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Fim da HRT

por Tiago Crispim, em 11.12.12

Depois de três temporadas na F1, a HRT, anteriormente conhecida como Hispania, anunciou o seu fim do último dia de Novembro.

A equipa espanhola juntou-se à Fórmula Um em 2010, com o nome Campos Meta, na altura em que a FIA anunciou a abertura de candidaturas a novas equipas.

 

Comprada por José Ramón Carabante antes do início da temporada de 2010, mudou o nome para Hispania Racing, tendo este último ano trocado para HRT, após a compra da parte de Carabante pelo fundo de investimento Thesan, que pretendia tornar a equipa "mais espanhola".

 

A sede da HRT na Caja Mágica, Madrid.

 

Como parte da reestruturação, Colin Kolles foi despedido e o antigo piloto Luiz Pérez-Sala ocupou o seu lugar como diretor da equipa, a HRT mudou a sede para a Caja Mágica em Madrid, e o piloto espanhol Pedro De La Rosa foi contratado.

 

Tal como as outras duas equipas mais recentes, a HRT teve dificuldades de adaptação, sempre no final da tabela. Em 2010 terminou em penúltimo à frente da Virgin, feito que repetiu no ano seguinte. Este ano terminou em último na tabela de construtores.

 

Apresentação da Hispania, em 2010.

 

O carro de 2012, o F112, teve problemas de desenvolvimento, falhando os crash-tests obrigatórios. A equipa atrasou o seu lançamento e quando chegou à primeira corrida do ano, na Austrália, soube-se que apenas um carro estava completo na quinta-feira antes da corrida. A HRT conseguiu terminar o carro na sexta, mas ambos os pilotos falharam a qualificação, excedendo 107% do tempo do piloto mais rápido, tal como tinha acontecido no ano de 2011.

 

Foto oficial da equipa em 2011.

 

A melhor posição em corrida este último ano foi um 15º de Narain Karthikeyan no Mónaco, e a melhor de sempre para a equipa, desde 2010, foram três 14º, dois de Karun Chandok (Austrália e Mónaco) e um de Bruno Senna (Coreia do Sul).

 

O diretor técnico da HRT, Toni Cuquerella, anunciou o fim da equipa no seu Twitter a 30 de Novembro. "Há quatro anos propus a um amigo fazer uma equipa de F1. Hoje, depois de três temporadas, escreveu-se a última página da HRT. Sorte Amigos."

 

O F112, último carro produzido pela HRT.

 

Entretanto uma empresa fornecedora de fibra de carbono à equipa está a acusar a HRT de não ter informado sobre o processo de fecho. A Formtech Composites é dona de uma parte da equipa, tendo recebido ações como forma de pagamento.

 

“De acordo com nosso conhecimento, os donos da HRT são a Thesan Capital SL. A Formtech Composites não aceita essa tática de informações desencontradas e vai investigar quem está ao comando da equipa”, declarou a empresa.

 

A última corrida de De La Rosa e Karthikeyan na HRT, no Brasil.

 

A HRT entrou em liquidação a 30 de Novembro, último dia para as inscrições de equipas no campeonato de 2013.

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publicado às 15:01

Análise do campeonato, parte 3

por Tiago Crispim, em 28.07.12

Antes que a corrida deste fim-de-semana nos faça passar a metade da temporada, vamos lá à terceira e última parte desta análise.

Podem encontrar a parte um aqui, e a dois aqui.

 

- 160 pontos

A McLaren terminou o ano passado em segundo lugar no mundial de construtores, com um total de 497 pontos.No início do atual ano, o carro da equipa prateada foi num sentido diferente do resto, em termos de aerodinâmica. É o único carro além do Marussia, que não apresenta o infame bico de pato, ou de ornitorrinco. Esperava-se que um tão diferente abordagem infulenciasse diretamente o MP4-27, mas os resultados não o indicam. Os pilotos são os mesmos do ano passado, Lewis Hamilton e Jenson Button, e cada um tem uma vitória neste campeonato. Depois do acidentado percurso de Hamilton em 2011, o inglês parece mais calmo, encontrando-se em quinto na tabela de pilotos, com três terceiros lugares, além da vitória no Canadá. As suas piores classificações foram dois abandonos, em Valência e na Alemanha. Button, que tinha terminado 2011 atrás de Vettel, no segundo lugar, é que não tem estado tão bem. O piloto, considerado um perito em poupar pneus, tem sentido dificuldades em manter o ritmo durante as corridas e depois da vitória no GP inaugural, tem acumulado vários resultados extremamente fracos, incluíndo um 18º e dois 16ºs consecutivos. É atualmente o sétimo da geral.

 

 - 177 pontos

A Ferrari, como é sabido, tem sempre uma enorme pressão histórica, da gerência e dos tiffosi para vencer. No ano passado terminou atrás da Red Bull e da McLaren e neste ano não começou com grande força. Os pilotos são os mesmos e as performances mantêm-se. Fernando Alonso leva a equipa às costas e Felipe Massa, desde que sofreu aquele acidente em 2009, parece não ter mais encontrado o seu ritmo. De facto o melhor resultado do brasileiro neste ano foi um quarto lugar, muito inferior ao seu companheiro de equipa, atualmente o piloto com mais vitórias este ano. Na terceira corrida, venceu pela primeira vez, um troféu que muitos acharam na altura não ser fácil de repetir, face à concorrência. Foram precisas mais seis provas para Alonso vencer de novo, em Valência, e voltar a levar a taça na Alemanha, depois de um segundo lugar em Silverstone. Alonso lidera a tabela de pilotos com 154 pontos, enquanto que Massa é 14º, com 23. Podemos dizer que, olhando para o piloto espanhol, a Ferrari está a moldar o seu F2012 à sua imagem, e assim sendo, podemos contar com mais vitórias.

 

- 230 pontos

A Red Bull é a equipa a abater desde 2010. Os carros construídos por Adrien Newey, responsável pela era dourada da Williams nos anos noventa, têm sido os mais engenhosos, cobiçados e rápidos, desde a primeira vitória em 2009. O vencedor e já bi-campeão, Sebastien Vettel, parece lidar bem com a pressão de levar o número um estampado no carro, mas neste ano de "baralha-e-volta-a-dar" de vencedores de GPs, foi só à quarta corrida que o alemão levou o RB8 ao primeiro lugar do pódio. A banição dos difusores traseiros pode ter atrapalhado o design do carro, ou podem ter sido os adversários que fecharam a diferença. A verdade é que a Red Bull já não é a vencedora indiscutível e Vettel, quando apanhado no meio do trânsito, tem dificuldades em se desembaraçar. Porque é que a equipa está então em primeiro lugar na tabela de construtores, passadas dez corridas? Consistência. Em todas as provas deste ano, em apenas três ocasiões um dos Red Bull não pontuou. Na Ferrari foram seis vezes, todas de Massa, e na McLaren foram outras seis, quatro de Button e duas de Hamilton. O que pode além disso baralhar muita gente é que é Mark Webber, o melhor dos pilotos da equipa austríaca. O australiano tem duas vitórias, no Mónaco e na Grã-Bretanha, e tem mais dez pontos que o seu colega de equipa. A diferença de Webber para Alonso, em vésperas do GP da Hungria, é de 34 pontos, sendo que um primeiro lugar são 25.

 

Com dez corridas ainda por fazer, e a paragem de verão que permite várias alterações aos carros, espera-se que o campeonato desde ano continue renhido.

 

 

 

 

 

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publicado às 12:01

Análise do campeonato, parte 2

por Tiago Crispim, em 24.07.12

Continuamos a análise à primeira metade da temporada de 2012, equipa a equipa. A parte 1 está aqui.

 

 - 47 pontos

 

A Williams está atualmente em sétimo na tabela de construtores. A equipa de Frank Williams está a apostar na diversificação da empresa, com uma aposta especialmente forte na tecnologia híbrida. Na F1, Patrick Head deixou de ser diretor de engenharia e Bruno Senna foi o piloto contratado para ser companheiro de Pastor Maldonado. Depois do desastre que foi a época de 2011, a equipa trocou para os motores Renault e alcançou a primeira vitória desde o GP do Brasil, em 2004. Pastor Maldonado tinha ficado em 19º, com um ponto, em 2011. Agora já tem 29 e Senna tem 18. Maldonado posicionou-se como piloto principal da Williams mas tem sido criticado pela sua conduta nas pistas, envolvendo-se várias vezes em incidentes de corrida que os outros pilotos criticaram como irresponsável. A sua última "vítima" foi Sérgio Pérez, que em entrevista qualificou o venezuelano como irresponsável.

 

 - 80 pontos

 

A Sauber manteve os pilotos do ano anterior, Kamui Kobayashi e Sérgio Pérez, mas se em 2011 o japonês era claramente o líder, este ano Pérez tem melhores resultados que o seu companheiro de equipa. Depois de, a par de Paul Di Resta, ter sido considerado um dos estreantes do ano, o mexicano obtve o melhor resultado na sua carreira na segunda prova do ano, na Malásia. Pérez terminou em segundo, uma prova de fiabilidade e competitividade do carro, além da mestria do piloto em poupar pneus. A partir daí a Sauber marcou pontos em todas menos três provas até agora. No último GP a equipa fez 20 pontos, o maior resultado até agora, com um quarto lugar para Kobayashi (depois da penalização de Vettel) e um sexto para Pérez. O mexicano é nono na tabela de pilotos com 47 pontos e o japonês é décimo, com 33.

 

 - 105 pontos

 

A Mercedes aumentou a sua participação na F1 em 2010, com a compra da Brawn GP. Tirou Michael Schumacher da reforma e apostou em Nico Rosberg. Como é lógico a marca pretende chegar ao primeiro lugar do pódio, coisa que aconteceu pela primeira vez este ano, no GP da China. Antes disso, os melhores resultados de Rosberg tinham sido três terceiros lugares em 2010. Este ano ainda ficou em segundo, no Mónaco. Schumacher teve o melhor resultado desde o seu regresso este ano, com um terceiro lugar em Valência. A equipa marcou pontos em todas as provas deste ano, exceto na Austrália, mas Rosberg tem tido melhores resultados. Atualmente é o sexto classificado na tabela de pilotos, com 76 pontos, enquanto Schumacher está em 12º, com 29 pontos e com cinco abandonos em dez corridas até agora cumpridas.

 

 

 - 159 pontos

 

A Lotus desfez este ano as confusões com o nome da equipa e tem estado muito melhor do que a marca que empresta o nome à equipa. A aposta arriscada no regresso de Kimi Raikkonen está a dar frutos. O finlandês parece motivado e segue em quarto na tabela geral, com 98 pontos, à frente de Lewis Hamilton. O seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, é atualmente oitavo. O francês tem 61 pontos e quatro abandonos até esta altura. Apesar de mais inconsistente, Grosjean tem mostrado capacidade e alcançou o segundo lugar do pódio no circuito Gilles Villeneuve, no Canadá. Já Raikkonen é indiscutivelmente a surpresa do campeonato. Fora da F1 desde 2007, mostrou competitividade e excelente forma física. Este ano conta já com dois segundos e terceiros lugares em corridas.

 

Na terceira parte desta análise vão estar as três primeiras equipas do campeonato.

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publicado às 11:52

GP do Canadá

por Tiago Crispim, em 12.06.12

Desta vez não fiz o resumo da corrida como de costume, mas faço agora a análise da corrida, equipa a equipa.

 

Lewis Hamilton tornou-se o sétimo vencedor deste ano, após sete corridas. O britânico lidera o campeonato com dois pontos a mais que Alonso e três que Vettel. Hamilton tomou a liderança da corrida depois da primeira paragem nas boxes mas perdeu-a na segunda troca de pneus. Regressou ao topo do pelotão ao passar Vettel e Alonso com pneus mais frescos. Jenson Button ficou em 16º pela segunda vez consecutiva, sempre sem conseguir tirar o melhor partido dos Pirelli. O piloto confessou não ter explicação para isso após a corrida. "Estou a ser 1,5 segundos mais lento que os líderes e um deles é o meu companheiro de equipa mas não consigo andar mais rápido".

 

Sebastien Vettel partiu da pole position mas não foi suficiente para terminar no pódio. A equipa apostou numa arriscada estratégia de uma paragem, a par de Alonso, que não resultou. O piloto alemão foi obrigado a parar a sete voltas do fim, para se manter entre os primeiros, e terminou em quarto. Mark Webber fez duas paragens e sofreu com o "trânsito" no meio do pelotão, que o deixou em sexto após uma batalha com Rosberg.

 

Fernando Alonso acabou por ser o principal prejudicado neste GP do Canadá. O espanhol apostou também numa estratégia de uma paragem, mas ao contrário da Red Bull, a sua equipa não mudou de ideias quando os pneus começaram a atrasar os tempos do piloto. Alonso manteve-se do lado da equipa no final, dizendo que estavam a tentar ganhar. A verdade é que ele caiu para quinto em apenas seis voltas. Para Felipe Massa a corrida correu melhor, tendo em conta as últimas prestações do brasileiro. Acabou em décimo, depois de presentear o público com dois piões, logo na sexta volta.

 

Romain Grosjean fez o seu melhor resultado da temporada até agora, com um segundo lugar. O francês fez apenas uma paragem mas conseguiu conservar os pneus macios até ao final. (A Pirelli levou para o Canadá pneus macios como prime e super-macios como option). Podia ter alcançado melhor resultado, se não estivesse atrás de Rosberg na primeira metade da corrida. Kimi Raikkonen terminou em oitavo, depois de partir de 12º. Acabou por nunca tirar o melhor proveito dos super-macios.

 

Sérgio Pérez, mais uma vez, mostrou-se mestre em poupar os pneus. Partiu de 13º e acabou em terceiro. A estratégia de começar com os prime e terminar com os option valeu uma ultrapassagem a Raikkonen que se mostrou decisiva para depois passar por Rosberg e Alonso. O mexicano estava, no final, a fazer várias voltas mais rápidas e a ganhar mais de dois segundos por volta ao Ferrari do piloto espanhol. Kamui Kobayashi, também com apenas uma paragem, optou por começar com os super-macios, o que o obrigou a parar mais cedo. No final isso ditou que não fosse além do oitavo lugar.

 

Nico Rosberg foi novamente o melhor dos dois Mercedes. O alemão fez uma boa corrida, mas no final, ocupado a lutar com Felipe Massa acabou por perder uma posição para Sérgio Pérez e terminou apenas em sexto, sem capitalizar a suposta vantagem dos motores Mercedes nas retas canadianas. Michael Schumacher teve mais um abandono, quando seguia em 12º. O seu DRS encravou e ficou aberto, levando a uma saída de pista por falta de apoio aerodinâmico e posteriormente à desistência da corrida, quando os mecânicos não conseguiram resolver o problema na boxe.

 

Ambos os Force India ficaram fora dos lugares pontuáveis. Paul Di Resta partiu de oitavo mas acabou em 11º. O escocês debateu-se com imensa degradação nos super-macios e depois da primeira paragem viu-se sempre no meio do pelotão. Nove segundos atrás ficou nico Hulkenberg, em 12º. Teve os mesmos problemas que o seu companheiro de equipa.

 

Pastor Maldonado partiu de 22º, depois de um acidente na qualificação e uma troca de caixa de velocidades que o penalizou em cinco lugares. O venezuelano fez apenas uma paragem e conseguiu levar o Williams até ao 13º lugar. Bruno Senna, que posteriormente venceu o prémio Lorenzo Bandini (dado a pilotos promissores em início de carreira), optou também por apenas uma paragem, e terminou em 17º, um segundo e meio atrás de Jenson Button.

 

A Toro Rosso continua a não marcar pontos pela quinta vez este ano. Daniel Ricciardo foi 14º, sempre com problemas em tirar o melhor partido do seu carro e a lutar com os Force India e o Williams de Maldonado. Depois da segunda paragem não conseguiu manter o ritmo. Jean-Eric Vergne qualificou-se atrás dos dois Caterham, mas conseguiu terminar em 15º, à frente de Jenson Button, mesmo tendo cumprido um drive-through por ter excedido a velocidade nas boxes.

 

A Caterham continua a destacar-se das suas concorrentes diretas. Desta vez ambos os carros ficaram à frente de um Toro Rosso na qualificação. Infelizmente não foram capazes de manter o nível durante a corrida. Heikki Kovalainen ainda andou à frente de Senna mas teve problemas com os seus pneus e perdeu a posição, terminando em 18º. Vitaly Petrov ainda lutou com o seu companheiro de equipa por esse lugar, mas ficou em 19º.

 

Charles Pic foi o único piloto da Marussia a terminar o GP do Canadá. A equipa foi ultrapassada pela HRT na qualificação e só depois da desistência de Pedro De La Rosa os pilotos conseguiram ultrapassá-lo. Timo Glock não terminou, pela primeira vez este ano, com problemas no motor, muita degradação nos pneus e por fim, problemas nos travões. Charles Pic foi o último piloto a terminar, em 20º, três voltas atrás de Lewis Hamilton.

 

Nenhum dos HRT fez mais de 25 voltas nesta corrida. Depois de terem sido melhores que os Marussia na qualificação, foi pena não terem chegado ao fim. O problema foi o mesmo, tanto para Pedro De La Rosa como para Narain Karthikeyan. Sobreaquecimento dos travões.

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publicado às 15:47

Resumo do GP do Mónaco

por Tiago Crispim, em 27.05.12

Voltamos mais uma vez ao Mónaco, uma das mais icónicas pistas do campeonato. Mark Webber partiu da pole position, beneficiando da penalidade que Michael Schumacher recebeu na corrida passada e o relegou para sexto. Pastor Maldonado partiu de último, penalizado por ter atrapalhado a qualificação aos adversários e por ter trocado a caixa de velocidades.

 

Na partida Romain Grosjean levou um toque de Schumacher e atravessou-se na pista. Maldonado perdeu a asa dianteira e desistiu na zona das piscinas. Pedro De La Rosa foi outro afetado, ficando sem a asa dianteira. Safety Car em pista.

Quatro voltas depois o safety car saiu de cena e tínhamos à frente Webber, Rosberg, Hamilton, Alonso, Massa e Vettel a fechar os seis primeiros.

 

O voo de Kobayashi na largada

 

Alguns carros começaram a parar nas boxes por volta das dez voltas cumpridas, mas trocas de posição nada. Kobayashi entrou na sétima volta mas não voltou a sair.

 

A direção de prova ainda investigou o incidente da primeira volta mas decidiu não punir os pilotos que cortaram a chicane em Ste. Devote. Basicamente era a única maneira de fugirem ao Lotus de Grosjean.

 

Petrov foi mais uma vítima do Mónaco. O Caterham foi às boxes devagar e os mecânicos olharam para debaixo do carro. A equipa disse depois que era um problema elétrico, que forçou a desistência.

 

As voltas mais rápidas de diferentes pilotos sucederam-se mas sempre sem dar azo a ultrapassagens. Um dos que continuava a tentar era Schumacher, que andava colado a Raikkonen.

 

 

A passagem de Charles Pic pelas boxes, em três fotos.

 

Na 30ª volta voltámos a ver movimento nas boxes e os líderes, Webber e Hamilton, desceram para quinto e sexto. Alonso, que andava a um bom ritmo com o Ferrari, conseguiu ganhar posição a Hamilton. Já o seu companheiro de equipa, Felipe Massa, perdeu nas boxes uma posição para Schumacher.

 

Na volta 36 mais uma investigação de prova. Pérez atravessou-se à frente de Raikkonen ao entrar para as boxes e Hulkenberg aproveitou para passar pelo finlandês. Pérez recebeu um drive-through por causa da brincadeira.

 

Entretanto, nesta altura da corrida era Sebastian Vettel o líder provisório, que ainda não tinha trocado de pneus, provavelmente à espera da já anunciada chuva. Webber servia de tampão para o resto do pelotão, mas não foi suficiente para o alemão aguentar a primeira posição. Ficou à frente de Hamilton, que ainda tentou arranjar espaço para passar.

 

Webber voltou a ser primeiro, seguido de Rosberg, Alonso, Vettel, Hamilton e Massa, em sexto.

 

Os pilotos optaram por uma estratégia de menos paragens, de forma a não perderem tempo no Mónaco. Button, que partiu de 14º, continuava em 14º, atrás do Caterham de Kovalainen, sem conseguir passar, 54 voltas depois. Nestas condições o ideal é parar pouco.

 

Schumacher queixou-se à equipa de um problema no carro, ao qual a equipa respondeu que não era grave. Ainda assim, Jean-Eric Vergne não teve problemas em passar o alemão pelo sétimo lugar. Mais tarde entrou nas boxes para abandonar com falta de pressão no combustível. Foi a sexta desistência neste GP, mas não a última. Pouco depois Daniel Ricciardo também levou o Toro Rosso à boxe para terminar a corrida. Mais tarde, Charles Pic partiu o escape e também abandonou.

 

A chuva que tanto ameaçou a corrida chegou só a oito voltas do final e Vergne foi o primeiro a trocar para intermédios. Button forçou Kovalainen, que se defendeu bem e levou o inglês a fazer um pião. Mais tarde Jenson Button abandonou. Sérgio Pérez atacou o finlandês logo de seguida e chegaram a tocar roda com roda. O mexicano da Sauber foi forçado a entrar na escapatória da Ste Devote. O Caterham ficou com a asa dianteira a abanar e entrou na boxe, a quatro voltas do final.

 

 

O pódio visto pela equipa da Marussia. Podemos ver os carros dos três primeiros em baixo

 

Mark Webber venceu a primeira corrida este ano, tantas quanto venceu no ano passado. Temos assim seis vencedores em seis corridas. Rosberg ficou em segundo, seguido de Alonso, que fez uma excelente corrida. Vettel em quarto, seguido de Hamilton, Massa, Di Resta, Hulkenberg, Raikkonen e Senna em décimo. Atrás ficaram Pérez, Vergne, Kovalainen, Glock e Karthikeyan em 15º. Abandonaram Button, Ricciardo, Pic, Schumacher, Petrov, Kobayashi, De La Rosa, Maldonado e Grosjean.

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publicado às 14:54

Resumo do GP de Espanha

por Tiago Crispim, em 13.05.12

Voltámos da pequena pausa do campeonato com a esperança de que as corridas continuem tão boas como até agora, com quatro vencedores de quatro diferentes equipas. É que no traçado da Catalunha as ultrapassagens não são o prato principal... mas na qualificação ficou dado o mote. Pastor Maldonado ficou com a pole, depois da desqualificação de Lewis Hamilton, por não ter combustível suficiente para regressar às boxes.

 

É claro que o Williams de Maldonado não aguentou o ataque de Fernando Alonso, que ultrapassou o venezuelano na primeira curva, ao ganhar a trajetória interior da curva. Sérgio Pérez furou um pneu e trocou logo para os Pirelli duros. Ficou tão atrás que conseguiu, sem tráfego, fazer a volta mais rápida deste início de corrida. Os outros carros com andamento semelhante eram os Toro Rosso, em velocidade de ponta.

 

As primeiras paragens programadas foram a partir da sétima volta, com Mark Webber a liderar a tendência. Hamilton, que tinha começado da última posição, era 11º dez voltas depois do início da corrida.

 

Com um pelotão bastante apertado, Romain Grosjean tocou com a asa dianteira no Williams de Bruno Senna. Eram oito pilotos bem juntos e os problemas ainda não tinham terminado para Senna. Michael Schumacher enfiou o seu Mercedes diretamente na traseira do brasileiro. O alemão, claramente chateado, abandonou de seguida (e apelidou o piloto da Williams de “Idiota”, pela rádio). Senna ainda tentou prosseguir mas também desistiu da corrida. Pela repetição pareceu que o Williams fez um pequeno desvio na reta e que Schumacher hesitou na travagem. Culpa para os dois, portanto.

 

Na frente, Alonso matinha a liderança, seguido de Maldonado, os dois com penus duros, e atrás Kimi Raikkonen, com pneus macios.

 

Grande corrida estava a fazer Hamilton, no 12º lugar com vinte voltas cumpridas. Tinha pela frente Felipe Massa, Jean-Eric Vergne e Paul Di Resta.

 

Narain Karthikeyan desistiu da corrida, sem que a televisão mostrasse a causa mas na frente, Maldonado, que já tinha feito a segunda paragem, aproveitou para ultrapassar o espanhol da Ferrari, que trocou de pneus duas voltas depois. O venezuelano era agora primeiro e fazia a volta mais rápida.

 

Sebastien Vettel e Felipe Massa foram penalizados com um drive-through, por não respeitarem bandeiras amarelas. Para Hamilton foi uma excelente decisão, ele que estava atrás do brasileiro da Ferrari. Vettel, que seguia em sexto, caiu para a nona posição.

 

Kamui Kobayashi voltou a mostrar a sua agressividade nas ultrapassagens, e deu um cheirinho do “espírito samurai” a Jenson Button, que foi praticamente empurrado para fora da pista, para evitar a colisão com o Sauber. Kobayashi com penus duros e Button com macios. O japonês da Sauber subiu para sétimo e passou logo para o ataque a Nico Rosberg.

 

Na volta 37 houve mais uma penalização. Charles Pic, da Marussia, ignorou as bandeiras azuis, e foi penalizado num drive-through, mas a Marussia optou por retirar o carro.

 

Vettel deu nas vistas pela primeira vez com uma ultrapassagem por fora a Jenson Button, que depois foi trocar de pneus. Já o companheiro de equipa de Button fez um excelente trabalho ao aguentar os dois Toro Rosso atrás de si e ganhar a posição a Vergne.

 

Sérgio Pérez abandonou a corrida depois de uma paragem nas boxes algo atribulada. Fica a questão se o mexicano desiste por causa da paragem. A única coisa que se viu foi um dos mecânicos a tropeçar.

 

Na volta 42 Maldonado trocou para os pneus duros e demorou um bocado de tempo na boxe. Alonso ainda teria de parar mais uma vez e procurava, nesta altura, ganhar distância. Aguentou mais três voltas e perdeu de novo a liderança para Maldonado.

 

Na Red Bull as trocas não se limitaram aos pneus. Primeiro Webber no primeira metade da corrida, e depois Vettel, na volta 44,  trocaram também o nariz do carro.

 

Kimi Raikkonen era o líder da corrida nesta altura, seguido de perto por Maldonado. Alonso ia aproveitando para diminuir a distância para os dois adversários à frente. O Williams lá passou pelo Lotus e o espanhol foi rápido a chegar-se junto a Raikkonen. Ultrapassou-o na reta, mas o finlandês ainda tinha mais uma paragem para fazer. Talvez não tenha sido a melhor estratégia, porque o afasta definitivamente dos dois primeiros, mas a equipa disse ao piloto, pela rádio, que acreditava que Alonso e Maldonado ainda iriam parar.

 

A tensão era palpável nas últimas 14 voltas, com Alonso a perseguir Maldonado.

 

Ainda vimos mais ultrapassagens, como a de Vettel a Button pelo oitavo lugar (que estranho), Kobayashi que finalmente ultrapassou Rosberg e Webber, que tentou chegar ao décimo lugar mas Hulkenberg, da Force India, não deixou. Vettel estava a fazer um excelente final de corrida, mesmo com um drive-through durante a prova, estava a pressionar Hamilton pelo sétimo lugar, ultrapassou-o e depois ainda passou o único Mercedes em prova. no entretanto, Alonso tinha já abrandado o ritmo, provavelmente a poupar os pneus.

 

No final ficaram, Maldonado, Alonso e Raikkonen no pódio. Grosjean, Kobayashi e Vettel depois, seguidos de Rosberg, Hamilton, Button e Hulkenberg, a fechar os dez primeiros. Atrás ficaram Webber, Vergne, Ricciardo, Di Resta, Massa, Kovalainen, Petrov, Glock e De La Rosa. Não terminaram Pérez, Pic, Karthikeyan, Senna e Schumacher.

 

Esta foi a primeira vitória da Williams desde o GP do Brasil, em 2004. Pastor Maldonado tinha ficado em 19º, com um ponto, em 2011. Agora já tem 25.

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publicado às 14:39

Análise GP do Bahrein

por Tiago Crispim, em 22.04.12

Como esta semana não pude ver o GP do Bahrein em direto, não contem com o habitual resumo por ordem cronológica. Aproveito assim para fazer já uma análise pós-corrida.

 

Antes de mais expresso a minha opinião sobre este evento. O GP do Bahrein deveria ter sido cancelado devido à situação no país. Um desporto mundial como a F1 não pode dar-se ao luxo de fechar os olhos e pensar nos cifrões. Há (ou deveria haver), uma responsabilidade social por parte das equipas e da FOM (Formula One Management). Não basta realizar eventos de relações públicas e penso que os fãs perceberiam se uma ou mais equipas não quisessem correr. Já aconteceu antes por motivos mais insignificantes, face ao que vemos no Bahrein. Dito isto, vamos à corrida, porque, já se sabe, é o que aqui nos traz, independentemente de concordarmos com os bolsos cheios (leia-se "a posição da FIA e da FOM"), de Ecclestone, Todt e os donos das equipas.

 

Se na China os motores Mercedes tinham levado a melhor, com a vitória de Rosberg, seguido de Button e Hamilton, desta vez, nas bancadas vazias de Shakir, foi a Renault que levou a taça. Sebastian Vettel foi o primeiro, seguido de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean.

 

Vettel partiu da pole position e manteve o lugar sem problemas, apesar de constantemente pressionado por Raikkonen, que saiu de 11º e podia mesmo ter terminado em primeiro, se Vettel não defendesse a posição. O finlandês regressou ao pódio logo na quarta corrida do ano e prova que, depois das boas indicações de ritmo na Austrália, a Lotus está a lutar pelos lugares cimeiros neste campeonato, pelo menos enquanto não há grandes atualizações nos competidores. Romain Grosjean, no outro Lotus, conseguiu finalmente mostrar o que vale. O francês cortou a meta pela segunda vez este ano, e já tem um pódio. O "Twitter" oficial da Lotus escrevia na altura da conferência de imprensa que o esgar de Grosjean se podia ver do espaço.

 

Romain Grosjean na conferência de imprensa

 

O "truque" da Lotus foi sobretudo a consistência no ritmo. Tal como a Red Bull. Grosjean ultrapassou Lewis Hamilton na sétima volta, depois de já ter passado por Mark Webber, que partira do terceiro lugar no seu Red Bull. Já Raikkonen subiu de 11º para sétimo, mas andou depois enrolado com Nico Rosberg e Felipe Massa. O brasileiro apareceu pela primeira vez este ano a fazer algo de jeito, ao ultrapassar o finlandês. Isso durou até à primeira ronda de paragens para trocas de pneu. Lewis Hamilton teve um problema na roda traseira esquerda e ficou mais longe dos primeiros, depois de ter saído do segundo lugar na grelha. Na altura das paragens foi Paul Di Resta, num Force India, que liderou durante breves instantes, o pelotão.

 

A segunda paragem nas boxes foi a altura essencial para Vettel se distanciar de Raikkonen e assegurar o primeiro lugar. Grosjean nunca foi verdadeiramente ameaçado por Mark Webber, que terminou em quarto, sem conseguir tirar os mesmos tempos que Vettel, no seu Red Bull.

 

Em quinto ficou Nico Rosberg, depois da vitória na corrida anterior. O alemão foi investigado após a corrida por ter mandado Lewis Hamilton e Fernando Alonso, em ocasiões diferentes, para fora da pista, em defesas de posição, mas não vai ser punido. O seu companheiro de equipa, Michael Schumacher, terminou em décimo e já está a pensar nos melhoramentos que o carro vai levar, agora nesta pequena pausa até a F1 voltar à Europa.

 

Em sexto ficou Paul Di Resta, com uma excelente corrida em apenas duas paragens. O escocês revelou que só graças ao KERS se conseguiu manter afastado no final da corrida, com a aproximação de Alonso e a degradação dos pneus. O espanhol da Ferrari debateu-se mais uma vez com a falta de ritmo do seu carro e a Ferrari sabe que tem de melhorar muitos aspetos do seu F2012 se quer lutar pelo campeonato. Felipe Massa, no outro Ferrari, fez a sua melhor corrida do ano, ao terminar em nono. Pela primeira vez em 2012, ambos os Ferrari terminaram nos pontos, o que diz bastante sobre a falta de ritmo da scuderia.

 

 

Button algures antes do furo que acabou por ditar o seu abandono

 

O oitavo foi Lewis Hamilton, que tinha partido de segundo. A corrida dos McLaren foi desapontante, depois dos seus pilotos partirem de segundo e sexto na grelha. Hamilton fez três paragens e em duas delas teve problemas na roda traseira esquerda, que atrasaram as paragens na boxe. Jenson Button também teve azar. furou um pneu, teve uma falha no escape e outra no diferencial, que ditaram o seu abandono na na penúltima volta e ficou classificado em 18º.

 

Já fora dos pontos, em 11º, ficou o mexicano da Sauber, Sérgio Pérez. Nem ele nem o seu companheiro de equipa, Kamui Kobayashi, que terminou em 13º, conseguiram manter o ritmo face à competição. Pérez culpou um atraso na mundança de pneus e Kobayashi culpou o mau arranque. No meio dos dois Sauber ficou o Force India de Nico Hulkenberg, que perdeu imensas posições no início e teve de recuperar durante a corrida. Os dois Toro Rosso ficaram em 14º e 15º, para Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo, respetivamente. O australiano largou de sexto mas perdeu de posições em apenas uma volta. Declarou no final que foi "uma corrida para esquecer."

 

Logo atrás ficaram os dois Caterham, com Vitaly Petrov melhor que Heikki Kovalainen. O finlandês tocou num carro e furou um pneu logo no início da prova, mas ainda assim a equipa de Tony Fernandes mostra estar muito melhor que as outras estreantes. Timo Glock cortou a meta em 19º atrás de Button, que já tinha desistido. Foi o único Marussia a terminar a corrida, depois de Charles Pic ter desistido com um problema no sistema que controla a entrada de ar no motor. Os últimos foram os dois HRT, Pedro De La Rosa e Narain Karthikeyan. De La Rosa sabe que a equipa tem de ganhar mais tempo para desafiar os rivais, e Karthikeyan, com quatro paragens, estava satisfeito com o seu ritmo.

 

 

Bruno Senna em ação no GP do Bahrein 

 

Mas falta uma equipa, que este ano se estava a portar bem. A Williams. Nenhum dos seus carros cruzou a meta. Pastor Maldonado abandonou na volta 25 com um problema na traseira do carro que levou o venezuelano a entrar em pião, e a desistir, depois de ter estado em 11º. Bruno Senna abandonou na volrta 55 e ainda se qualificou em 22º. O brasileiro teve um problema crescente na direção, que levou a equipa a chamá-lo às boxes e retirar o carro da corrida.

 

Vettel torna-se por agora o líder do campeonato apesar de ter uma única vitória este ano. O alemão tem 53 pontos, seguido de Hamilton com 49, Webber com 48 e Button e Alonso com 43. Na tabela de construtores a Red Bull tem 101 pontos, a McLaren 92, a Lotus sobe para terceiro com 57, ultrapassando a Ferrari com 45 e a Mercedes com 37. A fechar os seis primeiros está a Sauver, com 31 pontos.

 

Fotos: Lotus F1 Team; Lorenzo Bellanca/LAT ; twitter

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publicado às 19:51

Resumo do GP da China

por Tiago Crispim, em 15.04.12

Partimos para este GP da China com várias surpresas na grelha de partida. Nico Rosberg fez a sua primeira pole na F1 e Schumacher parte ao lado do companheiro de equipa. É a primeira linha da Mercedes desde 1955. Kamui Kobayashi levou o Sauber ao terceiro lugar da grelha, depois de, na corrida passada, Sérgio Pérez ter terminado em segundo. A partida completa-se com Raikkonen, Button, Webber, Hamilton (penalizado em cinco lugares por ter trocado de caixa de velocidades nos primeiros treinos livres), Pérez, Alonso e Grosjean, a fechar os dez primeiros. Vettel sai de 12º, não tendo passado para a Q3.

 

No arranque, Rosberg manteve o primeiro lugar mas Kobayashi caiu imediatamente para sexto. Vettel também desceu de posição, para 14º, ultrapassado por Senna e Di Resta.

 

O primeiro a parar foi Mark Webber, na sétima volta. Trocou para pneus médios. Para o resto do pelotão começar a trocar, foi preciso esperar mais três voltas. A maioria dos pilotos partiu com pneus macios e trocou para pneus médios. À saída das boxes Hamilton e Raikkonen tiveram uma breve luta por posições. Mark Webber foi apanhado na refrega, quando o inglês e o finlandês encontraram o australiano.

 

 

 Fernando Alonso a equipar-se para entrar no Ferrari

 

Michael Schumacher foi o primeiro desistente; disse na rádio que ia perder uma roda e estava fora da corrida. O mecânico responsável pela roda direita dianteira foi visto a gesticular, para o carro não sair.

 

Entretanto Nico Rosberg, que tinha já trocado de pneus, voltava a assumir o comando, tirando de lá Felipe Massa, que ainda não tinha parado na 18ª volta. Lá mais atrás, Sebastian Vettel  conseguia chegar aos lugares pontuáveis pela primeira vez na corrida.

 

Na 22ª volta Webber foi novamente o primeiro a parar para trocar o jogo de pneus, mas desta vez o resto dos pilotos demorou mais tempo para o seguir. A segunda troca foi feita por todos até à volta 30.  Nessa mesma volta Heikki Kovalainen parou com um problema no pneu traseiro direito.

 

Nesta altura as lutas no meio do pelotão sucediam-se, com várias ultrapassagens.  Pérez defendia-se e bem de Hamilton, e a Sauber pedia ao  mexicano para aguentar mais umas voltas com os pneus que tinha.

 

 

 Foto artística da Lotus

 

Mark Webber conseguiu levantar as duas rodas da frente ao subir um corretor. Seguia em 11º. Button, que estava a fazer uma corrida excelente, teve um problema no pneu esquerdo. À sua frente estava Vettel, que recuperara da sua má posição de início de partida.

 

Até ao final da corrida as posições não se alteraram muito mas houve boas lutas, entre Raikkonen e Vettel e Webb e Hamilton. Button teve um problema na última paragem e caiu para sexto, mas conseguiu voltar a subir na classificação.

 

A McLaren conseguiu recuperar bem e levar os seus dois carros ao pódio, mas claro que o mérito vai todo para Nico Rosberg, que na China, alcança a sua primeira vitória na Fórmula 1. Três motores Mercedes nos três primeiros lugares.

 

 A celebração de Nico Rosberg e Norbert Haug

 

Rosberg, com um Mercedes termina assim em primeiro, seguido dos dois McLaren, Button e Hamilton; em quarto Webber, o primeiro Red Bull, seguido de Vettel. Grosjean foi sexto, na primeira corrida que terminou, e Senna termina nos pontos com um Williams, seguido do companheiro de equipa Maldonado. Fernando Alonso em nono é o primeiro dos Ferrari, um final desapontante depois de uma corrida razoável. Em décimo Kobayashi, que podia ter ficado em melhor lugar (e mesmo assim fez a volta mais rápida). Fora dos pontos ficou Pérez, por pouco, Paul Di Resta, Filipe Massa e Kimi Raikkonen, que depois de lutar pelos lugares cimeiros viu os pneus desistirem de si. Em 15º ficou Hulkenberg, seguido de Vergne e Ricciardo nos Toro Rosso, depois Petrov, Glock, Pic, De La Rosa e Karthikeyan.

 

 Em último ficou Heikki Kovalainen, que apesar do problema no pneu durante a corrida não abandonou. O único que o fez, e com pena, porque podia ter feito um bom resultado, foi Michael Schumacher.

 

Foram precisas 110 corridas para Rosberg vencer um GP. Na conferência de imprensa seguida à corrida, o alemão declarou que “não esperava ser tão rápido hoje”.

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publicado às 09:59

GP do Bahrein confirmado

por Tiago Crispim, em 13.04.12

A FIA (Federação Internacional do Automóvel), confirmou a realização do Grande Prémio do Bahrein, dia 22 de Abril.

 

O organismo que regula todos os desportos motorizados e é responsável pelo agendamento do calendário de provas, publicou, em comunicado,a confirmação da corrida, "baseada na informação das autoridades bahernitas e os detentores dos direitos comerciais".

 

O presidente da FIA, Jean Todt visitou o reino do Bahrein, em novembro de 2011, e encontrou-se com vários líderes de opinião, deputados eleitos, o príncipe do país e vários embaixadores europeus, que "expressaram vontade para que o Grande Prémio se realizasse em 2012".

 

A FIA acrescentou ainda ao comunicado que recebeu briefings regulares sobre a segurança, de diplomatas e peritos independentes. "Baseada na atual informação que a FIA dispõe, está satisfeita que as devidas medidas de segurança estão asseguradas para realizar um evento do Campeonato Mundial de Fórmula Um no Bahrein."

 

Vale a pena lembrar que a prova foi cancelada em 2011, devido aos protestos que se fizerem, e fazem ainda, sentir no país.

A 9 março, de acordo com a CNN, centenas de milhar protestaram na rua contra o atual governo e estima-se que os confrontos entre policiais e manifestantes tenha causado pelo menos 50 mortos, desde 2011.

 

 

O comunicado, em inglês e francês, pode ser lido na íntegra aqui.

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publicado às 15:53

Resumo do GP da Austrália

por Tiago Crispim, em 18.03.12

Finalmente o início de temporada da F1. Só para situar:

Lewis Hamilton e Jenson Button partiram dos dois primeiros lugares da pista, seguidos de Romain Grosjean num Lotus e Michael Schumacher num Mercedes. As surpresas foram Webber e Vettel, que partiram apenas da quinta e sexta posições, respetivamente. Pior estiveram os Ferrari. Alonso e Massa saíram do 12º e 16º lugar, o que mostra que afinal os receios de Pat Fry com o novo carro da scuderia tinham fundamento. Outra desilusão foi a 17ª posição de saída de Kimi Raikkonen, depois da velocidade e consistência mostrados nos treinos.

 

A Mercedes surgiu na Austrália com uma nova asa traseira, uma espécie de f-duct que dá maior estabilidade durante o uso do DRS. No início pareceu eficaz mas depois nem por isso. Mas já lá vamos.

 

A largada em Albert Park foi animada, própria de um GP de início de temporada. Button largou melhor que o seu companheiro de equipa e Bruno Senna num Williams fez um pião na primeira curva. Nico Hulkenberg (Force India) teve algum tipo de contato que o deixou fora de ação quase imediatamente. Na segunda volta Pastor Maldonado, que partiu de oitavo, a sua melhor largada na F1, tocou no Lotus de Grosjean e terminou uma promissora corrida do francês, abrindo caminho para uma quase excelente corrida do venezuelano.

 

Pit-stop de Pastor Maldonado

 

Sebastian Vettel teve uma ligeira saída de pista na sétima volta, quando atacava Schumacher. Pouco depois o bi-campeão ultrapassou o hepta-campeão, quando Schumacher teve um problema e saiu em frente numa curva com um problema na caixa de velocidades que o levou a abandonar a corrida. Logo atrás Rosberg defendia-se dos ataques de Alonso.

 

Entre as voltas 12 e 16 os pilotos começaram a mudar os pneus e claramente deveria haver mais tempo para testes, já que muitos pilotos ainda se debateram neste GP com as mudanças que a Pirelli fez para 2012, em especial com os compostos médios.

 

Depois da primeira troca de pneus, a grande batalha centrou-se em Vettel, Alonso, Rosberg Webber e Jean-Eric Vergne (estreante pela Toro Rosso), todos a lutarem pela quinta, sexta, sétima oitava e nona posições.  Vettel destacou-se rapidamente, mas mais à frente, Sérgio Pérez aguentou Hamilton e Vettel durante uma volta. A seguir ficou a aguentar Alonso, Rosberg e Webber, que precisaram também eles de uma volta para ultrapassar o mexicano.

 

Kamui Kobayashi viu-se num aperto na 26ª volta. O japonês esteve perto do contato com o Ferrari de Massa e do Lotus de Raikkonen. Ao tentar defender-se do Lotus, esqueceu-se do Ferrari que o tinha ultrapassado e ao travar, quase bateu na lateral de Raikkonen. O finlandês aproveitou para se distanciar mas Kobayashi voltou a atacar Massa e a ultrapassar o brasileiro pela décima posição.

 

Nesta altura da corrida Jenson Button seguia em primeiro seguido de Hamilton, uma espécie de chapada na cara de todas as equipas que usaram a solução aerodinâmica do degrau no nariz do carro. Seguiam-se Alonso, Rosberg e Webber. A continuar assim, talvez a Mercedes consiga o pódio que tanto almeja neste ano, isto se não terminarem como terminaram nesta prova.

 

 

A altura estranha em que o camião-reboque que levava o carro de Petrov pareceu liderar o pelotão

 

Interessante era o ritmo de Pastor Maldonado, uma indicação (até ver) que a Williams não estará tão mal como no ano passado. O seu companheiro de equipa, Senna, estava pior, com o pião na primeira curva não tinha ainda passado dos últimos lugares.

 

Curiosamente, alguns pilotos queixaram-se dos pneus médios, a começar por Button, que indicou vibrações do carro por causa dos Pirelli.

 

Vitaly Petrov, recém-chegado à Caterham, começou a deitar fumo e parou na reta da meta com perda de direção assistida. Pouco depois aconteceu o mesmo com o seu companheiro de equipa. Como o carro não ficou junto ao muro, o safety-car veio baralhar as contas e juntar os pilotos. Este ano um retardatário pode ultrapassar o safety-car e juntar-se no fim do pelotão, para não atrasar outros pilotos no recomeço. Pode ser bom mas estende imenso os períodos de safety-car.

 

No regresso à corrida Button manteve a liderança mas Hamilton não conseguiu aguentar o RB8 de Vettel. Mais atrás Kobayashi aproveitou uma curva para ultrapassar Raikkonen e chegar a nono.

 

Ps brasileiros Felipe Massa e Bruno Senna deram um toque quando lutavam pelo 13º lugar, algo semelhante ao que aconteceu entre Kobayashi e Raikkonen na primera parte da corrida. Como consequência o Williams furou um pneu e o Ferrari partiu algo na lateral do carro e parou avariado a meio da entrada da boxe. Terminando mais uma má corrida de Massa.

 

Massa parado na entrada da boxe

 

Com apenas oito voltas para o final, Maldonado, que fazia a sua melhor corrida na F1, pressionava Alonso pela quinta posição. Curiosamente, também um Williams e um Ferrari. Como alguém escreveu no Twitter na altura, há tempo que não víamos um Williams correr com um Ferrari.

 

No final todos os pilotos atacaram. Um bom espetáculo e final de corrida emocionante.  Com todos os lugares em disputa, Jenson Button acabou por levar a melhor com uma corrida soberba, sempre no controle. Segundo foi Sebastian Vettel num RB8 menos impressionante que o do ano passado; seguido de Lewis  “a-ver-se-atina” Hamilton; o australiano incansável Mark Webber e Fernando Alonso, que provavelmente nunca esperou ser tão pressionado por Pastor Maldonado. O venezuelano fez a sua melhor corrida e se continuar assim mostra que, como diz Frank Williams, ele é bom piloto e não apenas bem financiado. Ainda assim não terminou, tendo tido um acidente na última volta quando perdeu o controlo do carro e bateu na parede. É pena, tinha sido um resultado melhor que qualquer um no ano passado

 

Em sexto ficou Kamui Kobayashi, que fez uma excelente corrida, seguido de Kimi Raikkonen, que depois de uma má qualificação lá se redimiu. Sérgio Pérez fez também uma boa prova mas foi ultrapassado por Kimi e Kamui no final, seguido de Ricciardo, recém-chegado à Toro Rosso e aos pontos. Paul Di Resta, rookie de 2011, menos em foco neste GP aproveitou para ultrapassar Jean-Eric Vergne na reta da meta, roubando o último lugar nos pontos ao estreante de forma espetacular. Rosber foi um desapontante 12º, depois de ter mostrado bom andamento em toda a corrida, teve problemas na última volta onde perdeu cinco posições. Depois ficou classificado Pastor Maldonado, os dois Marussia, com Timo Glock à frente do estreante Charles Pic. No fim ficou o Williams de Bruno Senna, que ainda foi às boxes a duas voltas do final. Não classificados ficaram Massa, Kovalainen, Petrov, Schumacher, Grosjean e Hulkenberg.

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publicado às 07:49


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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