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GP de Espanha, 12 de Maio de 2013

por Tiago Crispim, em 12.05.13

À quinta prova a Fórmula 1 chega à Europa.

 

O GP da Catalunha

 

Nico Rosberg e Lewis Hamilton fizeram a dobradinha na qualificaçãoo para o GP de Espanha e partem do primeiro e segundo lugares. Vettel partiu de terceiro, seguido de Raikkonen, Alonso, Grosjean, Webber, Pérez, Massa e Paul di Resta em décimo.

 

Ricciardo, Vergne, Sutil, Button, Hulkenberg, Bottas, Maldonado, van der Garde, Gutiérrez, Bianchi, Chilton e Pic fecham o alinhamento.

Esteban Gutiérrez e Felipe Massa foram penalizados na qualificaçãoo por atrapalharem voltas de outros pilotos, e é por isso que Giedo van der Garde partiu de 18º com  seu Caterham. Massa caiu de sexto para nono.

 

A largada do GP de Espanha

 

Em termos de pneus, o calor era o principal fator que diferenciava a pista desde a altura dos testes de pré-temporada. Apenas os três últimos pilotos partiram com pneus duros, todos os outros optaram pelos médios.

 

A largada foi, mais uma vez, sem incidentes. Hamilton perdeu posição para Vettel e para Alonso, que numa grande partida já tinha passado Raikkonen. Massa ultrapassou Pérez para a sexta posição e recebeu apoio do seu engenheiro. Nos primeiros cinco lugares, pouco tempo os separa.

 

Button, em 17º queixava-se de dificuldades à sexta volta, e a Mercedes já tinha avisado Rosberg para cuidar dos pneus traseiros. Raikkonen aproxima-se e passa Hamilton, na altura em que Mark Webber, então em 13º, parou para trocar para os Pirelli duros.

 

A primeira paragem de Alonso nas boxes

 

Massa, Sutil, Hulkenberg e Maldonado também pararam nas boxes e Romain Grosjean arrastou-se para a boxe com problemas no seu Lotus. Parece uma suspensão partida. Alonso parou uma volta depois.

 

Rosberg e Vettel pararam na mesma volta e Alonso que tinha já parado, consegue ficar à frente do alemão da Red Bull. Lá mais atrás Pastor Maldonado era penalizado com um drive-through por exceder o limite de velocidade na via das boxes.

 

O espanhol da Ferrari passou Rosberg e começou a ganhar distância. Logo depois, passou Vettel e também Massa. Com a paragem nas boxes de Gutiérrez, que liderava, Alonso passou a líder da corrida.

 

Vettel a ultrapassar Rosberg

 

As dificuldades continuavam para o alemão da Mercedes, que era em seguida ultrapassado por Kimi Raikkonen. O piloto da Lotus era dos poucos que mantinha os pneus médios após a primeira paragem nas boxes.

 

Rosberg era então quinto e Hamilton décimo, depois de ser ultrapassado pelo Toro Rosso de Daniel Ricciardo.

 

Felipe Massa fez a segunda paragem depois de vinte voltas e coloca de novo os duros. Webber, Vergne, Maldonado e Bianchi também param.

 

O Caterham a regressar às boxes com três rodas

 

Lá em 17º van der Garde queixou-se de que uma das suas rodas estava a sair e a equipa disse-lhe para ir às boxes imediatamente. Infelizmente o piloto da Caterham não conseguiu segurar a roda mas chegou às boxes apenas com três pneus. Ainda saiu para a pista mas abandonou pouco depois. Na frente Vettel parava para troca de pneus e caiu para quinto. Rapidamente ultrapassou Rosberg.

 

Um desanimado Hamilton lamentava pelo rádio que tinha sido ultrapassado por um Williams, mas voltou a recuperar a posição. Na frente a Ferrari fazia a dobradinha, algo já não visto há algum tempo, e Raikkonen pressionava Vettel.

De volta ao rádio de Hamilton, a Mercedes pedia para cuidar dos pneus e o piloto respondia que não conseguia andar mais devagar.

 

Raikkonen a passar por Vettel

 

Finalmente na volta 34, com auxílio do DRS, o Lotus de Raikkonen conseguiu ganhar a terceira posição a Vettel, metendo-se por dentro na curva no final da reta da meta.

 

Na via das boxes Hulkenberg bateu em Jean-Eric Vergne, danificando a sua asa dianteira. “Demasiado tarde, a asa foi-se” disse o alemão da Sauber, que ainda teve de cumprir um stop & go de dez segundos como penalização.

 

Massa e Alonso pararam, com o espanhol a conseguir manter a liderança, e o brasileiro a perder uma posição para Raikkonen.

 

O toque de Hulkenberg com Vergne

 

Talvez por causa do incidente com Hulkenberg, o pneu traseiro direito de Vergne começou a desintegrar-se e obrigou a nova paragem nas boxes.

 

Em termos de estratégia, Raikkonen estava a apostar em apenas três paragens, tendo montado os pneus duros para as 20 voltas finais. Com a paragem do finlandês Massa regressou ao segundo lugar. Vettel é que não conseguiu passar o Lotus na paragem, mantendo-se em quarto.

 

Alonso parou pela última vez na volta 49, mas com 19 segundos de vantagem não teve problemas em manter a liderança. Três voltas depois Massa e Vettel também pararam. Mais atrás Button passava Hamilton pela 11a posição.

 

Button a passar Hamilton

 

Webber, que fez um péssimo arranque e andou apagado a corrida toda, passou Paul Di Resta para chegar ao quinto lugar.

 

Já Vergne recebeu uma mensagem de que tinha de abandonar com danos na roda dianteira esquerda. Seguia em 18º e foi o terceiro abandono na corrida.

 

A dez voltas do fim, já se podia concluir que foi mais uma prova desastrosa para a Mercedes, que tem um bom carro para as qualificações mas que depois não consegue gerir bem os pneus. Rosberg em sexto e Hamiton em 13º a defender-se dos ataques de Sutil, depois de os Mercedes terem partido dos dois primeiros lugares é francamente medíocre.

 

Hamilton conseguiu segurar Sutil até ao final

 

Para a Ferrari é o contrário. Alonso fez uma grande corrida, tal como Massa, que parece ter recuperado a sua forma este ano.

 

Grande corrida também para Estebán Gutiérrez que fazia a melhor posição neste ano, em 11º, depois de ter liderado e ter feito alguns dos melhores tempos.

 

Para prevenir a luta que vimos na corrida passada, a McLaren avisa Pérez que deve poupar os pneus e não atacar Button nesta fase da corrida. O inglês estava em oitavo e o mexicano em nono. Button partiu de 14º  e tendo em conta a prestação dos McLaren este ano, estava a fazer uma boa corrida.

 

Alonso com a bandeira espanhola

 

No final Fernando Alonso venceu em casa, seguido de Raikkonen e Massa. Vettel ficou em quarto, Webber em quinto e depois Rosberg, Di Resta, Button, Pérez e Ricciardo a fechar os dez lugares pontuáveis.

 

Fora dos pontos ficaram Gutiérrez, Hamilton, Sutil, Maldonado, Hulkenberg, Bottas, Pic, Bianchi e Chilton. Não terminaram Vergne, van der Garde e Grosjean.

 

A próxima corrida é no Mónaco a 26 de Maio.

 

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publicado às 14:41

GP da Malásia, 24 de Março

por Tiago Crispim, em 24.03.13

A malasia é sinónimo de calor e chuva, e neste ano a situação não foi diferente.

Os pilotos alinharam com pneus intermédios, depois de terem saído de pista vários, na curva 3. A chuva não impediu ou atrasou de qualquer maneira o arranque da corrida, que contou com pole position de Sebastien Vettel, seguido dos dois Ferrari, com Felipe Massa à frente de Fernando Alonso. Lewis Hamilton saiu de quarto, seguido de Mark Webber e Nico Rosberg.

 

Atrás partiram Adrian Sutil e Sérgio Pérez. De décimo partiu Kimi Raikkonen, com o seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, em 11º. Nico Hulkenberg, Daniel Ricciardo, Esteban Gutiérrez, Paul Di Resta, Pastor Maldonado, Jean-Eric Vergne, Valtteri Bottas, Jules Bianchi, Charles Pic, Max Chilton e Guido Van Der Garde completavam a grelha.

 

A largada

 

Mark Webber fez um grande aranque, saltando quase imediatamente para terceiro atrás de Alonso, que com uma asa dianteira partida, partiu melhor que Massa. O brasileiro não fez um arranque brilhante, caindo rapidamente para quinto. Para o espanhol da Ferari a corrida acabou cedo, quando a asa da frente se partiu na reta e se alojou debaixo do carro.

 

Na terceira volta a Mercedes mostrou que o seu carro está bem melhor que a McLaren, que também usa motores da marca alemã. Rosberg passou por Button sem problemas e ficou atrás do seu companheiro de equipa, Hamilton. Lá mais atrás, na volta cinco, era Hulkenberg que ultrapassava Pérez, com um Sauber, antiga equipa do piloto mexicano.

 

No final da quinta volta, Vettel foi o primeiro a assumir o risco de trocar para pneus de pista seca. Montou os médios, tal como Massa, que se seguiu ao alemão.

 

Hamilton a manter os velhos hábitos

 

Sutil, Ricciardo, Raikkonen e  Maldonado entraram na sétima volta para troca de pneus. Na Force India a coisa não correu bem, com Paul Di Resta a chegar ainda com Sutil parado na boxe. Hamilton pode não ter sofrido tanto com a paragem, mas não se livra do ridículo, quando parou na boxe da McLaren. Alvez seja a força do hábito. Já Guido Van Der Garde e Daniel Ricciardo estiveram bem pior, quando colidiram, quando o Toro Rosso saía e o Caterham entrava para trocar os Pirelli. Incidente para ser investigado após a corrida, com mais que provável multa para a Toro Rosso.

 

Feitas as trocas para pneus de tempo seco, Webber liderava, seguido de Vettel, Hamilton e Rosberg. Button era quinto, seguido de Hulkenberg, Massa, Grosjean, Pérez e Raikkonen, em décimo.

 

 

A luta pelo sexto lugar, algures entre as voltas 23 e 28

 

Na 20ª volta Webber trocou para pneus médios, tendo caído para quinto lugar e uma volta depois, Massa e Grosjean também trocaram, seguidos da maioria dos pilotos. Contudo, Vettel ficava lá na frente. Parou na volta 23.

 

A realização televisiva concentrava-se sobretudo na luta pelo sexto lugar, entre Massa, Grosjean, Hulkenberg e Raikkonen. Já os mecânicos da Force India estavam com problemas em apertar a roda dianteira a Di Resta e o escocês acabou mesmo por abandonar a prova nas boxes. Na volta 29 Adrian Sutil tamém desistiu nas boxes. O alemão estava em último na altura.

As paragens de Vettel, Hamilton e Rosberg foram nas voltas 32 e 33. Com isto, quem estava no comando era a McLaren, com Jenson Button. O britânico tinha menos uma paragem e ficou em pista até à volta 35. Raikkonen e Hulkenberg saíram da boxe ao mesmo tempo, mas o finlandês da Lotus partiu logo para o ataque ao Sauber.

 

 

Os mecânicos da McLaren a empurrarem Button de volta à boxe

 

Button até podia pensar que a corrida não estava a correr mal, mas a roda direita da frente estava mal apertada. A equipa baixou o carro com a pistola das porcas ainda dentro da roda e o piloto parou ainda nas boxes. A equipa apressou-se a empurrar o carro de volta à boxe e corrigiu o problema, mas Button caiu para 14º.

 

Hamilton recebeu ordens para poupar (combustível  ou pneus) e rapidamente foi ultrapassado por Vettel. Lá mais atrás Raikkonen reclamava com Hulkenberg, que teimava em fechar-lhe as oportunidades de passar. Na volta 42 conseguiu passar o Sauber e chegar ao oitavo lugar.

 

Nesta mesma volta Hamilton fez a sua última paragem da corrida. A questão era se os Red Bull ainda iam parar ou não. Logo na volta seguinte Vettel parou e Rosberg também. O alemão da Red Bull fez uma excelente paragem, perdendo Hamilton na vista dos retrovisores.

 

 

A ultrapassagem de Raikkonen a Hulkenberg

 

Os Red Bull estavam em grande disputa e Webber tapou Vettel por várias voltas. O australiano estava com pneus duros e Vettel com médios. A luta foi boa, no limite. Christian Horner classificou o ataque como uma “tonteria”.

 

Maldonado, longe das câmaras, levou o Williams que ele pensa que é um corta-relva à escapatória. O segundo abandono do ano em apenas duas corridas para o venezuelano.

 

Raikkonen passou Pérez e Massa aproveitou para ultrapassar o mexicano, que ainda se defendia do Lotus. Pouco depois o Ferrari saltava para sexto.

 

 

Vettel e Webber quase colados

 

Na frente, Rosberg pedia à equipa para passar Hamilton, porque era mais rápido, mas Ross Brawn disse que não, e explicou ao alemão que o inglês estava a manter o ritmo de corrida pedido pela Mercedes.

 

Daniel Ricciardo também leva já dois abandonos, tendo parado nas boxes a três voltas do fim. Massa, com pneus mais novos, passou Grosjean, enquanto Rosberg continuava a querer passar o companheiro de equipa. Brawn respondeu-lhe que havia imenso espaço para trás e para a frente, e que ele queria poupar os carros para a próxima corrida. Rosberg, entenda-se, queria era subir ao pódio. Brawn falou depois com Hamilton e pediu-lhe poupança máxima de combustível.

 

Jenson Button abandonou a corrida, na altura em que o seu companheiro na McLaren ainda fez mais uma paragem.

 

 

Uma corrida cheia de incidentes, com Vettel a levar a melhor no final, seguido de Mark Webber, Hamilton, Rosberg, Massa, Grosjean, Raikkonen , Hulkenberg, Pérez e Vergne, a fechar os dez primeiros. Bottas, Gutiérrez, Bianchi, Pic, Van Der Garde e Chilton depois. Button, Ricciardo, Maldonado, Sutil, Di Resta e Alonso não terminaram.

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publicado às 09:35

Marussia e Caterham apresentam carros antes dos testes

por Tiago Crispim, em 05.02.13

Antes dos primeiros testes da pré-temporada, a Caterham e a Marussia apresentaram os carros que vão disputar o campeonato de 2013.

No ano anterior a Marussia não tinha conseguido completar o carro a tempo dos primeiros testes, mas desta vez, na madrugada de hoje [5 de Fevereiro] revelaram o novo MR02. Como maior novidade está o KERS, que a equipa adopta pela primeira vez. 

 

O diretor da equipa, John Booth, disse que "foi dito muitas vezes durante 2012 que, apesar dos impressionantes passos que tomámos noutras áreas de desenvolvimento, o KERS - ou a falta dele - foi um fator determinante na nossa posição em relação aos nossos adversários."

 

 

"O KERS era uma 'omissão estratégica' do nosso pacote até agora; optamos por pôr a ênfase na aerodinâmica, para que, quando estivéssemos em posição de trazer o sistema para o caro, já tivéssemos a base mais forte possível, e que a sua integração fosse relativamente simples. Até agora esse tem sido o caso, porque a nossa equipa de engenharia de pista passou o inverno a melhorar ferramentas e preparar a adição do KERS, para assegurar que podemos começar bem a partir desta semana e usar o curto período de testes que temos para optimizar o carro para Melbourne", concluiu.

 

Com o famigerado degrau no nariz continua o Caterham CT03 apresentado também neste dia. O carro vai manter a configuração atual para a primeira corrida, na Austrália, mas posteriormente vai receber novas asas frontais e traseiras e um novo difusor.

 

 

"Por fora, a mudança mais óbvia no CT03 é na cor. Embora retenha o verde e amarelo que se tornou sinónimo da nossa equipa desde 2010, refrescámos ambas as cores para melhorar a visibilidade na pista e dar o que acreditamos que vai ser uma das melhores pinturas da pit lane", disse o novo diretor de equipa, Cyril Abiteboul.


Já o diretor técnico da Caterham, Mark Smith, explicou que o carro é uma evoução do ano passado, e que a equipa já prepara as mudanças de regulamentos para 2014, mas que há mudanças nas entradas de ar laterais, no difusor, cobertura de motor e saídas de ventilação, além de outras mais subtis.

 

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publicado às 21:54

A dança dos pilotos continua

por Tiago Crispim, em 02.02.13

Paul Di Resta é até agora o único piloto confirmado na Force India, mas dois lugares que estavam ainda em aberto foram finalmente preenchidos.

Giedo Van Der Garde foi confirmado na Caterham e Luiz Razia na Marussia.

 

O holandês Van Der Garde vai ser companheiro de equipa de Charles Pic, uma das duplas com menos experiência na grelha. Pic estreou-se no ano passado com a Marussia, mas curiosamente, os dois pilotos já tinham sido colegas de equipa.

 

 

O holandês, que era em 2012 piloto de testes da Caterham, afirmou estar pronto para este passo. "Sei que estou pronto para dar o salto para a F1 e todo o trabalho que fiz na minha carreira, e em particular no último ano com esta equipa, levou-me a esta meta. Em 2012 pude integrar-me na equipa, através das sessões de treino que fiz em várias pistas até então novas para mim, e como piloto de reserva, completamente integrado na equipa em toda a temporada. Agora posso continuar a aprender ao mais alto nível dos desportos motorizados e mostrar que estou pronto para a F1. Mal posso esperar por começar a trabalhar."

 

 

Já o brasileiro Luiz Razia avançou que tinha assinado com a Marussia, ainda antes da equipa confirmar a notícia. "Foi um processo um pouco longo e muito angustiante. Até ao último momento estava sem nada, praticamente. E conseguimos fechar no último minuto. O importante é que consegui algo que trabalhava há 11 anos na minha carreira, desde o kart até agora. Realmente é a conquista de um sonho para mim. Vale mais do que qualquer outra coisa", disse o piloto.

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publicado às 17:02

Pic na Caterham

por Tiago Crispim, em 28.11.12

Ainda não tinha terminado o fim-de-semana do GP do Brasil, já a Caterham anunciava o jovem francês Charles Pic como piloto para o ano de 2013.

 

Pic impressionou os responsáveis da equipa neste seu ano de de estreia na categoria pela Marussia, onde por quatro vezes terminou melhor que o seu então companheiro de equipa, Timo Glock.

 

"Durante este ano temos monitorizado o progresso de Charles, desafiando-nos por vezes na qualificação, e é claro que ele é um talento especial. Enquanto o ano progredia ele portou-se extremamente bem contra um companheiro de equipa muito experiente, e estamos ansiosos para vê-lo desenvolver no ambiente que vamos proporcionar em 2013 e depois", afirmou Cyril Abiteboul, diretor da Caterham F1 Team.

 

Foto oficial de Charles Pic quando assinou pela Marussia, em 2011

 

A Caterham vai manter os motores Renault e a tecnologia da Red Bull na transmissão do carro na próxima temporada. Ainda está por confirmar o piloto que fará companhia a Pic na equipa, mas a contratação do jovem francês é uma oportunidade para a Renault. Nas palavras de Jean-François Caubet, diretor adminstrativo da Renault Sport F1, "a França continua a ser o maior mercado da Renault e ter um jovem e dinâmico piloto francês no nosso lado vai dar-nos maior barnding, marketing e oportunidades de relações públicas, para o nosso envolvimento na F1 e nos carros de estrada em França e no resto da Europa".

 

Quanto ao próprio Pic, declarou-se "entusiasmado em ter a oportunidade de continuar a crescer numa equipa com uma relação técnica com uma série de empresas francesas a nível global, como a Renault e a Total, além da parceria oficial da EADS".


"A Caterham F1 Team tem tudo no lugar para subir para uma posição de lutar com várias equipas à frente. Eu sei o quanto a equipa está determinada em continuar a progredir e estou ansioso por fazer o meu papel em ajudá-los a subir na grelha", acrescentou o piloto francês.

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publicado às 12:51

Resumo do GP do Brasil

por Tiago Crispim, em 25.11.12

Chegámos à 20ª corrida do ano, no Brasil, com o título mundial de pilotos ainda por decidir. A certeza era que o vencedor ganhava o terceiro título na carreira. E por falar em carreiras, foi também o dia de despedida de Michael Schumacher, que abandonou a categoria pela segunda vez, mas desta feita, por uma porta mais pequena.

 

Na decisão do título, Vettel partia com vantagem. Saia do quarto lugar, e Fernando Alonso apenas do sétimo. Para Alonso vencer, precisava de ganhar a corrida, e Vettel não podia ir além de quinto.

 

A foto de final da temporada da Mercedes, com os mecânicos e engenheiros de Michael Schumacher.

 

Apesar de uma chuva ligeira, os carros partiram todos com pneus secos. Schumacher, Kobayashi e Grosjean com pneus duros e o resto do pelotão em médios.

 

Da pole position partiu Lewis Hamilton, seguido de Button, Webber e Vettel. Massa sai de quinto, à frente de Hulkenberg, Alonso, Raikkonen, Rosberg e Di Resta, a fechar os dez primeiros.

 

A largada pareceu sem problemas, com excelentes partidas de Massa e Alonso. Mas sem que nada o indicasse, nas curvas da descida do lago, Bruno Senna toca em Vettel e o Red Bull faz um pião. Vettel fica com danos no carro e em último, mas continua. Recebeu uma mensagem da equipa  dizer que o carro não pode ser arranjado nas boxes. De fora ficaram também Sérgio Pérez e Pastor Maldonado, que se viram envolvidos na refrega.

 

O deslize de Senna e pião de Vettel na largada.

 

A chuva não parava mas os pilotos também não. Os McLaren seguiam na frente destacados, mas lá mais atrás vários carros tinham problemas com o piso escorregadio. Na sexta volta Raikkonen tinha já parado para trocar para os pneus intermédios. Na nona volta começaram a parar mais alguns pilotos,  altura em que Vettel seguia em sexto. Webber foi um dos que trocou para intermédios, tendo já protagonizado um despiste umas voltas atrás.

 

Quem também já estava de fora nesta altura era Romain Grosjean, que viu o carro fugir, nestas voltas frenéticas.

 

Com 14 voltas cumpridas, alguns pilotos insistiam nos slicks, entre eles Button, que seguia em primeiro. A chuva era na parte da reta, mas os pilotos de intermédios faziam tempos semelhantes.

 

Excelente corrida estava a fazer Nico Hulkenberg, colado a Button e a pressionar o inglês.  Na volta 19 o Force India conseguiu passar para primeiro, sem uso do DRS.

 

Hulkenberg a liderar uma corrida com a Force India.

 

Na rádio McLaren, a equipa avisava Hamilton que a chuva ia continuar mais 30 minutos, mas a maioria dos pilotos, incluindo Lewis, foi trocar para os compostos duros. Rosberg furou um pneu na volta 20 e Alonso queixava-se de demasiados destroços na pista, motivo pelo qual saiu o Safety Car. Quem não deve ter achado graça foi Hulkenberg e Button, ao contrário de Vettel, que seguia em quinto, mesmo atrás de Alonso.

 

Com as regras de Safety Car deste ano O Force India e o McLaren aproveitaram imediatamente para trocar para os compostos duros e manter as mesmas posições.

 

Nesta altura ia Hulkenberg, Button, Hamilton, Alonso, Vettel, Kobayashi, Webber, Di Resta, Ricciardo e Raikkonen. Em 11º seguia Massa, um bocado apagado depois de um excelente arranque.

 

O alemão da Force India conseguiu manter a liderança no relançamento, e Kobayashi passou Vettel, que ia levando com Webber. O australiano, para não estragar, saiu de pista e regressou em 12º.

 

 

Christian Horner da Red Bull, sempre atento à ameaçadora chuva.

 

Na volta 38 Hamilton ganhava tempo sucessivamente a Hulkeberg, sem ainda se chegar perto. Mais atrás Massa subia para quinto. Em jogo estava também o segundo lugar no mundial de construtores, entre a McLaren e a Ferrari. Raikkonen, que ia em 11º, ganhou também uma posição, graças ao despiste de Paul Di Resta.

 

A chuva continuava a ameaçar e a pingar no circuito José Carlos Pace, fazendo uma nova vítima. Desta vez foi Petrov, que seguia com o Caterham em 13º. Foi ultrapassado por Charles Pic, na Marussia, que assim ficava com o décimo lugar do campeonato de construtores.

 

Hulkenberg pisou o limitador na volta 49, o que foi suficiente para Hulkenberg perder controlo do Force India e ceder a posição a Lewis Hamilton. Várias imagens dos pneus passavam na tv, a mostrar a degradação dos mesmo. Ainda com 21 voltas por cumprir, muitos pilotos iriam certamente trocar de pneus.

 

 

Raikkonen a regressar à pista, ainda com relva colada à camera. 

 

O primeiro a voltar aos intermédios foi Rosberg, seguido de perto por Daniel Ricciardo, que manteve os pneus duros. Vettel escolheu também trocar de compostos e colocar os médios.

 

Raikkonen teve um momento estranho, saíndo de pista para uma estrada de serviço e fazendo depois meia volta e passando pela relva para voltar à pista. Caiu para 14º.

 

Hulkenberg, tentava recuperar a primeira posição mas perdeu controlo da traseira do carro, tocando em Hamilton. O inglês partiu o eixo da roda dianteira, mas o alemão aguentou-se e manteve o segundo lugar.

 

Vettel fez duas paragens , quase consecutivas, seguido pela paragem de Alonso. Hulkenberg levou um drive through e caiu para quinto.

 

 

O fim da corrida para Hamilton.

 

Alonso seguia agora em segundo, com nove voltas para o final, mas com Vettel em sétimo, o alemão da Red Bull venceria o campeonato por um ponto. Nesta altura a chuva intensificou-se e Kovelainen foi o primeiro a trocar para pneus molhados.

 

A Red Bull indicou a Vettel que a posição atual era suficiente, para não forçar o andamento. Na frente tinha Schumacher. Mas Vettel ainda assim passou o Mercedes e subiu para sexto.

 

Com Alonso à espera que Button tivesse um problema, e a Red Bull a pedir a Vettel para não aumentar o ritmo, as posições consolidaram-se.

 

Na penúltima volta ainda houve tempo para o despiste de Paul Di Resta, e nova entrada do Safety Car.

 

 

Despiste de Paul Di Resta mesmo no fim da corrida.

 

Button em primeiro, seguido de Alonso, Massa, Webber, Hulkenberg e Vettel, que assim garantiu o título e o tri-campeonato. Na despedida de Schumacher o alemão foi sétimo, seguido de Vergne, Kobayashi, Raikkonen e Petrov, que garante o décimo lugar para a Caterham. Em 12º ficou Pic, à frente de Ricciardo, Kovalainen, Rosberg, Glock, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Di Resta, Hamilton, Grosjean, Maldonado, Senna e Pérez.

 

Vettel teve azar no início mas mostrou o suficiente para garantir o seu terceiro título, aos 25 anos.

 

Schumacher e Vettel no final da corrida.

 

No mundial de pilotos, Sebastian Vettel ficou em primeiro com 281 pontos, contra 278 de Alonso. Em terceiro ficou Raikkonen, no ano do seu regresso à F1.

 

No mundial de construtores a Red Bull venceu também, com o segundo lugar para a Ferrari e o terceiro para a McLaren.

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publicado às 18:05

Resumo do Gp da Bélgica

por Tiago Crispim, em 02.09.12

Volto das férias de verão mesmo a tempo do regresso da temporada. Sem internet ou com uma net muito fraca, foi complicado manter-me a par da F1 neste hiato, e é com imenso gosto que vejo Kamui Kobayashi na segunda posição de grelha, e Sérgio Pérez em quarto. Esta corrida em Spa marcou também a 300ª corrida de Michael Schumacher e foi a primeira pole de Jenson Button para este ano.

 

Mas nada podia prever este início de corrida. Depois de um brilhante arranque de Pastor Maldonado, que me pareceu falsa partida, Grosjean, Hamilton e Alonso, atual líder do campeonato, envolveram-se num acidente ainda antes da primeira curva. O Safety Car foi imediatamente acionado. Sérgio Pérez também abandonou a corrida mais à frente.

 

 

Vista do acidente dentro do Ferrari de Alonso

 

Grosjean depois de sobrevoar Alonso e o Ferrari a levantar vôo

 

Alonso e Hamilton no ar, Pérez prestes a levar com o McLaren

 

O que aconteceu foi que Romain Grosjean tocou com a roda traseira direita na esquerda de Hamilton. O Lotus saltou para a frente, tal como o McLaren, que destruiu a asa traseira de Grosjean. Com a pancada, o francês voou sobre o nariz do Ferrari de Alonso e bateu na lateral de Pérez. Alonso fez um pião e acabou a ver um McLaren inclinado a passar-lhe à frente. Vejam a sequência completa aqui.

 

Quem fez um péssimo arranque na partida foi Kobayashi que ainda levou com alguns detritos do acidente e caiu para 14º.

 

Pastor Maldonado, que estava a ser investigado pela sua partida, tocou em Glock e perdeu a asa dianteira, tendo posteriormente abandonado. Em quarto ficou Schumahcer, depois de ultrapassar Paul Di Resta, atrás de Raikkonen, Hulkenberg e Button, que manteve a liderança.

 

A luta em que as cameras se focaram neste início de corrida foi pelo oitavo lugar, entre Senna, Webber, Vettel e Massa. A primeira alteração de posições foi entre Vettel e Webber. Mais à frente Daniel Ricciardo estava em quinto com o seu Toro Rosso, depois de passar Di Resta que estava a caminho da troca de Pirellis.

 

 

Senna defendia-se bem de Vettel, e à 11ª volta Schumacher saltou para terceiro, às custas de Raikkonen, que foi depois trocar de pneus, ao mesmo tempo que Webber.

 

Vettel demorou mais três voltas, que em Spa são sete quilómetros cada, para passar por Bruno Senna, no único Williams em prova. Mais atrás Vitaly Petrov teve alguns problemas em sair da troca de pneus. Hulkenberg foi às boxes e nessa altura Vettel saltou para terceiro, ultrapassando Jean-Eric Vergne, que vai também trocar de pneus pouco depois.

 

Vettel a ultrapassar Senna

 

Nas equipas mais do fim, um incidente na boxe. O Caterham de Kovalainen recebeu autorização para sair e tocou no HRT de Karthikeyan, e ficando sob investigação dos comissários de pista.

 

Ainda sem parar estavam os dois Mercedes. Enquanto Schumi estava em segundo, Rosberg era uma “chicane ambulante” e perdia posições sucessivamente.

Schumacher, em luta com Vettel, defendeu a curva para depois entrar nas boxes, cruzando à frente do Red Bull. Uma manobra estranha, que quase terminava em contacto com Vettel e vai ser investigada depois da corrida. Button foi trocar de pneus na volta seguinte.

 

Schumacher a cortar o caminho a Vettel

 

A meio da corrida as posições eram as seguintes: Button, Raikkonen, Hulkenberg, Webber, Vettel, Massa, Ricciardo, Schumacher, Vergne e Senna a fechar o top 10.

 

À partida, Vettel, Button e Schumacher não iam fazer mais nenhuma paragem, e o fim da corrida, deve decidir-se entre estes pilotos e Kimi Raikkonen.

 

Narain Karthikeyan tocou com uma roda na relva e fez um pião, indo acabar na barreira de pneus, e claro, foi o fim da sua corrida.

 

Raikkonen saltou para terceiro, com uma grande ultrapassagem a Schumi, mas o alemão respondeu logo de seguida, retomando a posição. A luta ainda não tinha acabado, e Kimi voltou a passar o Mercedes.

 

Hulkenberg, no seu Force India, perguntava à equipa se Schumacher ainda ia parar  e a resposta foi negativa. Mas Michael Schumacher vai às boxes de seguida.

 

Button, em primeiro, levava 14 segundos de vantagem sobre Vettel, em segundo.

E até ao fim, sem incidentes de maior, as posições mantiveram-se nos primeiros lugares.

 

Button a cruzar a meta

 

Vitória para Jenson Button, seguido de Vettel e Raikkonen a fechar o pódio. O Force India de Nico Hulkenberg foi quarto e atrás ficaram Felipe Massa, Mark Webber e Michael Schumacher, que completou a sua 300ª corrida. Os dois Toro Rosso, com Vergne à frente de Ricciardo, fecharam os últimos lugares pontuáveis. Nico Rosberg foi o 11º, seguido de Bruno Senna e o Sauber de Kobayashi, que viu uma tarde de sonho desmoronar-se na primeira curva. Vitaly Petrov, Glock, Pic, Kovalainen e De La Rosa foram os últimos a terminar a prova.

Ficaram de fora Karthikeyan, Maldonado, Pérez, Alonso, Hamilton e Grosjean.

 

A festa do pódio

 

Para a semana temos mais um GP. A Fórmula 1 vai a Monza.

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publicado às 14:54

Resumo do GP da Hungria

por Tiago Crispim, em 29.07.12

O GP da Hungria é o último antes da paragem do campeonato, em agosto. Lewis Hamilton dominou os treinos e a qualificação. Romain Grosjean parte pela primeira vez do segundo lugar da grelha, seguido de Vettel, Button, Raikkonen, Alonso e Massa. Em oitavo e nono estão os dois Williams, Maldonado e Senna, e a fechar os dez primeiros ficou Nico Hulkenberg no seu Force India.

 

Surpreendente foi o 11º de Mark Webber e os 13º e 17º dos Mercedes, para Nico Rosberg e Michael Schumacher, respetivamente. O hepta-campeão do mundo partiu aliás das boxes, porque o carro foi-se abaixo no procedimento de partida, que teve de ser reiniciado.

 

A Ferrari a levar o carro de Alonso para o seu lugar na grelha, no dia do seu 31º aniversário

 

A partida foi limpa, com Grosjean a aguentar a posição atrás de Hamilton. Webber conseguiu subir imediatamente a sétimo e Massa caiu para nono. Outro piloto com um mau arranque foi Pastor Maldonado, que desceu para 12º.

 

Schumacher, já com a corrida estragada, aproveitou para mudar de pneus e levou com um drive-through por ultrapassar a velocidade nas boxes.

 

Grosjean estava a mostrar um bom ritmo no início da corrida, a aguentar o seu Lotus no segundo lugar.

 

Kamui Kobayashi foi, depois de Schumacher, o primeiro piloto a parar para trocar de pneus,, para os médios, à décima volta. O resto dos carros começou a fazê-lo um pouco depois. Jean-Eric Vergne parou na 13ª mas manteve os pneus macios. Dos cinco primeiros, Button levou a dianteira na troca de pneus, optando pelos médios na volta 16, altura em que a maioria dos pilotos começou a parar. Vettel foi um dos poucos a manter os pneus macios, os outros foram Grosjean, e Raikkonen, O único que partiu com médios e manteve depois da paragem foi Mark Webber.

 

Uma das trocas de pneus na boxe da Williams

 

Graças à estratégia da Lotus, o francês estava a comer a distância que o separava de Hamilton. Button, no outro McLaren, era também pressionado por Vettel.

 

A equipa inglesa decidiu tomar a iniciativa e fez Button trocar para os macios. Vettel aproveitou para se distanciar, já que o inglês ficou preso atrás de Bruno Senna.

 

Mais uma ronda de paragens entre as voltas 41 e 45. Com todas estas trocas Hamilton manteve o primeiro lugar seguido de Raikkonen, Grosjean e Vettel. O finlandês da Lotus saiu ao lado do seu companheiro de equipa, que se viu forçado a abrir a trajetória para não bater. Mais atrás Button perdeu a posição nas boxes para Alonso, graças a um problema com a roda dianteira esquerda durante a troca. Dos dez primeiros, apenas Webber ficou com os pneus macios.

 

A saída das boxes de Raikkonen e ultrapassagem a Grosjean

 

Pastor Maldonado, que tinha andado calminho, não se conteve e deu um toque na lateral do Force India de Paul Di Resta. Felizmente o inglês aguentou a pancada. O resultado, obviamente, foi um drive-through para o venezuelano da Williams.

 

A partir desse momento a realização centrou-se na luta entre Hamilton e Raikkonen, exceto pelas duas paragens dos Red Bull. Ou a equipa austríaca se enganou na estratégia, ou ambos os pilotos precisaram de fazer trocas não programadas, o que parece estranho. Por falar em estratégias, a Lotus é que acertou, com Raikkonen e Grosjean em segundo e terceiro atrás do líder.

 

Schumacher, que seguia em 18º, abandonou a corrida, claramente fora dos pontos, logo desde a primeira volta. Ao abandonar agora, a Mercedes pode efetuar uma mudança de caixa de velocidades sem ser penalizada.

 

Quem abandonou pouco depois foi Narain Karthikeyan, que danificou a suspensão dianteira do seu HRT.

 

Cartoon da Lotus a celebrar o resultado da equipa na Hungria

 

Lewis Hamilton venceu assim pela segunda vez este ano, ao dominar por completo o circuito de Hungaroring. A Lotus fez a sua melhor corrida até então, com um segundo e terceiro lugares. Vettel e Alonso ficaram atrás, seguidos de Button, Senna e Webber, em oitavo. O australiano fez uma boa corrida, recuperando várias posições mas sofrendo com uma última paragem que o afastou dos lugares mais acima. O nono foi Felipe Massa, que desapareceu depois do arranque e ficou no mesmo lugar, seguido de Rosberg, no último lugar pontuável.

 

Hulkenberg ficou em 11º, atrás o seu companheiro de equipa, Paul Di Resta e Pastor Maldonado. Sérgio Pérez foi o melhor dos Sauber em 14º, numa corrida fraca para a equipa suíça. Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, como de costume, correram entre eles e terminaram em 15º e 16º. Heikki Kovalainen voltou a ser o melhor dos Caterham em 17º, seguido de Kamui Kobayashi que não terminou mas ficou classificado à frente de Vitaly Petrov, Charles Pic, Timo Glock e Pedro De La Rosa. Não terminaram Karthikeyan e Schumacher.

 

Agora vamos para uma pausa durante o mês de agosto, mas desde que a net o permita, em férias, o Volta Mais Rápida vai continuar a dar as notícias, histórias e novidades do mundo da F1.

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publicado às 14:08

As melhores fotos do GP da Alemanha

por Tiago Crispim, em 23.07.12

Os Caterham na grelha de partida

 

Na largada, Felipe Massa sem asa dianteira, Jean-Eric Vergne e Bruno Senna

 

 

Nico Hulkenberg, Lewis Hamilton e Daniel Ricciardo, em primeiro plano

 

Pedro De La Rosa e Narain Karthikeyan

 

 Jenson Button

 

Vista geral de Hockenheim com Romaing Grosjean

 

Kimi Raikkonen nas boxes

 

Michael Schumacher nas boxes

 

Fernando Alonso a cortar a meta

 

Fotos: © 2012, Lorenzo Bellanca/LAT; Glenn Dunbar/LAT; HRT Formula 1 Team; Sahara Force India; Vodafone McLaren Mercedes; Ferrari Spa/Ercole Colombo;Daimler/Hoch Zwei

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publicado às 22:34

Análise do campeonato, parte 1

por Tiago Crispim, em 23.07.12

Já lá vão dez corridas, neste campeonato de 2012, faltam outras dez para o fim.

Literalmente a meio da temporada, vamos então fazer uma análise a todas as equipas, num post dividido em três partes, e a começar pelas equipas com menos pontos.

 

 - zero pontos

 

A HRT mudou de pilotos, de direção e de instalações no início da temporada. Liderada pelo ex-piloto Luís Pérez-Sala, a equipa quis tornar-se "mais espanhola", algo parcialmente conseguido com a contratação do veterano Pedro De La Rosa. O seu companheiro de equipa Narain Karthikeyan, por sua vez, traz o patrocinio da indiana Tata.

Depois da ausência no GP de abertura, motivada pelo chumbo nos crash-tests obrigatórios, a equipa tem sido consistente, com apenas quatro abandonos até agora, apesar de continuar a debater-se com o ritmo da corrida. No GP da Alemanha, De La Rosa, que aos 41 anos é claramente o piloto principal da HRT, terminou em 21º. Se este resultado é indicador de um melhoramento da equipa, ainda é cedo para dizer. A estratégia da HRT parece sem dúvida mais consistente que a da sua maior rival.

 

 

 

 

 - zero pontos

 

A Marussia também mudou de donos, e deixou para trás o apoio da Virgin. A equipa ainda é patrocinada pela marca de Richard Branson, mas pertence agora à homónima construtora de carros desportivos Marussia. Também com quatro abandonos até agora, a equipa tem-se mantido quase sempre à frente da HRT. O veterano Timo Glock ficou sempre à frente do novato Charles Pic, exceto em duas ocasiões, no Canadá, onde não terminou a prova, e em Valência, onde nem sequer alinhou para a largada. 

 

- zero pontos

 

A Caterham de Tony Fernandes teve um começo de época atribulado, com a história da mudança de nome e de fornecedor de motor (trocou a Cosworth pela Renault). As mudanças foram, ao que parece benéficas à equipa, que está atualmente a meio caminho, entre as últimas equipas e as do meio do pelotão. A chegada de Vitaly Petrov foi boa para a equipa, que dispensou Jarno Trulli. O russo preenche os requisitos dos patrocinadores e após a sua temporada anterior, mostra que tem potencial para, pelo menos, chegar aos pontos. Contudo o líder é Heikki Kovalainen, que se superou Petrov 5 vezes em dez corridas, mas alcançou a melhor posição da equipa, um 13º lugar no Mónaco.

A Caterham partilha os 4 abandonos com as outras equipas com a mesma pontuação, mas ainda assim é a que está mais perto de se juntar às equipas que pontuam.

 

 - 6 pontos

 

A Toro Rosso terminou o ano anterior a despedir os seus dois pilotos, Jaime Alguersuare e Sebastien Buemi, e a contratar Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo. O australiano Ricciardo começou a temporada a pontuar em casa, com um nono lugar, e Vergne melhorou a pontuação logo na corrida seguinte, com um oitavo lugar. O que prometia ser um bom começo para a STR acabou por não se concretizar, com a dupla a terminar, invariavelmente, em lugares consecutivos, sempre sem tocar os pontos. A dupla mostra potencial e o problema estará na competitividade do STR-Ferrari, em relação aos concorrentes diretos.

 

 - 46 pontos

 

Um percurso inverso tem feito a Force India. A equipa, que no início da temporada traçou como objetivo o quinto lugar na tabela de construtores, promoveu Nico Hulkenberg a piloto da equipa principal e manteve Paul Di Resta, um dos melhores estreantes de 2011, a par de Sérgio Pérez da Sauber.

Di Resta é atualmente o 13º na classificação de pilotos e Hulkenberg é o 15º. No meio está Felipe Massa, da Ferrari. A melhor corrida da Force India, até agora, foi o GP da Europa, em Valência, onde os carros terminaram em quinto e sétimo, para Hulkenberg e Di Resta, respetivamente. Atualmente a Force India está em oitavo no mundial de construtores e face aos resultados das equipas mais próximas, a tarefa não se avizinha fácil.

 

No post seguinte vão ser abordadas a Williams, Sauber, Mercedes e Lotus, ficando o último post desta série reservado para McLaren, Ferrari e Red Bull.

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publicado às 18:11


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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