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Sauber explica

por Tiago Crispim, em 03.04.13

A Sauber F1 Team começou em Março uma série de 15 vídeos que explicam vários aspetos de um carro de Fórmula 1.

Os 'Cutaway Insights' aproveitam o chassis de um Sauber de 2008 (o BMW Sauber F1.08) para dar a palavra ao designer-chefe Matt Morris ou aos pilotos Nico Hülkenberg e Esteban Gutiérrez.

 

Os três episódios lançados até agora centraram-se no 'pitot' (1º episódio), nos 'transponders' (2º episódio) e no assento do piloto (3º episódio).

Se querem receber os vídeos logo que saem, subscrevam o canal da Sauber no youtube.

 

Aqui em baixo, os três episódios lançados até agora.

 

 

 

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publicado às 14:44

GP da Malásia, 24 de Março

por Tiago Crispim, em 24.03.13

A malasia é sinónimo de calor e chuva, e neste ano a situação não foi diferente.

Os pilotos alinharam com pneus intermédios, depois de terem saído de pista vários, na curva 3. A chuva não impediu ou atrasou de qualquer maneira o arranque da corrida, que contou com pole position de Sebastien Vettel, seguido dos dois Ferrari, com Felipe Massa à frente de Fernando Alonso. Lewis Hamilton saiu de quarto, seguido de Mark Webber e Nico Rosberg.

 

Atrás partiram Adrian Sutil e Sérgio Pérez. De décimo partiu Kimi Raikkonen, com o seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, em 11º. Nico Hulkenberg, Daniel Ricciardo, Esteban Gutiérrez, Paul Di Resta, Pastor Maldonado, Jean-Eric Vergne, Valtteri Bottas, Jules Bianchi, Charles Pic, Max Chilton e Guido Van Der Garde completavam a grelha.

 

A largada

 

Mark Webber fez um grande aranque, saltando quase imediatamente para terceiro atrás de Alonso, que com uma asa dianteira partida, partiu melhor que Massa. O brasileiro não fez um arranque brilhante, caindo rapidamente para quinto. Para o espanhol da Ferari a corrida acabou cedo, quando a asa da frente se partiu na reta e se alojou debaixo do carro.

 

Na terceira volta a Mercedes mostrou que o seu carro está bem melhor que a McLaren, que também usa motores da marca alemã. Rosberg passou por Button sem problemas e ficou atrás do seu companheiro de equipa, Hamilton. Lá mais atrás, na volta cinco, era Hulkenberg que ultrapassava Pérez, com um Sauber, antiga equipa do piloto mexicano.

 

No final da quinta volta, Vettel foi o primeiro a assumir o risco de trocar para pneus de pista seca. Montou os médios, tal como Massa, que se seguiu ao alemão.

 

Hamilton a manter os velhos hábitos

 

Sutil, Ricciardo, Raikkonen e  Maldonado entraram na sétima volta para troca de pneus. Na Force India a coisa não correu bem, com Paul Di Resta a chegar ainda com Sutil parado na boxe. Hamilton pode não ter sofrido tanto com a paragem, mas não se livra do ridículo, quando parou na boxe da McLaren. Alvez seja a força do hábito. Já Guido Van Der Garde e Daniel Ricciardo estiveram bem pior, quando colidiram, quando o Toro Rosso saía e o Caterham entrava para trocar os Pirelli. Incidente para ser investigado após a corrida, com mais que provável multa para a Toro Rosso.

 

Feitas as trocas para pneus de tempo seco, Webber liderava, seguido de Vettel, Hamilton e Rosberg. Button era quinto, seguido de Hulkenberg, Massa, Grosjean, Pérez e Raikkonen, em décimo.

 

 

A luta pelo sexto lugar, algures entre as voltas 23 e 28

 

Na 20ª volta Webber trocou para pneus médios, tendo caído para quinto lugar e uma volta depois, Massa e Grosjean também trocaram, seguidos da maioria dos pilotos. Contudo, Vettel ficava lá na frente. Parou na volta 23.

 

A realização televisiva concentrava-se sobretudo na luta pelo sexto lugar, entre Massa, Grosjean, Hulkenberg e Raikkonen. Já os mecânicos da Force India estavam com problemas em apertar a roda dianteira a Di Resta e o escocês acabou mesmo por abandonar a prova nas boxes. Na volta 29 Adrian Sutil tamém desistiu nas boxes. O alemão estava em último na altura.

As paragens de Vettel, Hamilton e Rosberg foram nas voltas 32 e 33. Com isto, quem estava no comando era a McLaren, com Jenson Button. O britânico tinha menos uma paragem e ficou em pista até à volta 35. Raikkonen e Hulkenberg saíram da boxe ao mesmo tempo, mas o finlandês da Lotus partiu logo para o ataque ao Sauber.

 

 

Os mecânicos da McLaren a empurrarem Button de volta à boxe

 

Button até podia pensar que a corrida não estava a correr mal, mas a roda direita da frente estava mal apertada. A equipa baixou o carro com a pistola das porcas ainda dentro da roda e o piloto parou ainda nas boxes. A equipa apressou-se a empurrar o carro de volta à boxe e corrigiu o problema, mas Button caiu para 14º.

 

Hamilton recebeu ordens para poupar (combustível  ou pneus) e rapidamente foi ultrapassado por Vettel. Lá mais atrás Raikkonen reclamava com Hulkenberg, que teimava em fechar-lhe as oportunidades de passar. Na volta 42 conseguiu passar o Sauber e chegar ao oitavo lugar.

 

Nesta mesma volta Hamilton fez a sua última paragem da corrida. A questão era se os Red Bull ainda iam parar ou não. Logo na volta seguinte Vettel parou e Rosberg também. O alemão da Red Bull fez uma excelente paragem, perdendo Hamilton na vista dos retrovisores.

 

 

A ultrapassagem de Raikkonen a Hulkenberg

 

Os Red Bull estavam em grande disputa e Webber tapou Vettel por várias voltas. O australiano estava com pneus duros e Vettel com médios. A luta foi boa, no limite. Christian Horner classificou o ataque como uma “tonteria”.

 

Maldonado, longe das câmaras, levou o Williams que ele pensa que é um corta-relva à escapatória. O segundo abandono do ano em apenas duas corridas para o venezuelano.

 

Raikkonen passou Pérez e Massa aproveitou para ultrapassar o mexicano, que ainda se defendia do Lotus. Pouco depois o Ferrari saltava para sexto.

 

 

Vettel e Webber quase colados

 

Na frente, Rosberg pedia à equipa para passar Hamilton, porque era mais rápido, mas Ross Brawn disse que não, e explicou ao alemão que o inglês estava a manter o ritmo de corrida pedido pela Mercedes.

 

Daniel Ricciardo também leva já dois abandonos, tendo parado nas boxes a três voltas do fim. Massa, com pneus mais novos, passou Grosjean, enquanto Rosberg continuava a querer passar o companheiro de equipa. Brawn respondeu-lhe que havia imenso espaço para trás e para a frente, e que ele queria poupar os carros para a próxima corrida. Rosberg, entenda-se, queria era subir ao pódio. Brawn falou depois com Hamilton e pediu-lhe poupança máxima de combustível.

 

Jenson Button abandonou a corrida, na altura em que o seu companheiro na McLaren ainda fez mais uma paragem.

 

 

Uma corrida cheia de incidentes, com Vettel a levar a melhor no final, seguido de Mark Webber, Hamilton, Rosberg, Massa, Grosjean, Raikkonen , Hulkenberg, Pérez e Vergne, a fechar os dez primeiros. Bottas, Gutiérrez, Bianchi, Pic, Van Der Garde e Chilton depois. Button, Ricciardo, Maldonado, Sutil, Di Resta e Alonso não terminaram.

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publicado às 09:35

Sauber C32-Ferrari revelado ao público

por Tiago Crispim, em 02.02.13

Como praticamente todos os carros apresentados este ano, o novo Sauber dispensou o horrível "bico de ornitorrinco", "bico de pato" ou degrau - como lhe queiram chamar -  em prol de um nariz mais tradicional. Além do painel que cobre a frente do carro, e das laterais mais pequenas, o carro não é muito distinto do C31, graças às poucas alterações aos regulamentos para este ano.

 

 

O designer-chefe da equipa, Matt Morris, explicou que as entradas de ar laterais são mais estreitas que o normal na F1 e dão um ar muito distinto. "A passagem de ar nesta área tem uma enorme influência em tudo o que acontece na traseira do carro." Os radiadores foram mudados e a traseira do monolugar é também mais estreita, contribuíndo para isso o redesenhamento do eixo traseiro, "para melhor interagir com a passagem de ar na traseira do carro", de acordo com Morris.

 

Outra prioridade para a Sauber foi reduzir o peso do carro e melhorar a sua distribuição. "O C31 deu-nos boas bases, sobre as quais fizemos melhoramentos. A nossa meta para 2013 é ter um carro competitivo desde a primeira corrida, mas que também ofereça potencial para futuros desenvolvimentos", resumiu Morris.

 

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publicado às 16:41

Buemi não quer lugar na Force India

por Tiago Crispim, em 03.01.13

O ex-piloto da Toro Rosso, Sebastian Buemi, está fora da corrida pelo lugar que falta na Force India.

O suíço declarou ao jornal Blick que se prefere concentrar no papel de piloto de testes da Red Bull.

 

 

Os principais candidatos ao lugar são assim Jules Bianchi e Adrian Sutil.Bianchi foi piloto de testes da Force India no ano de 2012 e correu pela Tech 1 Racing na Formula Renault 3.5, tendo terminado em segundo. Sutil ficou sem o lugar na Force India em 2011 e pretende voltar agora à sua antiga equipa.

 

Por fora nesta luta está Bruno Senna, dispensado da Williams em favor do até então piloto de testes Valtteri Botta.

 

Esta vaga na Force India deve-se à mudança de Nico Hullkenberg para a Sauber, onde o alemão será companheiro de equipa do estreante Estebán Gutierrez.

 

 

 

Foto: Getty Images

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publicado às 17:08

Kobayashi procura lugar na F1

por Tiago Crispim, em 27.11.12

Kamui Kobayashi ficou sem lugar na F1, depois da dispensa da Sauber. A equipa suíça preteriu o japonês em favor de Nico Hulkenberg e Esteban Gutierrez. O alemão ex-Force India assinou contrato por um ano e Gutierrez, antes piloto de testes da equipa, é promovido para manter os patrocinadores mexicanos contentes.

 

Desta forma Kobayashi vê as suas possibilidades de continuar na Fórmula 1 reduzidas, já que as únicas equipas que terão vaga são a Caterham, a Marussia e a Force India. O japonês, que este ano terminou o GP do seu país em terceiro lugar, lançou entretanto um site de apoio, o kamui-support.com (totalmente em japonês) para angariar fundos.

 

Kamui e um grupo de fãs depois do GP do Japão.

 

De acordo com o site do jornal inglês The Sun, o piloto já angariou £500.000 (€619640.0000 ou 1664370.0000 reais).

 

O piloto japonês, também apelidado de Kobacrashi por alguns críticos, não se mostrou desanimado pelo despedimento. "É um trabalho, sabem, não é uma relação pessoal. Estou aqui para trabalhar", afirmou antes do GP do Brasil. "Não estou desapontado. Sei que preciso de um patrocinador - um com dinheiro - para estar numa equipa".

 

A diretora da Sauber, Monisha Kaltenborn, agradeceu a Kobayashi. "Nos últimos três anos Kamui mostrou que não é apenas um competidor feroz em pista, mas uma pessoa maravilhosa e um piloto com espírito de equipa. Todos os membros da equipa respeitam-no e seu pódio no Japão foi um momento comovente para todos nós”, afirmou.

 

Monisha Kaltenborn agradece a Kamui Kobayashi após o GP do Brasil.

 

Kobayashi estreou-se na F1 como piloto da Toyota, no ano em que a marca nipónica abandonou a categoria. A sorte sorriu ao piloto quando foi contratado, no ano seguinte, pela Sauber. A equipa recuperava o nome depois da saída da BMW e apostou no japonês para pilotar ao lado de Pedro De La Rosa. Desde 2010 que Kamui Kobayashi estava com a Sauber.

 

O japonês terminou a temporada de 2012 em 12º lugar na tabela de pilotos, curiosamente a mesma classificação desde que está na Sauber.

 

fotos: © Sauber Motorsport AG

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publicado às 14:05

Resumo do GP do Brasil

por Tiago Crispim, em 25.11.12

Chegámos à 20ª corrida do ano, no Brasil, com o título mundial de pilotos ainda por decidir. A certeza era que o vencedor ganhava o terceiro título na carreira. E por falar em carreiras, foi também o dia de despedida de Michael Schumacher, que abandonou a categoria pela segunda vez, mas desta feita, por uma porta mais pequena.

 

Na decisão do título, Vettel partia com vantagem. Saia do quarto lugar, e Fernando Alonso apenas do sétimo. Para Alonso vencer, precisava de ganhar a corrida, e Vettel não podia ir além de quinto.

 

A foto de final da temporada da Mercedes, com os mecânicos e engenheiros de Michael Schumacher.

 

Apesar de uma chuva ligeira, os carros partiram todos com pneus secos. Schumacher, Kobayashi e Grosjean com pneus duros e o resto do pelotão em médios.

 

Da pole position partiu Lewis Hamilton, seguido de Button, Webber e Vettel. Massa sai de quinto, à frente de Hulkenberg, Alonso, Raikkonen, Rosberg e Di Resta, a fechar os dez primeiros.

 

A largada pareceu sem problemas, com excelentes partidas de Massa e Alonso. Mas sem que nada o indicasse, nas curvas da descida do lago, Bruno Senna toca em Vettel e o Red Bull faz um pião. Vettel fica com danos no carro e em último, mas continua. Recebeu uma mensagem da equipa  dizer que o carro não pode ser arranjado nas boxes. De fora ficaram também Sérgio Pérez e Pastor Maldonado, que se viram envolvidos na refrega.

 

O deslize de Senna e pião de Vettel na largada.

 

A chuva não parava mas os pilotos também não. Os McLaren seguiam na frente destacados, mas lá mais atrás vários carros tinham problemas com o piso escorregadio. Na sexta volta Raikkonen tinha já parado para trocar para os pneus intermédios. Na nona volta começaram a parar mais alguns pilotos,  altura em que Vettel seguia em sexto. Webber foi um dos que trocou para intermédios, tendo já protagonizado um despiste umas voltas atrás.

 

Quem também já estava de fora nesta altura era Romain Grosjean, que viu o carro fugir, nestas voltas frenéticas.

 

Com 14 voltas cumpridas, alguns pilotos insistiam nos slicks, entre eles Button, que seguia em primeiro. A chuva era na parte da reta, mas os pilotos de intermédios faziam tempos semelhantes.

 

Excelente corrida estava a fazer Nico Hulkenberg, colado a Button e a pressionar o inglês.  Na volta 19 o Force India conseguiu passar para primeiro, sem uso do DRS.

 

Hulkenberg a liderar uma corrida com a Force India.

 

Na rádio McLaren, a equipa avisava Hamilton que a chuva ia continuar mais 30 minutos, mas a maioria dos pilotos, incluindo Lewis, foi trocar para os compostos duros. Rosberg furou um pneu na volta 20 e Alonso queixava-se de demasiados destroços na pista, motivo pelo qual saiu o Safety Car. Quem não deve ter achado graça foi Hulkenberg e Button, ao contrário de Vettel, que seguia em quinto, mesmo atrás de Alonso.

 

Com as regras de Safety Car deste ano O Force India e o McLaren aproveitaram imediatamente para trocar para os compostos duros e manter as mesmas posições.

 

Nesta altura ia Hulkenberg, Button, Hamilton, Alonso, Vettel, Kobayashi, Webber, Di Resta, Ricciardo e Raikkonen. Em 11º seguia Massa, um bocado apagado depois de um excelente arranque.

 

O alemão da Force India conseguiu manter a liderança no relançamento, e Kobayashi passou Vettel, que ia levando com Webber. O australiano, para não estragar, saiu de pista e regressou em 12º.

 

 

Christian Horner da Red Bull, sempre atento à ameaçadora chuva.

 

Na volta 38 Hamilton ganhava tempo sucessivamente a Hulkeberg, sem ainda se chegar perto. Mais atrás Massa subia para quinto. Em jogo estava também o segundo lugar no mundial de construtores, entre a McLaren e a Ferrari. Raikkonen, que ia em 11º, ganhou também uma posição, graças ao despiste de Paul Di Resta.

 

A chuva continuava a ameaçar e a pingar no circuito José Carlos Pace, fazendo uma nova vítima. Desta vez foi Petrov, que seguia com o Caterham em 13º. Foi ultrapassado por Charles Pic, na Marussia, que assim ficava com o décimo lugar do campeonato de construtores.

 

Hulkenberg pisou o limitador na volta 49, o que foi suficiente para Hulkenberg perder controlo do Force India e ceder a posição a Lewis Hamilton. Várias imagens dos pneus passavam na tv, a mostrar a degradação dos mesmo. Ainda com 21 voltas por cumprir, muitos pilotos iriam certamente trocar de pneus.

 

 

Raikkonen a regressar à pista, ainda com relva colada à camera. 

 

O primeiro a voltar aos intermédios foi Rosberg, seguido de perto por Daniel Ricciardo, que manteve os pneus duros. Vettel escolheu também trocar de compostos e colocar os médios.

 

Raikkonen teve um momento estranho, saíndo de pista para uma estrada de serviço e fazendo depois meia volta e passando pela relva para voltar à pista. Caiu para 14º.

 

Hulkenberg, tentava recuperar a primeira posição mas perdeu controlo da traseira do carro, tocando em Hamilton. O inglês partiu o eixo da roda dianteira, mas o alemão aguentou-se e manteve o segundo lugar.

 

Vettel fez duas paragens , quase consecutivas, seguido pela paragem de Alonso. Hulkenberg levou um drive through e caiu para quinto.

 

 

O fim da corrida para Hamilton.

 

Alonso seguia agora em segundo, com nove voltas para o final, mas com Vettel em sétimo, o alemão da Red Bull venceria o campeonato por um ponto. Nesta altura a chuva intensificou-se e Kovelainen foi o primeiro a trocar para pneus molhados.

 

A Red Bull indicou a Vettel que a posição atual era suficiente, para não forçar o andamento. Na frente tinha Schumacher. Mas Vettel ainda assim passou o Mercedes e subiu para sexto.

 

Com Alonso à espera que Button tivesse um problema, e a Red Bull a pedir a Vettel para não aumentar o ritmo, as posições consolidaram-se.

 

Na penúltima volta ainda houve tempo para o despiste de Paul Di Resta, e nova entrada do Safety Car.

 

 

Despiste de Paul Di Resta mesmo no fim da corrida.

 

Button em primeiro, seguido de Alonso, Massa, Webber, Hulkenberg e Vettel, que assim garantiu o título e o tri-campeonato. Na despedida de Schumacher o alemão foi sétimo, seguido de Vergne, Kobayashi, Raikkonen e Petrov, que garante o décimo lugar para a Caterham. Em 12º ficou Pic, à frente de Ricciardo, Kovalainen, Rosberg, Glock, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Di Resta, Hamilton, Grosjean, Maldonado, Senna e Pérez.

 

Vettel teve azar no início mas mostrou o suficiente para garantir o seu terceiro título, aos 25 anos.

 

Schumacher e Vettel no final da corrida.

 

No mundial de pilotos, Sebastian Vettel ficou em primeiro com 281 pontos, contra 278 de Alonso. Em terceiro ficou Raikkonen, no ano do seu regresso à F1.

 

No mundial de construtores a Red Bull venceu também, com o segundo lugar para a Ferrari e o terceiro para a McLaren.

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publicado às 18:05

Resumo do GP de Abu Dhabi

por Tiago Crispim, em 04.11.12

Sebastian Vettel foi o piloto mais rápido na qualificação em Abu Dhabi, mas partiu da pit lane. Foi penalizado por não ter combustível suficiente para realizar os testes necessários. Assim sendo, o alemão só pôde largar depois do resto do pelotão passar a curva 1.

 

Partiu da frente Lewis Hamilton, seguido de Mark Webber, Pastor Madonado e Kimi Raikkonen. De quinto largou Jenson Button, à frente de Fernando Alonso. Depois Nico Rosberg, Felipe Massa, Romain Grosjean e Nico Hulkenberg, a fechar os dez primeiros.

 

A Pirelli levou os compostos macios e médios para este circuito, e apenas Vettel, Schumacher e Senna começaram com médios.

 

Mas antes da partida Pedro de La Rosa teve problemas na volta de formação e foi começar atrás de Vettel, da pit lane.

 

O ponto de vista da HRT para a grelha de partida

 

Na partida Raikkonen ultrapassou Maldonado e Hulkenberg entrou em contacto com Senna, que levou ao abandono do piloto da Force India. Na quarta curva Alonso passou por Webber. Depois vimos que Grosjean também tinha ficado danificado, num toque com um Mercedes, e rapidamente levou o seu Lotus à boxe.

 

Raikkonen começou imediatamente a pressionar Hamilton, mas Vettel, que partiu do fim, já estava em 16º, tendo passado por Senna e ficado com a asa dianteira danificada.

 

Senna andava a subir de posições, e andava em 15º e Vettel também, era 13º.

 

Rosberg e Karthikeyan tiveram um acidente à nona volta, que fez entrar o Safety Car. Junta-se o pelotão e Vettel aprecia. Pela repetição, parece que o HRT estava com problemas e que o Mercedes saltou por cima de Karthikeyan.

 

Vettel, que já tinha a asa da frente danificada num toque com Senna, atrapalhou-se com as manobras de Daniel Ricciardo que aquecia os pneus. O alemão estava a manter os travões quentes e para não bater no Toro Rosso, foi contra uma placa de esferovite. Ainda antes do Safety Car sair de cena, Vettel aproveitou para trocar de pneus e de nariz, voltando ao fim do pelotão.

 

Rosberg a voar por cima de Karthikeyan

 

Na saída do Safety Car Webber atacou Alonso, que se conseguiu defender bem. Lá atrás, Vettel começou rapidamente a ganhar posições. Teve mesmo que devolver uma posição a Grosjean, já que ultrapassou o francês indo por fora da pista. Claro que a foi recuperar depois.

 

Lewis Hamilton, que estava a liderar a corrida, começou a andar devagar e abandonou. O McLaren perdeu toda a potência e deixou o Lotus de Kimi Raikkonen à frente. Pastor Maldonado foi ultrapassado por Alonso, que saltou para a segunda posição. Confirmou-se depois que foi um problema elétrico.

 

Webber tentou passar Maldonado que, apertado, tocou na roda traseira do australiano e tirou-o da pista. Pouco depois, Button passou o venezuelano sem problemas. Webber caiu para sétimo, duas posições à frente do seu companheiro de equipa.

 

A emoção já estava garantida, mas Webber tentou passar Massa por fora, tocou no Ferrari e o brasileiro fez um pião. O australiano conseguiu regressar à pista. A Ferrari tinha avisado Massa para se manter ainda em pista para aguentar o Red Bull mas depois deste incidente decidiu trocar de pneus.

 

Os stewards, que andavam a penalizar por tudo e por nada no ano passado, decidiram que os acidentes foram incidentes de corrida.

 

Vettel a derrubar a placa que avisa a zona de DRS

 

Raikkonen parou na volta 32 de 55, uma volta depois de Webber e Pérez. O finlandês manteve a posição mas seguido de perto por Vettel, que tinha partido de último e já tinha parado. A Red Bull queria levar o carro até ao fim, sem mais paragens, mas será que os pneus médios iriam aguentar 42 voltas?

 

Button, em quarto, pressionava Alonso e mais atrás eram Pérez e Webber a perseguir Paul Di Resta. E a resposta da Red Bull foi trocar mais uma vez de pneus para Vettel.

 

Mais atrás Grosjean estava a defender-se de Pérez e Webber. Pérez apertou Di Resta e teve de fugir da pista para não bater no Force India. O francês da Lotus tocou no Sauber quando este regressava à linha de corrida e levou também com Webber Ficaram de fora o Lotus e o Red Bull, e entrou o Safety Car.

Pérez foi depois penalizado por causar uma colisão.

 

Agora Vettel tem pneus mais recentes e estava numa boa posição para vencer a corrida, a partir do quarto lugar.

 

Schumahcer até estava nos pontos mas furou um pneu e foi à boxe ainda sob Safety Car. Charles Pic desistiu, levando o seu Marussia à boxe, para retirar.

 

Na saída do SC Vettel pressionou Button e Raikkonen saiu disparado. A pressão do alemão da Red Bull era constante, mas sem arriscar uma ultrapassagem. Alonso começou a fazer voltas mais rápidas e a encurtar a distância para Raikkonen.

 

Foi na volta 52, a três do fim, que Vettel passou Button.

 

Kimi Raikkonen com a taça

 

Até ao final, a questão agora era se Alonso conseguia passar o Lotus de Raikkonen. Mas o finlandês conseguiu a primeira vitória do ano. O sexto vencedor diferente da temporada e ainda por cima no ano do seu regresso à F1

Foi também a primeira vitória desde que a Lotus se deixou de chamar Renault.

 

No final do GP de Abu Dhabi ficaram Raikkonen, Alonso, Vettel e Button. A Williams fez um bom resultado nesta corrida, com Maldonado em quinto, seguido de Kobayashi, Massa, Senna e Di Resta. O último dos pontuáveis foi Ricciardo. Logo atrás ficaram Schumacher, Vergne, Kovalainen, Glock, Pérez, Petrov e De La Rosa. Não terminaram Pic, Grosjean, Webber, Hamilton, Karthikeyan, Rosberg e Hulkenberg.

 

A próxima corrida é no novo circuito das Américas, em Austin, Texas.

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publicado às 14:56

Resumo do GP da Índia

por Tiago Crispim, em 28.10.12

GP da Índia em dia de aniversário de Bernie Ecclestone. O patrão da F1 fez 82 anos e Sebastian Vettel partiu da pole, lugar ideal para oferecer uma vitória de prenda. Ainda na primeira fila da grelha de partida estava Mark Webber. Em terceiro e quarto qualificaram-se os McLaren, com Lewis Hamilton à frente de Jenson Button, seguidos dos dois Ferrari, com Fernando Alonso antes de Felipe Massa. A fechar os dez primeiros na grelha de partida tínhamos Raikkonen, Pérez, Maldonado e Rosberg.

 

Esta foi a quinta vez que Vettel partiu da pole neste campeonato.

 

O Red Bull de Vettel na grelha de partida

 

A largada foi emocionante. Os Red Bull conseguiram manter a dianteira mas os McLaren e Alonso envolveram-se numa acesa luta que resultou na perda de dois lugares para Hamilton. Button conseguiu manter-se à frente da Ferrari do espanhol, mas com muito pouca distância. Na verdade, na quarta volta o piloto das Astúrias aproveitou o DRS para saltar para a terceira posição.

 

Mas a partida não foi completamente limpa. Algures no meio do pelotão, Schumacher ficou com um furo na roda traseira e Jean-Eric Vergne partiu a asa dianteira. Michael Schumahcer, que com Kobayasji e Ricciardo, tinha partido com pneus duros, aproveitou a paragem para colocar os pneus macios.

 

A guerra entre os McLaren continuava, e Hamilton levava a dianteira à sétima volta, atrás de Alonso, Webber e Vettel.

 

Umas voltas depois a realização focou-se na luta pelo oitavo lugar, entre a Sauber de Sérgio Pérez e a Force India de Nico Hulkenberg. O mexicano conseguiu aguentar a pressão do alemão durante duas voltas, provavelmente a dica que a Sauber precisava, já que enviou o carro de Pérez para as boxes trocar de pneus. Voltou a colocar o composto macio, o que indicava uma estratégia de duas paragens.

 

Equipa de reportagem da Sky que cobre a Williams F1, dentro da boxe

 

Na décima posição, Pastor Maldonado era ultrapassado por Grosjean e Senna. Um pouco depois, Sérgio Pérez entrou em contato com o Toro Rosso de Ricciardo, ao ultrapassá-lo, e furou o pneu traseiro direito. Ele estava em recuperação depois de ter parado e ficou com a corrida comprometida. Uma volta depois voltou a entrar na boxe para abandonar a prova, provavelmente com danos ao nível do chão do carro ou da suspensão por ter levado um carro desalinhado durante uma volta.

 

Romain Grosjean, da Lotus, passava para nono, seguido mais uma vez de Bruno Senna. Desta feita a vítima foi Nico Rosberg.

 

Na volta 24 de 60 Jenson Button pôs os pneus duros no McLaren. Senna parou na volta 27 e Rosberg, Maldonado e Raikkonen na seguinte. Começava assim a primeira rodada de trocas de pneu. Massa e Alonso foram à boxe nas voltas seguintes.

 

Kimi Raikkonen, que tinha estado sempre atrás de Felipe Massa, teve o azar de ver Massa sair do pit lane à sua frente. Conseguiu passá-lo, já que tinha os pneus mais quentes, mas o brasileiro da Ferrari respondeu pouco depois e recuperou a posição, graças ao DRS.

 

Descontração na boxe da Williams

 

Maldonado, Senna e Kobayashi estavam envolvidos numa luta que acabou com Maldonado a cortar cedo demais e a sair fora de pista e ficar com um furo.

 

Hamilton, que estava com problemas no rádio parou na volta 33, para trocar de pneus e de volante rm 3.3 segundos. Uma volta depois foi Vettel que parou e manteve a liderança da corrida.

 

Se precisávamos de mais uma prova que Michael Schumacher sai pela porta dos fundos neste seu retorno à F1, os stewards investigaram o alemão por ter ignorado bandeiras azuis.

 

E com 37 de 60 voltas cumpridas, todos os pilotos tinham parado. O último a fazê-lo foi Kamui Kobayashi, o único Sauber em pista. Um pouco depois de faltarem 20 voltas para o fim, a Ferrari admitia estar com problemas com o combustível. Seria estratégia ou os pilotos tinham mesmo de poupar? Grojsean também andava já a levantar o pé do acelerador no fim das retas.

 

Pedro De La Rosa abandonou a corrida  na volta 46 com uma falha nos travões. Um problema preocupante para a HRT que atirou o piloto espanhol para a gravilha.

 

Charles Pic depois da corrida

 

Fernando Alonso fez uma grande ultrapassagem a Mark Webber. Sem KERS para se defender, o australiano da Red Bull viu o Ferrari aproximar-se e passá-lo antes de chegar à curva. No rádio a McLaren aproveitava para indicar a Hamilton que Webber devia ter problemas no seu KERS.

 

Kimi Raikkonen é que nunca mais passava Felipe Massa, tendo andado a corrida toda a ver a traseira do Ferrari.

 

Bruno Senna estava a fazer uma boa corrida. Depois de já ter estado nos lugares pontuáveis, antes da ida às boxes, voltava à décima posição com uma boa ultrapassagem a Nico Rosberg.

 

Alonso continuava a pressionar Vettel, embora a distância fosse muita. O alemão da Red Bull tocou com o chão do carro na superfície da pista e libertou faíscas, mas não afetou o ritmo do alemão. O outro Red Bull também estava sob pressão, mas de Hamilton.

 

Com apenas duas voltas para o fim Michael Schumacher decidiu abandonar com problemas mecânicos. Assim poupa os componentes do carro e pode trocar de caixa de velocidades na próxima corrida. Convenhamos que este GP foi péssimo para Schumi.

 

Classificação final

 

E Vettel manteve a liderança durante toda a corrida, vencendo pela segunda vez o GP da Índia e aumentando a vantagem no campeonato. Alonso foi segundo e Webber terceiro, seguido de perto por Lewis Hamilton. Button ficou em quinto, à frente de Massa e de Raikkonen, que passou a corrida atrás do Ferrari. Em oitavo ficou Hulkenberg, seguido de Grosjean e Bruno Senna. Fora dos pontos ficou Rosberg, em 11º, Di Resta, Ricciardo, Kobayashi e Vergne em 15º. Maldonado foi 16º, seguido de Petrov, Kovalainen, Pic, Glock e Karthikeyan. Não terminaram Schumacher, De La Rosa e Pérez.

 

Na tabela de pilotos, Vettel mantém a liderança com 240 pontos, contra os 227 de Fernando Alonso. A próxima corrida é dia 4 de Novembro, em Abu Dhabi.

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publicado às 11:13

Resumo do GP da Coreia

por Tiago Crispim, em 14.10.12

Psy, o músico que se tornou estrela mundial da música graças à internet, foi escolhido como “embaixador” deste Grande Prémio, não fosse ele atualmente o coreano mais famoso do mundo. Não foi de estranhar portanto, a presença dele no paddock, antes da corrida, a ensaiar uns passos de Gangnam Style a Mark Webber e Sebastian Vettel.

 

Os pilotos da Red Bull partiram da primeira linha da grelha, com o australiano a sair da pole. Atrás ficou Lewis Hamilton, seguido de Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Romain Grosjean, Nico Hulkenberg, Nico Rosberg e Michael Schumacher, a fechar o top 10.

 

O Gangnam Style de Psy, Webber e Vettel.

 

A partida foi limpa, mas na terceira curva, a  meio do pelotão, Kamui Kobayashi travou para cima de Jenson Button e Nico Rosberg, que abandonaram na segunda volta.  Foi preciso esperar até à sétima volta para deixarmos de ver bandeiras amarelas em pista.

 

Vettel rapidamente saltou para a frente da corrida e começou a ganhar distância., mas os pilotos que subiram mais lugares foram sem dúvida os Toro Rosso, que antes da décima volta, andavam já pelo 15º e 13º lugares. Especialmente bom resultado para Daniel Ricciardo, que saira da 21ª posição.

 

As primeiras paragens foram perto da volta 14, com a maior parte dos pilotos a trocar para os pneus mais suaves.

 

Depois da troca, Vettel manteve o primeiro lugar, seguido de Massa, Sérgio Pérez e Alonso. O brasileiro da Ferrari ainda não tinha passado pelas boxes, e juntou-se depois à corrida em quinto. Na 18ª volta Kobayashi e De La Rosa abandonaram. O japonês teria muitos danos  no carro graças à sua travagem suicida no início da corrida.

 

Os pilotos reunidos antes da tradicional parada, antes da corrida

 

Sérgio Pérez  aguentou o seu Sauber até à volta 19, onde finalmente trocou os pneus.

 

A McLaren não estava a ter o melhor dos dias em Yeongam. Depois do abandono de Button, Hamilton estava a ter problemas em aguentar-se na quarta posição e foi prontamente ultrapassado por Massa. Raikkonen tentou depois a sua sorte, com o inglês a aguentqar a pressão até à volta 27, quando foi novamente trocar de pneus.

 

Entre a 27 e a 33 os pilotos começaram as segundas paragens, com Pérez a ser novamente dos últimos a parar, na volta 34. Alonso parou só na 35 e Massa e Vettel na 36.

 

Massa começou a pressionar o seu companheiro de equipa, mas prontamente recebeu uma mensagem que estava demasiado perto.

 

Hamilton parou ainda mais uma vez, para montar os pneus super suaves no seu McLaren, mas com cerca de dez voltas para o fim, dificilmente salvaria a corrida.

 

Os mecânicos da Williams a acompanhar a corrida

 

Vettel e Webber na frente, sem oposição, tratavam de poupar os pneus até ao final, com a maioria dos pilotos a não forçar muito os carros. A Red Bull contatou Vettel para ele ter especial cuidado com o pneu frontal direito sob travagem.

 

Uma boa corrida estavam a ter os Toro Rosso, nesta altura com Vergne a passar por Ricciardo pela oitava posição. Hamilton atrás dos dois, foi atropelar um pedaço de relva artificial que andava por ali. Já antes tinha sido atropelada pelos Williams.

 

A emoção ficou garantida pelo engenheiro de Vettel, que insistia com o atual campeão que, se ele continuasse assim, o pneu direito da frente podia rebentar.

 

Vettel cruzou em primeiro a meta, onde novamente apareceu Psy a dar a bandeirada. Vettel salta para a liderança do campeonato, destronando Alonso.

 

Vettel em cima do seu Red Bull e os festejos da equipa

 

Terminaram, por ordem, Vettel, Webber, Alonso, Massa, Raikkonen, Hulkenberg, Grosjean, Vergne, Ricciardo e Hamilton a fechar os dez primeiros. Em 11º ficou Pérez, seguido de Di Resta, Schumacher, Maldonando, Senna, Petrov, Kovalainen, Glock, Pic e Karthikeyan. Não terminaram De La Rosa, Kobayashi, Rosberg e Button.

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publicado às 08:45

Resumo do GP do Japão

por Tiago Crispim, em 07.10.12

Chegamos a este GP do Japão com algumas certezas para 2013, nomeadamente a saída de Michael Schumacher, e as novas equipas de Lewis Hamilton e Sérgio Pérez. Mas, talvez para nos fazer lembrar qual tem sido a equipa dominante nos últimos anos, a Red Bull marcou os dois primeiros tempos na qualificação em Suzuka.

 

Sebastian Vettel tomou a pole, seguido do seu companheiro de equipa, Mark Webber e do piloto local Kamui Kobayashi, que volta a colocar a Sauber em destaque, depois de Button ter trocado a caixa de velocidades e ter caído cinco posições. Do quarto lugar partiu Romain Grosjean, seguido de Pérez, Alonso, Raikkonen, Button, Hamilton e Massa, a fechar os dez primeiros. Depois de anunciar que esta era a última temporada na F1, Schumi partiu do penúltimo lugar, com pneus duros.

 

Os bastidores. Kimi Raikkonen em reunião na motorhome antes da corrida.

 

A partida pareceu limpa, com Kobayashi a subir uma posição, mas imediatamente Fernando Alonso fez um pião e atravessou-se na pista. Pela transmissão não pareceu haver contacto entre pilotos, mas Rosberg foi também vítima da largada, tal como o brasileiro Bruno Senna,  que ficou sem asa dianteira. Foi preciso ver no replay que Raikkonen tocou em Alonso, que furou, e sem surpresa, Grosjean colidiu com Webber.

 

O Safety Car foi para a pista e Grosjean, Webber e Senna, aproveitaram para trocar para os pneus duros, e o nariz do carro.

 

O SC regressou à boxe pouco depois, com Vettel a manter a liderança seguido pelo japonês da Sauber.

 

Na sexta volta, o mexicano da equipa suíça aproveitou que Hamilton travou um pouco antes para passar, sem aviso, para a sexta posição. Era perceptível que o inglês estava a ter problemas com o McLaren, provavelmente com a afinação, já que dançava um bocado nas curvas.

 

Os sempre atentos stewards puniram Romain Grosjean com um stop and go  de dez segundos, altura em que a Mercedes informou Schumacher que perdeu a telemetria do seu carro.

 

Webber fala com Button e Di Resta, com Hulkenberg em primeiro plano, antes da parada dos pilotos.

 

As primeiras paragens começaram algures pela volta 14 e Kobayashi foi, com Raikkonen, um dos primeiros a parar. O japonês caiu para sexto, sendo o melhor, até então, dos que já tinham parado. Mas foi preciso esperar até à volta 18 para Vettel parar, tal como Massa, que era então segundo e manteve a posição.

 

Cheio de confiança, ou a tentar evitar bater, Pérez tentou ultrapassar, novamente, Hamilton. No mesmo lugar mas desta vez por fora. Perdeu o controlo do Sauber, derrapou as rodas o suficiente para chegar à relva e fazer um pião, e ficou fora da prova, embora tenha ainda mostrado resistência a desligar o motor.

Pode ter sido confiança a mais ou então descontrolo do carro mesmo antes de chegar à curva em questão.

 

Foi apenas nesta altura que Bruno Senna recebeu uma penalização por uma colisão na partida. Foi um drive through.

 

Stop & Go de Romain Grosjean.

 

Entretanto os McLaren debatiam-se com problemas. Hamilton queixava-se de já não ter pneus, e Button reclamava constantemente da sua nova caixa de velocidades, trocada no fim-de-semana e motivo pela perda de cinco lugares na partida. O piloto dizia que algumas mudanças não entravam bem e passavam pelo ponto morto antes de engatar, mas a equipa afirmava não haver problema e no fim, se houve, não fez grande diferença.

 

Webber, pela calada, era já nono, depois de ter caído para o fim do pelotão quando trocou a asa dianteira após o acidente na largada. O problema é que era também dos primeiros a trocar de pneus.

 

A segunda paragem nas boxes foi também rápida e sem incidentes de maior, com a maioria dos pilotos da frente a manterem dos lugares.

 

Button, que tinha passado Kobayashi, perdeu o lugar para o japonês depois da segunda troca, mas o Sauber não conseguiu aproximar-se o suficiente para chegar ao segundo lugar de Massa.

 

Como na corrida não se passava grande coisa, quase a dez voltas do fim, os comentadores portugueses aproveitam para dar uma breve explicação sobre aerodinâmica, bastante simples e competente, que ocupou as voltas 40 a 42.

Vettel levava 18 segundos sobre Massa e Kobayashi e Button mantinham-se em terceiro e quarto.

 

O furo de Fernando Alonso, que escreveu no final da corrida, no twitter, que ainda faltam cinco corridas para o fim...

 

O inglês da McLaren estava a ganhar tempo ao japonês da Sauber, com sete voltaas para o final, e a equipa prateada pediu para puxar pelo pódio. Era a luta mais animada deste final, e a meu ver, de toda a corrida.

 

Petrov ainda foi penalizado com um drive through por não respeitar as bandeiras azuis, logo depois de Kobayashi responder a Button e aumentar a sua distância. O japonês defendeu com unhas e dentes a posição, frente ao inglês cada vez mais próximo, e iguala o terceiro de Aguri Suzuki em casa.

 

Sebastian Vettel venceu a corrida sem problemas, desde a partida até  à bandeira axadrezada e Massa ganha o seu primeiro pódio deste ano.

 

Em suma, numa pista normalmente animada, vimos uma corrida pouco emocionante, a roçar o chato. A vitória de Vettel e o abandono de Alonso ditam que o espanhol mantém a vantagem com 194 pontos, contra os 190 de Vettel. No campeonato de construtores, a Red Bull  mantém também a vantagem.

 

Vettel em cima do seu Red Bull depois de ter vencido o GP.

 

O público japonês em histeria depois de Kobayashi cortar a meta foi a melhor parte da corrida.

 

Com esta vitória, a 24ª, Vettel iguala Fangio como o nono maior da história.

 

A F1 continua na Ásia, para a semana temos GP da Coreia.

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publicado às 08:37


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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