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GP da China, 14 de Abril de 2013

por Tiago Crispim, em 14.04.13

Para este GP da China Lewis Hamilton conquistou a pole. Esta foi, no ano passado, a corrida onde Nico Rosberg conseguiu a primeira vitória da marca alemã. Atrás do Mercedes partiu Kimi Raikkonen, seguido de Fernando Alonso e Rosberg. A fechar os dez primeiros estavam Massa, Grosjean, Ricciardo, Button, Vettel e Hulkenberg.

 

Os Red Bull fizeram uma má qualificação, com Vettel a não conseguir melhor que o nono lugar, e Webber a sair em 14º, mas da linha das boxes.

 

Os primeiros sete na grelha optaram pelos Pirelli macios, e Button pelos médios.

 

A vista do "Centro de Hospitalidade" da McLaren

 

Na partida Hamilton manteve a liderança, seguido de Alonso, Massa e Raikkonen. Webber foi às boxes logo na segunda volta, trocando dos macios para os médios.

 

Na quarta volta Alonso começou a pressionar Hamilton na frente e uma volta depois, os dois Ferrari passam o Mercedes na reta da meta. Hamilton sem pedalada para aguentar o primeiro lugar, salta depois para quarto, quando Raikkonen o ultrapassa. Logo depois trocou para os médios, tal como o seu companheiro de equipa.

 

Na repetição vimos que Esteban Gutiérrez calculou mal a travagem e acabou em cima de Adrian Sutil, tirando os dois carros da corrida.

 

 

A roda de Webber a soltar-se do Red Bull

 

Na décima volta, apenas os pilotos que começaram com os médios ainda não tinham passado pela boxe.

 

Com as mudanças de pneus, Vettel viu-se em primeiro lugar, e a Red Bull fez um bom trabalho na troca, mantendo o lugar à frente de Hulkenberg, que seguia em segundo, e ainda por cima sofreu na troca de pneus com um problema na roda traseira direita.

 

Mark Webber toca em Jean-Eric Vergne e tem de trocar nariz e pneus no Red Bull, e Raikkonen toca na traseira de Pérez, tudo na volta 16. O Lotus teve alguns danos na frente mas não abandonou, Pérez também ficou em pista.

 

O australiano da Red Bull começou a andar lentamente para as boxes mas uma das rodas do carro soltou-se e deu por terminada a corrida de Webber.

 

O ar desanimado de Webber depois de abandonar

 

Nico Rosberg teve mais uma corrida azarada. O alemão parou quatro vezes, a terceira das quais com um furo, duas voltas depois da terceira paragem. Na quarta saiu do carro e abandonou.

 

Com tantos abandonos e trocas de pneus, na volta 33 era o Ferrari de Alonso que liderava, seguido de Hamilton, Raikkonen, Button, Vettel, Hulkenberg, Massa, Ricciardo, Grosjean e Vergne a fechar os dez primeiros. Di Resta era 11º, seguido de Bottas, Pérez, Maldonado, Pic, Bianchi, Chilton e Van Der Garde. Rosberg, Webber, Sutil e Gutiérrez estavam de fora.

 

Os pneus médios da Pirelli têm uma grande diferença de velocidade, em comparação com os macios, mas tendo mais durabilidade, acabam por compensar neste circuito de Shanghai. Na volta 37, Button era o único piloto com apenas uma paragem, sendo que oito pilotos tinham parado duas vezes e nove três vezes.

 

A segunda paragem de Button, com seis voltas para o final

 

Na volta 41 os comissários anunciaram que Vettel, Webber, Raikkonen, Bottas, Ricciardo, Chilton, Button e Grosjean vão ser investigados por usar o DRS com bandeiras amarelas.

 

Alonso teve de parar, possivelmente pela última vez, na volta 42. Vettel tomou a liderança mas tinha ainda de usar os pneus macios. Logo atrás, Button Raikkonen e Hamilton tentavam o terceiro lugar. Entre o inglês da McLaren e o finlandês da Lotus estavam menos de dois segundos, e entre Raikkonen e Hamilton 0,7.

 

 

 Alonso a festejar a vitória

 

Com a vitória da Alonso praticamente garantida, a questão prendia-se com o segundo e terceiro lugares, se bem que Vettel levava quase cinco segundos de vantagem em relação ao terceiro colocado.

 

Button ainda com uma paragem não conseguiu oferecer resistência a Raikkonen e Hamilton.

 

Button trocou para os macios com cinco voltas para o final e caiu para sétimo. Passou Massa na reta da meta, mostrando a diferença de andamento com pneus novos. Vettel parou no fim da volta 52 e saiu em quarto.

 

Na última volta Vettel colou-se à traseira de Hamilton, pressionando o inglês, que vai travando no limite. Apesar do desgaste dos pneus macios, com mais uma volta Vettel tinha passado o Mercedes.  “Ainda não estamos lá, mas falta pouco”, foi o que disse Ross Brawn a Hamilton no final.

 

Os três primeiros antes de subir ao pódio

 

Apesar desta decisão final, Alonso venceu a corrida, seguido de Raikkonen e Hamilton. Vettel terminou em quarto, seguido de Button, Massa, Ricciardo, Di Resta, Grosjean e Hulkenberg. Fora dos pontos ficaram Pérez, Vergne, Bottas, Maldonado, Bianchi, Pic, Chilton e Van Der Garde. Não terminaram Rosberg, Webber, Sutil e Gutiérrez.

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publicado às 10:08

GP da Malásia, 24 de Março

por Tiago Crispim, em 24.03.13

A malasia é sinónimo de calor e chuva, e neste ano a situação não foi diferente.

Os pilotos alinharam com pneus intermédios, depois de terem saído de pista vários, na curva 3. A chuva não impediu ou atrasou de qualquer maneira o arranque da corrida, que contou com pole position de Sebastien Vettel, seguido dos dois Ferrari, com Felipe Massa à frente de Fernando Alonso. Lewis Hamilton saiu de quarto, seguido de Mark Webber e Nico Rosberg.

 

Atrás partiram Adrian Sutil e Sérgio Pérez. De décimo partiu Kimi Raikkonen, com o seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, em 11º. Nico Hulkenberg, Daniel Ricciardo, Esteban Gutiérrez, Paul Di Resta, Pastor Maldonado, Jean-Eric Vergne, Valtteri Bottas, Jules Bianchi, Charles Pic, Max Chilton e Guido Van Der Garde completavam a grelha.

 

A largada

 

Mark Webber fez um grande aranque, saltando quase imediatamente para terceiro atrás de Alonso, que com uma asa dianteira partida, partiu melhor que Massa. O brasileiro não fez um arranque brilhante, caindo rapidamente para quinto. Para o espanhol da Ferari a corrida acabou cedo, quando a asa da frente se partiu na reta e se alojou debaixo do carro.

 

Na terceira volta a Mercedes mostrou que o seu carro está bem melhor que a McLaren, que também usa motores da marca alemã. Rosberg passou por Button sem problemas e ficou atrás do seu companheiro de equipa, Hamilton. Lá mais atrás, na volta cinco, era Hulkenberg que ultrapassava Pérez, com um Sauber, antiga equipa do piloto mexicano.

 

No final da quinta volta, Vettel foi o primeiro a assumir o risco de trocar para pneus de pista seca. Montou os médios, tal como Massa, que se seguiu ao alemão.

 

Hamilton a manter os velhos hábitos

 

Sutil, Ricciardo, Raikkonen e  Maldonado entraram na sétima volta para troca de pneus. Na Force India a coisa não correu bem, com Paul Di Resta a chegar ainda com Sutil parado na boxe. Hamilton pode não ter sofrido tanto com a paragem, mas não se livra do ridículo, quando parou na boxe da McLaren. Alvez seja a força do hábito. Já Guido Van Der Garde e Daniel Ricciardo estiveram bem pior, quando colidiram, quando o Toro Rosso saía e o Caterham entrava para trocar os Pirelli. Incidente para ser investigado após a corrida, com mais que provável multa para a Toro Rosso.

 

Feitas as trocas para pneus de tempo seco, Webber liderava, seguido de Vettel, Hamilton e Rosberg. Button era quinto, seguido de Hulkenberg, Massa, Grosjean, Pérez e Raikkonen, em décimo.

 

 

A luta pelo sexto lugar, algures entre as voltas 23 e 28

 

Na 20ª volta Webber trocou para pneus médios, tendo caído para quinto lugar e uma volta depois, Massa e Grosjean também trocaram, seguidos da maioria dos pilotos. Contudo, Vettel ficava lá na frente. Parou na volta 23.

 

A realização televisiva concentrava-se sobretudo na luta pelo sexto lugar, entre Massa, Grosjean, Hulkenberg e Raikkonen. Já os mecânicos da Force India estavam com problemas em apertar a roda dianteira a Di Resta e o escocês acabou mesmo por abandonar a prova nas boxes. Na volta 29 Adrian Sutil tamém desistiu nas boxes. O alemão estava em último na altura.

As paragens de Vettel, Hamilton e Rosberg foram nas voltas 32 e 33. Com isto, quem estava no comando era a McLaren, com Jenson Button. O britânico tinha menos uma paragem e ficou em pista até à volta 35. Raikkonen e Hulkenberg saíram da boxe ao mesmo tempo, mas o finlandês da Lotus partiu logo para o ataque ao Sauber.

 

 

Os mecânicos da McLaren a empurrarem Button de volta à boxe

 

Button até podia pensar que a corrida não estava a correr mal, mas a roda direita da frente estava mal apertada. A equipa baixou o carro com a pistola das porcas ainda dentro da roda e o piloto parou ainda nas boxes. A equipa apressou-se a empurrar o carro de volta à boxe e corrigiu o problema, mas Button caiu para 14º.

 

Hamilton recebeu ordens para poupar (combustível  ou pneus) e rapidamente foi ultrapassado por Vettel. Lá mais atrás Raikkonen reclamava com Hulkenberg, que teimava em fechar-lhe as oportunidades de passar. Na volta 42 conseguiu passar o Sauber e chegar ao oitavo lugar.

 

Nesta mesma volta Hamilton fez a sua última paragem da corrida. A questão era se os Red Bull ainda iam parar ou não. Logo na volta seguinte Vettel parou e Rosberg também. O alemão da Red Bull fez uma excelente paragem, perdendo Hamilton na vista dos retrovisores.

 

 

A ultrapassagem de Raikkonen a Hulkenberg

 

Os Red Bull estavam em grande disputa e Webber tapou Vettel por várias voltas. O australiano estava com pneus duros e Vettel com médios. A luta foi boa, no limite. Christian Horner classificou o ataque como uma “tonteria”.

 

Maldonado, longe das câmaras, levou o Williams que ele pensa que é um corta-relva à escapatória. O segundo abandono do ano em apenas duas corridas para o venezuelano.

 

Raikkonen passou Pérez e Massa aproveitou para ultrapassar o mexicano, que ainda se defendia do Lotus. Pouco depois o Ferrari saltava para sexto.

 

 

Vettel e Webber quase colados

 

Na frente, Rosberg pedia à equipa para passar Hamilton, porque era mais rápido, mas Ross Brawn disse que não, e explicou ao alemão que o inglês estava a manter o ritmo de corrida pedido pela Mercedes.

 

Daniel Ricciardo também leva já dois abandonos, tendo parado nas boxes a três voltas do fim. Massa, com pneus mais novos, passou Grosjean, enquanto Rosberg continuava a querer passar o companheiro de equipa. Brawn respondeu-lhe que havia imenso espaço para trás e para a frente, e que ele queria poupar os carros para a próxima corrida. Rosberg, entenda-se, queria era subir ao pódio. Brawn falou depois com Hamilton e pediu-lhe poupança máxima de combustível.

 

Jenson Button abandonou a corrida, na altura em que o seu companheiro na McLaren ainda fez mais uma paragem.

 

 

Uma corrida cheia de incidentes, com Vettel a levar a melhor no final, seguido de Mark Webber, Hamilton, Rosberg, Massa, Grosjean, Raikkonen , Hulkenberg, Pérez e Vergne, a fechar os dez primeiros. Bottas, Gutiérrez, Bianchi, Pic, Van Der Garde e Chilton depois. Button, Ricciardo, Maldonado, Sutil, Di Resta e Alonso não terminaram.

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publicado às 09:35

Resumo do GP da Índia

por Tiago Crispim, em 28.10.12

GP da Índia em dia de aniversário de Bernie Ecclestone. O patrão da F1 fez 82 anos e Sebastian Vettel partiu da pole, lugar ideal para oferecer uma vitória de prenda. Ainda na primeira fila da grelha de partida estava Mark Webber. Em terceiro e quarto qualificaram-se os McLaren, com Lewis Hamilton à frente de Jenson Button, seguidos dos dois Ferrari, com Fernando Alonso antes de Felipe Massa. A fechar os dez primeiros na grelha de partida tínhamos Raikkonen, Pérez, Maldonado e Rosberg.

 

Esta foi a quinta vez que Vettel partiu da pole neste campeonato.

 

O Red Bull de Vettel na grelha de partida

 

A largada foi emocionante. Os Red Bull conseguiram manter a dianteira mas os McLaren e Alonso envolveram-se numa acesa luta que resultou na perda de dois lugares para Hamilton. Button conseguiu manter-se à frente da Ferrari do espanhol, mas com muito pouca distância. Na verdade, na quarta volta o piloto das Astúrias aproveitou o DRS para saltar para a terceira posição.

 

Mas a partida não foi completamente limpa. Algures no meio do pelotão, Schumacher ficou com um furo na roda traseira e Jean-Eric Vergne partiu a asa dianteira. Michael Schumahcer, que com Kobayasji e Ricciardo, tinha partido com pneus duros, aproveitou a paragem para colocar os pneus macios.

 

A guerra entre os McLaren continuava, e Hamilton levava a dianteira à sétima volta, atrás de Alonso, Webber e Vettel.

 

Umas voltas depois a realização focou-se na luta pelo oitavo lugar, entre a Sauber de Sérgio Pérez e a Force India de Nico Hulkenberg. O mexicano conseguiu aguentar a pressão do alemão durante duas voltas, provavelmente a dica que a Sauber precisava, já que enviou o carro de Pérez para as boxes trocar de pneus. Voltou a colocar o composto macio, o que indicava uma estratégia de duas paragens.

 

Equipa de reportagem da Sky que cobre a Williams F1, dentro da boxe

 

Na décima posição, Pastor Maldonado era ultrapassado por Grosjean e Senna. Um pouco depois, Sérgio Pérez entrou em contato com o Toro Rosso de Ricciardo, ao ultrapassá-lo, e furou o pneu traseiro direito. Ele estava em recuperação depois de ter parado e ficou com a corrida comprometida. Uma volta depois voltou a entrar na boxe para abandonar a prova, provavelmente com danos ao nível do chão do carro ou da suspensão por ter levado um carro desalinhado durante uma volta.

 

Romain Grosjean, da Lotus, passava para nono, seguido mais uma vez de Bruno Senna. Desta feita a vítima foi Nico Rosberg.

 

Na volta 24 de 60 Jenson Button pôs os pneus duros no McLaren. Senna parou na volta 27 e Rosberg, Maldonado e Raikkonen na seguinte. Começava assim a primeira rodada de trocas de pneu. Massa e Alonso foram à boxe nas voltas seguintes.

 

Kimi Raikkonen, que tinha estado sempre atrás de Felipe Massa, teve o azar de ver Massa sair do pit lane à sua frente. Conseguiu passá-lo, já que tinha os pneus mais quentes, mas o brasileiro da Ferrari respondeu pouco depois e recuperou a posição, graças ao DRS.

 

Descontração na boxe da Williams

 

Maldonado, Senna e Kobayashi estavam envolvidos numa luta que acabou com Maldonado a cortar cedo demais e a sair fora de pista e ficar com um furo.

 

Hamilton, que estava com problemas no rádio parou na volta 33, para trocar de pneus e de volante rm 3.3 segundos. Uma volta depois foi Vettel que parou e manteve a liderança da corrida.

 

Se precisávamos de mais uma prova que Michael Schumacher sai pela porta dos fundos neste seu retorno à F1, os stewards investigaram o alemão por ter ignorado bandeiras azuis.

 

E com 37 de 60 voltas cumpridas, todos os pilotos tinham parado. O último a fazê-lo foi Kamui Kobayashi, o único Sauber em pista. Um pouco depois de faltarem 20 voltas para o fim, a Ferrari admitia estar com problemas com o combustível. Seria estratégia ou os pilotos tinham mesmo de poupar? Grojsean também andava já a levantar o pé do acelerador no fim das retas.

 

Pedro De La Rosa abandonou a corrida  na volta 46 com uma falha nos travões. Um problema preocupante para a HRT que atirou o piloto espanhol para a gravilha.

 

Charles Pic depois da corrida

 

Fernando Alonso fez uma grande ultrapassagem a Mark Webber. Sem KERS para se defender, o australiano da Red Bull viu o Ferrari aproximar-se e passá-lo antes de chegar à curva. No rádio a McLaren aproveitava para indicar a Hamilton que Webber devia ter problemas no seu KERS.

 

Kimi Raikkonen é que nunca mais passava Felipe Massa, tendo andado a corrida toda a ver a traseira do Ferrari.

 

Bruno Senna estava a fazer uma boa corrida. Depois de já ter estado nos lugares pontuáveis, antes da ida às boxes, voltava à décima posição com uma boa ultrapassagem a Nico Rosberg.

 

Alonso continuava a pressionar Vettel, embora a distância fosse muita. O alemão da Red Bull tocou com o chão do carro na superfície da pista e libertou faíscas, mas não afetou o ritmo do alemão. O outro Red Bull também estava sob pressão, mas de Hamilton.

 

Com apenas duas voltas para o fim Michael Schumacher decidiu abandonar com problemas mecânicos. Assim poupa os componentes do carro e pode trocar de caixa de velocidades na próxima corrida. Convenhamos que este GP foi péssimo para Schumi.

 

Classificação final

 

E Vettel manteve a liderança durante toda a corrida, vencendo pela segunda vez o GP da Índia e aumentando a vantagem no campeonato. Alonso foi segundo e Webber terceiro, seguido de perto por Lewis Hamilton. Button ficou em quinto, à frente de Massa e de Raikkonen, que passou a corrida atrás do Ferrari. Em oitavo ficou Hulkenberg, seguido de Grosjean e Bruno Senna. Fora dos pontos ficou Rosberg, em 11º, Di Resta, Ricciardo, Kobayashi e Vergne em 15º. Maldonado foi 16º, seguido de Petrov, Kovalainen, Pic, Glock e Karthikeyan. Não terminaram Schumacher, De La Rosa e Pérez.

 

Na tabela de pilotos, Vettel mantém a liderança com 240 pontos, contra os 227 de Fernando Alonso. A próxima corrida é dia 4 de Novembro, em Abu Dhabi.

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publicado às 11:13

Resumo do GP da Coreia

por Tiago Crispim, em 14.10.12

Psy, o músico que se tornou estrela mundial da música graças à internet, foi escolhido como “embaixador” deste Grande Prémio, não fosse ele atualmente o coreano mais famoso do mundo. Não foi de estranhar portanto, a presença dele no paddock, antes da corrida, a ensaiar uns passos de Gangnam Style a Mark Webber e Sebastian Vettel.

 

Os pilotos da Red Bull partiram da primeira linha da grelha, com o australiano a sair da pole. Atrás ficou Lewis Hamilton, seguido de Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Romain Grosjean, Nico Hulkenberg, Nico Rosberg e Michael Schumacher, a fechar o top 10.

 

O Gangnam Style de Psy, Webber e Vettel.

 

A partida foi limpa, mas na terceira curva, a  meio do pelotão, Kamui Kobayashi travou para cima de Jenson Button e Nico Rosberg, que abandonaram na segunda volta.  Foi preciso esperar até à sétima volta para deixarmos de ver bandeiras amarelas em pista.

 

Vettel rapidamente saltou para a frente da corrida e começou a ganhar distância., mas os pilotos que subiram mais lugares foram sem dúvida os Toro Rosso, que antes da décima volta, andavam já pelo 15º e 13º lugares. Especialmente bom resultado para Daniel Ricciardo, que saira da 21ª posição.

 

As primeiras paragens foram perto da volta 14, com a maior parte dos pilotos a trocar para os pneus mais suaves.

 

Depois da troca, Vettel manteve o primeiro lugar, seguido de Massa, Sérgio Pérez e Alonso. O brasileiro da Ferrari ainda não tinha passado pelas boxes, e juntou-se depois à corrida em quinto. Na 18ª volta Kobayashi e De La Rosa abandonaram. O japonês teria muitos danos  no carro graças à sua travagem suicida no início da corrida.

 

Os pilotos reunidos antes da tradicional parada, antes da corrida

 

Sérgio Pérez  aguentou o seu Sauber até à volta 19, onde finalmente trocou os pneus.

 

A McLaren não estava a ter o melhor dos dias em Yeongam. Depois do abandono de Button, Hamilton estava a ter problemas em aguentar-se na quarta posição e foi prontamente ultrapassado por Massa. Raikkonen tentou depois a sua sorte, com o inglês a aguentqar a pressão até à volta 27, quando foi novamente trocar de pneus.

 

Entre a 27 e a 33 os pilotos começaram as segundas paragens, com Pérez a ser novamente dos últimos a parar, na volta 34. Alonso parou só na 35 e Massa e Vettel na 36.

 

Massa começou a pressionar o seu companheiro de equipa, mas prontamente recebeu uma mensagem que estava demasiado perto.

 

Hamilton parou ainda mais uma vez, para montar os pneus super suaves no seu McLaren, mas com cerca de dez voltas para o fim, dificilmente salvaria a corrida.

 

Os mecânicos da Williams a acompanhar a corrida

 

Vettel e Webber na frente, sem oposição, tratavam de poupar os pneus até ao final, com a maioria dos pilotos a não forçar muito os carros. A Red Bull contatou Vettel para ele ter especial cuidado com o pneu frontal direito sob travagem.

 

Uma boa corrida estavam a ter os Toro Rosso, nesta altura com Vergne a passar por Ricciardo pela oitava posição. Hamilton atrás dos dois, foi atropelar um pedaço de relva artificial que andava por ali. Já antes tinha sido atropelada pelos Williams.

 

A emoção ficou garantida pelo engenheiro de Vettel, que insistia com o atual campeão que, se ele continuasse assim, o pneu direito da frente podia rebentar.

 

Vettel cruzou em primeiro a meta, onde novamente apareceu Psy a dar a bandeirada. Vettel salta para a liderança do campeonato, destronando Alonso.

 

Vettel em cima do seu Red Bull e os festejos da equipa

 

Terminaram, por ordem, Vettel, Webber, Alonso, Massa, Raikkonen, Hulkenberg, Grosjean, Vergne, Ricciardo e Hamilton a fechar os dez primeiros. Em 11º ficou Pérez, seguido de Di Resta, Schumacher, Maldonando, Senna, Petrov, Kovalainen, Glock, Pic e Karthikeyan. Não terminaram De La Rosa, Kobayashi, Rosberg e Button.

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publicado às 08:45

Resumo do GP de Singapura

por Tiago Crispim, em 23.09.12

São várias as notícias que estiveram em destaque no mundo da F1, entre elas a morte do professor Sid Watkins, homenageado no arranque do GP de Singapura.

Para não ocupar este post com a carreira de Watkins, esta semana faço ainda um resumo da sua carreira e importância para a Fórmula 1.

 

A sair da pole position estava Lewis Hamilton, seguido do surpreendente Pastor Maldonado, que afastou Sebastian Vettel para o terceiro lugar. Jenson Button é quarto na largada, à frente de Fernando Alonso. Mark Webber é sétimo atrás de Paul Di Resta e Kimi Raikkonen não foi além do 12º lugar, seguido de Felipe Massa. Bruno Senna e Pedro De La Rosa sofreram penalizações por troca de caixa de velocidades e partiram, respetivamente, do 17º e 24º lugares.

 

Minuto de silêncio em homenagem a Sid Watkins

 

A partida ocorreu quase sem incidentes, com Hamilton a fazer uma boa saída. Maldonado foi ultrapassado por Vettel e Button e lá atrás, o Caterham de Vitaly Petrov tinha alguns danos, devido a uma colisão com o seu companheiro de equipa, e foi de imediato à boxe, seguido de Felipe Massa, que teve um furo.

 

A primeira luta em que se focaram as câmaras foi a do décimo posto, entre Schumacher, Raikkonen e Hulkenberg. Ao mesmo tempo Romain Grosjean, de volta após a suspensão no GP de Itália, lia pelo rádio os dados do carro, já que a equipa se queixava de não ter telemetria do seu Lotus.

 

A primeira paragem programada foi na nona volta, com Mark Webber a cair de sétimo para 20º. Na mesma altura Vettel cometeu um erro, indo em frente na chicane, que acabou por aumentar ainda mais a vantagem de Hamilton. Logo depois, na volta 11, o alemão da Red Bull parou também nas boxes, caindo para 12º.

 

A partir deste momento começaram também os outros pilotos a parar. Senna, Alonso, Schumacher e Ricciardo foram logo às boxes. Hamilton parou à 13ª volta, mas pouco tempo depois, com a maioria dos carros já de pneus novos, o inglês da McLaren recuperou a primeira posição.

 

Na volta 23 aconteceu o desastre para a McLaren. Lewis Hamilton pareceu estar preso em neutro e nas repetições pudemos ver fumo sair da traseira do seu monolugar, que desistiu logo depois, dando a liderança a Vettel.

 

O abandono de Lewis Hamilton

 

Na volta 33 Narain Karthikeyan despistou-se, atingiu as barreiras e perdeu uma roda. O GP de Singapura teve sempre intervenção do Safety Car e este ano não é exceção. Os pilotos aproveitaram todos para mudar novamente os pneus, para a parte final da corrida.

 

A Williams avisou Maldonado que ele tinha um problema e teria de abandonar a corrida devido a um problema hidráulico, coisa que o venezuelano fez de seguida. Estava em 15º na altura.

 

O Safety Car saiu de cena, Vettel manteve a liderança, mas um pouco depois de passar por Pérez, Schumacher foi contra a traseira de Jean-Eric Vergne, e o Safety Car vai novamente para a pista. Novamente Vettel manteve a liderança, seguido de Button, Alonso e Di Resta. A questão agora era se havia tempo para terminar a corrida dentro do limite de duas horas, que, com mais de vinte voltas por completar, era um pouco complicado.

 

O acidente entre Schumacher e Vergne

 

A corrida estava lançada até ao final, é certo, sem mais paragens nas boxes e com lutas por posição, agora que os pilotos estavam muito juntos. As colisões são quase inevitáveis e Pérez. Por dentro, tocou no carro de Nico Hulkenberg, que fechou demais a curva. Pouco tempo depois Webber passou pelo grupo e Kamui Kobayashi, que seguia atrás, foi também vítima do Force India, que desta vez saiu da contenda com um furo. O japonês da Sauber perdeu um pedaço da asa dianteira e teve de substituir o nariz do carro. Hulkenberg foi trocar de pneus.

 

Com oito minutos para o final, Webber passou por Senna para tentar garantir o último lugar pontuável. Com todos os pilotos ao ataque, esta foi a altura mais emocionante de um GP de Singapura tradicionalmente chato.

 

Bruno Senna queixou-se de perda de potencia à equipa e em menos de uma volta, e de um minuto para o final, abandonou a corrida.

 

No final ficaram Vettel, Button, Alonso, Di Resta, Rosberg, Raikkonen e Grosjean. Em oitavo ficou Massa, seguido de Ricciardo, Webber, Pérez e Glock, que fez o melhor resultado para a Marussia, O 13º foi Kobayashi, perseguido por Hulkenberg, Kovalainen, Pic, De La Rosa, Senna, que ainda figura nos classificados e Petrov em último. Naquela que foi a maior corrida do ano, não terminaram Vergne, Schumacher, Maldonado, Karthikeyan e Hamilton.

 

 

Fogo de artifício no fim da corrida

 

A F1 volta às pistas dia 5 de outubro, com os treinos livres para o GP do Japão.

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publicado às 15:12

Resumo do Gp da Bélgica

por Tiago Crispim, em 02.09.12

Volto das férias de verão mesmo a tempo do regresso da temporada. Sem internet ou com uma net muito fraca, foi complicado manter-me a par da F1 neste hiato, e é com imenso gosto que vejo Kamui Kobayashi na segunda posição de grelha, e Sérgio Pérez em quarto. Esta corrida em Spa marcou também a 300ª corrida de Michael Schumacher e foi a primeira pole de Jenson Button para este ano.

 

Mas nada podia prever este início de corrida. Depois de um brilhante arranque de Pastor Maldonado, que me pareceu falsa partida, Grosjean, Hamilton e Alonso, atual líder do campeonato, envolveram-se num acidente ainda antes da primeira curva. O Safety Car foi imediatamente acionado. Sérgio Pérez também abandonou a corrida mais à frente.

 

 

Vista do acidente dentro do Ferrari de Alonso

 

Grosjean depois de sobrevoar Alonso e o Ferrari a levantar vôo

 

Alonso e Hamilton no ar, Pérez prestes a levar com o McLaren

 

O que aconteceu foi que Romain Grosjean tocou com a roda traseira direita na esquerda de Hamilton. O Lotus saltou para a frente, tal como o McLaren, que destruiu a asa traseira de Grosjean. Com a pancada, o francês voou sobre o nariz do Ferrari de Alonso e bateu na lateral de Pérez. Alonso fez um pião e acabou a ver um McLaren inclinado a passar-lhe à frente. Vejam a sequência completa aqui.

 

Quem fez um péssimo arranque na partida foi Kobayashi que ainda levou com alguns detritos do acidente e caiu para 14º.

 

Pastor Maldonado, que estava a ser investigado pela sua partida, tocou em Glock e perdeu a asa dianteira, tendo posteriormente abandonado. Em quarto ficou Schumahcer, depois de ultrapassar Paul Di Resta, atrás de Raikkonen, Hulkenberg e Button, que manteve a liderança.

 

A luta em que as cameras se focaram neste início de corrida foi pelo oitavo lugar, entre Senna, Webber, Vettel e Massa. A primeira alteração de posições foi entre Vettel e Webber. Mais à frente Daniel Ricciardo estava em quinto com o seu Toro Rosso, depois de passar Di Resta que estava a caminho da troca de Pirellis.

 

 

Senna defendia-se bem de Vettel, e à 11ª volta Schumacher saltou para terceiro, às custas de Raikkonen, que foi depois trocar de pneus, ao mesmo tempo que Webber.

 

Vettel demorou mais três voltas, que em Spa são sete quilómetros cada, para passar por Bruno Senna, no único Williams em prova. Mais atrás Vitaly Petrov teve alguns problemas em sair da troca de pneus. Hulkenberg foi às boxes e nessa altura Vettel saltou para terceiro, ultrapassando Jean-Eric Vergne, que vai também trocar de pneus pouco depois.

 

Vettel a ultrapassar Senna

 

Nas equipas mais do fim, um incidente na boxe. O Caterham de Kovalainen recebeu autorização para sair e tocou no HRT de Karthikeyan, e ficando sob investigação dos comissários de pista.

 

Ainda sem parar estavam os dois Mercedes. Enquanto Schumi estava em segundo, Rosberg era uma “chicane ambulante” e perdia posições sucessivamente.

Schumacher, em luta com Vettel, defendeu a curva para depois entrar nas boxes, cruzando à frente do Red Bull. Uma manobra estranha, que quase terminava em contacto com Vettel e vai ser investigada depois da corrida. Button foi trocar de pneus na volta seguinte.

 

Schumacher a cortar o caminho a Vettel

 

A meio da corrida as posições eram as seguintes: Button, Raikkonen, Hulkenberg, Webber, Vettel, Massa, Ricciardo, Schumacher, Vergne e Senna a fechar o top 10.

 

À partida, Vettel, Button e Schumacher não iam fazer mais nenhuma paragem, e o fim da corrida, deve decidir-se entre estes pilotos e Kimi Raikkonen.

 

Narain Karthikeyan tocou com uma roda na relva e fez um pião, indo acabar na barreira de pneus, e claro, foi o fim da sua corrida.

 

Raikkonen saltou para terceiro, com uma grande ultrapassagem a Schumi, mas o alemão respondeu logo de seguida, retomando a posição. A luta ainda não tinha acabado, e Kimi voltou a passar o Mercedes.

 

Hulkenberg, no seu Force India, perguntava à equipa se Schumacher ainda ia parar  e a resposta foi negativa. Mas Michael Schumacher vai às boxes de seguida.

 

Button, em primeiro, levava 14 segundos de vantagem sobre Vettel, em segundo.

E até ao fim, sem incidentes de maior, as posições mantiveram-se nos primeiros lugares.

 

Button a cruzar a meta

 

Vitória para Jenson Button, seguido de Vettel e Raikkonen a fechar o pódio. O Force India de Nico Hulkenberg foi quarto e atrás ficaram Felipe Massa, Mark Webber e Michael Schumacher, que completou a sua 300ª corrida. Os dois Toro Rosso, com Vergne à frente de Ricciardo, fecharam os últimos lugares pontuáveis. Nico Rosberg foi o 11º, seguido de Bruno Senna e o Sauber de Kobayashi, que viu uma tarde de sonho desmoronar-se na primeira curva. Vitaly Petrov, Glock, Pic, Kovalainen e De La Rosa foram os últimos a terminar a prova.

Ficaram de fora Karthikeyan, Maldonado, Pérez, Alonso, Hamilton e Grosjean.

 

A festa do pódio

 

Para a semana temos mais um GP. A Fórmula 1 vai a Monza.

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publicado às 14:54

Resumo do GP da Hungria

por Tiago Crispim, em 29.07.12

O GP da Hungria é o último antes da paragem do campeonato, em agosto. Lewis Hamilton dominou os treinos e a qualificação. Romain Grosjean parte pela primeira vez do segundo lugar da grelha, seguido de Vettel, Button, Raikkonen, Alonso e Massa. Em oitavo e nono estão os dois Williams, Maldonado e Senna, e a fechar os dez primeiros ficou Nico Hulkenberg no seu Force India.

 

Surpreendente foi o 11º de Mark Webber e os 13º e 17º dos Mercedes, para Nico Rosberg e Michael Schumacher, respetivamente. O hepta-campeão do mundo partiu aliás das boxes, porque o carro foi-se abaixo no procedimento de partida, que teve de ser reiniciado.

 

A Ferrari a levar o carro de Alonso para o seu lugar na grelha, no dia do seu 31º aniversário

 

A partida foi limpa, com Grosjean a aguentar a posição atrás de Hamilton. Webber conseguiu subir imediatamente a sétimo e Massa caiu para nono. Outro piloto com um mau arranque foi Pastor Maldonado, que desceu para 12º.

 

Schumacher, já com a corrida estragada, aproveitou para mudar de pneus e levou com um drive-through por ultrapassar a velocidade nas boxes.

 

Grosjean estava a mostrar um bom ritmo no início da corrida, a aguentar o seu Lotus no segundo lugar.

 

Kamui Kobayashi foi, depois de Schumacher, o primeiro piloto a parar para trocar de pneus,, para os médios, à décima volta. O resto dos carros começou a fazê-lo um pouco depois. Jean-Eric Vergne parou na 13ª mas manteve os pneus macios. Dos cinco primeiros, Button levou a dianteira na troca de pneus, optando pelos médios na volta 16, altura em que a maioria dos pilotos começou a parar. Vettel foi um dos poucos a manter os pneus macios, os outros foram Grosjean, e Raikkonen, O único que partiu com médios e manteve depois da paragem foi Mark Webber.

 

Uma das trocas de pneus na boxe da Williams

 

Graças à estratégia da Lotus, o francês estava a comer a distância que o separava de Hamilton. Button, no outro McLaren, era também pressionado por Vettel.

 

A equipa inglesa decidiu tomar a iniciativa e fez Button trocar para os macios. Vettel aproveitou para se distanciar, já que o inglês ficou preso atrás de Bruno Senna.

 

Mais uma ronda de paragens entre as voltas 41 e 45. Com todas estas trocas Hamilton manteve o primeiro lugar seguido de Raikkonen, Grosjean e Vettel. O finlandês da Lotus saiu ao lado do seu companheiro de equipa, que se viu forçado a abrir a trajetória para não bater. Mais atrás Button perdeu a posição nas boxes para Alonso, graças a um problema com a roda dianteira esquerda durante a troca. Dos dez primeiros, apenas Webber ficou com os pneus macios.

 

A saída das boxes de Raikkonen e ultrapassagem a Grosjean

 

Pastor Maldonado, que tinha andado calminho, não se conteve e deu um toque na lateral do Force India de Paul Di Resta. Felizmente o inglês aguentou a pancada. O resultado, obviamente, foi um drive-through para o venezuelano da Williams.

 

A partir desse momento a realização centrou-se na luta entre Hamilton e Raikkonen, exceto pelas duas paragens dos Red Bull. Ou a equipa austríaca se enganou na estratégia, ou ambos os pilotos precisaram de fazer trocas não programadas, o que parece estranho. Por falar em estratégias, a Lotus é que acertou, com Raikkonen e Grosjean em segundo e terceiro atrás do líder.

 

Schumacher, que seguia em 18º, abandonou a corrida, claramente fora dos pontos, logo desde a primeira volta. Ao abandonar agora, a Mercedes pode efetuar uma mudança de caixa de velocidades sem ser penalizada.

 

Quem abandonou pouco depois foi Narain Karthikeyan, que danificou a suspensão dianteira do seu HRT.

 

Cartoon da Lotus a celebrar o resultado da equipa na Hungria

 

Lewis Hamilton venceu assim pela segunda vez este ano, ao dominar por completo o circuito de Hungaroring. A Lotus fez a sua melhor corrida até então, com um segundo e terceiro lugares. Vettel e Alonso ficaram atrás, seguidos de Button, Senna e Webber, em oitavo. O australiano fez uma boa corrida, recuperando várias posições mas sofrendo com uma última paragem que o afastou dos lugares mais acima. O nono foi Felipe Massa, que desapareceu depois do arranque e ficou no mesmo lugar, seguido de Rosberg, no último lugar pontuável.

 

Hulkenberg ficou em 11º, atrás o seu companheiro de equipa, Paul Di Resta e Pastor Maldonado. Sérgio Pérez foi o melhor dos Sauber em 14º, numa corrida fraca para a equipa suíça. Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, como de costume, correram entre eles e terminaram em 15º e 16º. Heikki Kovalainen voltou a ser o melhor dos Caterham em 17º, seguido de Kamui Kobayashi que não terminou mas ficou classificado à frente de Vitaly Petrov, Charles Pic, Timo Glock e Pedro De La Rosa. Não terminaram Karthikeyan e Schumacher.

 

Agora vamos para uma pausa durante o mês de agosto, mas desde que a net o permita, em férias, o Volta Mais Rápida vai continuar a dar as notícias, histórias e novidades do mundo da F1.

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publicado às 14:08

Análise do campeonato, parte 1

por Tiago Crispim, em 23.07.12

Já lá vão dez corridas, neste campeonato de 2012, faltam outras dez para o fim.

Literalmente a meio da temporada, vamos então fazer uma análise a todas as equipas, num post dividido em três partes, e a começar pelas equipas com menos pontos.

 

 - zero pontos

 

A HRT mudou de pilotos, de direção e de instalações no início da temporada. Liderada pelo ex-piloto Luís Pérez-Sala, a equipa quis tornar-se "mais espanhola", algo parcialmente conseguido com a contratação do veterano Pedro De La Rosa. O seu companheiro de equipa Narain Karthikeyan, por sua vez, traz o patrocinio da indiana Tata.

Depois da ausência no GP de abertura, motivada pelo chumbo nos crash-tests obrigatórios, a equipa tem sido consistente, com apenas quatro abandonos até agora, apesar de continuar a debater-se com o ritmo da corrida. No GP da Alemanha, De La Rosa, que aos 41 anos é claramente o piloto principal da HRT, terminou em 21º. Se este resultado é indicador de um melhoramento da equipa, ainda é cedo para dizer. A estratégia da HRT parece sem dúvida mais consistente que a da sua maior rival.

 

 

 

 

 - zero pontos

 

A Marussia também mudou de donos, e deixou para trás o apoio da Virgin. A equipa ainda é patrocinada pela marca de Richard Branson, mas pertence agora à homónima construtora de carros desportivos Marussia. Também com quatro abandonos até agora, a equipa tem-se mantido quase sempre à frente da HRT. O veterano Timo Glock ficou sempre à frente do novato Charles Pic, exceto em duas ocasiões, no Canadá, onde não terminou a prova, e em Valência, onde nem sequer alinhou para a largada. 

 

- zero pontos

 

A Caterham de Tony Fernandes teve um começo de época atribulado, com a história da mudança de nome e de fornecedor de motor (trocou a Cosworth pela Renault). As mudanças foram, ao que parece benéficas à equipa, que está atualmente a meio caminho, entre as últimas equipas e as do meio do pelotão. A chegada de Vitaly Petrov foi boa para a equipa, que dispensou Jarno Trulli. O russo preenche os requisitos dos patrocinadores e após a sua temporada anterior, mostra que tem potencial para, pelo menos, chegar aos pontos. Contudo o líder é Heikki Kovalainen, que se superou Petrov 5 vezes em dez corridas, mas alcançou a melhor posição da equipa, um 13º lugar no Mónaco.

A Caterham partilha os 4 abandonos com as outras equipas com a mesma pontuação, mas ainda assim é a que está mais perto de se juntar às equipas que pontuam.

 

 - 6 pontos

 

A Toro Rosso terminou o ano anterior a despedir os seus dois pilotos, Jaime Alguersuare e Sebastien Buemi, e a contratar Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo. O australiano Ricciardo começou a temporada a pontuar em casa, com um nono lugar, e Vergne melhorou a pontuação logo na corrida seguinte, com um oitavo lugar. O que prometia ser um bom começo para a STR acabou por não se concretizar, com a dupla a terminar, invariavelmente, em lugares consecutivos, sempre sem tocar os pontos. A dupla mostra potencial e o problema estará na competitividade do STR-Ferrari, em relação aos concorrentes diretos.

 

 - 46 pontos

 

Um percurso inverso tem feito a Force India. A equipa, que no início da temporada traçou como objetivo o quinto lugar na tabela de construtores, promoveu Nico Hulkenberg a piloto da equipa principal e manteve Paul Di Resta, um dos melhores estreantes de 2011, a par de Sérgio Pérez da Sauber.

Di Resta é atualmente o 13º na classificação de pilotos e Hulkenberg é o 15º. No meio está Felipe Massa, da Ferrari. A melhor corrida da Force India, até agora, foi o GP da Europa, em Valência, onde os carros terminaram em quinto e sétimo, para Hulkenberg e Di Resta, respetivamente. Atualmente a Force India está em oitavo no mundial de construtores e face aos resultados das equipas mais próximas, a tarefa não se avizinha fácil.

 

No post seguinte vão ser abordadas a Williams, Sauber, Mercedes e Lotus, ficando o último post desta série reservado para McLaren, Ferrari e Red Bull.

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publicado às 18:11

Mugello, dia 3

por Tiago Crispim, em 04.05.12

O último dia de testes conjuntos, neste pequeno hiato no campeonato, terminou com a Lotus a fazer o melhor tempo. No dia anterior o piloto francês Romain Grosjean também tinha feito o melhor tempo, ex aequo com Kamui Kobayashi.

 

A sessão de treinos foi dominada pela Red Bull durante a manhã, mas de tarde, Grosjean acabou por ser um quarto de segundo mais rápido que Sebastien Vettel. O tempo do francês foi também o melhor tempo de todas as sessões.

 

O Lotus de Romain Grosjean na reta de Mugello, no terceiro dia de testes em Itália

 

"Mugello é muito exigente com os pilotos e tem sido uma muito boa experiência para mim, e um óptimo exercício! Estivemos a fazer um programa específico de avaliação de componentes, e sermos rápidos relativamente aos adversários, mesmo quando não estamos especificamente a tentar fazer os melhores tempos, é satisfatório" disse o piloto francês da Lotus.

 

O Ferrari de Fernando Alonso fez o terceiro melhor tempo, seguido de Daniel Ricciardo, num Toro Rosso, e de Sérgio Pérez num Sauber. Na Force India o carro foi partilhado entre os dois pilotos e fizeram-se testes de recolha de dados e set ups de pneus.

 

A Williams teve problemas elétricos no carro, durante a manhã e teve de adaptar o programa de testes para Pastor Maldonado aproveitar ao máximo a tarde. Já Nico Rosberg, na Mercedes, não teve problemas mas só fez o oitavo melhor tempo. A equipa alemã centrou-se em testar a gestão dos pneus, o que prova mais uma vez que os tempos dependem do que as equipas pretendem testar.

 

Heikki Kovalainen e o seu capacete "Angry Birds" no Caterham

 

O piloto com mais voltas neste dia foi Heikki Kovalainen, que fez 139 voltas com o seu Caterham. "Embora muito do que fizemos tenha sido bastante repetitivo, [Mugello] é um bom local para conduzir um carro de F1", afirmou o piloto, em desacordo com o seu companheiro de equipa, Vitaly Petrov, que no dia anterior criticou o traçado italiano.

 

O último piloto foi Timo Glock, num Marussia, que testou os vários tipos de compostos de pneus, afinações de motor e potenciais atualizações aerodinâmicas.

 

As equipas regressam agora às suas fábricas, para preparar o GP de Espanha, que será disputado dia 13 de maio.

 

Tempos:

 

1. Romain Grosjean, Lotus, 1:21.035, 66 Voltas
2. Sebastian Vettel, Red Bull, 1:21.267, 106 Voltas
3. Fernando Alonso, Ferrari, 1:21.363, 98 Voltas
4. Daniel Ricciardo, Toro Rosso, 1:21.604, 117 Voltas
5. Sergio Perez, Sauber, 1:22.229, 118 Voltas
6. Nico Hulkenberg, Force India, 1:22.325, 55 Voltas
7. Pastor Maldonado, Williams, 1:22.497, 63 Voltas
8. Nico Rosberg, Mercedes, 1:22.579, 129 Voltas
9. Oliver Turvey, McLaren, 1:22.662, 99 Voltas
10. Paul di Resta, Force India, 1:23.002, 34 Voltas
11. Heikki Kovalainen, Caterham, 1:23.169, 139 Voltas
12. Timo Glock, Marussia, 1:23.466, 110 Voltas

 

 

Tempos agregados:

 

1. Romain Grosjean, Lotus, 1:21.035, 163 Voltas
2. Sebastian Vettel, Red Bull, 1:21.267, 172 Voltas
3. Fernando Alonso, Ferrari, 1:21.363, 144 Voltas
4. Kamui Kobayashi, Sauber, 1:21.603, 135 Voltas
5. Daniel Ricciardo, Toro Rosso, 1:21.604, 139 Voltas
6. Mark Webber, Red Bull, 1:21.997, 78 Voltas
7. Sergio Perez, Sauber, 1:22.229, 118 Voltas
8. Felipe Massa, Ferrari, 1:22.257, 106 Voltas
9. Nico Hulkenberg, Force India, 1:22.325, 55 Voltas
10. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1:22.422, 97 Voltas
11. Pastor Maldonado, Williams, 1:22.497, 63 Voltas
12. Nico Rosberg, Mercedes, 1:22.579, 178 Voltas
13. Oliver Turvey, McLaren, 1:22.662, 129 Voltas
14. Paul di Resta, Force India, 1:23.002, 48 Voltas
15. Heikki Kovalainen, Caterham, 1:23.169, 139 Voltas
16. Michael Schumacher, Mercedes, 1:23.404, 149 Voltas
17. Timo Glock, Marussia, 1:23.466, 147 Voltas
18. Charles Pic, Marussia, 1:23.982, 91 Voltas
19. Jerome D’Ambrosio, Lotus, 1:24.048, 40 Voltas
20. Vitaly Petrov, Caterham, 1:24.312, 112 Voltas
21. Gary Paffett, McLaren, 1:24.480, 63 Voltas
22. Bruno Senna, Williams, 1:24.842, 100 Voltas
23. Jules Bianchi, Force India, 1:25.475, 19 Voltas
24. Rodolfo Gonzalez, Caterham, 1:27.197, 35 Voltas
25. Valtteri Bottas, Williams, 1:29.179, 28 Voltas

 

Foto: Steve Etherington/Andrew Ferraro/LAT Photographic

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publicado às 11:12

Williams e Toro Rosso apresentam novos carros

por Tiago Crispim, em 07.02.12

O primeiro dia de testes conjuntos foi a altura que duas equipas, a Williams e a Toro Rosso, escolheram para a revelar os competidores para a temporada de 2012.

 

Com menos pompa mas igual circunstância, ambas as equipas puderam não só apresentar os carros mas também andar neles, visto que hoje foi o primeiro de quatro dias de testes conjuntos.

 

A Williams, que volta este ano a utilizar motores Renault, algo que não fazia desde 1997, baptizou o carro de Williams Renault FW34.

O projeto liderado pelo diretor técnico Mike Coughlan é de uma filosofia de design diferente do anterior FW33, desenhado por Sam Michael, o antigo diretor técnico da equipa, agora na McLaren.

 

A dupla sul-americana, Bruno Senna e Pastor Maldonado, junto do novo FW34

 

Já se sabe que as mudanças de regulamento alteraram significativamente o formato dos bicos dos carros este ano e o FW34 não fugiu à regra. O carro atual tem menos do que 5% de peças do ano passado, ou seja, tudo foi remodelado.

 

Depois da fraca prestação em 2011, a Williams quer, nas palavras do dono da equipa, Frank Williams, "começar de novo". "Temos um novo carro, nova dupla de pilotos, novo motor e novas pessoas em cargos superiores".

 

O STR7 da Toro Rosso também foi apresentado hoje, dia 7 de fevereiro. O terceiro carro completamente produzido pela equipa, que antes aproveitava os carros anteriores da Red Bull, reflete o esforço da equipa júnior da marca de bebidas energéticas austríaca em melhorar. "No ano passado terminámos em oitavo no campeonato de construtores e claramente queremos fazer melhor que isso este ano. Ainda é muito cedo para fazer previsões mas olhando para o trabalho que fizémos durante o inverno, temos de nos focar em ficar em sexto ou no máximo sétimo, quando chegarmos ao Brasil em Novembro", disse Franz Tost, o diretor da equipa.

 

A Toro Rosso mantém os motores Ferrari mas vai arrancar a temporada com uma nova dupla de pilotos, o canadiano Daniel Ricciardo (que em 2011 correu pela HRT) e o francês Jean-Eric Vergne (segundo classificado na GP2 do ano passado).

 

Em vez de fotos para mostrar o carro, aqui fica o vídeo de apresentação da equipa.

 

 

 

 

Foto: Andrew Ferraro/Williams

Vídeo: Scuderia Toro Rosso

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publicado às 15:16


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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