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Resumo do GP do Brasil

por Tiago Crispim, em 25.11.12

Chegámos à 20ª corrida do ano, no Brasil, com o título mundial de pilotos ainda por decidir. A certeza era que o vencedor ganhava o terceiro título na carreira. E por falar em carreiras, foi também o dia de despedida de Michael Schumacher, que abandonou a categoria pela segunda vez, mas desta feita, por uma porta mais pequena.

 

Na decisão do título, Vettel partia com vantagem. Saia do quarto lugar, e Fernando Alonso apenas do sétimo. Para Alonso vencer, precisava de ganhar a corrida, e Vettel não podia ir além de quinto.

 

A foto de final da temporada da Mercedes, com os mecânicos e engenheiros de Michael Schumacher.

 

Apesar de uma chuva ligeira, os carros partiram todos com pneus secos. Schumacher, Kobayashi e Grosjean com pneus duros e o resto do pelotão em médios.

 

Da pole position partiu Lewis Hamilton, seguido de Button, Webber e Vettel. Massa sai de quinto, à frente de Hulkenberg, Alonso, Raikkonen, Rosberg e Di Resta, a fechar os dez primeiros.

 

A largada pareceu sem problemas, com excelentes partidas de Massa e Alonso. Mas sem que nada o indicasse, nas curvas da descida do lago, Bruno Senna toca em Vettel e o Red Bull faz um pião. Vettel fica com danos no carro e em último, mas continua. Recebeu uma mensagem da equipa  dizer que o carro não pode ser arranjado nas boxes. De fora ficaram também Sérgio Pérez e Pastor Maldonado, que se viram envolvidos na refrega.

 

O deslize de Senna e pião de Vettel na largada.

 

A chuva não parava mas os pilotos também não. Os McLaren seguiam na frente destacados, mas lá mais atrás vários carros tinham problemas com o piso escorregadio. Na sexta volta Raikkonen tinha já parado para trocar para os pneus intermédios. Na nona volta começaram a parar mais alguns pilotos,  altura em que Vettel seguia em sexto. Webber foi um dos que trocou para intermédios, tendo já protagonizado um despiste umas voltas atrás.

 

Quem também já estava de fora nesta altura era Romain Grosjean, que viu o carro fugir, nestas voltas frenéticas.

 

Com 14 voltas cumpridas, alguns pilotos insistiam nos slicks, entre eles Button, que seguia em primeiro. A chuva era na parte da reta, mas os pilotos de intermédios faziam tempos semelhantes.

 

Excelente corrida estava a fazer Nico Hulkenberg, colado a Button e a pressionar o inglês.  Na volta 19 o Force India conseguiu passar para primeiro, sem uso do DRS.

 

Hulkenberg a liderar uma corrida com a Force India.

 

Na rádio McLaren, a equipa avisava Hamilton que a chuva ia continuar mais 30 minutos, mas a maioria dos pilotos, incluindo Lewis, foi trocar para os compostos duros. Rosberg furou um pneu na volta 20 e Alonso queixava-se de demasiados destroços na pista, motivo pelo qual saiu o Safety Car. Quem não deve ter achado graça foi Hulkenberg e Button, ao contrário de Vettel, que seguia em quinto, mesmo atrás de Alonso.

 

Com as regras de Safety Car deste ano O Force India e o McLaren aproveitaram imediatamente para trocar para os compostos duros e manter as mesmas posições.

 

Nesta altura ia Hulkenberg, Button, Hamilton, Alonso, Vettel, Kobayashi, Webber, Di Resta, Ricciardo e Raikkonen. Em 11º seguia Massa, um bocado apagado depois de um excelente arranque.

 

O alemão da Force India conseguiu manter a liderança no relançamento, e Kobayashi passou Vettel, que ia levando com Webber. O australiano, para não estragar, saiu de pista e regressou em 12º.

 

 

Christian Horner da Red Bull, sempre atento à ameaçadora chuva.

 

Na volta 38 Hamilton ganhava tempo sucessivamente a Hulkeberg, sem ainda se chegar perto. Mais atrás Massa subia para quinto. Em jogo estava também o segundo lugar no mundial de construtores, entre a McLaren e a Ferrari. Raikkonen, que ia em 11º, ganhou também uma posição, graças ao despiste de Paul Di Resta.

 

A chuva continuava a ameaçar e a pingar no circuito José Carlos Pace, fazendo uma nova vítima. Desta vez foi Petrov, que seguia com o Caterham em 13º. Foi ultrapassado por Charles Pic, na Marussia, que assim ficava com o décimo lugar do campeonato de construtores.

 

Hulkenberg pisou o limitador na volta 49, o que foi suficiente para Hulkenberg perder controlo do Force India e ceder a posição a Lewis Hamilton. Várias imagens dos pneus passavam na tv, a mostrar a degradação dos mesmo. Ainda com 21 voltas por cumprir, muitos pilotos iriam certamente trocar de pneus.

 

 

Raikkonen a regressar à pista, ainda com relva colada à camera. 

 

O primeiro a voltar aos intermédios foi Rosberg, seguido de perto por Daniel Ricciardo, que manteve os pneus duros. Vettel escolheu também trocar de compostos e colocar os médios.

 

Raikkonen teve um momento estranho, saíndo de pista para uma estrada de serviço e fazendo depois meia volta e passando pela relva para voltar à pista. Caiu para 14º.

 

Hulkenberg, tentava recuperar a primeira posição mas perdeu controlo da traseira do carro, tocando em Hamilton. O inglês partiu o eixo da roda dianteira, mas o alemão aguentou-se e manteve o segundo lugar.

 

Vettel fez duas paragens , quase consecutivas, seguido pela paragem de Alonso. Hulkenberg levou um drive through e caiu para quinto.

 

 

O fim da corrida para Hamilton.

 

Alonso seguia agora em segundo, com nove voltas para o final, mas com Vettel em sétimo, o alemão da Red Bull venceria o campeonato por um ponto. Nesta altura a chuva intensificou-se e Kovelainen foi o primeiro a trocar para pneus molhados.

 

A Red Bull indicou a Vettel que a posição atual era suficiente, para não forçar o andamento. Na frente tinha Schumacher. Mas Vettel ainda assim passou o Mercedes e subiu para sexto.

 

Com Alonso à espera que Button tivesse um problema, e a Red Bull a pedir a Vettel para não aumentar o ritmo, as posições consolidaram-se.

 

Na penúltima volta ainda houve tempo para o despiste de Paul Di Resta, e nova entrada do Safety Car.

 

 

Despiste de Paul Di Resta mesmo no fim da corrida.

 

Button em primeiro, seguido de Alonso, Massa, Webber, Hulkenberg e Vettel, que assim garantiu o título e o tri-campeonato. Na despedida de Schumacher o alemão foi sétimo, seguido de Vergne, Kobayashi, Raikkonen e Petrov, que garante o décimo lugar para a Caterham. Em 12º ficou Pic, à frente de Ricciardo, Kovalainen, Rosberg, Glock, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Di Resta, Hamilton, Grosjean, Maldonado, Senna e Pérez.

 

Vettel teve azar no início mas mostrou o suficiente para garantir o seu terceiro título, aos 25 anos.

 

Schumacher e Vettel no final da corrida.

 

No mundial de pilotos, Sebastian Vettel ficou em primeiro com 281 pontos, contra 278 de Alonso. Em terceiro ficou Raikkonen, no ano do seu regresso à F1.

 

No mundial de construtores a Red Bull venceu também, com o segundo lugar para a Ferrari e o terceiro para a McLaren.

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publicado às 18:05

Resumo do GP da Hungria

por Tiago Crispim, em 29.07.12

O GP da Hungria é o último antes da paragem do campeonato, em agosto. Lewis Hamilton dominou os treinos e a qualificação. Romain Grosjean parte pela primeira vez do segundo lugar da grelha, seguido de Vettel, Button, Raikkonen, Alonso e Massa. Em oitavo e nono estão os dois Williams, Maldonado e Senna, e a fechar os dez primeiros ficou Nico Hulkenberg no seu Force India.

 

Surpreendente foi o 11º de Mark Webber e os 13º e 17º dos Mercedes, para Nico Rosberg e Michael Schumacher, respetivamente. O hepta-campeão do mundo partiu aliás das boxes, porque o carro foi-se abaixo no procedimento de partida, que teve de ser reiniciado.

 

A Ferrari a levar o carro de Alonso para o seu lugar na grelha, no dia do seu 31º aniversário

 

A partida foi limpa, com Grosjean a aguentar a posição atrás de Hamilton. Webber conseguiu subir imediatamente a sétimo e Massa caiu para nono. Outro piloto com um mau arranque foi Pastor Maldonado, que desceu para 12º.

 

Schumacher, já com a corrida estragada, aproveitou para mudar de pneus e levou com um drive-through por ultrapassar a velocidade nas boxes.

 

Grosjean estava a mostrar um bom ritmo no início da corrida, a aguentar o seu Lotus no segundo lugar.

 

Kamui Kobayashi foi, depois de Schumacher, o primeiro piloto a parar para trocar de pneus,, para os médios, à décima volta. O resto dos carros começou a fazê-lo um pouco depois. Jean-Eric Vergne parou na 13ª mas manteve os pneus macios. Dos cinco primeiros, Button levou a dianteira na troca de pneus, optando pelos médios na volta 16, altura em que a maioria dos pilotos começou a parar. Vettel foi um dos poucos a manter os pneus macios, os outros foram Grosjean, e Raikkonen, O único que partiu com médios e manteve depois da paragem foi Mark Webber.

 

Uma das trocas de pneus na boxe da Williams

 

Graças à estratégia da Lotus, o francês estava a comer a distância que o separava de Hamilton. Button, no outro McLaren, era também pressionado por Vettel.

 

A equipa inglesa decidiu tomar a iniciativa e fez Button trocar para os macios. Vettel aproveitou para se distanciar, já que o inglês ficou preso atrás de Bruno Senna.

 

Mais uma ronda de paragens entre as voltas 41 e 45. Com todas estas trocas Hamilton manteve o primeiro lugar seguido de Raikkonen, Grosjean e Vettel. O finlandês da Lotus saiu ao lado do seu companheiro de equipa, que se viu forçado a abrir a trajetória para não bater. Mais atrás Button perdeu a posição nas boxes para Alonso, graças a um problema com a roda dianteira esquerda durante a troca. Dos dez primeiros, apenas Webber ficou com os pneus macios.

 

A saída das boxes de Raikkonen e ultrapassagem a Grosjean

 

Pastor Maldonado, que tinha andado calminho, não se conteve e deu um toque na lateral do Force India de Paul Di Resta. Felizmente o inglês aguentou a pancada. O resultado, obviamente, foi um drive-through para o venezuelano da Williams.

 

A partir desse momento a realização centrou-se na luta entre Hamilton e Raikkonen, exceto pelas duas paragens dos Red Bull. Ou a equipa austríaca se enganou na estratégia, ou ambos os pilotos precisaram de fazer trocas não programadas, o que parece estranho. Por falar em estratégias, a Lotus é que acertou, com Raikkonen e Grosjean em segundo e terceiro atrás do líder.

 

Schumacher, que seguia em 18º, abandonou a corrida, claramente fora dos pontos, logo desde a primeira volta. Ao abandonar agora, a Mercedes pode efetuar uma mudança de caixa de velocidades sem ser penalizada.

 

Quem abandonou pouco depois foi Narain Karthikeyan, que danificou a suspensão dianteira do seu HRT.

 

Cartoon da Lotus a celebrar o resultado da equipa na Hungria

 

Lewis Hamilton venceu assim pela segunda vez este ano, ao dominar por completo o circuito de Hungaroring. A Lotus fez a sua melhor corrida até então, com um segundo e terceiro lugares. Vettel e Alonso ficaram atrás, seguidos de Button, Senna e Webber, em oitavo. O australiano fez uma boa corrida, recuperando várias posições mas sofrendo com uma última paragem que o afastou dos lugares mais acima. O nono foi Felipe Massa, que desapareceu depois do arranque e ficou no mesmo lugar, seguido de Rosberg, no último lugar pontuável.

 

Hulkenberg ficou em 11º, atrás o seu companheiro de equipa, Paul Di Resta e Pastor Maldonado. Sérgio Pérez foi o melhor dos Sauber em 14º, numa corrida fraca para a equipa suíça. Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, como de costume, correram entre eles e terminaram em 15º e 16º. Heikki Kovalainen voltou a ser o melhor dos Caterham em 17º, seguido de Kamui Kobayashi que não terminou mas ficou classificado à frente de Vitaly Petrov, Charles Pic, Timo Glock e Pedro De La Rosa. Não terminaram Karthikeyan e Schumacher.

 

Agora vamos para uma pausa durante o mês de agosto, mas desde que a net o permita, em férias, o Volta Mais Rápida vai continuar a dar as notícias, histórias e novidades do mundo da F1.

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publicado às 14:08

Análise do campeonato, parte 1

por Tiago Crispim, em 23.07.12

Já lá vão dez corridas, neste campeonato de 2012, faltam outras dez para o fim.

Literalmente a meio da temporada, vamos então fazer uma análise a todas as equipas, num post dividido em três partes, e a começar pelas equipas com menos pontos.

 

 - zero pontos

 

A HRT mudou de pilotos, de direção e de instalações no início da temporada. Liderada pelo ex-piloto Luís Pérez-Sala, a equipa quis tornar-se "mais espanhola", algo parcialmente conseguido com a contratação do veterano Pedro De La Rosa. O seu companheiro de equipa Narain Karthikeyan, por sua vez, traz o patrocinio da indiana Tata.

Depois da ausência no GP de abertura, motivada pelo chumbo nos crash-tests obrigatórios, a equipa tem sido consistente, com apenas quatro abandonos até agora, apesar de continuar a debater-se com o ritmo da corrida. No GP da Alemanha, De La Rosa, que aos 41 anos é claramente o piloto principal da HRT, terminou em 21º. Se este resultado é indicador de um melhoramento da equipa, ainda é cedo para dizer. A estratégia da HRT parece sem dúvida mais consistente que a da sua maior rival.

 

 

 

 

 - zero pontos

 

A Marussia também mudou de donos, e deixou para trás o apoio da Virgin. A equipa ainda é patrocinada pela marca de Richard Branson, mas pertence agora à homónima construtora de carros desportivos Marussia. Também com quatro abandonos até agora, a equipa tem-se mantido quase sempre à frente da HRT. O veterano Timo Glock ficou sempre à frente do novato Charles Pic, exceto em duas ocasiões, no Canadá, onde não terminou a prova, e em Valência, onde nem sequer alinhou para a largada. 

 

- zero pontos

 

A Caterham de Tony Fernandes teve um começo de época atribulado, com a história da mudança de nome e de fornecedor de motor (trocou a Cosworth pela Renault). As mudanças foram, ao que parece benéficas à equipa, que está atualmente a meio caminho, entre as últimas equipas e as do meio do pelotão. A chegada de Vitaly Petrov foi boa para a equipa, que dispensou Jarno Trulli. O russo preenche os requisitos dos patrocinadores e após a sua temporada anterior, mostra que tem potencial para, pelo menos, chegar aos pontos. Contudo o líder é Heikki Kovalainen, que se superou Petrov 5 vezes em dez corridas, mas alcançou a melhor posição da equipa, um 13º lugar no Mónaco.

A Caterham partilha os 4 abandonos com as outras equipas com a mesma pontuação, mas ainda assim é a que está mais perto de se juntar às equipas que pontuam.

 

 - 6 pontos

 

A Toro Rosso terminou o ano anterior a despedir os seus dois pilotos, Jaime Alguersuare e Sebastien Buemi, e a contratar Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo. O australiano Ricciardo começou a temporada a pontuar em casa, com um nono lugar, e Vergne melhorou a pontuação logo na corrida seguinte, com um oitavo lugar. O que prometia ser um bom começo para a STR acabou por não se concretizar, com a dupla a terminar, invariavelmente, em lugares consecutivos, sempre sem tocar os pontos. A dupla mostra potencial e o problema estará na competitividade do STR-Ferrari, em relação aos concorrentes diretos.

 

 - 46 pontos

 

Um percurso inverso tem feito a Force India. A equipa, que no início da temporada traçou como objetivo o quinto lugar na tabela de construtores, promoveu Nico Hulkenberg a piloto da equipa principal e manteve Paul Di Resta, um dos melhores estreantes de 2011, a par de Sérgio Pérez da Sauber.

Di Resta é atualmente o 13º na classificação de pilotos e Hulkenberg é o 15º. No meio está Felipe Massa, da Ferrari. A melhor corrida da Force India, até agora, foi o GP da Europa, em Valência, onde os carros terminaram em quinto e sétimo, para Hulkenberg e Di Resta, respetivamente. Atualmente a Force India está em oitavo no mundial de construtores e face aos resultados das equipas mais próximas, a tarefa não se avizinha fácil.

 

No post seguinte vão ser abordadas a Williams, Sauber, Mercedes e Lotus, ficando o último post desta série reservado para McLaren, Ferrari e Red Bull.

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publicado às 18:11

Resumo do GP da Europa (Valência)

por Tiago Crispim, em 24.06.12

Voltamos ao resumo das corridas neste GP da Europa, na normalmente aborrecida pista de Valência, Espanha (mas quem iria adivinharque seria tão boa?). Sebastian Vettel partiu da pole position, seguido de Lewis Hamilton, Pastor Maldonado e Romain Grosjean, a fechar a segunda linha da grelha de partida.

 

O piloto francês da Lotus fez um bom arranque, atacando Maldonado logo na curva dois. Kamui Kobayashi também saiu bem,  saltando de sétimo para quarto. Fernando Alonso e Felipe Massa foram outros pilotos que arrancaram bem, e conseguiram saltar para o oitavo (de 11º) e décimo (de 13º). Button fez uma partida no sentido inverso, caindo de nono para 13º.

 

Vettel foi rápido a distanciar-se do resto do pelotão, e com cinco voltas cumpridas, levava já 6,8s de distância para Hamilton.

 

O importante para esta corrida era, à partida, a enorme degradação dos pneus devido à alta temperatura no circuito, a 45ºC. A estratégia previa-se que fosse entre duas e três paragens.

 

 O tempo não seria fator decisivo, a não ser pelo extremo calor na pista, de 45ºC.

 

Na décima volta Grosjean fez uma grande ultrapassagem a Hamilton, na curva 12, por fora, para alcançar o segundo lugar. Jenson Button e Sérgio Pérez foram os primeiros a parar, nesta altura, optando ambos por pneus macios. Massa também parou pouco depois, trocando para os compostos médios. Nesta altura o resto dos pilotos começou também a parar nas boxes.

 

Alonso continuava a fazer excelentes tempos, e na volta 13 passou Nico Hulkenberg para chegar à sexta posição. Kimi Raikkonen, por sua vez, arriscou uma ultrapassagem por fora, parecida com a do seu companheiro de equipa, passando Pastor Maldonado. Pouco depois, Raikkonen, Kobayashi, Massa, Ricciardo e Pedro De La Rosa foram às boxes.

 

Alonso fez 15 voltas antes de parar e chegou a terceiro. Tanto ele como Vettel arrasavam nos tempos e ambos optaram por trocar por outro jogo de pneus macios, claro indicador de que farão mais uma paragem.

 

 

 

O lugar destinado a Kimi Raikkonen na largada.

 

Vettel manteve a liderança, graças à paragem  de Grosjean. Nesta altura, Paul Di Resta era segundo, Grosjean terceiro e Nico Rosberg quarto. Mark Webber, que partiu de 20º, andava em nono, ainda sem parar nas boxes.

 

Alonso parecia motivado neste circuito e isso viu-se na ultrapassagem, também por fora, a Michael Schumacher. O piloto alemão foi trocar de pneus pouco depois.

 

Bruno Senna e Kamui Kobayashi estiveram envolvidos numa colisão na volta 21. O japonês tentou meter-se pela direita do brasileiro, que não deve ter reparado na presença do japonês da Sauber, que tocou no Williams. Uma asa dianteira nova para Kobayashi  e outra para Senna foi o resultado e a direção da corrida investigou o incidente e penalizou Bruno Senna com um drive-through. Causar uma colisão foi o veredicto.

 

Di Resta, que ainda não tinha parado nesta altura, perdeu finalmente a posição para o Alonso voador, que alcançava assim o quarto posto.

 

Sérgio Pérez, longe da habitual paragem solitária, foi pela segunda vez à boxe na volta 26, e voltou a montar compostos macios, dando a indicação que ainda pararia mais uma vez. Mais atrás Button também voltou a parar e no rádio, a Force India indicou que Paul Di Resta estava numa estratégia de uma paragem.

 

 Os capacetes dos mecânicos da HRT, alinhados antes da corrida.

 

Heikki Kovalainen e Jean-Eric Vergne colidiram, jante com jante, destruindo os pneus, o dianteiro esquerdo do Caterham com o pneu traseiro direito de Vergne. Entrada de safety car e montes de paragens, incluindo mais uma atrapalhação da McLaren, que partiu o macaco frontal que levanta o carro durante a paragem. Por causa da colisão, os dois pilotos desistiram, embora Kobayashi tenha abandonado algum tempo depois do incidente.

 

Com isto, Vettel perdeu toda a distância alcançada até este ponto. Com esta nova regra do safety car, os retardatários podem ultrapassar o sc e juntar-se no fim do pelotão. Recuperam-se as voltas em atraso mas perde-se tempo atrás do safety car.

 

Tivemos assim uma nova largada na volta 32, e nunca poderíamos esperar o que aconteceu. Massa e Kobayashi tocaram um no outro, com Massa a ter de ir às boxes, mas pior ainda para Vettel, que perdeu imensas posições e caiu para 21º. Adrian Newey com as mãos na cabeça e o público espanhol em êxtase, ao ver ver Alonso em primeiro. Umas voltas depois Sebastian Vettel abandonou a corrida. A equipa, sem dar certezas, avançou que seria um problema hidráulico, semelhante ao que Webber teve na sexta-feira.

 

Como a imprevisibilidade estava em alta, na volta 41 foi Romain Grosjean que abandonou a corrida, com problemas no alternador, o que levou a perda de pressão na bomba de combustível. O francês tem definitivamente azar. Ia em terceiro.

 

Nesta altura (volta 45) Petrov estava em décimo. Infelizmente Schumacher e Webber não acharam graça e ultrapassaram o piloto russo. Mais ainda, houve um toque entre Ricciardo e Petrov, que arranca a asa dianteira do Caterham e fez o Toro Rosso dar um pião.

 

Com oito voltas para o final, tínhamos Alonso, Hamilton e Raikkonen. O finlandês nem parece ter estado tanto tempo afastado da F1. Sérgio Pérez ainda perdeu duas posições, para Schumacher e Webber, que saltaram para sétimo e oitavo, respectivamente. Um pouco depois ultrapassaram também Paul Di Resta.

 

Mais surpreendente foi a ultrapassagem de Petrov a Massa, que até tinha começado bem a corrida e ficava assim em 17º. O brasileiro ainda parou nas boxes.

 

Kimi Raikkonen fez-se valer dos seus pneus mais novos para passar Hamilton com duas voltas para o final. O finlandês subiu à segunda posição e o piloto da McLaren viu-se logo atacado por Pastor Maldonado, que fechou tanto o venezuelano que deu em acidente. Hamilton não abriu e Maldonado não levantou o pé. O Williams ficou sem asa dianteira e Hamilton perdeu a corrida. Finalmente Michael Schumacher termina no pódio, nesta imprevisível corrida.

 

 

Resultados finais do GP da Europa, em Valência

 

Alonso em primeiro, seguido de Raikkonen e Schumacher. Em quarto Webber, depois Hulkenberg, Rosberg, Di Resta, Button, Pérez e Maldonado, que termina sem asa da frente. Em 11º terminou Senna, com Ricciardo, Petrov, Kovalainen, PIc, Massa, De La Rosa e Karthikeyan atrás. Não terminam Hamilton, Grosjean, Vettel, Kobayashi e Vergne.

 

Dez títulos mundiais no pódio, juntando os três pilotos. Alonso torna-se o primeiro piloto a vencer duas corridas este ano, numa corrida completamente imprevisível. Schumacher regressa ao pódio, pela primeira vez desde 2006.

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publicado às 15:11

Petrov substitui Trulli na Caterham

por Tiago Crispim, em 17.02.12

A equipa Caterham anunciou a substituição de Jarno Trulli por Vitaly Petrov com efeitos imediatos. O piloto russo esteve na fábrica nesta manhã (17 de fevereiro) para fazer o ajuste do assento antes dos testes conjuntos de Barcelona, entre 21 e 24 de fevereiro.

 

O dono da equipa, Tony Fernandes, agradeceu todo o trabalho desenvolvido por Trulli desde o início da equipa, em 2009 e declarou que a decisão de substituir o italiano não foi fácil.

 

Vitaly Petrov, já com as cores da Caterham

 

"Chegámos a um entendimento com Jarno [Trulli] e terminámos a nossa parceria com ele, mas ele sempre vai ser parte da nossa família. Agora queremos integrar o Vitaly [Petrov] o mais rápido possível na equipa e vamos fazer tudo para o fazer sentir bem vindo, dar-lhe un carro que pode usar para mostrar os seus talentos e manter o nível de desenvolvimento que nos viu começar com uma fábrica vazia com quatro empregados até uma equipa de Fórmula Um estabelecida em apenas dois anos", disse Fernandes.

 

Jarno Trulli estreou-se na F1 em 1997, pela Minardi. Passou depois pela Prost, Jordan, Renault, Toyota e Lotus, agora renomeada Caterham.

Fez 238 Grandes Prémios (228 largadas) e alcançou a sua única vitória pela Renault, em 2004, ano que terminou em sexto lugar na tabela classificativa com 46 pontos, a melhor marca da sua carreira. Nesse ano trocou a Renault pela Toyota no final da temporada, com o escândalo que envolveu Flávio Briatore, então dono da equipa Renault. Trulli tem ainda 11 pódios, e uma volta mais rápida no seu palmarés.

 

Com 38 anos, é provável que os testes de Jerez deste ano tenham sido a última vez que Trulli pilotou um F1.

 

Jarno Trulli durante os testes em Jerez

 

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publicado às 10:13

Programa de dia 21-11-2011

por Tiago Crispim, em 22.11.11

Vitaly Petrov desafabou os seus problemas a um canal de televisão russo, depois da corrida de Abu Dhabi. Será que ele achava que ninguém reparava, só porque ele falou em russo? Para perceberem o conteúdo da entrevista, ela começa com um "não posso dizer mal da equipa porque o contrato não me deixa"...

 

 

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Vitaly Petrov no GP de Abu Dhabi, antes da entrevista

 

Foto: F1 Fanatic

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publicado às 11:40

Programa de dia 11-04-2011

por Tiago Crispim, em 11.04.11

Análise ao GP da Malásia

 

 

 

O pequeno voo de Vitaly Petrov

 



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publicado às 16:06

Vettel vence nas calmas em Melbourne

por Tiago Crispim, em 27.03.11

Um óptimo início de temporada para o actual campeão do mundo, Sebastian Vettel, que venceu sem problemas o Grande Prémio da Austrália no seu Red Bull. O alemão liderou quase toda a prova e terminou a corrida a 22.2 segundos do segundo lugar, Lewis Hamilton em McLaren.

 

Vitaly Petrov surpreendeu com o terceiro lugar do pódio.

 

Petrov com o troféu de terceiro lugar.

 

O Lotus Renault do russo fez uma excelente largada que o deixou no quarto lugar, mas nas primeiras voltas foi a luta entre o McLaren de Jenson Button e o Ferrari de Felipe Massa. Foi apenas na volta 12 que o britânico ultrapassou o brasileiro pelo terceiro lugar mas sofreu um "drive thru" mais tarde por ter cortado a curva durante a ultrapassagem e cruzou a meta em sexto lugar.

 

Button foi mais tarde o protagonista naquilo que provavelmente foi a primeira ultrapassagem com auxílio do DRS, ou asa móvel. A vítima foi Kamui Kobayashi. O display televisivo do KERS e DRS é fácil de perceber e a distância entre pilotos vai ficando verde como sinal de poder usar a asa móvel. Apenas uma curva servia para esse propósito. A curva 14, duas antes da recta da meta.

 

Já que estou numa de informações na tv, o gráfico que individualiza os pilotos, melhor e actual volta, mostra a cara do piloto. Estranho já que desde pequeno sempre conheci os pilotos pelo capacete.

 

Sérgio Pérez foi sem dúvida o melhor estreante ao terminar em sétimo lugar, seguido do seu companheiro na Sauber, Kamui Kobayashi.

 

Mais discretos mas com melhores posições foram Fernando Alonso e Mark Webber. O Ferrari terminou em quarto e o Red Bull em quinto.

 

Felipe Massa no outro Ferrari foi bastante irregular. No final da prova viu-se em luta com o Toro Rosso de Sebastian Buemi pelo nono lugar. Ultrapassou-o na volta 54 de 58. Valeu-lhe a volta mais rápida da prova. Buemi fechou os lugares pontuáveis.

 

Adrian Sutil venceu o companheiro estreante na Force India. 11º para Sutil e 12º para Paul Di Resta. O Toro Rosso de Jaime Alguersuari terminou em 13º, Nick Heidfeld logo atrás. Por agora o alemão não se mostra assim tão boa escolha para substituir Kubica, ainda para mais com Petrov em terceiro.

 

Jarno Trulli e Jérôme D'Ambrosio, foram os últimos pilotos a cruzar a meta.

 

Desistiram Timo Glock, Rubens Barrichello, Nico Rosberg, Heikki Kovalainen, Michael Schumacher e Pastor Maldonado.

 

Barrichello desistiu quando faltavam dez voltas para o final mas foi graças à sua confiança que Nico Rosberg saiu da prova. O brasileiro tentou ultrapassar o Mercedes GP, a tentar cortar por dentro uma curva com auxílio do KERS, mas calculou mal ou teve confiança a mais. Bateu na lateral do carro do alemão que teve de desistir. Por isso Barrichello cumpriu um "drive thru".

 

Duas notas finais:

 

A dificuldade de Button aproximar-se do Ferrari de Massa em recta e a quantidade de vezes que se parou para trocar pneus. Duas ou três, algo que já se previa com o desgaste destes novos pneus Pirelli.

 

PosNúm         Piloto              Equipa        Voltas Tempo Pts

  

1 1 Sebastian Vettel RBR-Renault 58 Vencedor   25
2 3 Lewis Hamilton McLaren-Mercedes 58 +22.2 seg   18
3 10 Vitaly Petrov Renault 58 +30.5 seg   15
4 5 Fernando Alonso Ferrari 58 +31.7 seg   12
5 2 Mark Webber RBR-Renault 58 +38.1 seg   10
6 4 Jenson Button McLaren-Mercedes 58 +54.3 seg   8
7 17 Sergio Perez Sauber-Ferrari 58 +65.8 seg   6
8 16 Kamui Kobayashi Sauber-Ferrari 58 +76.8 seg   4
9 6 Felipe Massa Ferrari 58 +85.1 seg   2
10 18 Sebastien Buemi STR-Ferrari 57 +1 voltas   1
11 14 Adrian Sutil Force India-Mercedes 57 +1 voltas    
12 15 Paul di Resta Force India-Mercedes 57 +1 voltas    
13 19 Jaime Alguersuari STR-Ferrari 57 +1 voltas    
14 9 Nick Heidfeld Renault 57 +1 voltas    
15 21 Jarno Trulli Lotus-Renault 56 +2 voltas    
16 25 Jerome d'Ambrosio Virgin-Cosworth 54 +4 voltas    
Ret 24 Timo Glock Virgin-Cosworth 49 +9 voltas    
Ret 11 Rubens Barrichello Williams-Cosworth 48 +10 voltas    
Ret 8 Nico Rosberg Mercedes GP 22 +36 voltas    
Ret 20 Heikki Kovalainen Lotus-Renault 19 +39 voltas    
Ret 7 Michael Schumacher Mercedes GP 19 +39 voltas    
Ret 12 Pastor Maldonado Williams-Cosworth 9 +49 voltas  

 

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publicado às 09:17

Vettel é pole na Austrália

por Tiago Crispim, em 26.03.11

Sebastian Vettel garantiu a pole position para o Grande Prémio da Austrália, que se realiza amanhã (27) às sete da manhã, hora de Lisboa.

 

 

O alemão fez a volta ao circuito de Albert Park em 1m 23.529s e foi oito décimos de segundo mais rápido que Lewis Hamilton. O piloto inglês partirá ao lado de Vettel na primeira fila.

O piloto da casa, Mark Webber, levou o seu Red Bull à terceira posição, seguido de Jenson Button com 1m 24.779s e Fernando Alonso, com 1m 24.974s.

 

Em sexto parte Vitaly Petrov, que chegou a ser o mais rápido na Q1. Dessa primeira fase de qualificação não passou o seu companheiro de equipa, Nick Heidfeld, que vai largar do 18º lugar.

 

Na sétima posição estará o Mercedes GP de Nico Rosberg e a seu lado o brasileiro Felipe Massa, que fez um pião na primeira curva na sua

ultima volta de qualificação. Oitavo lugar para o Sauber de Kamui Kobayashi e nono para o Toro Rosso de Sebastian Buemi.

Seguem-se na grelha de partida Michael Schumacher (Mercedes GP), Jaime Alguersuari (Toro Rosso), Sérgio Pérez (Sauber), Paul Di Resta (Force India), Pastor Maldonado (Williams), Adrian Sutil (Force India), Rubens Barrichello (Williams), Nick Heidfeld (Lotus Renault), Heikki Kovalainen (Team Lotus), Jarno Trulli (Team Lotus), Timo Glock (Marussia Virgin) e Jérôme D'Ambrosio (Marussia Virgin).

 

Os dois carros da Hispania ficaram de fora da grelha de partida graças à reintrodução da regra dos 107%. Esta regra define que tempos que sejam superiores à pole position em 107% ficam fora da grelha por serem demasiado lentos.

Vitantonio Liuzzi fez 1m 32.978s e Narain Karthykeyan 1m 34.295s.

 

As voltas não podiam ter mais de 1m 31.266s.

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publicado às 16:04

Petrov continua na Renault

por Tiago Crispim, em 22.12.10

O primeiro piloto russo de F1, Vitaly Petrov, confirmou que vai continuar na equipa Renault para a próxima temporada.

 

O 13º colocado do campeonato deste ano pôs assim fim aos rumores que seria substituido por outro piloto.

Petrov afirmou estar satisfeito por representar a Lotus Renault GP, novo nome da equipa, para as temporadas de 2011 e 2012. Diz que aprendeu muito no seu primeiro ano e que o próximo seria para melhorar o seu desempenho.

O russo de 26 anos vai manter-se como companheiro de equipa do polaco Robert Kubica.

 

 

Oficialmente falta só anunciar os dois pilotos da Force India e da Hispania. A HRT é ainda uma incógnita para 2011 embora o director da equipa Colin Kolles afirme que a Hispania vai alinhar em 2011. Na Force India, ambos os pilotos actuais, Vitantonio Liuzzi e Adrian Sutil, garantem que se vão manter ao volante dos monolugares de Vijay Mallya.

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publicado às 13:05


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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