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GP do Canadá

por Tiago Crispim, em 12.06.12

Desta vez não fiz o resumo da corrida como de costume, mas faço agora a análise da corrida, equipa a equipa.

 

Lewis Hamilton tornou-se o sétimo vencedor deste ano, após sete corridas. O britânico lidera o campeonato com dois pontos a mais que Alonso e três que Vettel. Hamilton tomou a liderança da corrida depois da primeira paragem nas boxes mas perdeu-a na segunda troca de pneus. Regressou ao topo do pelotão ao passar Vettel e Alonso com pneus mais frescos. Jenson Button ficou em 16º pela segunda vez consecutiva, sempre sem conseguir tirar o melhor partido dos Pirelli. O piloto confessou não ter explicação para isso após a corrida. "Estou a ser 1,5 segundos mais lento que os líderes e um deles é o meu companheiro de equipa mas não consigo andar mais rápido".

 

Sebastien Vettel partiu da pole position mas não foi suficiente para terminar no pódio. A equipa apostou numa arriscada estratégia de uma paragem, a par de Alonso, que não resultou. O piloto alemão foi obrigado a parar a sete voltas do fim, para se manter entre os primeiros, e terminou em quarto. Mark Webber fez duas paragens e sofreu com o "trânsito" no meio do pelotão, que o deixou em sexto após uma batalha com Rosberg.

 

Fernando Alonso acabou por ser o principal prejudicado neste GP do Canadá. O espanhol apostou também numa estratégia de uma paragem, mas ao contrário da Red Bull, a sua equipa não mudou de ideias quando os pneus começaram a atrasar os tempos do piloto. Alonso manteve-se do lado da equipa no final, dizendo que estavam a tentar ganhar. A verdade é que ele caiu para quinto em apenas seis voltas. Para Felipe Massa a corrida correu melhor, tendo em conta as últimas prestações do brasileiro. Acabou em décimo, depois de presentear o público com dois piões, logo na sexta volta.

 

Romain Grosjean fez o seu melhor resultado da temporada até agora, com um segundo lugar. O francês fez apenas uma paragem mas conseguiu conservar os pneus macios até ao final. (A Pirelli levou para o Canadá pneus macios como prime e super-macios como option). Podia ter alcançado melhor resultado, se não estivesse atrás de Rosberg na primeira metade da corrida. Kimi Raikkonen terminou em oitavo, depois de partir de 12º. Acabou por nunca tirar o melhor proveito dos super-macios.

 

Sérgio Pérez, mais uma vez, mostrou-se mestre em poupar os pneus. Partiu de 13º e acabou em terceiro. A estratégia de começar com os prime e terminar com os option valeu uma ultrapassagem a Raikkonen que se mostrou decisiva para depois passar por Rosberg e Alonso. O mexicano estava, no final, a fazer várias voltas mais rápidas e a ganhar mais de dois segundos por volta ao Ferrari do piloto espanhol. Kamui Kobayashi, também com apenas uma paragem, optou por começar com os super-macios, o que o obrigou a parar mais cedo. No final isso ditou que não fosse além do oitavo lugar.

 

Nico Rosberg foi novamente o melhor dos dois Mercedes. O alemão fez uma boa corrida, mas no final, ocupado a lutar com Felipe Massa acabou por perder uma posição para Sérgio Pérez e terminou apenas em sexto, sem capitalizar a suposta vantagem dos motores Mercedes nas retas canadianas. Michael Schumacher teve mais um abandono, quando seguia em 12º. O seu DRS encravou e ficou aberto, levando a uma saída de pista por falta de apoio aerodinâmico e posteriormente à desistência da corrida, quando os mecânicos não conseguiram resolver o problema na boxe.

 

Ambos os Force India ficaram fora dos lugares pontuáveis. Paul Di Resta partiu de oitavo mas acabou em 11º. O escocês debateu-se com imensa degradação nos super-macios e depois da primeira paragem viu-se sempre no meio do pelotão. Nove segundos atrás ficou nico Hulkenberg, em 12º. Teve os mesmos problemas que o seu companheiro de equipa.

 

Pastor Maldonado partiu de 22º, depois de um acidente na qualificação e uma troca de caixa de velocidades que o penalizou em cinco lugares. O venezuelano fez apenas uma paragem e conseguiu levar o Williams até ao 13º lugar. Bruno Senna, que posteriormente venceu o prémio Lorenzo Bandini (dado a pilotos promissores em início de carreira), optou também por apenas uma paragem, e terminou em 17º, um segundo e meio atrás de Jenson Button.

 

A Toro Rosso continua a não marcar pontos pela quinta vez este ano. Daniel Ricciardo foi 14º, sempre com problemas em tirar o melhor partido do seu carro e a lutar com os Force India e o Williams de Maldonado. Depois da segunda paragem não conseguiu manter o ritmo. Jean-Eric Vergne qualificou-se atrás dos dois Caterham, mas conseguiu terminar em 15º, à frente de Jenson Button, mesmo tendo cumprido um drive-through por ter excedido a velocidade nas boxes.

 

A Caterham continua a destacar-se das suas concorrentes diretas. Desta vez ambos os carros ficaram à frente de um Toro Rosso na qualificação. Infelizmente não foram capazes de manter o nível durante a corrida. Heikki Kovalainen ainda andou à frente de Senna mas teve problemas com os seus pneus e perdeu a posição, terminando em 18º. Vitaly Petrov ainda lutou com o seu companheiro de equipa por esse lugar, mas ficou em 19º.

 

Charles Pic foi o único piloto da Marussia a terminar o GP do Canadá. A equipa foi ultrapassada pela HRT na qualificação e só depois da desistência de Pedro De La Rosa os pilotos conseguiram ultrapassá-lo. Timo Glock não terminou, pela primeira vez este ano, com problemas no motor, muita degradação nos pneus e por fim, problemas nos travões. Charles Pic foi o último piloto a terminar, em 20º, três voltas atrás de Lewis Hamilton.

 

Nenhum dos HRT fez mais de 25 voltas nesta corrida. Depois de terem sido melhores que os Marussia na qualificação, foi pena não terem chegado ao fim. O problema foi o mesmo, tanto para Pedro De La Rosa como para Narain Karthikeyan. Sobreaquecimento dos travões.

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publicado às 15:47

Filho de peixe - A família Villeneuve

por Tiago Crispim, em 19.04.12

Há muitas famílias ligadas aos desportos motorizados. A paixão passa de pais para filhos, sobrinhos, tios, primos e irmãos. Mas na Fórmula 1 apenas doze famílias entraram. O primeiro texto desta série de doze foi sobre a família Hill, Graham e Damon. A única de todas em que pai e filho foram campeões do mundo.

 

A próxima família é canadiana. O pai ainda hoje é considerado um dos melhores pilotos de sempre, mas o filho é que foi campeão. São os Villeneuve.

 

Leiam o resto deste artigo no PortalF1.com

 

A família Villeneuve. Gilles, Joann, Melanie e Jacques

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publicado às 14:59

Programa de dia 14-06-2011

por Tiago Crispim, em 14.06.11

A análise ao GP do Canadá

 

 

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publicado às 12:54

Final inesperado no Canadá

por Tiago Crispim, em 12.06.11

Esta é a segunda parte da crónica canadiana. Na primeira ainda estávamos à espera que a corrida recomeçasse. Vettel estava em primeiro e se ganhasse, seria a primeira vitória da Red Bull no Canadá. Para não estragar a história, começamos pelo recomeço.

 

Depois de quase duas horas de espera, o Safety Car abriu a pista à frente dos F1 para assegurar as condições de corrida. Mas ainda antes do Safety Car regressar às boxes, Heikki Kovalainen levou o seu Lotus até às garagem, onde desistiu.

 

 

Kobayashi defendeu-se bem do ataque inicial de Felipe Massa. Um grupo de pilotos aproveitou para mudar de pneus de chuva para intermédios, agora que a pista canadiana está a secar.

 

Na volta 37 (a corrida recomeçou à volta 25), o Ferrari de Alonso e o McLaren de Button estiveram envolvidos num incidente que obrigou ao abandono do espanhol, porque o seu carro ficou preso entre o corrector e a relva. O inglês ainda conseguiu levar o seu carro à boxe, trocar o pneu furado e a asa dianteira. Caiu para 21º.

 

O Safety Car voltou a ter então tempo de antena na transmissão televisiva, e serviu para voltar a juntar o pelotão, provavelmente para desagrado de Vettel, que levava já alguma distância de Kobayashi.

 

 

O japonês voltou a aguentar bem os ataques inciais de Massa, e a faltar 30 voltas para o final, Vettel liderava, seguido de Kobayashi, Massa, Heidfeld, Di Resta, Schumacher, Webber, Petrov, Sutil e Barrichello, que completavam os dez primeiros. Button também já não era o último, tendo ultrapassado sem problemas Liuzzi, Karthikeyan e Trulli.

 

Adrian Sutil, que seguia em oitavo, teve de cumprir um drive through por ultrapassar sob Safety Car e Rubens Barrichello aproveitou para subir uma posição.

A melhor posição da Williams este ano até agora tinha sido um nono lugar no Mónaco para o brasileiro.

 

Nick Heidfeld, que estava em quinto, estava a aguentar o Red Bull de Mark Webber. Lá mais atrás, Jenson Button escalava o pelotão. Na volta 50, era 10º. Na volta 51, era oitavo.

 

 

 

Nessa mesma volta Felipe Massa faz uma excelente ultrapassagem a Kobayashi. O brasileiro ficou com a trajectória de dentro. No meio da confusão Michael Schumacher aproveitou para ultrapassar os dois pilotos e ficar com segundo lugar.

 

Webber apostou nos pneus secos super-macios e a aposta deu resultado. Rapidamente o resto do pelotão seguiu a estratégia.

 

Para todos os que achavam que a corrida tinha acabado para os McLaren, Jenson Button provou o contrário. Fez duas voltas mais rápidas consecutivas e estava em quarto.

 

Nick Heidfeld baralha-me. Consegue mostrar-se um excelente piloto em certas alturas e depois numa desatenção choca contra a traseira de Kobayashi. Resultado? Mais Safety Car. O alemão disse no rádio que o japonês fez uma travagem brusca no meio da curva, o que levou ao acidente.

 

Pouco tempo depois um comissário escorregou na pista e deve ter visto a vida a andar para trás. Um susto igual deve ter apanhado Petrov.

 

Webber ultrapassou Schumacher mas cortou a curva e teve de deixar o alemão retomar a posição. Era a luta pelo segundo lugar, entre estes dois e Button, que esperava atrás por uma falha. Aconteceu pouco depois quando Webber cortou outra curva e o inglês aproveitou. Na volta seguinte ultrapassou Schumacher sem problemas. É de salientar que Jenson Button estava em último na volta 37!

 

Por fim Mark Webber passa o Mercedes de Schumacher, terminando as hipóteses do alemão chegar ao pódio.

Quem não chegou ao pódio, nem sequer ao final da corrida foi Paul Di Resta, que abandonou a uma volta do final. Nenhum dos Force India acabou o Grande Prémio.

 

No final, Vettel teve azar. O alemão estava pressionado, pisou a parte molhada da pista e Jenson Button venceu o Grande Prémio do Canadá. E Massa ainda conseguiu a sétima posição a Kobayashi, com uma ultrapassagem em cima da meta.

 

 

Fotos F1 Fanatic.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:06

GP do Canadá, parte 1?

por Tiago Crispim, em 12.06.11

Antes de mais, é preciso dizer que na altura em que este texto é publicado, a corrida ainda não terminou, chamemos-lhe por isso a primeira parte da crónica do GP do Canadá, se a corrida chegar a ser resumida. Se tal não acontecer, serão dados metade dos pontos a cada piloto que esteja nos lugares pontuáveis aquando da interrupção da corrida.

 

A corrida começou sob Safety Car, devido às condições climáticas. A chuva foi aliás uma constante neste GP do Canadá.

 

Logo nessa altura Lewis Hamilton tocou em Mark Webber, com ambos os pilotos a perderem posições. O inglês desceu de quinto para sexto e o australiano de quarto para 14º. O que se via bem em pista era a falta de aderência de certos carros.

 


 

Mas a corrida para Lewis Hamilton seria curta. Na oitava volta o inglês bateu no companheiro de equipa Jenson Button, que surgiu no rádio a perguntar “o que é que estás a fazer?” a Hamilton. Button aproveitou que não ficou danificado com o incidente e trocou para pneus intermédios antes da entrada do Safety Car.

 

Em repetição pode ver-se Hamilton a tentar passar o companheiro na recta da meta, pela esquerda. O problema é que nessa trajectória estava Button, que tinha deixado o lado direito inteirinho para Hamilton. Como é lógico, houve contacto por parte de Lewis.

 

O piloto do capacete amarelo anda com problemas. Alguns criticam-no por ser demasiado agressivo nas ultrapassagens, ele acha que anda a ser perseguido pelos comissários de pista e em quase todas as corridas está envolvido em incidentes e é penalizado ou avisado pela sua conduta.

 

O McLaren de Button foi ainda penalizado por exceder o limite de velocidade sob Safety Car. Button teve de fazer um drive-through e caiu para 14º.

 

A corrida regressou à normalidade na volta 13. Vettel seguia em primeiro, com Alonso, Massa, Rosberg, Schumacher, Kobayashi, Heidfeld, Petrov, Webber e Di Resta a completar os dez primeiros.

 

Jenson Button parecia estar a aproveitar os pneus intermédios, porque em duas voltas saltou de 14º para 11º. Rubens Barrichello percebeu a vantagem e entrou logo para as boxes e mudar para intermédios.

 

Na volta vinte voltou a entrar Safety Car porque numa das zonas do circuito Gilles Villeneuve chovia torrencialmente. Quem pôs os intermédios teve de voltar atrás na estratégia e trocar para pneus de chuva.

 

 

As previsões meteorológicas indicavam 20 minutos de chuva intensa e tanto Vettel como Button diziam que era impraticável correr naquelas condições. Pouco tempo depois a corrida foi interrompida às 25 voltas de 70.

 

Beneficiam todos os que ainda não tinham parado, nomeadamente Kamui Kobayashi, que estava em segundo lugar quando a corrida foi interrompida. Porque tal como na parte final da prova monegasca, as equipas puderam trocar de pneus. O seu companheiro de equipa habitual, Sérgio Pérez, não estava em prova e foi substituído por Pedro De La Rosa. O mexicano sentiu-se desconfortável no carro na sexta-feira, após o seu acidente no Mónaco, no fim-de-semana passado.

Depois tivemos muito tempo para matar na transmissão televisiva. Alguns pilotos saíram dos carros, algumas equipas taparam os carros, nada de especial. A chuva não dava sinais de parar tão cedo e em algumas zonas da pista parecia um rio.

 


 

 

Se a corrida ficar assim, o resultado final é:

 

Pos. Nome Equipa Pontos
 01 Sebastian Vettel  Red Bull 12,5 
 02 Kamui Kobayashi  Sauber
 03

Felipe Massa 

 Ferrari 7,5 
 04 Nick Heidfeld  Renault  6
 05  Vitaly Petrov  Renault  5
 06  Paul Di Resta  Force India  4
 07  Mark Webber  Red Bull  3
 08  Fernando Alonso  Ferrari  2
 09  Pedro De La Rosa  Sauber  0,5
 10  Jenson Button  McLaren  
 11  Nico Rosberg  Mercedes  
 12  Michael Schumacher  Mercedes  
 13  Adrian Sutil  Force India  
 14  Jaime Alguersuari  Toro Rosso  
 15  Timo Glock  Virgin   
 16  Rubens Barrichello  Williams  
 17  Vitantonio Liuzzi  HRT  
 18  Sebastian Buemi  Toro Rosso  
 19  Narain Karthikeyan  HRT  
 20  Pastor Maldonado  Williams  
 21  Heikki Kovalainen  Lotus  
 22  Jarno Trulli  Lotus  
 23  Jérôme D'Ambrosio  Virgin

 

 

Lewis Hamilton não terminou 

 

Fotos F1 Fanatic.

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publicado às 19:39


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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