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Razia faz tangente na F1

por Tiago Crispim, em 05.03.13

Já sabíamos que Luiz Razia estava com problemas financeiros e que Jules Bianchi não estava contente em ter perdido a vaga na Force India para Adrian Sutil. Bianchi é piloto do programa de jovens talentos da Ferrari, que queria colocar o francês ao volante este ano.

 

E assim Razia entra na história da Fórmula 1, como o piloto que menos tempo esteve numa equipa. A segunda parcela do pagamento à Marussia não chegou, porque um dos patrocinadores voltou atrás e a equipa não deu espaço ao piloto brasileiro neste início de temporada. Nunca antes um piloto (sem ser de testes) tinha sido contratado e despedido na pré-temporada.

 

 

 Bianchi testou logo no dia seguinte a ser anunciado como piloto da Marussia

 

A Marussia virou-se imediatamente a Jules Bianchi, que até tinha dado boas provas nos testes pela Force India, e contratou-o. Alegadamente, o francês vai levar 5 milhões de euros para a equipa russa.

 

O diretor da equipa, Graeme Lowdon, explicou em entrevista que não tinha qualquer problema com o piloto brasileiro. "Todas as equipas gerem negócios. Nós operamos através de mecanismos contratuais. Algumas coisas não funcionam mesmo que nós queiramos. É a vida", disse Lowdon, que deixou em aberto um retorno de Razia. "Era bom que ele tivesse uma boa oportunidade. Certamente vamos manter-nos em contato."

 

 Ao menos Razia teve tempo de tirar foto oficial com a Marussia

 

O piloto baíano escreveu no seu site oficial que não sente raiva e entende a posição da Marussia. "Eles me trataram muito bem ali e, para ser honesto, eles tentaram resolver a situação à meu favor. Eles me escolheram por quererem que estivesse lá em primeiro lugar, então não existem mágoas", disse. "É justo dizer também que Jules Bianchi estava em uma situação difícil e merece a vaga", considerou ainda Razia.

 

Já Bianchi agradeceu, obviamente, à Academia de Pilotos da Ferrari pelo apoio e possibilidade de crescimento. Além dos 5 milhões, a imprensa especula que pode estar em cima da mesa um acordo da Marussia em usar motores Ferrari no ano de 2014 (a Cosworth, atual fornecedora da equipa está de saída para o ano), algo que Lowdon não confirma. "Esta é mais uma oportunidade de colocar um jovem piloto em que acreditamos", adiantou.

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publicado às 14:40

Sutil de regresso à Force India

por Tiago Crispim, em 28.02.13

A Force India anunciou finalmente o companheiro de equipa de Paul Di Resta para 2013, e a escolha recaiu em Adrian Sutil. O alemão de 30 anos regressa assim à equipa onde correu até 2011, naquele que será o seu sexto ano na F1.

 

Sutil ultrapassou Jules Bianchi, atual piloto de testes da equipa, apontado por muitos como o próximo piloto da marca. O empresário do piloto francês, Nicolas Todt, já tinha revelado que a escolha não lhe tinha sido favorável. Bianchi faz parte do programa de jovens pilotos da Ferrari, que tentou arranjar um lugar para o francês este ano, mas o piloto estava com algumas dificudades em fazer os patrocinadores chegarem à frente, de acordo com algumas fontes.

 

 

"Estou muito feliz e quero agradecer à Sahara Force India por me dar esta segunda chance. Tendo estado longe do desporto, ainda estou mais determinado em alcançar minhas metas na Fórmula Um", afirmou Adrian Sutil.

 

Já o patrão da equipa, Vijay Mallya, disse que "foi por pouco, mas no fim decidimos que a experiência e ligação histórica à equipa de Adrian deram a vantagem e vão dar-nos melhores hipóteses em cumprir as nossas ambições para a temporada que se avizinha." "Em relação a Jules Bianchi, ele impressionou-nos imenso com a sua velocidade e ética de trabalho, e espero que ele continue a trabalhar connosco este ano para o ajudarmos a tornar-se um futuro piloto de F1", acrescentou.

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publicado às 19:13

Maurice Trintignant

por Tiago Crispim, em 09.01.13

Vi no outro dia o filme 'Amour' com o agora octogenário Jean-Louis Trintignant, que em 1966 fez o papel de um piloto de corridas em 'Um Homem E Uma Mulher'. Curiosamente está a agarrar a cara da protagonista nos dois cartazes, mas não é isso que interessa. O ator foi escolhido para esse papel por ter crescido no meio dos carros. Jean-Louis Trintignant era sobrinho de Louis e Maurice Trintignant, ambos pilotos.

O primeiro faleceu em 1933 durante uns treinos na pista de Péronne mas Maurice Trintignant chegou a andar na Fórmula 1.

 

 

Maurice Trintignant em 1955

 

Maurice começou a correr em 1938, tendo-se estreado no Bugatti onde tinha antes morrido o seu irmão, mas viu a sua carreira interrompida em com a Segunda Guerra Mundial. O seu Bugatti foi guardado no celeiro e depois da guerra foi restaurado para participar na Coupe de la Libération, em 1945. Infelizmente Trintignant abandonou a corrida com o filtro de óleo entupido, mesmo antes desta começar, pois tinha-se esquecido de limpar os dejetos de rato se se tinham acumulado nos seis anos de guerra. Foi então que ganhou a sua alcunha, Le Petoulet, ou "cocó de rato".

 

Certamente sem gostar da sua nova alcunha, Maurice Trintignant correu a partir de 1947 pela Simca Gordini. No ano seguinte, após ter vencido duas corridas, em Perpignan e em Montlhéry, teve um grave acidente em Bremgarten, Suíça. Trintignant perdeu o controle do carro na curva que hoje leva seu nome, chocando contra a proteção lateral e sendo atirado para o meio da pista, onde quase foi atropelado por Giuseppe Farina e Robert Manzon. Trintignant foi declarado clinicamente morto; levado ao hospital, permaneceu uma semana em coma com graves lesões no baço, além de ter perdido quatro dentes. O subistituto do francês foi o então estreante e desconhecido Juan Manuel Fangio.

 

 

Trintignant num Simca Gordini em 1950

 

Trintignant voltou às pistas em 1949 e no ano seguinte, o primeiro do campeonato de Fórmula 1, inscreveu-se em apenas duas corridas e não terminou nenhuma. Como era habitual na altura, o piloto também se increveu nas 24 Horas de Le Mans, que abandonou depois de 34 voltas.

Em 1951 a sua sorte não melhorou. Entrou em quatro corridas, não terminou nenhuma na F1 e também não cruzou a meta em Le Mans. Em 52 venceu os seus primeiros pontos na categoria de topo do desporto motorizado. Quinto lugar no GP de França. Fora do circuito da F1 Trintignant conseguia algumas vitórias em corridas extra-campeonato, mas os Gordini não ofereciam competitividade suficiente para mais. No ano seguinte conseguiu mais dois quintos lugares.

 

Mesmo sem grandes feitos na carreira, o francês conseguiu chamar a atenção de Enzo Ferrari, que convidou Maurice a correr para ele em 1954. Nesse ano Trintignant cumpriu a aposta, terminando em quarto no mundial de pilotos, com um segundo lugar na Bélgica, terceiro na Alemanha, o quarto lugar na Argentina e o quinto em Inglaterra e Itália. Fora do campeonato venceu ainda várias corridas, entre as quais as 24 Horas de LE Mans com um Ferrari 375 LM partinhado com Froilán González.

 

 

Trintignant num Ferrari 625 durante o GP da Argentina

 

Em 1955 a sua boa forma manteve-se e nesse ano venceu a sua primeira corrida na F1, no Mónaco, tornando-se o primeiro francês a ganhar uma corrida na categoria. No fim do ano repetiu o quarto lugar. Em 56 mudou-se para a Vanwall e disputou quatro corridas que abandonou com problemas mecânicos. Nesse ano ainda juntou-se à Bugatti, que pretendia fazer um regresso às corridas, mas o carro revolucionário de motor transversal não se mostrou nada competitivo e abandonou ao fim de 18 voltas. Como agora já era costume, nas corridas extra-campeonato e extra-Fórmula 1, pela Ferrari, Trintignant continuava a acumular bons resultados, como um terceiro em Le Mans com Olivier Gendebien ou uma vitória nos 1000km da Suécia, em parceria com Phil Hill.

 

A primeira vitória de Trintignant na F1

 

Voltou à Ferrari em 57 onde correu três corridas e pontuou em duas; um quinto posto no Mónaco e um quarto em Inglaterra. Em 58 assinou pela Cooper para a F1 e pela Aston Martin para o mundial de marcas (carros desportivos). Voltou a vencer no Mónaco e terminou em terceiro na Alemanha, o que lhe valeu um sétimo na geral. Em 59 foi terceiro no Mónaco, quarto na Alemanha e Portugal (Monsanto), quinto em Inglaterra e segundo nos Estados Unidos, onde obteve também a volta mais rápida da corrida. Acabou o ano com um quinto lugar na tabela geral de pilotos. Fora da F1 terminou em segundo em Le Mans e ganhou pela segunda vez consecutiva o GP de Pau na F2.

 

Trintignant continuou a correr na F1 até 1964 mas não pontuou a não ser em Nurburgring, com um BRM com que corria em nome próprio. Ficou em quinto. Fora do grande circou venceu o GP de Pau (que deixara de ser uma prova de F2 e passou a ser uma corrida extra-campeonato) em 62 com um Lotus e chegou a entrar no Dakar em 1982, com 64 anos, ao volante de um Toyota BJ, mas não conseguiu terminar a prova.

 

 

A escultura em homenagem a Maurice Trintignant

 

Dedicou-se à vinicultura, já que era filho de um; e produziu uma série de vinhos intitulada Petoulet. Morreu em 2005 com 87 anos e em 2010 foi revelada uma estátua em bronze, homenagem da cidade de Vergèze, onde chegou a ser presidente da câmara. Na escultura Maurice Trintignant aparece ao volante de um Bugatti T-51.

 

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publicado às 13:31

Williams anuncia dupla para 2013

por Tiago Crispim, em 28.11.12

Esta temporada ainda agora terminou, já as equipas se apressam para confirmar o seu line-up de pilotos para a época de 2013, que começa lá para Fevereiro com os testes conjuntos e com a primeira corrida em Março.

 

Agora foi a Williams a confirmar a presença de Pastor Maldonado por mais uma época, a terceira ao serviço da Williams. No outro carro da marca vai estar o finlandês Valtteri Bottas, piloto de testes desde 2010 e campeão de GP3 em 2011.

 

A continuidade de Maldonado não é estranha, porque além dos patrocinadores de peso vindos da Venezuela, o piloto teve uma boa performance, nomeadamente na Catalunha, onde venceu o seu primeiro GP. Continua a ter tendência para os acidentes, mas a Williams parece não se importar com isso.

 

Valtteri Bottas tem mostrado potencial nas categorias inferiores (quatro vitórias na GP3 de 2011 que garantiram o campeonato) é assim promovido a piloto principal. "Adorei os meus três anos com a Williams até agora e sinto-me muito em casa aqui, por isso a minha meta era ficar para 2013 e progredir para o lugar de piloto. Estou ansioso por começar a minha carreira na Fórmula Um e ter muito sucesso na Williams", disse o jovem finlandês.

 

Senna a entrar no carro para a FP2 no seu último fim-de-semana de corrida com a Williams, em Interlagos, Brasil.

 

Quem fica de fora é Bruno Senna, que terminou a época atrás de Maldonado, em 16º, mas com mais regularidade de pontos. "Foi extremamente gratificante ser o pontuador mais regular da equipe e demonstrar o meu ritmo em todas as 20 corridas", afirmou.

 

"Desde o início do meu programa com a Williams aceitei que eu tinha que dividir o carro com Valtteri Bottas em 15 sextas-feiras, como parte de sua preparação para uma provável estreia em 2013", disse Senna em um comunicado, não se mostrando surpreendido com a decisão.

 

O piloto brasileiro ainda não adiantou se procura lugar noutras equipas.

 

Foto: Glenn Dunbar/LAT

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publicado às 17:28

Pic na Caterham

por Tiago Crispim, em 28.11.12

Ainda não tinha terminado o fim-de-semana do GP do Brasil, já a Caterham anunciava o jovem francês Charles Pic como piloto para o ano de 2013.

 

Pic impressionou os responsáveis da equipa neste seu ano de de estreia na categoria pela Marussia, onde por quatro vezes terminou melhor que o seu então companheiro de equipa, Timo Glock.

 

"Durante este ano temos monitorizado o progresso de Charles, desafiando-nos por vezes na qualificação, e é claro que ele é um talento especial. Enquanto o ano progredia ele portou-se extremamente bem contra um companheiro de equipa muito experiente, e estamos ansiosos para vê-lo desenvolver no ambiente que vamos proporcionar em 2013 e depois", afirmou Cyril Abiteboul, diretor da Caterham F1 Team.

 

Foto oficial de Charles Pic quando assinou pela Marussia, em 2011

 

A Caterham vai manter os motores Renault e a tecnologia da Red Bull na transmissão do carro na próxima temporada. Ainda está por confirmar o piloto que fará companhia a Pic na equipa, mas a contratação do jovem francês é uma oportunidade para a Renault. Nas palavras de Jean-François Caubet, diretor adminstrativo da Renault Sport F1, "a França continua a ser o maior mercado da Renault e ter um jovem e dinâmico piloto francês no nosso lado vai dar-nos maior barnding, marketing e oportunidades de relações públicas, para o nosso envolvimento na F1 e nos carros de estrada em França e no resto da Europa".

 

Quanto ao próprio Pic, declarou-se "entusiasmado em ter a oportunidade de continuar a crescer numa equipa com uma relação técnica com uma série de empresas francesas a nível global, como a Renault e a Total, além da parceria oficial da EADS".


"A Caterham F1 Team tem tudo no lugar para subir para uma posição de lutar com várias equipas à frente. Eu sei o quanto a equipa está determinada em continuar a progredir e estou ansioso por fazer o meu papel em ajudá-los a subir na grelha", acrescentou o piloto francês.

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publicado às 12:51

Kobayashi procura lugar na F1

por Tiago Crispim, em 27.11.12

Kamui Kobayashi ficou sem lugar na F1, depois da dispensa da Sauber. A equipa suíça preteriu o japonês em favor de Nico Hulkenberg e Esteban Gutierrez. O alemão ex-Force India assinou contrato por um ano e Gutierrez, antes piloto de testes da equipa, é promovido para manter os patrocinadores mexicanos contentes.

 

Desta forma Kobayashi vê as suas possibilidades de continuar na Fórmula 1 reduzidas, já que as únicas equipas que terão vaga são a Caterham, a Marussia e a Force India. O japonês, que este ano terminou o GP do seu país em terceiro lugar, lançou entretanto um site de apoio, o kamui-support.com (totalmente em japonês) para angariar fundos.

 

Kamui e um grupo de fãs depois do GP do Japão.

 

De acordo com o site do jornal inglês The Sun, o piloto já angariou £500.000 (€619640.0000 ou 1664370.0000 reais).

 

O piloto japonês, também apelidado de Kobacrashi por alguns críticos, não se mostrou desanimado pelo despedimento. "É um trabalho, sabem, não é uma relação pessoal. Estou aqui para trabalhar", afirmou antes do GP do Brasil. "Não estou desapontado. Sei que preciso de um patrocinador - um com dinheiro - para estar numa equipa".

 

A diretora da Sauber, Monisha Kaltenborn, agradeceu a Kobayashi. "Nos últimos três anos Kamui mostrou que não é apenas um competidor feroz em pista, mas uma pessoa maravilhosa e um piloto com espírito de equipa. Todos os membros da equipa respeitam-no e seu pódio no Japão foi um momento comovente para todos nós”, afirmou.

 

Monisha Kaltenborn agradece a Kamui Kobayashi após o GP do Brasil.

 

Kobayashi estreou-se na F1 como piloto da Toyota, no ano em que a marca nipónica abandonou a categoria. A sorte sorriu ao piloto quando foi contratado, no ano seguinte, pela Sauber. A equipa recuperava o nome depois da saída da BMW e apostou no japonês para pilotar ao lado de Pedro De La Rosa. Desde 2010 que Kamui Kobayashi estava com a Sauber.

 

O japonês terminou a temporada de 2012 em 12º lugar na tabela de pilotos, curiosamente a mesma classificação desde que está na Sauber.

 

fotos: © Sauber Motorsport AG

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publicado às 14:05

Rádio Lotus

por Tiago Crispim, em 06.11.12

Ainda sobre o GP de Abu Dhabi...

 

Como sabemos, as comunicações entre pilotos e equipas são por vezes transmitidas na televisão, durante as corridas.

 

E as respostas de Kimi Raikkonen são hilariantes.

 

Agora em Abu Dhabi tivemos a oportunidade de ouvir não uma, mas duas pérolas de Kimi.
No fim do GP de Abu Dhabi, a equipa da Sky entrevistou o engenheiro de Raikkonen, Mark Slade. Ele disse que não tinha problemas com as respostas do finlandês e chegou a afirmar que há pilotos que preferem estar concentrados apenas na condução. Mas que ele continuava a dar informações quando achava necessário.

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publicado às 12:15

Entrevista a Kimi Raikkonen

por Tiago Crispim, em 05.11.12

Tradução da entrevista concedida por Kimi Raikkonen à Lotus, após a vitória no GP de Abu Dhabi.

 

Kimi Raikkonen em cima do Lotus após a vitória.



Tendo vencido um Grande Prémio pela 19ª vez - e a 48ª para uma equipa de Enstone - Kimi Raikkonen responde às questões depois do Grande Prémio de Abu Dhabi.

 

Como se sente ao ganhar pela 19ª vez?

Estou muito contente pela equipa - e por mim - mas principalmente por toda a equipa aqui e todos em Enstone. Tem sido uma temporada difícil e sinto que esta vitória é bem merecida por todos e era mesmo o que precisávamos. É também algo enorme para os fãs que tem continuado a apoiar-me e à equipa. Não temos tido a vida facilitada nas últimas corridas. Espero que isto dê a todos mais esperança, não apenas para todos os que trabalham na pista e na fábrica, mas para todos atrás do pano que gerem a equipa. Espero que isto possa mudar as coisas e dar-nos muito mais boas corridas e vitórias; se não este ano, então para o próximo.


Como é que esta vitória se compara com as outras dezoito?

Para ser sincero é só mais uma vitória na lista para mim. É óptimo claro, porque já passaram uns anos, mas as vitórias antes desta foram muito semelhantes; não tínhamos o melhor carro, mas lutámos e ainda ganhámos. É óptimo ganhar agora, para que as pessoas parem de perguntar se posso vencer ou não, e assim fica tudo mais claro!

 

É bom que tenha respondido à questão de "quando chega a vitória"?

Nunca me interessou o que as pessoas pensam - se não terminar a corrida seguinte, então vão pensar que sou tão mau quanto essa corrida. Apenas faço o meu trabalho, e se estou contente com o que faço e é o melhor que pode ser para a equipa, então é isso. Eu não ligo muito se as pessoas pensam algo diferente de mim agora, do que pensavam três horas antes da corrida.

 

Que emoções sentiu quando viu a bandeira xadrez?

Estou contente, mas nada de andar a saltar. Ainda temos algumas corridas para disputar, vou tentar fazer o mesmo de novo. De certeza que vamos ter uma boa festa esta noite e talvez amanhã, quando nos sentirmos mal depois de uma longa noite, nos lembremos como sentimos. Estou apenas contente por todos na equipa.

 

Fale sobre a sua largada.

Era chave ficar atrás do carro mais rápido e não ficar preso atrás de carros menos rápidos que o nosso. Tínhamos uma boa posição na grelha e melhorámos na partida. Penso que tivemos boas largadas antes e comparando com outras, hoje foi uma largada bastante normal. Consegui passar Mark [Webber] e Pastor [Maldonado] antes de mudar para a segunda mudança (segundo câmbio). Tinha feito uma boa largada na volta de aquecimento (warm-up) e então sabia que ia ser boa.

 

Quanto tempo vão durar as celebrações?

Tenho quase duas semanas. Enquanto consiga chegar à próxima corrida acho que a equipa fica contente. Talvez tente ir para casa em alguma altura.

 

A foto da equipa após a vitória

 

Fotos: © Lotus F1 Team

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publicado às 12:04

Kimi Raikkonen em 2013 na Lotus

por Tiago Crispim, em 29.10.12

Kimi Raikkonen vai manter-se na Lotus na próxima temporada.

 

O piloto finlandês afirmou, numa entrevista ao site oficial da equipa, que está motivado para continuar a correr e que vai lutar pelos pódios em 2013.

 

"Provámos enquanto equipa que podemos construir e desenvolver um carro forte e de confiança. Este ano tem sido uma boa plataforma para criar fundações fortes para o que esperamos ser uma ainda melhor temporada. Sabemos que temos de melhorar em áreas importantes, que devem ajudar-nos a ter melhores resultados no próximo ano. Sobretudo estou ansioso por continuar a trabalhar com a equipa para alcançar mais coisas boas em 2013", disse Raikkonen.

 

 

O finlandês afirmou ainda que sentiu nunca ter parado de correr. "Posso ter ter andado a fazer algo diferente nos rallies, mas depois de voltar à Fórmula 1 senti-me imediatamente pronto e rápido o suficiente para voltar a correr. A minha fome de vencer é exatamente a mesma de sempre e penso que mostrei que sou capaz de lutar por vitórias. Obviamente não tive nenhuma este ano até agora, mas estivemos perto algumas vezes e certamente vamos continuar a tentar, o tempo que for preciso, para voltar a ganhar."

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publicado às 16:19

Massa garantido em 2013

por Tiago Crispim, em 17.10.12

A novela arrastou-se mas finalmente a Ferrari confirmou o seu line-up de pilotos para 2013. Fernando Alonso e Felipe Massa.

 

O piloto brasileiro passou todo este ano debaixo de fortes críticas pelo seu desempenho mas mesmo assim a marca italiana anunciou em comunicado a extensão do contrato por um ano.

 

Felipe Massa é atualmente o nono classificado na tabela de pilotos, e teve como melhor resultado, este ano, um segundo lugar no GP do Japão, a 7 de outubro.

 

Será a sétima temporada do piloto com a Ferrari. Em 2008 foi segundo classificado no mundial com seis vitórias, mas desde o acidente, em 2009, que o fez perder metade da temporada, não voltou a vencer uma corrida.

 

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publicado às 16:06


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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