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Gp do Mónaco, 26 de Maio de 2013

por Tiago Crispim, em 26.05.13

 

Panorâmica do Mónaco

 

GP do Mónaco, como sempre cheio de gente e com sol. Ao contrário da qualificação, à chuva, favorável mais uma vez a Nico Rosberg. O segundo foi Lewis Hamilton, seguido de Sebastian Vettel. Logo atrás ficaram Webber, Raikkonen e Alonso. Pérez partiu de sétimo, seguido de Sutil, Button e Jean-Eric Vergne, que fez a sua melhor qualificação até à data e levava um capacete a homenagear François Cevert.

 

De 11º saiu Hulkenberg, à frente de Ricciardo, Grosjean, Bottas e Van der Garde. Em 16º Maldonado e atrás Di Resta, Pic Gutiérrez, Bianchi, Massa e Chilton, que tal como Massa trocou a caixa de velocidades e foi penalizado.

 

Rosberg a fugir da imagem e Hamilton atrás, na largada

 

Logo na volta de formação Bianchi ficou parado na pista. Na qualificação o piloto da Marussia também teve problemas e teve de trocar de motor.

 

Na largada Vettel tentou atacar os dois Mercedes mas não tinha espaço para passar. Sutil tocou em Button e perdeu a asa dianteira e o mesmo aconteceu a Van der Garde, que tocou em Maldonado. O venezuelano já não tinha asa da frente também. Ainda na primeira volta Pérez cortou a chicane, passando pelo companheiro de equipa. Button veio depois queixar-se da manobra à equipa. Algumas voltas depois Pérez recebeu instruções para devolver a posição a Button.

 

O incêndio no Caterham de Charles Pic

 

As ultrapassagens são sempre muito complicadas no circuito de Monte Carlo mas as perseguições eram muitas na nona volta, altura em que Pic parou o seu Caterham junto da entrada das boxes com um incêndio no carro.

 

Massa estava desde a partida atrás de Estebán Gutiérrez em 16º e o outro Ferrari seguia em sexto, fortemente pressionado por Button.

 

Com quinze voltas cumpridas, as equipas começavam a tratar de poupar os pneus, fator chave para vencer, ou pelo menos pontuar no Mónaco. Por isso os pilotos estavam em média oito segundos mais lentos que na qualificação.

 

 Rosberg a fugir novamente, desta vez no túnel

 

Na volta 23, Daniel Ricciardo foi o primeiro a parar para trocar de pneus. Logo depois viu-se um aumento de ritmo geral, a antecipar a primeira ronda de paragens. Nesta altura Paul Di Resta protagonizou, com Felipe Massa, uma excelente ultrapassagem na curva Ste. Devote. O escocês da Force India já estava a forçar o andamento desde a volta 19.

 

Na volta 30, Massa, com pneus novos, teve um acidente muito parecido com o que teve na terceira sessão de treinos livres. Travou largo e perdeu o controlo, indo parar às barreiras da Ste. Devote. Para apimentar a corrida, entrou o Safety Car.

 

O Ferrari de Massa depois do acidente

 

Por causa das trocas de pneus e entrada do Safety Car, Vettel e Webber passaram para segundo e terceiro, deixando Hamilton em quarto lugar. Esta foi a primeira vez nesta temporada que vimos o ‘SC’ liderar uma corrida e talvez valha a pena lembrar que os F1 já dobrados têm oportunidade de recuperar as voltas em atraso.

Nove voltas depois o carro de segurança saiu de pista e Rosberg manteve a liderança. Vettel recebeu uma mensagem pelo rádio para manter, para já, distância de Rosberg porque, ao contrário do que a Mercedes tinha dito, o piloto não tinha quaisquer problemas de desgaste. Alonso atacava Raikkonen em força e Hamilton tentou passar Webber em La Rascasse, com uma boa defesa de Webber.

 

O Safety Car a liderar a prova

 

Logo depois foi Pérez que protagonizou uma grande ultrapassagem a Button, desta vez sem tocar no companheiro de equipa. Duas voltas depois o mexicano tentou passar Alonso exactamente no mesmo sítio e o espanhol fugiu pela chicane. Pelo rádio ouvimos as duas versões. Alonso disse que evitou um acidente, e Pérez afirmou que o piloto da Ferrari cortou a chicane.

 

Mas isto rapidamente passou  para segundo plano quando Max Chilton tocou em Maldonado e levou o Williams a levantar voo, batendo de nariz com as barreiras na curva Tabac. O impacto arrancou as barreiras que bloquearam a pista e a bandeira vermelha foi mostrada. Quem levou com os restos foi o companheiro de equipa de Chilton, Jules Bianchi, que danificou a parte da frente do seu carro.

 

Maldonado a levantar voo

 

A frente do Marussia de Bianchi

 

O estado da barreira de proteção

 

Com a bandeira vermelha os carros podem ser arranjados e os pneus trocados, por a questão era se alguém conseguiria fazer as 32 voltas que faltavam sem parar.

 

Durante a paragem a questão era se Alonso iria devolver a posição a Pérez, dúvida esclarecida pela Ferrari pouco depois. Na largada o espanhol da Ferrari iria ceder a posição ao mexicano da McLaren.

 

A corrida foi relançada sob Safety Car, com Alonso a dar a sexta posição a Pérez, mas sem qualquer incidente. Max Chilton foi penalizado por ter causado a colisão com Pastor Maldonado.

 

Alonso em perseguição a Pérez

 

O único piloto da Ferrari ainda em pista não perdeu tempo em tentar ultrapassar Pérez e pressionava o mexicano, tal como Hamilton pressionava o Red Bull de Webber.

 

Adiran Sutil é que foi aproveitando a curva Loews (o gancho) para passar, primeiro Button e depois Alonso, para se alojar na sétima posição. A McLaren achou por bem avisar Pérez, que seguia em sexto, que Sutil estava “ao ataque”.

 

Bianchi, que resistiu ao acidente de Maldonado, abandonou na volta 61, com um problema no disco dos travões que acabou com o francês na escapatória de Ste. Devote.

 

Sutil a passar Alonso na Loews

 

Como não há duas sem três, o Safety Car regressou à pista graças a um acidente entre Grosjean e Ricciardo. O francês da Lotus entrou pelo Toro Rosso dentro à saída do túnel e partiu a asa dianteira. Ricciardo ficou sem asa traseira e abandonou na altura. Ainda durante o período de Safety Car, Grosjean foi até às boxes para abandonar a prova.

 

A colisão entre Grosjean e Ricciardo

 

Relançada a corrida, as posições mantiveram-se, com um ritmo bastante elevado. Pérez tentou passar Raikkonen mais uma vez, mas o finlandês da Lotus não deixou qualquer espaço e fez o McLaren tocar na parede. Voaram bocados de fibra de carbono mas o mexicano continuou em pista e Raikkonen foi trocar de pneus, perdendo várias posições.

 

Mais atrás Alonso tentou passar Sutil por fora em La Rascasse, mas Button conseguiu aproveitar a movimentação e ganhar posição ao Ferrari.

 

Raikkonen a apertar Pérez

 

Pérez foi aguentando o quinto lugar mas algo não estava bem com o carro e o piloto mexicano abandonou perto da entrada das boxes.

 

Rosberg levou o Mercedes à vitória, trinta anos depois do seu pai ter vencido no Mónaco. Em segundo terminou Vettel, seguido de Webber. Hamilton ficou em quarto, à frente deSutil, Button, Alonso, Vergne, Di Resta e Raikkonen, que fechou os lugares pontuáveis de forma notável, depois de ter subido desde último a menos de dez voltas do fim.

 

Hulkenberg, Bottas Gutiérrez, Chilton e Van der Garde terminaram depois e Pérez, Grosjean, Ricciardo, Bianchi, Maldonado, Massa e Pic não chegaram ao fim da corrida.

 

Nico Rosberg terminou em primeiro

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publicado às 14:57

Resumo do GP do Mónaco

por Tiago Crispim, em 27.05.12

Voltamos mais uma vez ao Mónaco, uma das mais icónicas pistas do campeonato. Mark Webber partiu da pole position, beneficiando da penalidade que Michael Schumacher recebeu na corrida passada e o relegou para sexto. Pastor Maldonado partiu de último, penalizado por ter atrapalhado a qualificação aos adversários e por ter trocado a caixa de velocidades.

 

Na partida Romain Grosjean levou um toque de Schumacher e atravessou-se na pista. Maldonado perdeu a asa dianteira e desistiu na zona das piscinas. Pedro De La Rosa foi outro afetado, ficando sem a asa dianteira. Safety Car em pista.

Quatro voltas depois o safety car saiu de cena e tínhamos à frente Webber, Rosberg, Hamilton, Alonso, Massa e Vettel a fechar os seis primeiros.

 

O voo de Kobayashi na largada

 

Alguns carros começaram a parar nas boxes por volta das dez voltas cumpridas, mas trocas de posição nada. Kobayashi entrou na sétima volta mas não voltou a sair.

 

A direção de prova ainda investigou o incidente da primeira volta mas decidiu não punir os pilotos que cortaram a chicane em Ste. Devote. Basicamente era a única maneira de fugirem ao Lotus de Grosjean.

 

Petrov foi mais uma vítima do Mónaco. O Caterham foi às boxes devagar e os mecânicos olharam para debaixo do carro. A equipa disse depois que era um problema elétrico, que forçou a desistência.

 

As voltas mais rápidas de diferentes pilotos sucederam-se mas sempre sem dar azo a ultrapassagens. Um dos que continuava a tentar era Schumacher, que andava colado a Raikkonen.

 

 

A passagem de Charles Pic pelas boxes, em três fotos.

 

Na 30ª volta voltámos a ver movimento nas boxes e os líderes, Webber e Hamilton, desceram para quinto e sexto. Alonso, que andava a um bom ritmo com o Ferrari, conseguiu ganhar posição a Hamilton. Já o seu companheiro de equipa, Felipe Massa, perdeu nas boxes uma posição para Schumacher.

 

Na volta 36 mais uma investigação de prova. Pérez atravessou-se à frente de Raikkonen ao entrar para as boxes e Hulkenberg aproveitou para passar pelo finlandês. Pérez recebeu um drive-through por causa da brincadeira.

 

Entretanto, nesta altura da corrida era Sebastian Vettel o líder provisório, que ainda não tinha trocado de pneus, provavelmente à espera da já anunciada chuva. Webber servia de tampão para o resto do pelotão, mas não foi suficiente para o alemão aguentar a primeira posição. Ficou à frente de Hamilton, que ainda tentou arranjar espaço para passar.

 

Webber voltou a ser primeiro, seguido de Rosberg, Alonso, Vettel, Hamilton e Massa, em sexto.

 

Os pilotos optaram por uma estratégia de menos paragens, de forma a não perderem tempo no Mónaco. Button, que partiu de 14º, continuava em 14º, atrás do Caterham de Kovalainen, sem conseguir passar, 54 voltas depois. Nestas condições o ideal é parar pouco.

 

Schumacher queixou-se à equipa de um problema no carro, ao qual a equipa respondeu que não era grave. Ainda assim, Jean-Eric Vergne não teve problemas em passar o alemão pelo sétimo lugar. Mais tarde entrou nas boxes para abandonar com falta de pressão no combustível. Foi a sexta desistência neste GP, mas não a última. Pouco depois Daniel Ricciardo também levou o Toro Rosso à boxe para terminar a corrida. Mais tarde, Charles Pic partiu o escape e também abandonou.

 

A chuva que tanto ameaçou a corrida chegou só a oito voltas do final e Vergne foi o primeiro a trocar para intermédios. Button forçou Kovalainen, que se defendeu bem e levou o inglês a fazer um pião. Mais tarde Jenson Button abandonou. Sérgio Pérez atacou o finlandês logo de seguida e chegaram a tocar roda com roda. O mexicano da Sauber foi forçado a entrar na escapatória da Ste Devote. O Caterham ficou com a asa dianteira a abanar e entrou na boxe, a quatro voltas do final.

 

 

O pódio visto pela equipa da Marussia. Podemos ver os carros dos três primeiros em baixo

 

Mark Webber venceu a primeira corrida este ano, tantas quanto venceu no ano passado. Temos assim seis vencedores em seis corridas. Rosberg ficou em segundo, seguido de Alonso, que fez uma excelente corrida. Vettel em quarto, seguido de Hamilton, Massa, Di Resta, Hulkenberg, Raikkonen e Senna em décimo. Atrás ficaram Pérez, Vergne, Kovalainen, Glock e Karthikeyan em 15º. Abandonaram Button, Ricciardo, Pic, Schumacher, Petrov, Kobayashi, De La Rosa, Maldonado e Grosjean.

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publicado às 14:54

Vergne homenageia Alesi

por Tiago Crispim, em 24.05.12

No Mónaco é habitual alguns pilotos utilizarem versões diferentes dos seus capacetes, que posteriormente são leiloados e os lucros revertem para instituições de caridade.

 

Tal acontece com Fernando Alonso e Sérgio Pérez, como podem ver abaixo.

Os capacetes de Alonso e de Pérez

 

Mas Jean-Eric Vergne, piloto da Toro Rosso, decidiu homenagear o seu compatriota e ex-piloto de F1, Jean Alesi, no seu capacete.

 

Alesi, que correu na Fórmula Um entre 1989 e 1991, anunciou no ano passado que iria participar nas 500 milhas de Indianápolis. O piloto francês vai correr num Fan Force DW12-Lotus. Nessa corrida vai estar outro ex-piloto de F1, Rubens Barrichello, que depois de ter corrido pela Williams em 2011, tem estado no campeonato de Fórmula Indy com um KV DW12-Chevy. Outros pilotos ex-F1 são Takuma Sato, Sebastien Bourdais.

 

Aos 48 anos, Alesi vai participar pela primeira vez nesta corrida mítica norte-americana.

 

Capacete de Jean-Eric Vergne para o GP do Mónaco

 

Por sua vez, o capacete de Alesi é uma homenagem a outro piloto, Elio De Angelis, que morreu nuns treinos em Paul Ricard, 1986.

 

Para pôr mais uma foto, fica aqui a de Alesi cheio de estilo, tal como a foto oficial do site da Indy.

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publicado às 16:25

Programa de dia 30-05-2011

por Tiago Crispim, em 30.05.11

Análise ao GP do Mónaco.

 

 

Fotos F1 Fanatic.

 

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publicado às 17:44

Vettel vence ao sprint no Mónaco

por Tiago Crispim, em 29.05.11

Sérgio Pérez viu a corrida do hospital depois do acidente à saída do túnel durante a classificação. Ainda bem que não tem problemas cardíacos, porque nesta corrida houve de tudo.

 

Sebastian Vettel e Fernando Alonso foram os melhores a arrancar no GP do Mónaco. Michael Schumacher, que não teve uma boa largada, perdeu cinco lugares e ainda esteve envolvido num incidente que danificou a asa dianteira de Lewis Hamilton.

 

 

Umas voltas mais à frente, Hamilton ultrapassou Schumacher em Sainte Devote para o nono lugar.

 

Button fez uma estratégia diferente; foi o único piloto que continuou de supermacios depois de ter parado nas boxes. E pareceu dar resultado já que ficou em primeiro nessa altura.

 

Pastor Maldonado lutava pelo quinto lugar. O vencedor da GP2 do ano passado estava à frente de Petrov e Hamilton, que estava a mostrar-se rápido depois de se ter livrado de Schumacher. Mas o venezuelano perdeu-se no meio do pelotão na altura da paragem nas boxes e foi atirado para um canto por Hamilton no fim da corrida.

 

Na volta 22 de 78 só os primeiros quatro tinham parado. Mark Webber caiu para 14º mas Button, Alonso e Vettel mantiveram-se nos lugares de topo.

 

Por duas vezes Nico Rosberg ia batendo com Timo Glock. Na primeira, o Virgin de Glock saltou numa lomba na estrada e teve de abrir a trajectória na chicane à saída do túnel. Na segunda vez foi Rosberg que ao passar na parte mais suja da pista ia perdendo o controle do carro. Schumacher, que seguia atrás do companheiro de equipa, foi obrigado a duas travagens repentinas.

 

Paul Di Resta foi demasiado optimista, tentou passar Jaime Alguersuari por dentro na Loews e a sua asa dianteira bateu na lateral do Toro Rosso. O Force Índia teve de cumprir uma penalização drive-through.

 

Timo Glock abandonou com uma suspensão partida.

 

Hamilton tentou ultrapassar Massa por dentro, num incidente semelhente ao de Di Resta umas voltas antes. O inglês e o brasileiro entraram lado a lado no túnel e Massa, na parte suja da pista, foi atirado contra o rail. O Ferrrari abandonou de seguida e o safety car foi activado. Nessa altura Schumacher também parou no meio da pista, na curva La Rascasse e abandonou.

 

 

Depois da entrada do Safety Car os primeiros eram Vettel, Button, Alonso, Sutil, Kobayashi e Webber. Hamilton, Maldonado, Petrov e Heidfeld completavam os dez lugares pontuáveis.

 

Sebastian Vettel foi avisado pelo seu engenheiro que Button se ia aproximar, e as últimas dez voltas iam ser complicadas. Button foi também avisado, que Vettel iria parar mais uma vez e que o piloto da McLaren tinha que ultrapassar o Red Bull em pista, já que a estratégia de Vettel daria vantagem no final da corrida.

 

Di Resta teve mais um incidente na Loews, mas parece que não afectou o comportamento do Force Índia.

A McLaren decidiu mudar a estratégia. Como Jenson Button não estava a conseguir chegar-se a Vettel, a equipa decidiu fazer a paragem nas boxes mais cedo, para quando Vettel trocar de pneus, Button ganhar a posição.

 

Com Alonso em pneus macios e  Button em supermacios, Vettel e a Red Bull enfrentam um dilema. Se pararem, perdem a corrida, mas será que aguentam até ao final sem parar?

Button tem a mesma dúvida e o engenheiro responde que não sabe o que os outros vão fazer. O inglês ganhava um a dois segundos por volta, numa altura em que ainda faltavam 15 voltas para o final.

 

Os pneus de Vettel foram postos à 15ª volta, os de Alonso à 17ª volta e os de Button à 49ª volta. Três campeões do mundo, três carros diferentes.

 

Lá mais atrás Adrian Sutil foi ultrapassado por Webber. Antes tinha entrado em contacto com o Sauber de Kamui Kobayashi, que saltou para o quarto lugar.

 

 

Muito transito na luta pela quarta posição e o resultado foi que Petrov e Alguersuari abandonaram. Adrian Sutil tinha um pneu furado, fugiu para a chicane e atravessou a pista. Os pilotos imediatamente atrás travaram a tempo mas como iam todos juntos as colisões eram inevitáveis.

Em replay vê-se Alguersuari a subir o corrector, voar e bater na asa traseira de Hamilton e Petrov bater em Alguersuari. Petrov queixou-se de dores nas pernas e dificuldade de sair do carro mas o chefe da equipa Renault disse à BBC que Petrov não tinha partido nada mas ia ser examinado

 

Foi mostrada a bandeira vermelha. Todos os pilotos tem de ir para a grelha de partida, para a corrida não terminar sob Safety Car. A corrida resumiu quando a pista foi limpa. Agora era ao sprint.

 

Infelizmente perdeu o espectáculo a partir do momento em que se puderam mudar os pneus e arranjar os carros. As condições foram iguais para todos, penalizando as equipas com melhor estratégia, nomeadamente Jenson Button, e ajudando Vettel e Alonso. 

 

 A corrida recomeçou com o Safety Car a liderar. Lewis Hamilton bateu em Pastor Maldonado, que abandonou logo no recomeço.

 

Kobayashi tinha a tarefa de aguentar Mark Webber atrás durante cinco voltas, para garantir o quarto lugar. O japonês cometeu o erro de cortar a chicane e teve de deixar passar o australiano. Ainda assim alcançou a melhor classificação da sua carreira.

 

Vettel era virtualmente imbatível com pneus mais frescos e foi também o que se viu. Logo atrás ficaram Alonso e Button, que tal como eu, deve estar chateado com esta coisa de mudarem pneus no final, em vez de correrem com as condições que tinham quando pararam.

 

 

Fotos de F1 Fanatic.

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publicado às 14:58

Os reis do Mónaco

por Tiago Crispim, em 27.05.11

Hoje (27 de Maio) é o segundo dia de treinos livres para o GP do Mónaco deste fim-de-semana. Pelo primeiro dia não podemos tirar grandes ilações. Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Nico Rosberg foram os mais rápidos.

 

Mas em continuação com os posts anteriores, sobre a história da corrida e o traçado do circuito, hoje queria abordar os "reis do Mónaco".

Como o Mónaco é um principado, não se tratam de figuras de estado; são sim os pilotos que venceram mais que uma vez nesta pista mítica.

 

São aliás vários os pilotos com vitórias consecutivas no Mónaco.

De toda a lista de pilotos, apenas três de 12 não foram campeões do mundo, o que diz bastante sobre este circuito.

 

Seis pilotos conseguiram duas vitórias no Mónaco.

No primeiro campeonato de F1, em 1950, Juan Manuel Fangio ganhou a prova num Alfa Romeo. Só em 1957 venceu novamente, desta feita com um Maseratti.

 

Fangio em 1950 a dobrar a Loews num Alfa Romeo.

 

Mais ou menos na mesma altura, Maurice Trintignant também teve duas vitórias. O francês que nunca foi campeão do mundo e só teve duas vitórias na sua carreira, venceu o GP do Mónaco em 1955 com um Ferrari e em 1958 com um Cooper-Climax.

 

Passou uma década até vermos um piloto vencer duas vezes nesta pista. Foi Niki Lauda, que ganhou em 75 e 76, com um Ferrari. No ano de 75 foi também campeão do mundo.

Em 1977 foi o único campeão do mundo sul-africano, Jody Scheckter, que ganhou o GP do Mónaco, num Wolf. Repetiu o feito em 79, ano em que se sagrou campeão com a Ferrari.

 

Jody Scheckter nos treinos para o GP do Mónaco em 1979, à frente de Emerson Fittipaldi num Copersucar Fittipaldi.

 

Já nos anos 2000, David Coulthard venceu com a McLaren as provas de 2000 e 2002. Foi outro dos que nunca se tornou campeão.

Para terminar a lista dos que venceram duas vezes, temos Fernando Alonso. O espanhol ganhou em 2006 e 2007, primeiro com a Renault e depois com a McLaren.

 

Três vezes vencedores temos dois. Striling Moss e Jackie Stewart. Moss foi o terceiro piloto da lista que nunca foi campeão, mas isso não impediu o piloto inglês de vencer em 1956, 1960 e 1961. A primeira com um Maseratti e as outras com a Lotus.

Três vezes campeão do mundo,  Jackie Stewart foi também vencedor no Mónaco três vezes. A primeira foi em 1966 com a BRM, a segunda em 71 com a Tyrrell e em 73 a mesma coisa. Nos últimos dois anos venceu também o campeonato do mundo. (O primeiro foi em 1969).

 

Quatro vezes vencedor do GP do Mónaco só há um. Alain Prost. Sempre em McLaren, ganhou em 1984, 1985, 1986 e 1988. Foi campeão do mundo em 85, 86, 89 e 1993.

 

Prost em 1984, corrida célebre pelo segundo lugar de Ayrton Senna. Aqui o francês lidera Nigel Mansell num Lotus

 

Aproximamo-nos do final da lista. Com cinco vitórias temos Graham Hill e Michael Schumacher. Hill venceu três vezes num BRM, em 1963, 64 e 1965; uma vez em 1968 com um Lotus e outra em 1969 com um Matra. O pai de Damon Hill e detentor de um bigode à Errol Flynn foi campeão do mundo em 62 e 68.

Mas se falarmos em campeonatos, ninguém bate Schumacher com sete (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004). O alemão dominou a pista monegasca em 94, 95, 97, 99 e 2001.

 

Mas o rei indiscutível é Ayrton Senna. Com seis vitórias em dez anos na F1, o brasileiro é quem mais recebeu a taça pelas mãos do príncipe do Mónaco.

Logo na sua primeira temporada na categoria conseguiu um notável segundo lugar no Mónaco. (Muitos acreditam que chegava ao primeiro, não fosse a corrida interrompida). Senna venceu em 1987, 89, 90, 91, 92 e 1993, ou seja, das seis vitórias, cinco foram consecutivas.

 

Esta é a já mítica volta da pole-position de 1990.

 

 

O vencedor do ano passado foi Mark Webber. Quem será o "rei" do Mónaco este ano?

 

 

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publicado às 12:40

Circuito do Mónaco

por Tiago Crispim, em 25.05.11

O circuito do Mónaco é a mais lenta e estreita das provas de F1. Há quem defenda que devia ser retirado do calendário por não garantir a segurança necessária, e há quem ache que devia ser mantido pela sua história.

 

O circuito de rua demora seis semanas a montar e três a desmontar. A partida é na Boulevard Albert I. No fim da recta fica a curva Sainte Devote, à direita e a subir pela Avenue D'Ostende, e pela curva Beau Rivage, feita a fundo. De seguida há uma curva à esquerda, Massenet, até à praça do Casino de Paris. Os carros fazem a curva do Casino, à direita, descem a Avenue des Spélugues até à Mirabeau Haute, outra curva apertada à direita, e continuam a descer até à Loews. Esta é provavelmente a curva mais famosa do Mónaco, e também a mais lenta de todo o calendário.

 

 

A pista continua a descer pela Mirabeu Bas. Logo a seguir, nova curva apertada à direita, a Portier. Nessa altura entram no túnel que faz uma ligeira curva à direita. Um pouco à frente da saída do túnel há uma chicane, esquerda-direita, e os carros seguem a fundo pelo Quai Des Etats Unis até à curva Tabac, à esquerda.

 

Continuam junto à marina até ao Stade Nautique Rainier III. Aí encontram primeiro, uma esquerda-direita rápida chamada Louis Chiron e depois uma direita-esquerda mais lenta chamada Piscine. O circuito começa a subir com uma curva de 180º à direita chamada La Rascasse e depois a Virage Anthony Noghès, última curva antes da meta.

 


 

O circuito do Mónaco já viu vários acidentes graves, como o de Karl Wendlinger em 1994 mas apenas duas fatalidades. Luigi Fagioli e Lorenzo Bandini. Fagioli morreu em 1952, devido a lesões internas, num acidente que não pareceu muito grave na altura. Bandini bateu o seu Ferrari à saída da chicane da marina e o carro incendiou-se e capotou.

 

Outro acidente famoso no Mónaco é do filme Grand Prix, de 1966, realizado por John Frankenheimer.

 

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publicado às 17:55

História do GP do Mónaco 1929-1955

por Tiago Crispim, em 24.05.11

O principado do Mónaco é o segundo estado soberano mais pequeno do mundo, depois do Vaticano.

Faz fronteira com a França e tem uma das maiores densidades populacionais do mundo com 33.000 pessoas reunidas em 1,95 km2.

 

Neste pequeno estado realiza-se anualmente uma corrida de F1, desde 1929.

 

A ideia surgiu na cabeça de Alexandre Noghès, presidente do Automóvel Club do Mónaco, porque para fazer parte da Associação dos Clubes de Automóveis Reconhecidos, predecessora da Federação Internaciona do Automóvel, cada clube tinha de realizar provas no seu território.

 

A primeira prova foi apenas para pilotos convidados. Participaram oito Bugatti, dois Maseratti, um Licorne e um Mercedes. Venceu William Grover-Williams, num Bugatti verde escuro. O inglês surpreendeu a assistência, já que chegara atrasado para os treinos oficiais. O tempo final foi de três horas, 56 minutos e 11 segundos, com uma média de 80.194 km/h em mais de cem voltas.

 

William Grover-Williams, espião inglês na Segunda Guerra Mundial e primeiro vencedor do GP do Mónaco.

 

No ano seguinte Louis Chiron, nativo do Mónaco, venceu a corrida num Bugatti e até agora é o único monegasco a ganhar a corrida.

Até 1937 a corrida realizou-se com regularidade, sendo interrompida até 1948. Entre os vencedores pré-guerra encontram-se Tazio Nuvolari, Achille Varzi, Luigi Fagioli, Rudolf Caracciola e Manfred Von Brauchitsch. Em 1948 o vencedor foi Giuseppe Farina num Maserati.

 

Em 1950 realizou-se o primeiro campeonato de Fórmula Um. Consistia em sete corridas, a segunda delas no Mónaco, em que o vencedor foi o argentino Juan Manuel Fangio. Em 1952 as corridas regressaram ao principado, mas é desde 1955 que o Mónaco se mantém no calendário da F1.

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publicado às 23:41


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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