavam no fim. Parou para meter pneus duros, logo seguido de Alonso, que perdeu algum tempo com uma roda traseira teimosa, que não queria sair do Ferrari. Na volta seguinte foi Vettel a trocar também para os compostos mais duros, mantendo a primeira posição.

 

Quem subia bastantes posições era Button, que ainda sem parar, era quinto na volta 24. A vantagem de Button era ter optado por partir com os pneus duros, o que indicava ainda ter de parar. Na volta 26 fez a volta mais rápida até então, beneficiando também do aumento de borracha na pista, que melhorou as condições da corrida.

 

Nesta altura da corrida, na volta 28, apenas Button, Ricciardo e Rosberg não tinham parado. Já Paul Di Resta teve de parar mais uma vez, com problemas nos seus pneus.

 

 

Rosberg e Grosjeanem luta pela oitava posição.

 

A luta em que as câmeras se concentravam agora era entre Raikkonen, Massa e Grosjean, pelo sexto lugar. Lá na frente, Vettel conseguia manter a vantagem para Hamilton, que pressionava o alemão, seguido do seu companheiro de equipa, que ainda não tinha parado.

 

Graças a uma trajetória alargada de Vettel, o inglês da McLaren aproximou-se bastante do Red Bull, suficiente para utilizar o DRS, mas não para ultrapassar o alemão.

 

Finalmente, na volta 36 de 56, uma depois de Rosberg, Jenson Button fez a primeira paragem, trocando para os compostos médios. Regressou à pista em sexto, perdendo imediatamente a posição para Grosjean. O engenheiro de Button avisou-o que ele era mais rápido que os pilotos à sua frente, e pouco depois ele voltava a ultrapassar o francês da Lotus.

 

Massa aproveitou uma distração de Raikkonen para saltar para quarto lugar, na altura em que Hamilton estava colado a Vettel. O inglês aproveitou para usar o DRS e conseguiu superar Vettel, mesmo em cima da curva.

 

A ultrapassagem de Hamilton a Vettel.

 

Mais atrás, o novo centro das atenções era Button, que ia colado a Raikkonen para tentar chegar ao quinto lugar. Como sempre, o finlandês  vendeu cara a posição, chegando a estar lado a lado com o McLaren, que ainda assim conseguiu passar o Lotus.

 

Mesmo a cinco voltas do final, as posições ainda estavam longe de decididas. Senna e Maldonado lutavam pela nona posição. Grosjean pressionava o seu companheiro de equipa, e Vettel chegava-se perto de Hamilton. Entretanto, Maldonado foi roda com roda em Senna e passou-o.

 

Lewis Hamilton venceu neste primeiro Grande Prémio no circuito das Américas, depois de ter vencido na última vez que a F1 tinha estado nos Estados Unidos, em 2007. Ficou à frente de Sebastien Vettel, que precisa de terminar, pelo menos em quarto para vencer o campeonato. Alonso ficou em terceiro e ainda tem oportunidade de vencer o título, se vencer em Interlagos.

 

Hamilton a levantar a taça, com o seu chapéu de cowboy da Pirelli.

 

O terceiro título de construtores para a Red Bull ficou garantido, resta saber ainda se será Ferrari ou McLaren a terminar em segundo lugar.

 

Atrás de Alonso, em quarto, terminou Felipe Massa, seguido de Jenson Button, Kimi Raikkonen, Romain Grosjean, Nico Hulkenberg, Pastor Maldonado e Bruno Senna. Fora dos pontos ficaram Pérez, Ricciardo, Rosberg, Kobayashi,Di Resta, Schumacher e Petrov. Em 18º ficou Kovalainen, à frente de Glock, Pic, De La Rosa e Karthikeyan, em último. Não terminaram Mark Webber e Jean-Eric Vergne.

 

Com praticamente tudo por decidir, voltamos às corridas em Interlagos, dia 25 de Novembro.

 

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publicado às 20:48

Resumo do GP da Coreia

por Tiago Crispim, em 14.10.12

Psy, o músico que se tornou estrela mundial da música graças à internet, foi escolhido como “embaixador” deste Grande Prémio, não fosse ele atualmente o coreano mais famoso do mundo. Não foi de estranhar portanto, a presença dele no paddock, antes da corrida, a ensaiar uns passos de Gangnam Style a Mark Webber e Sebastian Vettel.

 

Os pilotos da Red Bull partiram da primeira linha da grelha, com o australiano a sair da pole. Atrás ficou Lewis Hamilton, seguido de Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Romain Grosjean, Nico Hulkenberg, Nico Rosberg e Michael Schumacher, a fechar o top 10.

 

O Gangnam Style de Psy, Webber e Vettel.

 

A partida foi limpa, mas na terceira curva, a  meio do pelotão, Kamui Kobayashi travou para cima de Jenson Button e Nico Rosberg, que abandonaram na segunda volta.  Foi preciso esperar até à sétima volta para deixarmos de ver bandeiras amarelas em pista.

 

Vettel rapidamente saltou para a frente da corrida e começou a ganhar distância., mas os pilotos que subiram mais lugares foram sem dúvida os Toro Rosso, que antes da décima volta, andavam já pelo 15º e 13º lugares. Especialmente bom resultado para Daniel Ricciardo, que saira da 21ª posição.

 

As primeiras paragens foram perto da volta 14, com a maior parte dos pilotos a trocar para os pneus mais suaves.

 

Depois da troca, Vettel manteve o primeiro lugar, seguido de Massa, Sérgio Pérez e Alonso. O brasileiro da Ferrari ainda não tinha passado pelas boxes, e juntou-se depois à corrida em quinto. Na 18ª volta Kobayashi e De La Rosa abandonaram. O japonês teria muitos danos  no carro graças à sua travagem suicida no início da corrida.

 

Os pilotos reunidos antes da tradicional parada, antes da corrida

 

Sérgio Pérez  aguentou o seu Sauber até à volta 19, onde finalmente trocou os pneus.

 

A McLaren não estava a ter o melhor dos dias em Yeongam. Depois do abandono de Button, Hamilton estava a ter problemas em aguentar-se na quarta posição e foi prontamente ultrapassado por Massa. Raikkonen tentou depois a sua sorte, com o inglês a aguentqar a pressão até à volta 27, quando foi novamente trocar de pneus.

 

Entre a 27 e a 33 os pilotos começaram as segundas paragens, com Pérez a ser novamente dos últimos a parar, na volta 34. Alonso parou só na 35 e Massa e Vettel na 36.

 

Massa começou a pressionar o seu companheiro de equipa, mas prontamente recebeu uma mensagem que estava demasiado perto.

 

Hamilton parou ainda mais uma vez, para montar os pneus super suaves no seu McLaren, mas com cerca de dez voltas para o fim, dificilmente salvaria a corrida.

 

Os mecânicos da Williams a acompanhar a corrida

 

Vettel e Webber na frente, sem oposição, tratavam de poupar os pneus até ao final, com a maioria dos pilotos a não forçar muito os carros. A Red Bull contatou Vettel para ele ter especial cuidado com o pneu frontal direito sob travagem.

 

Uma boa corrida estavam a ter os Toro Rosso, nesta altura com Vergne a passar por Ricciardo pela oitava posição. Hamilton atrás dos dois, foi atropelar um pedaço de relva artificial que andava por ali. Já antes tinha sido atropelada pelos Williams.

 

A emoção ficou garantida pelo engenheiro de Vettel, que insistia com o atual campeão que, se ele continuasse assim, o pneu direito da frente podia rebentar.

 

Vettel cruzou em primeiro a meta, onde novamente apareceu Psy a dar a bandeirada. Vettel salta para a liderança do campeonato, destronando Alonso.

 

Vettel em cima do seu Red Bull e os festejos da equipa

 

Terminaram, por ordem, Vettel, Webber, Alonso, Massa, Raikkonen, Hulkenberg, Grosjean, Vergne, Ricciardo e Hamilton a fechar os dez primeiros. Em 11º ficou Pérez, seguido de Di Resta, Schumacher, Maldonando, Senna, Petrov, Kovalainen, Glock, Pic e Karthikeyan. Não terminaram De La Rosa, Kobayashi, Rosberg e Button.

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publicado às 08:45

Resumo do GP de Singapura

por Tiago Crispim, em 23.09.12

São várias as notícias que estiveram em destaque no mundo da F1, entre elas a morte do professor Sid Watkins, homenageado no arranque do GP de Singapura.

Para não ocupar este post com a carreira de Watkins, esta semana faço ainda um resumo da sua carreira e importância para a Fórmula 1.

 

A sair da pole position estava Lewis Hamilton, seguido do surpreendente Pastor Maldonado, que afastou Sebastian Vettel para o terceiro lugar. Jenson Button é quarto na largada, à frente de Fernando Alonso. Mark Webber é sétimo atrás de Paul Di Resta e Kimi Raikkonen não foi além do 12º lugar, seguido de Felipe Massa. Bruno Senna e Pedro De La Rosa sofreram penalizações por troca de caixa de velocidades e partiram, respetivamente, do 17º e 24º lugares.

 

Minuto de silêncio em homenagem a Sid Watkins

 

A partida ocorreu quase sem incidentes, com Hamilton a fazer uma boa saída. Maldonado foi ultrapassado por Vettel e Button e lá atrás, o Caterham de Vitaly Petrov tinha alguns danos, devido a uma colisão com o seu companheiro de equipa, e foi de imediato à boxe, seguido de Felipe Massa, que teve um furo.

 

A primeira luta em que se focaram as câmaras foi a do décimo posto, entre Schumacher, Raikkonen e Hulkenberg. Ao mesmo tempo Romain Grosjean, de volta após a suspensão no GP de Itália, lia pelo rádio os dados do carro, já que a equipa se queixava de não ter telemetria do seu Lotus.

 

A primeira paragem programada foi na nona volta, com Mark Webber a cair de sétimo para 20º. Na mesma altura Vettel cometeu um erro, indo em frente na chicane, que acabou por aumentar ainda mais a vantagem de Hamilton. Logo depois, na volta 11, o alemão da Red Bull parou também nas boxes, caindo para 12º.

 

A partir deste momento começaram também os outros pilotos a parar. Senna, Alonso, Schumacher e Ricciardo foram logo às boxes. Hamilton parou à 13ª volta, mas pouco tempo depois, com a maioria dos carros já de pneus novos, o inglês da McLaren recuperou a primeira posição.

 

Na volta 23 aconteceu o desastre para a McLaren. Lewis Hamilton pareceu estar preso em neutro e nas repetições pudemos ver fumo sair da traseira do seu monolugar, que desistiu logo depois, dando a liderança a Vettel.

 

O abandono de Lewis Hamilton

 

Na volta 33 Narain Karthikeyan despistou-se, atingiu as barreiras e perdeu uma roda. O GP de Singapura teve sempre intervenção do Safety Car e este ano não é exceção. Os pilotos aproveitaram todos para mudar novamente os pneus, para a parte final da corrida.

 

A Williams avisou Maldonado que ele tinha um problema e teria de abandonar a corrida devido a um problema hidráulico, coisa que o venezuelano fez de seguida. Estava em 15º na altura.

 

O Safety Car saiu de cena, Vettel manteve a liderança, mas um pouco depois de passar por Pérez, Schumacher foi contra a traseira de Jean-Eric Vergne, e o Safety Car vai novamente para a pista. Novamente Vettel manteve a liderança, seguido de Button, Alonso e Di Resta. A questão agora era se havia tempo para terminar a corrida dentro do limite de duas horas, que, com mais de vinte voltas por completar, era um pouco complicado.

 

O acidente entre Schumacher e Vergne

 

A corrida estava lançada até ao final, é certo, sem mais paragens nas boxes e com lutas por posição, agora que os pilotos estavam muito juntos. As colisões são quase inevitáveis e Pérez. Por dentro, tocou no carro de Nico Hulkenberg, que fechou demais a curva. Pouco tempo depois Webber passou pelo grupo e Kamui Kobayashi, que seguia atrás, foi também vítima do Force India, que desta vez saiu da contenda com um furo. O japonês da Sauber perdeu um pedaço da asa dianteira e teve de substituir o nariz do carro. Hulkenberg foi trocar de pneus.

 

Com oito minutos para o final, Webber passou por Senna para tentar garantir o último lugar pontuável. Com todos os pilotos ao ataque, esta foi a altura mais emocionante de um GP de Singapura tradicionalmente chato.

 

Bruno Senna queixou-se de perda de potencia à equipa e em menos de uma volta, e de um minuto para o final, abandonou a corrida.

 

No final ficaram Vettel, Button, Alonso, Di Resta, Rosberg, Raikkonen e Grosjean. Em oitavo ficou Massa, seguido de Ricciardo, Webber, Pérez e Glock, que fez o melhor resultado para a Marussia, O 13º foi Kobayashi, perseguido por Hulkenberg, Kovalainen, Pic, De La Rosa, Senna, que ainda figura nos classificados e Petrov em último. Naquela que foi a maior corrida do ano, não terminaram Vergne, Schumacher, Maldonado, Karthikeyan e Hamilton.

 

 

Fogo de artifício no fim da corrida

 

A F1 volta às pistas dia 5 de outubro, com os treinos livres para o GP do Japão.

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publicado às 15:12

Resumo do GP de Itália

por Tiago Crispim, em 09.09.12

Lewis Hamilton partiu da pole neste GP de Itália, seguido do seu companheiro de equipa, Jenson Button, e de Felipe Massa, que conseguiu a sua melhor colocação para a partida até agora. No outro Ferrari, Alonso não foi além de décimo. Digno de nota é também Pastor Maldonado, penalizado por falsa partida e colisão com Glock na corrida anterior, e já que falo da corrida anterior, Romain Grosjean foi banido por uma corrida e Jérôme D’Ambrosio foi o piloto da Lotus para este fim-de-semana. Qualificou-se em 15º. Schumacher partiu de quarto e Vettel de quinto.

 

O tempo em Monza era bastante quente, com as equipas a terem trabalho redobrado em arrefecer os sistemas dos monolugares. Hamilton fez uma grande partida, tal como Massa, que saltou imediatamente para segundo. O espanhol da Ferrari conseguiu, em uma volta, ascender à sétima posição, graças a uma boa partida.

 

Senna e Rosberg tocaram-se na quinta volta, mas ambos continuaram. Mais tarde iria tocar também em Di Resta, que praticamente empurrou o brasileiro para fora da pista, numa defesa de posição.

 

Jean-Eric Vergne foi a primeira desistência. Com o carro a direito fez um pião, provavelmente devido a um desequilíbrio na travagem. O carro subiu um corretor e voou uns metros pela relva. No final o piloto francês queixou-se de dores nas costas à Toro Rosso, talvez por causa do voo.

 

O despiste de Jean-Eric Vergne

 

Na Lotus, D’Ambrosio queixava-se de ter ficado sem KERS. Uma estreia nada auspiciosa nesta nova equipa. Na 14ª volta Maldonado foi o primeiro a parar, e a trocar para os pneus médios, os mais macios que a Pirelli levou para Monza, seguido pouco depois pelos Mercedes de Rosberg e de Schumacher, nas voltas seguintes. Ambos trocaram para pneus duros.

 

Grande ultrapassagem de Sérgio Pérez a Kimi Raikkonen, que foi depois às boxes. O mexicano era agora sexto.

 

Nesta altura da corrida, com os frentistas todos com pneus médios, a distância que Hamilton tirava de Massa era indicador do desgaste da borracha, que é como quem diz que o brasileiro tinha os pneus em pior estado. Prova disso foi a passagem de Button. Sem conseguir acompanhar o ritmo, trocou para os pneus duros à volta 20, altura em que Button, começou a aumentar o ritmo para ganhar distância.

 

Vettel e Alonso foram à boxe ao mesmo tempo, com Vettel a ganhar a posição ao piloto espanhol, mesmo à saída da pitlane.

 

Massa, que caíra para sexto, passou por Daniel Ricciardo, piloto do único Toro Rosso em prova, ao tentar respondes, o australiano foi ultrapassado por Vettel e Alonso.

 

Na volta 23 de 53 Hamilton parou para trocar os pneus. Mudou para os duros, indicação que talvez não parasse mais nenhuma vez, e voltou à pista em segundo. Logo a seguir foi a vez de Button parar. Com estas trocas quem liderava era Sérgio Pérez, que partiu com os duros e ainda não tinha parado.

 

Alonso e Vettel eram a luta em que as cameras se centravam. Na luta pela quinta posição, o alemão empurrou o espanhol para a relva e o Ferrari teve mesmo de por duas rodas fora da pista. Passado um pouco, foi D’Ambrosio que levou o carro a pastar, ao falhar o ponto de travagem com pneus gastos. Foi trocá-los depois. Nesta altura, Pérez era o único que não tinha parado, e fê-lo apenas na volta 30, caindo para oitavo.

 

Vettel empurra Alonso para a relva

 

Alonso pediu uma penalização para Vettel através do rádio mas lá conseguiu passar o alemão umas voltas depois. Ainda assim o super zeloso colégio de comissários desportivos  decidiu investigar o incidente e culpou Vettel, que foi penalizado com um drive-through.

 

Imprevisível foi a desistência de Button. O McLaren do inglês encostou ao lado, sem nenhum indicador além da súbita perda de velocidade. Button comunicou pelo rádio que ficou sem transmissão e o motor se desligou e a equipa explicou que houve um problema no pick-up do combustível.

 

Sérgio Pérez praticamente roubava o espectáculo. Saiu de 12º e preparava-se para completar a corrida com apenas uma paragem, mas mesmo assim fazia voltas mais rápidas e atacava Raikkonen pela quinta posição, que conseguiu pouco depois. À frente estavam os Ferrari.

 

Mais atrás, Vettel lutava com Webber, depois de o alemão ter cumprido a penalização.

 

Na Ferrari o aviso a Massa para conservar os pneus soou a ordens de equipa, já que Alonso era terceiro, atrás do brasileiro. E o espanhol aproximou-se e passou sem problemas. Pérez ia mesmo atrás, batendo os tempos para volta mais rápida.

 

E na frente, Hamilton corria sozinho.

 

Pérez voava e foi uma questão de tempo até passar por Massa e chegar a terceiro. Foi na reta, sem qualquer tipo de oposição por parte do brasileiro da Ferrari. Duas voltas depois foi a vez de passar por Alonso. Na frente Hamilton foi avisado do ritmo do mexicano, e começou a acelerar.

 

Pérez ultrapassa Alonso

 

Vettel abandonou a prova, deixando Webber ascender a sétimo. A Red Bull já tinha comentado que o carro do alemão tinha um problema. A equipa comunicou com o piloto e disse-lhe para parar o carro antes de partir o motor.

 

Webber fez pouco tempo depois meio pião, perdendo várias posições e caindo para 13º- O 14º era Nico Hulkenberg, que pilotou o seu Force India até às boxes e abandonou. Webber seguiu-lhe os passos.

 

Apesar do ritmo endiabrado do mexicano, não foi suficiente para chegar perto de Hamilton, que venceu sem problemas em Monza.

No final ficaram Hamilton, seguido da estrela da tarde Pérez, Alonso, Massa e Raikkonen. Em sexto terminou  Schumacher, seguido pelo companheiro de equipa Rosberg. A fechar os lugares pontuáveis ficaram Di Resta, Kobayashi e Bruno Senna. O 11º foi Maldonado, à frente de Ricciardo e D’Ambrosio, que fez uma estreia apagadinha. 14ª posição para Kovalainen, seguido de Petrov, Pic, Glock, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Webber, Hulkenberg, Vettel, Button e Vergne.

 

tabela final do GP de Itália

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publicado às 14:28

Resumo do GP da Hungria

por Tiago Crispim, em 29.07.12

O GP da Hungria é o último antes da paragem do campeonato, em agosto. Lewis Hamilton dominou os treinos e a qualificação. Romain Grosjean parte pela primeira vez do segundo lugar da grelha, seguido de Vettel, Button, Raikkonen, Alonso e Massa. Em oitavo e nono estão os dois Williams, Maldonado e Senna, e a fechar os dez primeiros ficou Nico Hulkenberg no seu Force India.

 

Surpreendente foi o 11º de Mark Webber e os 13º e 17º dos Mercedes, para Nico Rosberg e Michael Schumacher, respetivamente. O hepta-campeão do mundo partiu aliás das boxes, porque o carro foi-se abaixo no procedimento de partida, que teve de ser reiniciado.

 

A Ferrari a levar o carro de Alonso para o seu lugar na grelha, no dia do seu 31º aniversário

 

A partida foi limpa, com Grosjean a aguentar a posição atrás de Hamilton. Webber conseguiu subir imediatamente a sétimo e Massa caiu para nono. Outro piloto com um mau arranque foi Pastor Maldonado, que desceu para 12º.

 

Schumacher, já com a corrida estragada, aproveitou para mudar de pneus e levou com um drive-through por ultrapassar a velocidade nas boxes.

 

Grosjean estava a mostrar um bom ritmo no início da corrida, a aguentar o seu Lotus no segundo lugar.

 

Kamui Kobayashi foi, depois de Schumacher, o primeiro piloto a parar para trocar de pneus,, para os médios, à décima volta. O resto dos carros começou a fazê-lo um pouco depois. Jean-Eric Vergne parou na 13ª mas manteve os pneus macios. Dos cinco primeiros, Button levou a dianteira na troca de pneus, optando pelos médios na volta 16, altura em que a maioria dos pilotos começou a parar. Vettel foi um dos poucos a manter os pneus macios, os outros foram Grosjean, e Raikkonen, O único que partiu com médios e manteve depois da paragem foi Mark Webber.

 

Uma das trocas de pneus na boxe da Williams

 

Graças à estratégia da Lotus, o francês estava a comer a distância que o separava de Hamilton. Button, no outro McLaren, era também pressionado por Vettel.

 

A equipa inglesa decidiu tomar a iniciativa e fez Button trocar para os macios. Vettel aproveitou para se distanciar, já que o inglês ficou preso atrás de Bruno Senna.

 

Mais uma ronda de paragens entre as voltas 41 e 45. Com todas estas trocas Hamilton manteve o primeiro lugar seguido de Raikkonen, Grosjean e Vettel. O finlandês da Lotus saiu ao lado do seu companheiro de equipa, que se viu forçado a abrir a trajetória para não bater. Mais atrás Button perdeu a posição nas boxes para Alonso, graças a um problema com a roda dianteira esquerda durante a troca. Dos dez primeiros, apenas Webber ficou com os pneus macios.

 

A saída das boxes de Raikkonen e ultrapassagem a Grosjean

 

Pastor Maldonado, que tinha andado calminho, não se conteve e deu um toque na lateral do Force India de Paul Di Resta. Felizmente o inglês aguentou a pancada. O resultado, obviamente, foi um drive-through para o venezuelano da Williams.

 

A partir desse momento a realização centrou-se na luta entre Hamilton e Raikkonen, exceto pelas duas paragens dos Red Bull. Ou a equipa austríaca se enganou na estratégia, ou ambos os pilotos precisaram de fazer trocas não programadas, o que parece estranho. Por falar em estratégias, a Lotus é que acertou, com Raikkonen e Grosjean em segundo e terceiro atrás do líder.

 

Schumacher, que seguia em 18º, abandonou a corrida, claramente fora dos pontos, logo desde a primeira volta. Ao abandonar agora, a Mercedes pode efetuar uma mudança de caixa de velocidades sem ser penalizada.

 

Quem abandonou pouco depois foi Narain Karthikeyan, que danificou a suspensão dianteira do seu HRT.

 

Cartoon da Lotus a celebrar o resultado da equipa na Hungria

 

Lewis Hamilton venceu assim pela segunda vez este ano, ao dominar por completo o circuito de Hungaroring. A Lotus fez a sua melhor corrida até então, com um segundo e terceiro lugares. Vettel e Alonso ficaram atrás, seguidos de Button, Senna e Webber, em oitavo. O australiano fez uma boa corrida, recuperando várias posições mas sofrendo com uma última paragem que o afastou dos lugares mais acima. O nono foi Felipe Massa, que desapareceu depois do arranque e ficou no mesmo lugar, seguido de Rosberg, no último lugar pontuável.

 

Hulkenberg ficou em 11º, atrás o seu companheiro de equipa, Paul Di Resta e Pastor Maldonado. Sérgio Pérez foi o melhor dos Sauber em 14º, numa corrida fraca para a equipa suíça. Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, como de costume, correram entre eles e terminaram em 15º e 16º. Heikki Kovalainen voltou a ser o melhor dos Caterham em 17º, seguido de Kamui Kobayashi que não terminou mas ficou classificado à frente de Vitaly Petrov, Charles Pic, Timo Glock e Pedro De La Rosa. Não terminaram Karthikeyan e Schumacher.

 

Agora vamos para uma pausa durante o mês de agosto, mas desde que a net o permita, em férias, o Volta Mais Rápida vai continuar a dar as notícias, histórias e novidades do mundo da F1.

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publicado às 14:08

Análise do campeonato, parte 2

por Tiago Crispim, em 24.07.12

Continuamos a análise à primeira metade da temporada de 2012, equipa a equipa. A parte 1 está aqui.

 

 - 47 pontos

 

A Williams está atualmente em sétimo na tabela de construtores. A equipa de Frank Williams está a apostar na diversificação da empresa, com uma aposta especialmente forte na tecnologia híbrida. Na F1, Patrick Head deixou de ser diretor de engenharia e Bruno Senna foi o piloto contratado para ser companheiro de Pastor Maldonado. Depois do desastre que foi a época de 2011, a equipa trocou para os motores Renault e alcançou a primeira vitória desde o GP do Brasil, em 2004. Pastor Maldonado tinha ficado em 19º, com um ponto, em 2011. Agora já tem 29 e Senna tem 18. Maldonado posicionou-se como piloto principal da Williams mas tem sido criticado pela sua conduta nas pistas, envolvendo-se várias vezes em incidentes de corrida que os outros pilotos criticaram como irresponsável. A sua última "vítima" foi Sérgio Pérez, que em entrevista qualificou o venezuelano como irresponsável.

 

 - 80 pontos

 

A Sauber manteve os pilotos do ano anterior, Kamui Kobayashi e Sérgio Pérez, mas se em 2011 o japonês era claramente o líder, este ano Pérez tem melhores resultados que o seu companheiro de equipa. Depois de, a par de Paul Di Resta, ter sido considerado um dos estreantes do ano, o mexicano obtve o melhor resultado na sua carreira na segunda prova do ano, na Malásia. Pérez terminou em segundo, uma prova de fiabilidade e competitividade do carro, além da mestria do piloto em poupar pneus. A partir daí a Sauber marcou pontos em todas menos três provas até agora. No último GP a equipa fez 20 pontos, o maior resultado até agora, com um quarto lugar para Kobayashi (depois da penalização de Vettel) e um sexto para Pérez. O mexicano é nono na tabela de pilotos com 47 pontos e o japonês é décimo, com 33.

 

 - 105 pontos

 

A Mercedes aumentou a sua participação na F1 em 2010, com a compra da Brawn GP. Tirou Michael Schumacher da reforma e apostou em Nico Rosberg. Como é lógico a marca pretende chegar ao primeiro lugar do pódio, coisa que aconteceu pela primeira vez este ano, no GP da China. Antes disso, os melhores resultados de Rosberg tinham sido três terceiros lugares em 2010. Este ano ainda ficou em segundo, no Mónaco. Schumacher teve o melhor resultado desde o seu regresso este ano, com um terceiro lugar em Valência. A equipa marcou pontos em todas as provas deste ano, exceto na Austrália, mas Rosberg tem tido melhores resultados. Atualmente é o sexto classificado na tabela de pilotos, com 76 pontos, enquanto Schumacher está em 12º, com 29 pontos e com cinco abandonos em dez corridas até agora cumpridas.

 

 

 - 159 pontos

 

A Lotus desfez este ano as confusões com o nome da equipa e tem estado muito melhor do que a marca que empresta o nome à equipa. A aposta arriscada no regresso de Kimi Raikkonen está a dar frutos. O finlandês parece motivado e segue em quarto na tabela geral, com 98 pontos, à frente de Lewis Hamilton. O seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, é atualmente oitavo. O francês tem 61 pontos e quatro abandonos até esta altura. Apesar de mais inconsistente, Grosjean tem mostrado capacidade e alcançou o segundo lugar do pódio no circuito Gilles Villeneuve, no Canadá. Já Raikkonen é indiscutivelmente a surpresa do campeonato. Fora da F1 desde 2007, mostrou competitividade e excelente forma física. Este ano conta já com dois segundos e terceiros lugares em corridas.

 

Na terceira parte desta análise vão estar as três primeiras equipas do campeonato.

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publicado às 11:52


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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