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GP da Grã Bretanha, 30 de Junho de 2013

por Tiago Crispim, em 30.06.13

A grelha de partida

 

Os Mercedes mostraram em Silverstone que estão numa boa fase, com Lewis Hamilton a alcançar a pole position em casa, seguido do seu companheiro de equipa, Nico Rosberg. A equipa dos dois carros prateados estava com algum medo que as elevadas temperaturas de pista fossem estragar os pneus.

Vettel, que partiu do terceiro lugar, aproveitou o arranque para se pôr à frente de Rosberg, Sutil e Massa também estiveram em destaque na largada. O piloto da Force India subiu de sexto para quarto e o Ferrari saltou de 11º para quinto. Ao contrário, Mark Webber, que anunciou esta semana o seu abandono da F1 no final da temporada, caiu de quarto para 13º. O australiano tocou no Lotus de Romain Grosjean e danificou a asa dianteira. Ainda assim o piloto da Red Bull começou a recuperar posições, sem ter ido à boxe tratar da asa.

 

O furo de Lewis Hamilton

 

Na oitava volta Hamilton furou um pneu, em plena reta o Pirelli perdeu ar e rebentou, obrigando o piloto britânico a fazer quase uma volta inteira assim, e claro, perder o primeiro lugar para Vettel. Logo depois, Massa teve exactamente o mesmo problema, quando falhou o pneu esquerdo traseiro. O brasileiro ainda teve uma saída de pista mas conseguiu chegar às boxes. Ambos os pilotos aproveitaram para trocar para os pneus duros mas caíram para os últimos lugares da grelha.

 

O furo de Massa

 

Vettel aproveitava a deixa para começar a ganhar tempo, enquanto os pilotos começavam a ir às boxes. Webber trocou de asa dianteira e a maioria dos carros optou pelos pneus duros.

 

O furo de Jean-Eric Vergne

 

Porque não há duas sem três, também em plena reta, Jean-Eric Vergne, que lutava com Grosjean e Raikkonen pela oitava posição, perdeu o pneu traseiro esquerdo, tal como Button. O Safety Car foi activado por causa dos destroços na pista, mas o piloto francês conseguiu chegar às boxes.

A Red Bull avisou pelo rádio para Vettel se manter longe dos limitadores de pista, para não correr riscos. Quando o alemão parou, a equipa descobriu cortes no seu pneu traseiro esquerdo.

 

Imagem reveladora do estado dos pneus

 

Com a limpeza de pista e entrada de Safety Car, Hamilton e Massa sempre se puderam juntar ao pelotão. O carro voltou a deixar correr no final da volta 21.

 

A limpeza da pista

 

Vettel arrancou muito antes da linha do SC, surpreendendo todos os outros, e mantendo a primeira posição. Sutil, em terceiro, era pressionado por Alonso e lá mais atrás Webber passava por Pérez, para o oitavo lugar.

 

Nico Hulkenberg e Vergne pararam pela segunda vez na volta 26. O alemão da Sauber com um furo lento exactamente a meio da corrida. Do que se pode ver na tv, ninguém segue as recomendações de ficar longe das zebras do lado esquerdo do carro.

 

Maldonado e Hulkenberg à saída das boxes

 

Esteban Gutiérrez parou nas boxes também devido a um furo e trocou a asa da frente, na altura em que Raikkonen trocou para pneus duros, supostamente para ir até ao final da corrida. Alonso e Grosjean fizeram o mesmo na volta seguinte.

 

Di Resta aguentava a sétima posição, muito pressionado por Hamilton, mas o piloto da Mercedes deixou passar na reta Kimi Raikkonen e como alargou a trajectória, também passou Alonso. Pouco depois era Webber a passar por Hamilton.

 

A luta de Sutil com Ricciardo

 

O Finlandês da Lotus via-se pela primeira vez na corrida num lugar do pódio, seguido de perto pelo espanhol da Ferrari e o australiano da Red Bull. Vettel parou nas boxes mas a distância que levava deixava-o à vontade. Com auxílio do DRS Webber passou por Alonso.

 

Vergne parece ter ficado com problemas com o fundo do carro, desde o seu furo, mas foi apenas na volta 37 que entrou na garagem para abandonar.

 

 

Vettel a ficar sem caixa de velocidades

 

Hamilton foi também pela última vez às boxes, e imediatamente entrou em batalha com Di Resta, uma grande luta que terminou com o Mercedes a levar a melhor. Mais à frente o outro Mercedes chegava-se mais perto de Vettel.

 

Sem que nada suspeitasse, Vettel ficou sem caixa de velocidades e parou junto da reta da meta. Entrada de Safety Car e mudança de líder. O abandono do alemão foi muito aplaudido pelo público inglês. Foi o primeiro abandono de Vettel neste ano.

 

O abandono de Vettel

 

Esta entrada do carro de segurança foi aproveitada por muitos para trocar de pneus. Raikkonen queixou-se de não ter sido mandado entrar, mas o engenheiro respondeu que já era tarde.

 

E a Mercedes também encontrou rasgos nos pneus usados de Rosberg.

 

O relançamento da corrida

 

A sete voltas do final o SC deixou a pista e no relançamento Webber saltou para terceiro e Pérez teve um furo, adivinhe-se, no pneu traseiro esquerdo. Chegou às boxes mas abandonou a prova. Webber estava com pneus médios e claramente ao ataque, tendo passado Raikkonen para chegar à segunda posição.

 

Alonso perseguia o finlandês e Rosberg respondeu a Webber com uma volta mais rápida. Com pneus mais frescos, o Ferrari de Alonso passou para terceiro. Hamilton, depois do problema no início da corrida, passou Raikkonen pelo quarto lugar, algo impensável há umas voltas atrás.

 

 

Webber a pressionar Rosberg

 

Nico Rosberg controlou a vantagem até ao final, seguido de Webber, Alonso, Hamilton, Raikkonen e Massa. Em sétimo ficou Sutil, logo depois Ricciardo, Di Resta e Hulkenberg em décimo, a fechar os pontos. Maldonado, Bottas, Button, Gutiérrez, Pic, Bianchi, Chilton e Van der Garde. Não terminaram Grosjean, Pérez, Vettel e Vergne.

 

Rosberg a festejar a segunda vitória do ano

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publicado às 14:54

GP do Bahrein, 21 de Abril de 2013

por Tiago Crispim, em 21.04.13

Em dia de anos de Max Chilton, Mark Webber celebrou também. O australiano da Red Bull completou 200 corridas na F1.

 

Mas quem tinha mais motivos para estar contente antes da partida era Nico Rosberg, que conseguira o melhor tempo na qualificação.  Sebastian Vettel e Fernando Alonso partiram do segundo e terceiro lugares.Massa atrás, seguido de Di Resta, Sutil, Webber, Raikkonen, Hamilton e Button a fechar os dez primeiros. Logo depois estavam Grosjean, Pérez, Ricciardo, Hulkenberg, Bottas, Vergne, Maldonado, Pic, Bianchi, Van der Garde, Chilton e Gutiérrez.

 

"Palavras sábias de Neil", descreveu a Force India no Twitter

 

Vários pilotos foram penalizados por incidentes no GP passado, como Webber e Gutiérrez, e Hamilton perdeu cinco lugares por trocar de caixa de velocidades antes da qualificação.

 

A maioria dos pilotos da frente partiu com pneus médios. Massa é o primeiro com os duros, tal como Grosjean, Hulkenberg, Gutiérrez, Bottas e Vergne.

 

No arranque, Rosberg conseguiu defender a posição e Sutil parece ter tocado no Ferrari de Massa. Na frente, Vettel e Alonso pressionavam o alemão da Mercedes, que aguentou três voltas até deixar passar Vettel. A luta era agora entre Alonso e Rosberg, mas o espanhol não podia deixar fugir Vettel.

 

 

A largada vista do Lotus de Raikkonen

 

Nesta altura, Adrian Sutil e Jean-Eric Vergne já tinham parado com pneus furados. Van der Garde e Gutiérrez também já tinham trocado os Pirelli. Massa ficou com danos na asa dianteira por causa do toque com Sutil, mas ficou em pista.

 

Rosberg, que estava pessimista no início da corrida, perdeu  mais uma posição, desta vez para Paul Di Resta, que fazia um bom começo de GP.

 

Na oitava volta, com problemas no DRS, Alonso teve de parar nas boxes, e aproveitou para trocar para os compostos mais duros. O Ferrari não conseguia fechar a sua asa quando usava o DRS e a equipa fechou-a com à pancada com a mão. O problema não se resolveu e o espanhol voltou a parar com o mesmo problema.

 

 

A "alta tecnologia" ao serviço da Ferrari

 

Entretanto vários pilotos começaram a trocar de pneus. E  Paul Di Resta viu-se a comandar o GP do Bahrein. A liderança durou até o piloto da Force India ir às boxes, Vettel passou para o lugar e Di Resta caiu para nono.

 

Para a Ferrari estava a ser um desastre. Alonso seguia em 12º e Massa em 15º, depois de trocar de pneus e asa dianteira.

 

Como sequência de um incidente algo violento entre o Toro Rosso de Vergne e um Caterham que não se percebeu muito bem, Vergne foi o primeiro piloto a abandonar.

 

O estranho incidente com Jean-Eric Vergne

 

Com 22 voltas cumpridas, Vettel mantinha-se na frente e os pilotos começaram a parar para a segunda troca de pneus. As batalhas eram várias, e a realização centrava-se na luta de Perez, Rosberg e Button pelo oitavo lugar. O mexicano da McLaren era o primeiro dos três, depois de ultrapassar Rosberg. Button, na perseguição ao Mercedes, também acabou por passar. Os McLaren começaram a ganhar distância de Rosberg. Na volta 27 o inglês finalmente passou o mexicano. Mais na frente, Di Resta voltava à ribalta, ultrapassando Grosjean pela segunda posição.

 

A boa luta dos McLaren estava a deixar Martin Whitmarsh preocupado, e com razão. O mexicano tocou na traseira de Button, o que levou o inglês a pedir para acalmarem Pérez.

 

A luta entre Pérez e Button, companheiros de equipa

 

A um pouco mais de metade da corrida, com 32 voltas cumpridas, Vettel liderava, seguido de Di Resta, Raikkonen, Webber, Button e Pérez, que continuavam a luta. O inglês da McLaren começava a perder o humor. Quem aproveitava era Grosjean, que seguia em sétimo, seguido de Hamilton, Alonso, Maldonado, Massa e Hulkenberg. O 14º era Bottas, à frente de Ricciardo, Pic, Sutil, Gutiérrez, Bianchi, Chilton e Van der Garde.

 

Uma volta depois, o Lotus de Grosjean passou Pérez e na volta seguinte passou Button, quase sem dificuldade. O outro Lotus também passava, mas para segundo, tendo parado na volta 35, para a sua última paragem. Button fez o mesmo, antes que a luta com o companheiro de equipa desse para o torto.

 

O pneu de Massa, a furar pela segunda vez

 

Lewis Hamilton subiu a quinto, às custas de Pérez e Paul Di Resta parou pela última vez, tendo caído para oitavo. Massa, com um pneu destruído, teve de fazer uma paragem não planeada devido a um furo, o segundo nesta corrida e no mesmo pneu.

 

Webber, que saía das boxes, apanhou-se no meio da luta entre Rosberg e Button. O australiano da Red Bull fechou o espaço a Rosberg, que levou uma forte pancada lateral no Mercedes. Como consequência, perdeu o lugar para o Red Bull e para o McLaren. Os comissários começaram a investigar o incidente. Webber já tinha sido penalizado nesta grelha de partida por ter causado uma colisão na corrida anterior.

 

Vettel parou na volta 43 pela última vez na corrida, tal como Grosjean. A diferença de tempos deixava o alemão à vontade para vencer a prova.

 

Alonso a aproveitar a ultrapassagem de Pérez a Button

 

Alonso, sem poder usar o DRS, era décimo e chegou a fazer o melhor tempo no circuito. Massa era 12º, com dois furos pelo meio.

 

Pérez, que voltou à carga, passou Button. Alonso aproveitou para fazer o mesmo. Aproveitando o balanço, passou o mexicano na reta e subiu para sétimo.

 

Hamilton, em quinto, alcançou e passou Merk Webber. Mais na frente, e com seis voltas para o fim, Grosjean atacava Di Resta pelo último lugar no pódio. O piloto da Force India, a fazer uma grande corrida, deve ter achado que não tinha hipóteses de aguentar o Lotus durante as restantes voltas e deixou Romain Grosjean passar.

 

Lá no fim, Giedo Van Der Garde estava a ser investigado por “largada sem segurança”.

 

Sérgio Pérez a empurrar Fernando Alonso para fora da pista

 

Pérez, que não desistia, passou Alonso, atirando o espanhol para fora do asfalto. Sem DRS, Alonso não conseguiu dar resposta. O mexicano saltou para sétimo. Na luta também aguerrida pelo quinto, Hamilton passou Webber, mas o australiano voltou a ganhar a posição. O inglês da Mercedes conseguiu passar novamente na última volta, seguido no movimento por Pérez.

 

No final Vettel venceu sem surpresa, e dois pódios para a Lotus. Raikkonen e Grosjean. Di Resta terminou em quarto, seguido de Hamilton, Pérez e Webber. Alonso com dificuldades, fez uma excelente prova para terminar em oitavo, seguido de Rosberg e Button.

 

O pódio de 2013, juro

 

Fora dos pontos ficaram Maldonado, Hulkenberg, Sutil, Bottas, Massa, Ricciardo, Pic, Gutiérrez, Bianchi, Chilton e Van der Garde. Vergne não terminou a corrida.

 

Curiosamente, os três primeiros são exactamente os mesmos de 2012. A 12 de Maio as corridas são mesmo aqui ao lado, em Espanha.

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publicado às 15:14

GP da Austrália - Melbourne, 17 de Março

por Tiago Crispim, em 17.03.13

Início de mais uma temporada na F1, depois de uma qualificação conturbada, com vários despistes devido à chuva. A Q2 e Q3 foram até adiadas, fazendo-se apenas no dia da corrida.

 

Antes de começar tivemos logo um abandono, o de Nico Hulkenberg, que não largou "por razões de segurança" (um problema no sistema de distribuição de combustível), de acordo com a sua nova equipa, a Sauber. Estreia adiada para o alemão.

 

A parada de pilotos antes da corrida

 

Outro alemão partiu da pole position, o inevitável Sebastian Vettel, seguido do seu companheiro de equipa e piloto que corria em casa, Mark Webber. Lewis Hamilton, agora na Mercedes, partiu da segunda fila, à frente de Felipe Massa e Fernando Alonso. Os dois Ferrari no meio dos Mercedes, com Nico Rosberg logo atrás. Os dois Lotus, com Kimi Raikkonen à frente de Romain Grosjean, seguidos de Paul di Resta, Jenson Button, Adrian Sutil, Jean-Eric Vergne, Daniel Ricciardo, Sérgio Pérez, Valtteri Bottas, Pastor Maldonado, Esteban Gutiérrez, Jules Bianchi, Max Chilton e Giedo van der Garde. Charles Pic não cumpriu a regra dos 107 por cento mas os comissários deixaram o piloto começar a corrida.

 

Apenas Ricciardo, Pérez e Maldonado alinharam na grelha com pneus médios; todos os outros optaram pelos super-macios.

 

Um ângulo diferente da foto oficial

 

Na partida Webber fez um mau arranque, e Massa, Hamilton e Alonso aproveitaram-se logo disso. O espanhol da Ferrari passou logo o Mercedes e passou ao ataque ao companheiro de equipa, que ascendera a segundo. Hamilton estava a ser pressionado por Raikkonen, que tinha ganho posição a Rosberg logo na partida. O finlandês da Lotus conseguiu passar o inglês da Mercedes na terceira volta. À vontade estava Vettel, com uma largada limpa. Daniel Ricciardo também foi longe de brilhante, tendo perdido posições para oito pilotos e seguia em último.

 

Massa, cada vez mais rápido, aproximava-se de Vettel e na quinta volta vimos a primeira paragem nas boxes. Jenson Button foi o primeiro a trocar pelos médios, seguido pouco depois por Webber, Grosjean e Gutiérrez.

 

A primeira paragem de Pérez nas boxes

 

Entretanto Ricciardo tinha já recuperado e seguia em 13º, na altura em que Vettel também decidiu trocar de pneus, à oitava volta. Na seguinte foi a vez de Massa ir às boxes. Raikkonen espalhava faíscas pela pista em perseguição a Alonso, mas antes que ultrapassasse o espanhol, foram os dois à troca de pneus. O líder agora era Hamilton, ainda com os super-macios, seguido de Rsoberg, Sutil e Pérez, que partiu com médios. Massa fazia o melhor tempo na 13ª volta, e na seguinte, Hamilton finalmente parou nas boxes para troca de Pirelli, e também ajustes na asa da frente.

 

Sutil liderava a corrida na volta 18, o único que ainda não tinha parado na boxe. Giedo van der Garde, entretanto, já ia na segunda paragem, graças a um furo lento que lhe deu cabo dos planos. Webber também parou pela segunda vez, na altura em que ouvíamos a comunicação via rádio com Pérez que as equipas iam fazer três paragens. Alonso, que se fartou de andar atrás do comboio liderado por Sutil, fez também segunda paragem, seguido de Button e Max Chilton. Adrian Sutil parou apenas na volta 22, seguido de Vettel. Na frente ficou Felipe Massa, e mais importante ainda, Alonso tendo parado uma volta antes, ficou também à frente do Red Bull do alemão. Massa na frente andou meio perdido, a perguntar ao engenheiro o que fazia agora. Duas voltas depois parou nas boxes e deixou a liderança para Raikkonen.

 

 A terceira paragem do dia para Valtteri Bottas

 

Na volta 25 Pastor Maldonado, que no ano passado esteve para vencer e terminou na parede, acabou a corrida na gravilha com um erro de travagem. Pisou a linha amarela limitadora da pista. Duas voltas depois foi Nico Rosberg a levar o seu Mercedes, lentamente, para uma escapatória. Estava em terceiro.

 

Uma chuva ligeira começou a cair na pista na volta 28, mas os pilotos estavam já avisados pelas equipas. Massa pressionava Sutil, sem resultados, na altura em que a Mercedes pedia a Hamilton para atacar Raikkonen, ainda na liderança. O inglês respondeu que estava a dar tudo o que tinha e que ia ser passado por Alonso, graças ao DRS do Ferrari. Depois de ser ultrapassado foi às boxes.

 

Massa voltou a parar na volta 37, seguido de Vettel. O alemão, três voltas depois passou Hamilton, que foi depois ultrapassado por Massa. O inglês a poupar pneus, recebeu logo depois uma mensagem da equipa para aumentar o ritmo.

 

A ultrapassagem de Alonso a Sutil

 

Raikkonen também aumentou o ritmo e passou Sutil pelo comando da corrida (volta 44), na altura em que Alonso fazia os melhores tempos em pista. O espanhol seguia em terceiro, cada vez mais perto de apanhar o Force India de Sutil.

 

Apagadinhos estavam os McLaren, com Button em nono e Pérez em 12º. Sutil voltou a parar, pela última vez, na volta 47. Trocou para os super-macios, na altura em que ficámos a saber, sem imagens, que Ricciardo tinha abandonado.

 

Raikkonen comandava, seguido de Alonso, Vettel e Massa. Sutil, Hamilton, Webber, di Resta, Button e Grosjean fechavam os dez primeiros com oito voltas para o final.

 

A escolha arriscada de Sutil nos super-macios estava a dar problemas. O Force India dançava na pista, a cinco voltas do final, com pneus claramente degradados. Hamilton e Webber passaram o alemão sem dificuldades. Depois de uma excelente corrida, Sutil estava em risco de ser ultrapassado também por Paul Di Resta e talvez ficar longe dos pontos.

 

Na boxe da Lotus tudo à espera

 

Só para mostrar o que vale o Lotus, Kimi Raikkonen ainda teve tempo de fazer a melhor volta da corrida, com duas voltas para o final. Alonso teve dificuldades para ultrapassar o retardatário Pic. No último lugar dos pontos estava o outro Lotus, a defender-se do McLaren de Pérez, claramente atrás do prejuízo.

 

No final venceu Raikkonen, seguido de Alonso e Vettel. Em quarto ficou Massa, à frente de Hamilton, Webber, Sutil, di Resta Button e Grosjean, a fechar os dez primeiros. Pérez, Vergne, Gutiérrez, Bottas, Bianchi, Pic, Chilton e van der Garde. Não terminaram Ricciardo, Rosberg, Maldonado e Hulkenberg, que aliás nem começou. A destacar as corridas de Raikkonen, Alonso, Massa e Sutil. A Lotus tinha dito que o carro era bom. Agora confirma-se. Pelo ritmo, a Mercedes também deve fazer boa figura este ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 05:48

Sutil de regresso à Force India

por Tiago Crispim, em 28.02.13

A Force India anunciou finalmente o companheiro de equipa de Paul Di Resta para 2013, e a escolha recaiu em Adrian Sutil. O alemão de 30 anos regressa assim à equipa onde correu até 2011, naquele que será o seu sexto ano na F1.

 

Sutil ultrapassou Jules Bianchi, atual piloto de testes da equipa, apontado por muitos como o próximo piloto da marca. O empresário do piloto francês, Nicolas Todt, já tinha revelado que a escolha não lhe tinha sido favorável. Bianchi faz parte do programa de jovens pilotos da Ferrari, que tentou arranjar um lugar para o francês este ano, mas o piloto estava com algumas dificudades em fazer os patrocinadores chegarem à frente, de acordo com algumas fontes.

 

 

"Estou muito feliz e quero agradecer à Sahara Force India por me dar esta segunda chance. Tendo estado longe do desporto, ainda estou mais determinado em alcançar minhas metas na Fórmula Um", afirmou Adrian Sutil.

 

Já o patrão da equipa, Vijay Mallya, disse que "foi por pouco, mas no fim decidimos que a experiência e ligação histórica à equipa de Adrian deram a vantagem e vão dar-nos melhores hipóteses em cumprir as nossas ambições para a temporada que se avizinha." "Em relação a Jules Bianchi, ele impressionou-nos imenso com a sua velocidade e ética de trabalho, e espero que ele continue a trabalhar connosco este ano para o ajudarmos a tornar-se um futuro piloto de F1", acrescentou.

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publicado às 19:13

Testes começam a mostrar indicadores para a temporada

por Tiago Crispim, em 25.02.13

Foi-me impossível acompanhar, como nos testes anteriores, passo a passo, estes quatro dias de testes em Barcelona. Para compensar os leitores, faço agora um resumo destes testes conjuntos.

 

A destacar primeiro estão os compostos da Pirelli, que mostraram um elevado grau de degradação. A marca italiana assegurou que teve tudo a ver com o tempo. "As condições que tivémos em Barcelona estão longe do típico no resto da temporada, com um ambiente e temperatura de pista mais frios do que o costume nas corridas, ainda por cima com chuva no último dia", justificou Paul Hembery, diretor da Pirelli Motorsport.

 

 

Sérgio Pérez, cada vez mais à vontade na McLaren

 

Os pilotos queixaram-se dos pneus mas os testes lá se cumpriram. No primeiro dia o mais rápido foi Nico Rosberg no Mercedes W04, seguido de Kimi Raikkonen, Fernando Alonso e Sebastian Vettel. No segundo dia Sérgio Pérez, no McLaren MP4-28 fez o melhor tempo do dia e de todos os outros, com 1:21.848. Atrás ficaram Vettel, Raikkonen e Hamilton.


No terceiro dia foi a vez de Fernando Alonso brilhar, ele que esteve ausente da primeira sessão de treinos conjuntos, em Jerez, para melhorar a condição física. O espanhol foi seguido por Nico Hulkenberg no Sauber C32, Romain Grosjean e Nico Rosberg.


No último dia, Hamilton fez com o seu Mercedes o melhor tempo com tempo chuvoso. As equipas só testaram na parte da manhã devido às condições meteorológicas, com Jenson Button, Jean-Eric Vergne e Jules Bianchi a terminarem atrás do Mercedes. O francês Bianchi vê também cada vez mais perto a possibilidade de garantir o lugar como companheiro de equipa de Paul Di Resta.



Jules Bianchi, a ponderar se o seu esforço vai valer um lugar na Force India


Quem vê já o seu lugar ameaçado é Luiz Razia. O piloto brasileiro não conduziu o Marussia MR02 em Barcelona. A equipa afirmou que era para dar continuidade ao bom momento de Max Chilton, mas Razia contou ao jornal brasileiro Folha de S. Paulo a verdadeira história.


"No contrato, existem terceiros com responsabilidades", disse Razia. "Confiamos neles, mas estamos com alguns conflitos", completou o piloto. Razia confirmou depois que tinha sido por isso que não tinha estado presente em Barcelona, mas mostrou-se confiante na resolução breve da situação.

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publicado às 19:59

Di Resta sozinho na apresentação do VJM06

por Tiago Crispim, em 02.02.13

Apenas com Paul Di Resta confirmado, a Force India apresentou o carro que irá disputar a temporada de 2013, o VJM06. O monolugar foi revelado em Silverstone e até agora foi o único em que vimos o carro dar umas voltas à pista. Também é bom ver que, ao contrário do que disse James Allison da Lotus, as equipas tê optado pelo tal painel que disfarça o "bico de pato" que tínhamos visto nos carros de 2012.

 

 

O diretor técnico Andrew Green explicou que apesar do carro ser uma evolução técnica do seu predecessor, "é um carro novo do início ao fim. Tudo é novo incluíndo o chassis. Sei que outras equipas falavam em levar para este ano bocados do carro do ano passado, mas nós não fizémos isso, para tentarmos melhorar na grelha de partida." "Ainda havia coisas a melhorar no chassis, por isso decidimos fazer isso. Contudo o carro é uma evolução em vez de revolução, comparando com o ano passado, apenas devido à natureza dos regulamentos", acrescentou Green.

 

 

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publicado às 16:09

Buemi não quer lugar na Force India

por Tiago Crispim, em 03.01.13

O ex-piloto da Toro Rosso, Sebastian Buemi, está fora da corrida pelo lugar que falta na Force India.

O suíço declarou ao jornal Blick que se prefere concentrar no papel de piloto de testes da Red Bull.

 

 

Os principais candidatos ao lugar são assim Jules Bianchi e Adrian Sutil.Bianchi foi piloto de testes da Force India no ano de 2012 e correu pela Tech 1 Racing na Formula Renault 3.5, tendo terminado em segundo. Sutil ficou sem o lugar na Force India em 2011 e pretende voltar agora à sua antiga equipa.

 

Por fora nesta luta está Bruno Senna, dispensado da Williams em favor do até então piloto de testes Valtteri Botta.

 

Esta vaga na Force India deve-se à mudança de Nico Hullkenberg para a Sauber, onde o alemão será companheiro de equipa do estreante Estebán Gutierrez.

 

 

 

Foto: Getty Images

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publicado às 17:08

Resumo do GP do Brasil

por Tiago Crispim, em 25.11.12

Chegámos à 20ª corrida do ano, no Brasil, com o título mundial de pilotos ainda por decidir. A certeza era que o vencedor ganhava o terceiro título na carreira. E por falar em carreiras, foi também o dia de despedida de Michael Schumacher, que abandonou a categoria pela segunda vez, mas desta feita, por uma porta mais pequena.

 

Na decisão do título, Vettel partia com vantagem. Saia do quarto lugar, e Fernando Alonso apenas do sétimo. Para Alonso vencer, precisava de ganhar a corrida, e Vettel não podia ir além de quinto.

 

A foto de final da temporada da Mercedes, com os mecânicos e engenheiros de Michael Schumacher.

 

Apesar de uma chuva ligeira, os carros partiram todos com pneus secos. Schumacher, Kobayashi e Grosjean com pneus duros e o resto do pelotão em médios.

 

Da pole position partiu Lewis Hamilton, seguido de Button, Webber e Vettel. Massa sai de quinto, à frente de Hulkenberg, Alonso, Raikkonen, Rosberg e Di Resta, a fechar os dez primeiros.

 

A largada pareceu sem problemas, com excelentes partidas de Massa e Alonso. Mas sem que nada o indicasse, nas curvas da descida do lago, Bruno Senna toca em Vettel e o Red Bull faz um pião. Vettel fica com danos no carro e em último, mas continua. Recebeu uma mensagem da equipa  dizer que o carro não pode ser arranjado nas boxes. De fora ficaram também Sérgio Pérez e Pastor Maldonado, que se viram envolvidos na refrega.

 

O deslize de Senna e pião de Vettel na largada.

 

A chuva não parava mas os pilotos também não. Os McLaren seguiam na frente destacados, mas lá mais atrás vários carros tinham problemas com o piso escorregadio. Na sexta volta Raikkonen tinha já parado para trocar para os pneus intermédios. Na nona volta começaram a parar mais alguns pilotos,  altura em que Vettel seguia em sexto. Webber foi um dos que trocou para intermédios, tendo já protagonizado um despiste umas voltas atrás.

 

Quem também já estava de fora nesta altura era Romain Grosjean, que viu o carro fugir, nestas voltas frenéticas.

 

Com 14 voltas cumpridas, alguns pilotos insistiam nos slicks, entre eles Button, que seguia em primeiro. A chuva era na parte da reta, mas os pilotos de intermédios faziam tempos semelhantes.

 

Excelente corrida estava a fazer Nico Hulkenberg, colado a Button e a pressionar o inglês.  Na volta 19 o Force India conseguiu passar para primeiro, sem uso do DRS.

 

Hulkenberg a liderar uma corrida com a Force India.

 

Na rádio McLaren, a equipa avisava Hamilton que a chuva ia continuar mais 30 minutos, mas a maioria dos pilotos, incluindo Lewis, foi trocar para os compostos duros. Rosberg furou um pneu na volta 20 e Alonso queixava-se de demasiados destroços na pista, motivo pelo qual saiu o Safety Car. Quem não deve ter achado graça foi Hulkenberg e Button, ao contrário de Vettel, que seguia em quinto, mesmo atrás de Alonso.

 

Com as regras de Safety Car deste ano O Force India e o McLaren aproveitaram imediatamente para trocar para os compostos duros e manter as mesmas posições.

 

Nesta altura ia Hulkenberg, Button, Hamilton, Alonso, Vettel, Kobayashi, Webber, Di Resta, Ricciardo e Raikkonen. Em 11º seguia Massa, um bocado apagado depois de um excelente arranque.

 

O alemão da Force India conseguiu manter a liderança no relançamento, e Kobayashi passou Vettel, que ia levando com Webber. O australiano, para não estragar, saiu de pista e regressou em 12º.

 

 

Christian Horner da Red Bull, sempre atento à ameaçadora chuva.

 

Na volta 38 Hamilton ganhava tempo sucessivamente a Hulkeberg, sem ainda se chegar perto. Mais atrás Massa subia para quinto. Em jogo estava também o segundo lugar no mundial de construtores, entre a McLaren e a Ferrari. Raikkonen, que ia em 11º, ganhou também uma posição, graças ao despiste de Paul Di Resta.

 

A chuva continuava a ameaçar e a pingar no circuito José Carlos Pace, fazendo uma nova vítima. Desta vez foi Petrov, que seguia com o Caterham em 13º. Foi ultrapassado por Charles Pic, na Marussia, que assim ficava com o décimo lugar do campeonato de construtores.

 

Hulkenberg pisou o limitador na volta 49, o que foi suficiente para Hulkenberg perder controlo do Force India e ceder a posição a Lewis Hamilton. Várias imagens dos pneus passavam na tv, a mostrar a degradação dos mesmo. Ainda com 21 voltas por cumprir, muitos pilotos iriam certamente trocar de pneus.

 

 

Raikkonen a regressar à pista, ainda com relva colada à camera. 

 

O primeiro a voltar aos intermédios foi Rosberg, seguido de perto por Daniel Ricciardo, que manteve os pneus duros. Vettel escolheu também trocar de compostos e colocar os médios.

 

Raikkonen teve um momento estranho, saíndo de pista para uma estrada de serviço e fazendo depois meia volta e passando pela relva para voltar à pista. Caiu para 14º.

 

Hulkenberg, tentava recuperar a primeira posição mas perdeu controlo da traseira do carro, tocando em Hamilton. O inglês partiu o eixo da roda dianteira, mas o alemão aguentou-se e manteve o segundo lugar.

 

Vettel fez duas paragens , quase consecutivas, seguido pela paragem de Alonso. Hulkenberg levou um drive through e caiu para quinto.

 

 

O fim da corrida para Hamilton.

 

Alonso seguia agora em segundo, com nove voltas para o final, mas com Vettel em sétimo, o alemão da Red Bull venceria o campeonato por um ponto. Nesta altura a chuva intensificou-se e Kovelainen foi o primeiro a trocar para pneus molhados.

 

A Red Bull indicou a Vettel que a posição atual era suficiente, para não forçar o andamento. Na frente tinha Schumacher. Mas Vettel ainda assim passou o Mercedes e subiu para sexto.

 

Com Alonso à espera que Button tivesse um problema, e a Red Bull a pedir a Vettel para não aumentar o ritmo, as posições consolidaram-se.

 

Na penúltima volta ainda houve tempo para o despiste de Paul Di Resta, e nova entrada do Safety Car.

 

 

Despiste de Paul Di Resta mesmo no fim da corrida.

 

Button em primeiro, seguido de Alonso, Massa, Webber, Hulkenberg e Vettel, que assim garantiu o título e o tri-campeonato. Na despedida de Schumacher o alemão foi sétimo, seguido de Vergne, Kobayashi, Raikkonen e Petrov, que garante o décimo lugar para a Caterham. Em 12º ficou Pic, à frente de Ricciardo, Kovalainen, Rosberg, Glock, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Di Resta, Hamilton, Grosjean, Maldonado, Senna e Pérez.

 

Vettel teve azar no início mas mostrou o suficiente para garantir o seu terceiro título, aos 25 anos.

 

Schumacher e Vettel no final da corrida.

 

No mundial de pilotos, Sebastian Vettel ficou em primeiro com 281 pontos, contra 278 de Alonso. Em terceiro ficou Raikkonen, no ano do seu regresso à F1.

 

No mundial de construtores a Red Bull venceu também, com o segundo lugar para a Ferrari e o terceiro para a McLaren.

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publicado às 18:05

Resumo do GP dos Estados Unidos

por Tiago Crispim, em 18.11.12

O regresso  da F1 aos Estados Unidos Da América e a estreia deste Circuit Of The Americas parece ter feito bem a Sebastien Vettel, que cumpria o seu 100º GP,  dominou os treinos e a qualificação. E falando em qualificação, depois de Vettel estava Lewis Hamilton, o último vencedor nos EUA, em 2007,  seguido de Webber, Raikkonen, Schumacher, Hulkenberg e Alonso, em sétimo. De oitavo partiu Romain Grosjean, penalizado por ter trocado a caixa de velocidades, tal como aconteceu com Felipe Massa, que sai do 11º lugar na grelha.

 

Jenson Button (12º) e Nico Rosberg (17º) foram os únicos a partir com pneus duros, e todo o resto da grelha saiu com os pneus médios.

 

Na partida vários pilotos saíram dos limites da pista, sem incidentes, mas a mostrar que o lado sujo da pista de Austin é mesmo prejudicial aos pilotos.

Alonso, que precisava de, pelo menos, um quarto lugar para adiar o título a Vettel, saltou para quarto logo na primeira curva.

 

Logo no início, Michael Schumacher viu-se envolvido numa guerra por posições, tendo caído de quarto para sétimo. Outra luta importante era mais à frente, entre Webber e Hamilton pelo segundo lugar.

 

Os mecânicos a regressarem às boxes depois do warm-up.

 

Grosjean fez um pião e perdeu quatro posições. Para Massa, Schumacher, Pérez e Senna. Pouco depois foram Button e Jean-Eric Vergne a passar pelo francês da Lotus. O piloto estava a ter problemas com os pneus e a equipa decidiu pouco depois trocar para os compostos duros.

 

Nesta altura, na décima volta, as lutas por posições continuavam constantes e emocionantes.

 

Raikkonen, que estava atrás de Hulkenberg há algumas voltas, passou o alemão nos esses, depois de uma excelente batalha. Pouco depois era Schumacher que caía para 13º, ultrapassado por Maldonado. Schumacher foi logo de seguida às boxes, tal como Kobayashi, que trocaram para pneus duros.

 

Quem se aproximava cada vez mais do líder era Lewis Hamilton, que perseguia Vettel sem descanso. E a primeira desistência foi para Vergne, que saiu de pista depois de uma ultrapassagem de Schumacher, sem toque aparente. Com uma falha no alternador, uma volta depois, foi a vez de Webber encostar o seu Red Bull ao lado e abandonar a corrida.

 

O abandono de Mark Webber.

 

Hamilton começou a deixar espaço a Vettel para respirar, claramente a sentir que os pneus do seu McLaren estavam no fim. Parou para meter pneus duros, logo seguido de Alonso, que perdeu algum tempo com uma roda traseira teimosa, que não queria sair do Ferrari. Na volta seguinte foi Vettel a trocar também para os compostos mais duros, mantendo a primeira posição.

 

Quem subia bastantes posições era Button, que ainda sem parar, era quinto na volta 24. A vantagem de Button era ter optado por partir com os pneus duros, o que indicava ainda ter de parar. Na volta 26 fez a volta mais rápida até então, beneficiando também do aumento de borracha na pista, que melhorou as condições da corrida.

 

Nesta altura da corrida, na volta 28, apenas Button, Ricciardo e Rosberg não tinham parado. Já Paul Di Resta teve de parar mais uma vez, com problemas nos seus pneus.

 

 

Rosberg e Grosjeanem luta pela oitava posição.

 

A luta em que as câmeras se concentravam agora era entre Raikkonen, Massa e Grosjean, pelo sexto lugar. Lá na frente, Vettel conseguia manter a vantagem para Hamilton, que pressionava o alemão, seguido do seu companheiro de equipa, que ainda não tinha parado.

 

Graças a uma trajetória alargada de Vettel, o inglês da McLaren aproximou-se bastante do Red Bull, suficiente para utilizar o DRS, mas não para ultrapassar o alemão.

 

Finalmente, na volta 36 de 56, uma depois de Rosberg, Jenson Button fez a primeira paragem, trocando para os compostos médios. Regressou à pista em sexto, perdendo imediatamente a posição para Grosjean. O engenheiro de Button avisou-o que ele era mais rápido que os pilotos à sua frente, e pouco depois ele voltava a ultrapassar o francês da Lotus.

 

Massa aproveitou uma distração de Raikkonen para saltar para quarto lugar, na altura em que Hamilton estava colado a Vettel. O inglês aproveitou para usar o DRS e conseguiu superar Vettel, mesmo em cima da curva.

 

A ultrapassagem de Hamilton a Vettel.

 

Mais atrás, o novo centro das atenções era Button, que ia colado a Raikkonen para tentar chegar ao quinto lugar. Como sempre, o finlandês  vendeu cara a posição, chegando a estar lado a lado com o McLaren, que ainda assim conseguiu passar o Lotus.

 

Mesmo a cinco voltas do final, as posições ainda estavam longe de decididas. Senna e Maldonado lutavam pela nona posição. Grosjean pressionava o seu companheiro de equipa, e Vettel chegava-se perto de Hamilton. Entretanto, Maldonado foi roda com roda em Senna e passou-o.

 

Lewis Hamilton venceu neste primeiro Grande Prémio no circuito das Américas, depois de ter vencido na última vez que a F1 tinha estado nos Estados Unidos, em 2007. Ficou à frente de Sebastien Vettel, que precisa de terminar, pelo menos em quarto para vencer o campeonato. Alonso ficou em terceiro e ainda tem oportunidade de vencer o título, se vencer em Interlagos.

 

Hamilton a levantar a taça, com o seu chapéu de cowboy da Pirelli.

 

O terceiro título de construtores para a Red Bull ficou garantido, resta saber ainda se será Ferrari ou McLaren a terminar em segundo lugar.

 

Atrás de Alonso, em quarto, terminou Felipe Massa, seguido de Jenson Button, Kimi Raikkonen, Romain Grosjean, Nico Hulkenberg, Pastor Maldonado e Bruno Senna. Fora dos pontos ficaram Pérez, Ricciardo, Rosberg, Kobayashi,Di Resta, Schumacher e Petrov. Em 18º ficou Kovalainen, à frente de Glock, Pic, De La Rosa e Karthikeyan, em último. Não terminaram Mark Webber e Jean-Eric Vergne.

 

Com praticamente tudo por decidir, voltamos às corridas em Interlagos, dia 25 de Novembro.

 

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publicado às 20:48

Resumo do GP de Abu Dhabi

por Tiago Crispim, em 04.11.12

Sebastian Vettel foi o piloto mais rápido na qualificação em Abu Dhabi, mas partiu da pit lane. Foi penalizado por não ter combustível suficiente para realizar os testes necessários. Assim sendo, o alemão só pôde largar depois do resto do pelotão passar a curva 1.

 

Partiu da frente Lewis Hamilton, seguido de Mark Webber, Pastor Madonado e Kimi Raikkonen. De quinto largou Jenson Button, à frente de Fernando Alonso. Depois Nico Rosberg, Felipe Massa, Romain Grosjean e Nico Hulkenberg, a fechar os dez primeiros.

 

A Pirelli levou os compostos macios e médios para este circuito, e apenas Vettel, Schumacher e Senna começaram com médios.

 

Mas antes da partida Pedro de La Rosa teve problemas na volta de formação e foi começar atrás de Vettel, da pit lane.

 

O ponto de vista da HRT para a grelha de partida

 

Na partida Raikkonen ultrapassou Maldonado e Hulkenberg entrou em contacto com Senna, que levou ao abandono do piloto da Force India. Na quarta curva Alonso passou por Webber. Depois vimos que Grosjean também tinha ficado danificado, num toque com um Mercedes, e rapidamente levou o seu Lotus à boxe.

 

Raikkonen começou imediatamente a pressionar Hamilton, mas Vettel, que partiu do fim, já estava em 16º, tendo passado por Senna e ficado com a asa dianteira danificada.

 

Senna andava a subir de posições, e andava em 15º e Vettel também, era 13º.

 

Rosberg e Karthikeyan tiveram um acidente à nona volta, que fez entrar o Safety Car. Junta-se o pelotão e Vettel aprecia. Pela repetição, parece que o HRT estava com problemas e que o Mercedes saltou por cima de Karthikeyan.

 

Vettel, que já tinha a asa da frente danificada num toque com Senna, atrapalhou-se com as manobras de Daniel Ricciardo que aquecia os pneus. O alemão estava a manter os travões quentes e para não bater no Toro Rosso, foi contra uma placa de esferovite. Ainda antes do Safety Car sair de cena, Vettel aproveitou para trocar de pneus e de nariz, voltando ao fim do pelotão.

 

Rosberg a voar por cima de Karthikeyan

 

Na saída do Safety Car Webber atacou Alonso, que se conseguiu defender bem. Lá atrás, Vettel começou rapidamente a ganhar posições. Teve mesmo que devolver uma posição a Grosjean, já que ultrapassou o francês indo por fora da pista. Claro que a foi recuperar depois.

 

Lewis Hamilton, que estava a liderar a corrida, começou a andar devagar e abandonou. O McLaren perdeu toda a potência e deixou o Lotus de Kimi Raikkonen à frente. Pastor Maldonado foi ultrapassado por Alonso, que saltou para a segunda posição. Confirmou-se depois que foi um problema elétrico.

 

Webber tentou passar Maldonado que, apertado, tocou na roda traseira do australiano e tirou-o da pista. Pouco depois, Button passou o venezuelano sem problemas. Webber caiu para sétimo, duas posições à frente do seu companheiro de equipa.

 

A emoção já estava garantida, mas Webber tentou passar Massa por fora, tocou no Ferrari e o brasileiro fez um pião. O australiano conseguiu regressar à pista. A Ferrari tinha avisado Massa para se manter ainda em pista para aguentar o Red Bull mas depois deste incidente decidiu trocar de pneus.

 

Os stewards, que andavam a penalizar por tudo e por nada no ano passado, decidiram que os acidentes foram incidentes de corrida.

 

Vettel a derrubar a placa que avisa a zona de DRS

 

Raikkonen parou na volta 32 de 55, uma volta depois de Webber e Pérez. O finlandês manteve a posição mas seguido de perto por Vettel, que tinha partido de último e já tinha parado. A Red Bull queria levar o carro até ao fim, sem mais paragens, mas será que os pneus médios iriam aguentar 42 voltas?

 

Button, em quarto, pressionava Alonso e mais atrás eram Pérez e Webber a perseguir Paul Di Resta. E a resposta da Red Bull foi trocar mais uma vez de pneus para Vettel.

 

Mais atrás Grosjean estava a defender-se de Pérez e Webber. Pérez apertou Di Resta e teve de fugir da pista para não bater no Force India. O francês da Lotus tocou no Sauber quando este regressava à linha de corrida e levou também com Webber Ficaram de fora o Lotus e o Red Bull, e entrou o Safety Car.

Pérez foi depois penalizado por causar uma colisão.

 

Agora Vettel tem pneus mais recentes e estava numa boa posição para vencer a corrida, a partir do quarto lugar.

 

Schumahcer até estava nos pontos mas furou um pneu e foi à boxe ainda sob Safety Car. Charles Pic desistiu, levando o seu Marussia à boxe, para retirar.

 

Na saída do SC Vettel pressionou Button e Raikkonen saiu disparado. A pressão do alemão da Red Bull era constante, mas sem arriscar uma ultrapassagem. Alonso começou a fazer voltas mais rápidas e a encurtar a distância para Raikkonen.

 

Foi na volta 52, a três do fim, que Vettel passou Button.

 

Kimi Raikkonen com a taça

 

Até ao final, a questão agora era se Alonso conseguia passar o Lotus de Raikkonen. Mas o finlandês conseguiu a primeira vitória do ano. O sexto vencedor diferente da temporada e ainda por cima no ano do seu regresso à F1

Foi também a primeira vitória desde que a Lotus se deixou de chamar Renault.

 

No final do GP de Abu Dhabi ficaram Raikkonen, Alonso, Vettel e Button. A Williams fez um bom resultado nesta corrida, com Maldonado em quinto, seguido de Kobayashi, Massa, Senna e Di Resta. O último dos pontuáveis foi Ricciardo. Logo atrás ficaram Schumacher, Vergne, Kovalainen, Glock, Pérez, Petrov e De La Rosa. Não terminaram Pic, Grosjean, Webber, Hamilton, Karthikeyan, Rosberg e Hulkenberg.

 

A próxima corrida é no novo circuito das Américas, em Austin, Texas.

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publicado às 14:56

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O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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