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Resumo do GP de Itália

por Tiago Crispim, em 09.09.12

Lewis Hamilton partiu da pole neste GP de Itália, seguido do seu companheiro de equipa, Jenson Button, e de Felipe Massa, que conseguiu a sua melhor colocação para a partida até agora. No outro Ferrari, Alonso não foi além de décimo. Digno de nota é também Pastor Maldonado, penalizado por falsa partida e colisão com Glock na corrida anterior, e já que falo da corrida anterior, Romain Grosjean foi banido por uma corrida e Jérôme D’Ambrosio foi o piloto da Lotus para este fim-de-semana. Qualificou-se em 15º. Schumacher partiu de quarto e Vettel de quinto.

 

O tempo em Monza era bastante quente, com as equipas a terem trabalho redobrado em arrefecer os sistemas dos monolugares. Hamilton fez uma grande partida, tal como Massa, que saltou imediatamente para segundo. O espanhol da Ferrari conseguiu, em uma volta, ascender à sétima posição, graças a uma boa partida.

 

Senna e Rosberg tocaram-se na quinta volta, mas ambos continuaram. Mais tarde iria tocar também em Di Resta, que praticamente empurrou o brasileiro para fora da pista, numa defesa de posição.

 

Jean-Eric Vergne foi a primeira desistência. Com o carro a direito fez um pião, provavelmente devido a um desequilíbrio na travagem. O carro subiu um corretor e voou uns metros pela relva. No final o piloto francês queixou-se de dores nas costas à Toro Rosso, talvez por causa do voo.

 

O despiste de Jean-Eric Vergne

 

Na Lotus, D’Ambrosio queixava-se de ter ficado sem KERS. Uma estreia nada auspiciosa nesta nova equipa. Na 14ª volta Maldonado foi o primeiro a parar, e a trocar para os pneus médios, os mais macios que a Pirelli levou para Monza, seguido pouco depois pelos Mercedes de Rosberg e de Schumacher, nas voltas seguintes. Ambos trocaram para pneus duros.

 

Grande ultrapassagem de Sérgio Pérez a Kimi Raikkonen, que foi depois às boxes. O mexicano era agora sexto.

 

Nesta altura da corrida, com os frentistas todos com pneus médios, a distância que Hamilton tirava de Massa era indicador do desgaste da borracha, que é como quem diz que o brasileiro tinha os pneus em pior estado. Prova disso foi a passagem de Button. Sem conseguir acompanhar o ritmo, trocou para os pneus duros à volta 20, altura em que Button, começou a aumentar o ritmo para ganhar distância.

 

Vettel e Alonso foram à boxe ao mesmo tempo, com Vettel a ganhar a posição ao piloto espanhol, mesmo à saída da pitlane.

 

Massa, que caíra para sexto, passou por Daniel Ricciardo, piloto do único Toro Rosso em prova, ao tentar respondes, o australiano foi ultrapassado por Vettel e Alonso.

 

Na volta 23 de 53 Hamilton parou para trocar os pneus. Mudou para os duros, indicação que talvez não parasse mais nenhuma vez, e voltou à pista em segundo. Logo a seguir foi a vez de Button parar. Com estas trocas quem liderava era Sérgio Pérez, que partiu com os duros e ainda não tinha parado.

 

Alonso e Vettel eram a luta em que as cameras se centravam. Na luta pela quinta posição, o alemão empurrou o espanhol para a relva e o Ferrari teve mesmo de por duas rodas fora da pista. Passado um pouco, foi D’Ambrosio que levou o carro a pastar, ao falhar o ponto de travagem com pneus gastos. Foi trocá-los depois. Nesta altura, Pérez era o único que não tinha parado, e fê-lo apenas na volta 30, caindo para oitavo.

 

Vettel empurra Alonso para a relva

 

Alonso pediu uma penalização para Vettel através do rádio mas lá conseguiu passar o alemão umas voltas depois. Ainda assim o super zeloso colégio de comissários desportivos  decidiu investigar o incidente e culpou Vettel, que foi penalizado com um drive-through.

 

Imprevisível foi a desistência de Button. O McLaren do inglês encostou ao lado, sem nenhum indicador além da súbita perda de velocidade. Button comunicou pelo rádio que ficou sem transmissão e o motor se desligou e a equipa explicou que houve um problema no pick-up do combustível.

 

Sérgio Pérez praticamente roubava o espectáculo. Saiu de 12º e preparava-se para completar a corrida com apenas uma paragem, mas mesmo assim fazia voltas mais rápidas e atacava Raikkonen pela quinta posição, que conseguiu pouco depois. À frente estavam os Ferrari.

 

Mais atrás, Vettel lutava com Webber, depois de o alemão ter cumprido a penalização.

 

Na Ferrari o aviso a Massa para conservar os pneus soou a ordens de equipa, já que Alonso era terceiro, atrás do brasileiro. E o espanhol aproximou-se e passou sem problemas. Pérez ia mesmo atrás, batendo os tempos para volta mais rápida.

 

E na frente, Hamilton corria sozinho.

 

Pérez voava e foi uma questão de tempo até passar por Massa e chegar a terceiro. Foi na reta, sem qualquer tipo de oposição por parte do brasileiro da Ferrari. Duas voltas depois foi a vez de passar por Alonso. Na frente Hamilton foi avisado do ritmo do mexicano, e começou a acelerar.

 

Pérez ultrapassa Alonso

 

Vettel abandonou a prova, deixando Webber ascender a sétimo. A Red Bull já tinha comentado que o carro do alemão tinha um problema. A equipa comunicou com o piloto e disse-lhe para parar o carro antes de partir o motor.

 

Webber fez pouco tempo depois meio pião, perdendo várias posições e caindo para 13º- O 14º era Nico Hulkenberg, que pilotou o seu Force India até às boxes e abandonou. Webber seguiu-lhe os passos.

 

Apesar do ritmo endiabrado do mexicano, não foi suficiente para chegar perto de Hamilton, que venceu sem problemas em Monza.

No final ficaram Hamilton, seguido da estrela da tarde Pérez, Alonso, Massa e Raikkonen. Em sexto terminou  Schumacher, seguido pelo companheiro de equipa Rosberg. A fechar os lugares pontuáveis ficaram Di Resta, Kobayashi e Bruno Senna. O 11º foi Maldonado, à frente de Ricciardo e D’Ambrosio, que fez uma estreia apagadinha. 14ª posição para Kovalainen, seguido de Petrov, Pic, Glock, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Webber, Hulkenberg, Vettel, Button e Vergne.

 

tabela final do GP de Itália

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publicado às 14:28

O GP de Itália cronologicamente - Monza 11-09-2011

por Tiago Crispim, em 11.09.11

No dia do décimo aniversário do 11 de Setembro correu-se em Monza  a 13ª prova do campeonato de Fórmula 1.

 

Fernando Alonso, que partiu da terceira posição na grelha saltou logo para primeiro na primeira curva, aproveitando a luta entre Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, que partilharam a primeira fila da grelha. Logo na primeira curva um grande acidente leva o Renault de Petrov, o Mercedes de Rosberg, o HRT de Ricciardo e também o de Liuzzi. O culpado por esta confusão e consequente safety car foi de Vitantonio Liuzzi, que se atravessou pela relva, provavelmente para fugir a outro carro e ao pisar a relva perdeu o controlo do F111. Ricciardo conseguiria voltar à corrida para, como dizia no Twitter da equipa, “ganhar experiência”.

 

Com o safety car Kamui Kobayashi e Bruno Senna mudaram de pneus, para poderem correr toda a prova em pneus macios. Nessa altura viu-se Jérôme D’Ambrosio nas boxes a desistir, talvez por ter danificado o Virgin na confusão.

 

Vettel deu uma mostra espectacular da sua capacidade na volta cinco, ao pressionar Alonso e chegar mesmo a pisar a relva, prego a fundo, para conseguir ultrapassar o Ferrari. Lá mais atrás, outro Ferrari e outro Red Bull, Massa e Webber, tiveram uma colisão cujo resultado foi o abandono do australiano da Red Bull. O brasileiro da Ferrari não desistiu mas fez um pião devido ao contacto de Webber e perdeu uma série de posições.

Lá na frente Vettel, Alonso, Schumacher (!) e Hamilton. O alemão sete vezes campeão do mundo estava a fazer a sua melhor corrida, depois do quinto lugar na Hungria.

 

Quem desistiu sem se ver a causa foi Adrian Sutil. No twitter da Force India revelaram que estavam a ter problemas com o carro.

Grande duelo entre Schumacher e Hamilton, difícil de explicar por palavras. O alemão aguentava os dois McLaren atrás e defendia-se espectacularmente dos ataques de Hamilton.

 

Mas Schumacher queixava-se do desgaste dos pneus traseiros e por fim foi às boxes, mas antes disso Hamilton chegou a ir à relva, perdeu posição para Button que passou o alemão mesmo antes das boxes.

 

Na volta 21 a maior parte dos carros já tinha trocado de pneus, com excepção para, Felipe Massa, Sérgio Pérez e Heikki Kovalainen.

Para azar de Lewis Hamilton, o Mercedes de Schumacher ficou à sua frente e a batalha continuava, agora pelo quarto lugar. À frente estavam Vettel, Alonso e Button.

 

O Sauber de Kobayashi não conseguiu aguentar o salto que o piloto japonês deu numa curva (pisou o corrector) umas voltas atrás e pela primeira vez este ano o Kobayashi desistiu de uma corrida.

Button finalmente passou Schumacher, com aparente facilidade, mas de certeza que o alemão teve a corrida mais divertida desde o seu regresso à F1.

 

Já passava mais de metade da corrida, e agora a batalha era outra. A perseguição de Button a Alonso, pelo segundo lugar. Nesta altura apenas Sérgio Pérez não tinha parado. Estava na cara que ia fazer apenas uma paragem em toda a corrida. Mas antes que isso pudesse acontecer o mexicano saiu de pista com problemas na caixa de velocidades e desistiu da corrida. Duas desistências para a Sauber em Monza.

Nesta altura a maior parte dos carros começou a fazer a segunda paragem da corrida.

 

Perto do final da corrida a luta que prendia a atenção das câmaras era entre Sebastien Buemi e Bruno Senna, pelo décimo lugar. O brasileiro conseguiu passar o Toro Rosso com  auxílio do DRS.  Boa corrida para Senna, no seu segundo GP. Na estreia terminou em 13º.

 

No final Vettel em primeiro, seguido de Buton e Alonso. Atrás Hamilton, Schumacher, Massa, Alguersuari, Di Resta, Senna e Buemi nos dez primeiros. Depois Maldonado, Barrichello, Kovalainen, Trulli, Glock e Ricciardo cruzaram a linha de meta (Ricciardo 14 voltas atrás e portanto não classificado).

Quem não terminou foi Pérez, Kobayashi, Sutil, Webber, D’Ambrosio, Petrov, Rosberg e Liuzzi.

 

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publicado às 14:04


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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