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Giovanna Amati

por Tiago Crispim, em 05.01.11

A última das mulheres a correr na F1 foi a italiana Giovanni Amati. Mas a forma como lá chegou foi um pouco diferente da das outras mulheres piloto.

 

 

A sua infância conta com algumas histórias engraçadas, como o facto de ter sido raptada em criança e ter começado a aprender a conduzir com o seu amigo Elio de Angelis (que depois também se tornou piloto). Em 1981 começou a correr na Formula Abarth, e depois de algumas vitórias mudou para a F3 italiana. Os bons resultados continuaram e em 1987 Amati chegou à F3000.

 

Nesta categoria a italiana inscreveu-se para quatro corridas com um Lola T87/50 mas só conseguiu classificar-se para uma, em Donington Park. No ano seguinte, contratada para oito corridas, falhou quatro mas conseguiu dois décimos lugares, em Monza e Jerez. Em 89 foi para a F3000 japonesa, onde teve outra época desapontante.

 

 

Depois disso voltou para a Europa, para a F3000, onde trocou de equipa (e carro) três vezes. Ainda assim, a sua melhor classificação da temporada foram duas vezes a 26ª posição.

 

Em 91 a sua performance melhorou, ao volante de um Reynard 91D Cosworth da equipa GJ Motorsports. Em dez corridas, classificou-se sete vezes e chegou a terminar uma delas, em França, na sétima posição, a apenas um lugar dos pontos.

 

Com corridas e performances longe de serem brihantes, Amati chegou à F1. Claro que tem tudo a ver com dinheiro de patrocínios mas neste caso, não só. Como já se tinha percebido antes, ter uma mulher na Fórmula Um pode ser um bom golpe publicitário. Além disso, várias fontes afirmam que Giovanna Amati estava na altura envolvida com o dono da equipa Bennetton, Flavio Briatore. É assim, talvez, que a italiana consegue dar umas voltas no Bennetton 191, em 1992.

 

Mas especulações à parte, pelo menos a parte do dinheiro era importante. Amati tornou-se uma "pay driver". Algo comum na F1 dos anos 90. Uma série de pilotos que não deveriam lá ter chegado mas pagaram o lugar em equipas pequenas e necessitadas de fundos.

 

 

Ingressou assim na Brabham, equipa histórica que estava na altura a dar as últimas. O anúncio da sua contratação, ao lado do belga Eric van der Poele, foi feito duas semanas antes de começar a temporada, o que, claro, deu imenso tempo para se habituar ao carro, como é lógico. Aliás, os mecanicos ainda estavam a tratar do seu assento no primeiro dia de treinos livres para a primeira prova da temporada.

 

Como não estava habituada a um carro de F1, fez seis piões nesse dia, e no dia da qualificação ficou em último lugar, a nove segundos da pole position conquistada por Nigel Mansell. No México, Grande Prémio seguinte, a história foi exactamente a mesma, com Amati no último lugar e van der Poele no penúltimo. Como não há duas sem três, no Brasil, Amati foi última e o seu companheiro de equipa ficou imediatamente acima.

 

 

Três provas, três últimos lugares e três DNQs (does not qualify). Nesta altura do campeonato, e a expressão fica tão bem aqui, Amati ainda não tinha entregue qualquer dinheiro à equipa e para terem lá um piloto que não paga, ao menos tentaram ter um que obtivesse resultados. Despediram a italiana e contrataram Damon Hill. (Que também não se conseguiu classificar para nenhuma prova até a equipa falir, na 11ª prova das 16 que constituíam o campeonato).

 

 

Depois disso, Amati entrou na Porsche Supercup e as vitórias começaram a aparecer. Venceu o campeonato feminino de 93. Mudou-se depois para a Ferrari Challenge onde alcançou alguns pódios.

 

Posteriormente, na segunda metade dos anos 90, continuou a correr e a obter resultados. Participou nas 12 horas de Sebring em 98 mas não terminou. Entrou na ISRS, onde terminou a época em terceiro lugar. Em 1999 entrou na Women's Global GT Series, uma categoria de apoio à American Le Mans Series.

 

 

Actualmente escreve uma coluna sobre desporto motorizado na revista Amica, dirigida ao público feminino. Também chegou a fazer parte do grupo de comentadores da Rai Uno e foi uma das possibilidades para a equipa da Cadillac que participou em Le Mans no ano 2000.

 

Depois das biografias das cinco mulheres que chegaram à Fórmula 1, só falta saber quem será a próxima...

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publicado às 15:23

Programa 14-12-2010

por Tiago Crispim, em 14.12.10

As mulheres piloto na Fórmula .

 

Volta Mais Rápida 14-12-2010 by TCrispim

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publicado às 17:49

As mulheres na F1

por Tiago Crispim, em 13.12.10

Cinco como os dedos da mão, as pilotos que já passaram pelo grande circo a alta velocidade.

Esta semana vamos dá-las a conhecer um pouco melhor...

 

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publicado às 14:51


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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