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GP da Malásia, 24 de Março

por Tiago Crispim, em 24.03.13

A malasia é sinónimo de calor e chuva, e neste ano a situação não foi diferente.

Os pilotos alinharam com pneus intermédios, depois de terem saído de pista vários, na curva 3. A chuva não impediu ou atrasou de qualquer maneira o arranque da corrida, que contou com pole position de Sebastien Vettel, seguido dos dois Ferrari, com Felipe Massa à frente de Fernando Alonso. Lewis Hamilton saiu de quarto, seguido de Mark Webber e Nico Rosberg.

 

Atrás partiram Adrian Sutil e Sérgio Pérez. De décimo partiu Kimi Raikkonen, com o seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, em 11º. Nico Hulkenberg, Daniel Ricciardo, Esteban Gutiérrez, Paul Di Resta, Pastor Maldonado, Jean-Eric Vergne, Valtteri Bottas, Jules Bianchi, Charles Pic, Max Chilton e Guido Van Der Garde completavam a grelha.

 

A largada

 

Mark Webber fez um grande aranque, saltando quase imediatamente para terceiro atrás de Alonso, que com uma asa dianteira partida, partiu melhor que Massa. O brasileiro não fez um arranque brilhante, caindo rapidamente para quinto. Para o espanhol da Ferari a corrida acabou cedo, quando a asa da frente se partiu na reta e se alojou debaixo do carro.

 

Na terceira volta a Mercedes mostrou que o seu carro está bem melhor que a McLaren, que também usa motores da marca alemã. Rosberg passou por Button sem problemas e ficou atrás do seu companheiro de equipa, Hamilton. Lá mais atrás, na volta cinco, era Hulkenberg que ultrapassava Pérez, com um Sauber, antiga equipa do piloto mexicano.

 

No final da quinta volta, Vettel foi o primeiro a assumir o risco de trocar para pneus de pista seca. Montou os médios, tal como Massa, que se seguiu ao alemão.

 

Hamilton a manter os velhos hábitos

 

Sutil, Ricciardo, Raikkonen e  Maldonado entraram na sétima volta para troca de pneus. Na Force India a coisa não correu bem, com Paul Di Resta a chegar ainda com Sutil parado na boxe. Hamilton pode não ter sofrido tanto com a paragem, mas não se livra do ridículo, quando parou na boxe da McLaren. Alvez seja a força do hábito. Já Guido Van Der Garde e Daniel Ricciardo estiveram bem pior, quando colidiram, quando o Toro Rosso saía e o Caterham entrava para trocar os Pirelli. Incidente para ser investigado após a corrida, com mais que provável multa para a Toro Rosso.

 

Feitas as trocas para pneus de tempo seco, Webber liderava, seguido de Vettel, Hamilton e Rosberg. Button era quinto, seguido de Hulkenberg, Massa, Grosjean, Pérez e Raikkonen, em décimo.

 

 

A luta pelo sexto lugar, algures entre as voltas 23 e 28

 

Na 20ª volta Webber trocou para pneus médios, tendo caído para quinto lugar e uma volta depois, Massa e Grosjean também trocaram, seguidos da maioria dos pilotos. Contudo, Vettel ficava lá na frente. Parou na volta 23.

 

A realização televisiva concentrava-se sobretudo na luta pelo sexto lugar, entre Massa, Grosjean, Hulkenberg e Raikkonen. Já os mecânicos da Force India estavam com problemas em apertar a roda dianteira a Di Resta e o escocês acabou mesmo por abandonar a prova nas boxes. Na volta 29 Adrian Sutil tamém desistiu nas boxes. O alemão estava em último na altura.

As paragens de Vettel, Hamilton e Rosberg foram nas voltas 32 e 33. Com isto, quem estava no comando era a McLaren, com Jenson Button. O britânico tinha menos uma paragem e ficou em pista até à volta 35. Raikkonen e Hulkenberg saíram da boxe ao mesmo tempo, mas o finlandês da Lotus partiu logo para o ataque ao Sauber.

 

 

Os mecânicos da McLaren a empurrarem Button de volta à boxe

 

Button até podia pensar que a corrida não estava a correr mal, mas a roda direita da frente estava mal apertada. A equipa baixou o carro com a pistola das porcas ainda dentro da roda e o piloto parou ainda nas boxes. A equipa apressou-se a empurrar o carro de volta à boxe e corrigiu o problema, mas Button caiu para 14º.

 

Hamilton recebeu ordens para poupar (combustível  ou pneus) e rapidamente foi ultrapassado por Vettel. Lá mais atrás Raikkonen reclamava com Hulkenberg, que teimava em fechar-lhe as oportunidades de passar. Na volta 42 conseguiu passar o Sauber e chegar ao oitavo lugar.

 

Nesta mesma volta Hamilton fez a sua última paragem da corrida. A questão era se os Red Bull ainda iam parar ou não. Logo na volta seguinte Vettel parou e Rosberg também. O alemão da Red Bull fez uma excelente paragem, perdendo Hamilton na vista dos retrovisores.

 

 

A ultrapassagem de Raikkonen a Hulkenberg

 

Os Red Bull estavam em grande disputa e Webber tapou Vettel por várias voltas. O australiano estava com pneus duros e Vettel com médios. A luta foi boa, no limite. Christian Horner classificou o ataque como uma “tonteria”.

 

Maldonado, longe das câmaras, levou o Williams que ele pensa que é um corta-relva à escapatória. O segundo abandono do ano em apenas duas corridas para o venezuelano.

 

Raikkonen passou Pérez e Massa aproveitou para ultrapassar o mexicano, que ainda se defendia do Lotus. Pouco depois o Ferrari saltava para sexto.

 

 

Vettel e Webber quase colados

 

Na frente, Rosberg pedia à equipa para passar Hamilton, porque era mais rápido, mas Ross Brawn disse que não, e explicou ao alemão que o inglês estava a manter o ritmo de corrida pedido pela Mercedes.

 

Daniel Ricciardo também leva já dois abandonos, tendo parado nas boxes a três voltas do fim. Massa, com pneus mais novos, passou Grosjean, enquanto Rosberg continuava a querer passar o companheiro de equipa. Brawn respondeu-lhe que havia imenso espaço para trás e para a frente, e que ele queria poupar os carros para a próxima corrida. Rosberg, entenda-se, queria era subir ao pódio. Brawn falou depois com Hamilton e pediu-lhe poupança máxima de combustível.

 

Jenson Button abandonou a corrida, na altura em que o seu companheiro na McLaren ainda fez mais uma paragem.

 

 

Uma corrida cheia de incidentes, com Vettel a levar a melhor no final, seguido de Mark Webber, Hamilton, Rosberg, Massa, Grosjean, Raikkonen , Hulkenberg, Pérez e Vergne, a fechar os dez primeiros. Bottas, Gutiérrez, Bianchi, Pic, Van Der Garde e Chilton depois. Button, Ricciardo, Maldonado, Sutil, Di Resta e Alonso não terminaram.

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publicado às 09:35

Pic na Caterham

por Tiago Crispim, em 28.11.12

Ainda não tinha terminado o fim-de-semana do GP do Brasil, já a Caterham anunciava o jovem francês Charles Pic como piloto para o ano de 2013.

 

Pic impressionou os responsáveis da equipa neste seu ano de de estreia na categoria pela Marussia, onde por quatro vezes terminou melhor que o seu então companheiro de equipa, Timo Glock.

 

"Durante este ano temos monitorizado o progresso de Charles, desafiando-nos por vezes na qualificação, e é claro que ele é um talento especial. Enquanto o ano progredia ele portou-se extremamente bem contra um companheiro de equipa muito experiente, e estamos ansiosos para vê-lo desenvolver no ambiente que vamos proporcionar em 2013 e depois", afirmou Cyril Abiteboul, diretor da Caterham F1 Team.

 

Foto oficial de Charles Pic quando assinou pela Marussia, em 2011

 

A Caterham vai manter os motores Renault e a tecnologia da Red Bull na transmissão do carro na próxima temporada. Ainda está por confirmar o piloto que fará companhia a Pic na equipa, mas a contratação do jovem francês é uma oportunidade para a Renault. Nas palavras de Jean-François Caubet, diretor adminstrativo da Renault Sport F1, "a França continua a ser o maior mercado da Renault e ter um jovem e dinâmico piloto francês no nosso lado vai dar-nos maior barnding, marketing e oportunidades de relações públicas, para o nosso envolvimento na F1 e nos carros de estrada em França e no resto da Europa".

 

Quanto ao próprio Pic, declarou-se "entusiasmado em ter a oportunidade de continuar a crescer numa equipa com uma relação técnica com uma série de empresas francesas a nível global, como a Renault e a Total, além da parceria oficial da EADS".


"A Caterham F1 Team tem tudo no lugar para subir para uma posição de lutar com várias equipas à frente. Eu sei o quanto a equipa está determinada em continuar a progredir e estou ansioso por fazer o meu papel em ajudá-los a subir na grelha", acrescentou o piloto francês.

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publicado às 12:51

Análise do campeonato, parte 1

por Tiago Crispim, em 23.07.12

Já lá vão dez corridas, neste campeonato de 2012, faltam outras dez para o fim.

Literalmente a meio da temporada, vamos então fazer uma análise a todas as equipas, num post dividido em três partes, e a começar pelas equipas com menos pontos.

 

 - zero pontos

 

A HRT mudou de pilotos, de direção e de instalações no início da temporada. Liderada pelo ex-piloto Luís Pérez-Sala, a equipa quis tornar-se "mais espanhola", algo parcialmente conseguido com a contratação do veterano Pedro De La Rosa. O seu companheiro de equipa Narain Karthikeyan, por sua vez, traz o patrocinio da indiana Tata.

Depois da ausência no GP de abertura, motivada pelo chumbo nos crash-tests obrigatórios, a equipa tem sido consistente, com apenas quatro abandonos até agora, apesar de continuar a debater-se com o ritmo da corrida. No GP da Alemanha, De La Rosa, que aos 41 anos é claramente o piloto principal da HRT, terminou em 21º. Se este resultado é indicador de um melhoramento da equipa, ainda é cedo para dizer. A estratégia da HRT parece sem dúvida mais consistente que a da sua maior rival.

 

 

 

 

 - zero pontos

 

A Marussia também mudou de donos, e deixou para trás o apoio da Virgin. A equipa ainda é patrocinada pela marca de Richard Branson, mas pertence agora à homónima construtora de carros desportivos Marussia. Também com quatro abandonos até agora, a equipa tem-se mantido quase sempre à frente da HRT. O veterano Timo Glock ficou sempre à frente do novato Charles Pic, exceto em duas ocasiões, no Canadá, onde não terminou a prova, e em Valência, onde nem sequer alinhou para a largada. 

 

- zero pontos

 

A Caterham de Tony Fernandes teve um começo de época atribulado, com a história da mudança de nome e de fornecedor de motor (trocou a Cosworth pela Renault). As mudanças foram, ao que parece benéficas à equipa, que está atualmente a meio caminho, entre as últimas equipas e as do meio do pelotão. A chegada de Vitaly Petrov foi boa para a equipa, que dispensou Jarno Trulli. O russo preenche os requisitos dos patrocinadores e após a sua temporada anterior, mostra que tem potencial para, pelo menos, chegar aos pontos. Contudo o líder é Heikki Kovalainen, que se superou Petrov 5 vezes em dez corridas, mas alcançou a melhor posição da equipa, um 13º lugar no Mónaco.

A Caterham partilha os 4 abandonos com as outras equipas com a mesma pontuação, mas ainda assim é a que está mais perto de se juntar às equipas que pontuam.

 

 - 6 pontos

 

A Toro Rosso terminou o ano anterior a despedir os seus dois pilotos, Jaime Alguersuare e Sebastien Buemi, e a contratar Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo. O australiano Ricciardo começou a temporada a pontuar em casa, com um nono lugar, e Vergne melhorou a pontuação logo na corrida seguinte, com um oitavo lugar. O que prometia ser um bom começo para a STR acabou por não se concretizar, com a dupla a terminar, invariavelmente, em lugares consecutivos, sempre sem tocar os pontos. A dupla mostra potencial e o problema estará na competitividade do STR-Ferrari, em relação aos concorrentes diretos.

 

 - 46 pontos

 

Um percurso inverso tem feito a Force India. A equipa, que no início da temporada traçou como objetivo o quinto lugar na tabela de construtores, promoveu Nico Hulkenberg a piloto da equipa principal e manteve Paul Di Resta, um dos melhores estreantes de 2011, a par de Sérgio Pérez da Sauber.

Di Resta é atualmente o 13º na classificação de pilotos e Hulkenberg é o 15º. No meio está Felipe Massa, da Ferrari. A melhor corrida da Force India, até agora, foi o GP da Europa, em Valência, onde os carros terminaram em quinto e sétimo, para Hulkenberg e Di Resta, respetivamente. Atualmente a Force India está em oitavo no mundial de construtores e face aos resultados das equipas mais próximas, a tarefa não se avizinha fácil.

 

No post seguinte vão ser abordadas a Williams, Sauber, Mercedes e Lotus, ficando o último post desta série reservado para McLaren, Ferrari e Red Bull.

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publicado às 18:11

Mugello, dia 1

por Tiago Crispim, em 02.05.12

Já quatro corridas passaram desde o início do campeonato, mas até à próxima, temos três dias de testes no circuito de Mugello, Itália. A oportunidade para desenvolver primeiras mudanças nos carros e para dar mais rodagem aos pilotos, especialmente os de teste.

 

No primeiro dia, Fernando Alonso foi o mais rápido na pista molhada, mas a incerteza do tempo ditou várias bandeiras vermelhas e prejudicou algum trabalho de desenvolvimento. Prova disso foi Mark Webber, o segundo mais rápido, com apenas 24 voltas completas. O terceiro mais rápido deste primeiro dia foi Jean-Eric Vergne, num Toro Rosso, seguido de Jérôme D'Ambrosio, terceiro piloto da Lotus, que regressou ao comando de um F1 depois da temporada 2011.

 

 

Jérôme D'Ambrosio de volta à F1

 

Por causa das más condições atmosféricas, Gary Paffett e Michael Schumacher rodaram apenas quatro e cinco voltas respetivamente, com o piloto da Mercedes a não marcar qualquer tempo.

 

Mark Gillian, engenheiro-chefe da Williams, declarou que o programa de testes "ficou comprometido pela chuva". Os responsáveis pelos testes das outras equipas fizeram comentários semelhantes, sobre as condições que já eram esperadas. "Esperávamos tempo molhado hoje e tentámos trabalhar à volta disso para ter a certeza que o Jules [Bianchi] estava em pista quando esta estivesse mais seca", disse Jakob Andreasen, engenheiro-chefe da Force India.

 

Tempos:


 1. Fernando Alonso, Ferrari, 1:22.444, 46 Voltas
2. Mark Webber, Red Bull, 1:23.648, 24 Voltas
3. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1:23.891, 32 Voltas
4 Jerome D’Ambrosio, Lotus, 1:24.048, 40 Voltas
5. Nico Rosberg, Mercedes, 1:24.100, 49 Voltas
6. Kamui Kobayashi, Sauber, 1:24.736, 48 Voltas
7. Oliver Turvey, McLaren, 1:25.303, 30 Voltas
8. Jules Bianchi, Force India, 1:25.475, 19 Voltas
9. Rodolfo Gonzalez, Caterham, 1:27.197, 35 Voltas
10. Charles Pic, Marussia, 1:27.359, 45 Voltas
11. Valtteri Bottas, Williams, 1:29.179, 28 Voltas
12. Gary Paffett, McLaren, 1:50.898, 4 Voltas
13. Michael Schumacher, Mercedes, sem tempo, 5 Voltas

 

Foto: Lotus F1 Team

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publicado às 16:58

Marussia falha crash-test

por Tiago Crispim, em 28.02.12

A ex-Virgin, agora renomeada Marussia, não passou nos crash-tests obrigatórios. As equipas têm de passar em 18 testes de embate, dos quais a equipa passou 17.

 

A Marussia tinha planeado lançar o seu MR01 na próxima quinta-feira (1 de março), o primeiro dos últimos dias de testes conjuntos. Assim sendo anunciaram que não vão participar nos últimos testes da pré-temporada para se concentraram em repetir os crash-tests.

 

A HRT também tinha chumbado nos testes necessários à homologação do carro mas a revista britânica Autosport avançou que a equipa espanhola passou nos testes e pode estar presente em Barcelona, no dia 1 de março, apesar do carro estar atrasado em termos de projeto.

 

Os pilotos da Marussia, Charles Pic e Timo Glock já tiveram oportunidade de experimentar o novo carro em simulador, mas participaram nos primeiros testes de Barcelona ainda com o carro da temporada anterior.

 

Charles Pic durante os testes em Barcelona com o MVR02 de 2011

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publicado às 23:58


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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