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O melhor e o pior da temporada de 2011

por Tiago Crispim, em 06.12.11

Esta semana o Podcast centra-se no melhor, pior, mais divertido e bizarro desta temporada que acaba.

 

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publicado às 12:49

Programa de dia 28-11-2011

por Tiago Crispim, em 29.11.11

Esta semana a análise ao GP do Brasil, a última corrida da temporada.

 

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Pastor Maldonado durante o GP do Brasil. O venezuelano acabou por desistir da corrida ao perder o controlo do carro na volta 26.

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publicado às 14:32

Análise ao GP do Brasil - Interlagos 27-11-2011

por Tiago Crispim, em 27.11.11

Neste Grande Prémio do Brasil, Vettel partiu da primeira posição e graças a um bom arranque,conseguiu manter o lugar. Mas pela segunda vez consecutiva este ano, o alemão não conseguiu terminar em primeiro a corrida.

 

Como o circuito de Interlagos é um bocado estreito, Lewis Hamilton perdeu o quarto lugar para Alonso na primeira curva. Esta corrida, a última da actual temporada, é essencial para sabermos quem fica em segundo no mundial de construtores, e não só. A Toro Rosso e a Sauber lutavam pelo sétimo lugar entre equipas, a Lotus, a HRT e a Virgin lutava pelo décimo no mundial de construtores.

 

 A última foto de grupo dos pilotos em 2011.  - Foto: © 2011, Sahara Force India Formula One Ltd.

 

Na corrida, numa luta pelo nono lugar, Bruno Senna foi apertado por Schumacher e o piloto brasileiro acabou por danificar a asa dianteira. Quem sofreu mais com a refrega e teve de trocar de pneus logo na decima segunda volta foi contudo o sete vezes campeão do mundo. Mas umas voltas depois os stewards penalizaram o brasileiro com um drive through. No meio desta luta, Alonso conseguiu ultrapassar Jenson Button e alcançar a terceira posição.

 

Vários pilotos nesta corrida correram com capacetes especiais que fazem homenagem ao Brasil e a Ayrton senna. Entre eles tinhamos Vettel, Hamilton, Barrichello e Liuzzi. Na volta 18 a maior parte dos pilotos já tinha feito a sua primeira paragem. Havia a probabilidade de 65% de chuva durante a corrida e todas as equipas estavam a aguentar as trocas de pneus, mas as nuvens ameaçadoras acabaram por se afastar do Autódromo José Carlos Pace.

 

 

Vettel continuava a liderar mas estava com alguns problemas na caixa de velocidades, algo que seria bom para Mark Webber, logo atras do alemão. Vettel tinha de fazer a segunda e terceira mudanças muito curtas e estava a perder tempo para o seu companheiro de equipa.

 

Timo Glock desistiu logo a saída das boxes, quando a sua roda traseira esquerda se soltou do carro. Provavelmente a Virgin será ainda penalizada por ter libertado o carro antes de ser seguro, uma unsafe release.

 

E na 30ª volta Webber ultrapassou Vettel para chegar à primeira posição. ainda assim o piloto alemão mantinha uma distância confortável de Button.

 

A Sauber avisou Kamui Kobayashi para ter cuidado com o carro porque precisava dos pontos. Hamilton também precisava deles para garantir o segundo lugar no mundial, mas o motor do seu McLaren não concordou e na volta 48 desistiu com um problema de caixa, muito mais grave que o de Vettel, que entretanto fazia a volta mais rápida da corrida.

 

A largada do GP do Brasil de 2011 - Foto: ©2011, HRT F1 Team

 

Grande batalha pelo sexto lugar entre Nico Rosberg e Adrian Sutil, com o piloto da Force India a conseguir ultrapassar o Mercedes. Ambos os pilotos corriam com pneus médios, agora que parecia que a chuva estava longe do circuito.

 

A McLaren diz a Button, pelo rádio, que pode fazer voltas de qualificação até ao fim, sem se preocupar com o desgaste de pneus. Assim sendo, o inglês fez a volta mais rápida da corrida até então, para tentar apanhar Alonso. Vettel, que entretanto recuperara o primeiro lugar, ainda tinha de fazer uma paragem. Na TV, José Miguel Barros e Tiago Monteiro lembravam a primeira vitória de Senna no Brasil, preso à quinta mudança. Será que Vettel conseguia repetir o feito de ganhar num carro com problemas de caixa?

 

Nisto Button já estava em cima de Alonso e a pressionar o espanhol da Ferrari. Ultrapassou-o à volta 62.

 

No twitter vários comentadores, entre eles pilotos experientes, já duvidavam se o problema de Vettel não seria só uma desculpa para dar uma vitória a Mark Webber, de maneira a motivar o australiano até 2012. E por falar em twitter, Tony Fernandes, o dono da Lotus, que para o ano se vai chamar Caterham, festejava já a décima posição da equipa no campeonato.

 

O último pódio de 2011 com Webber, Vettel e Button. - Foto: Vodafone McLaren Mercedes official Twitter page

 

Webber venceu a corrida, a sua segunda vitória em Interlagos, seguido de Vettel, Button e Alonso. O segundo lugar do campeonato foi assim para Jenson Button. Em quinto ficou Felipe Massa, à frente de Sutil, Rosberg, Di Resta, Kobayashi e Petrov, a fechar os dez primeiros. Em 11º terminou Alguersuari, seguido do companheiro de equipa Buemi, Pérez, Barrichello, Schumacher, Kovalainen, Senna, Trulli, D’Ambrosio e Ricciardo. De notar o ugar de Kovalainen, em 16º, à frente do Lotus de Senna.

 

Não terminram Liuzzi, Hamilton, Maldonado e Glock.

 

No final o público brasileiro ainda teve direito a uns “donuts” de Felipe Massa, que foi o último a chegar a parc fermé. O mais certo é que seja multado mas é o fim da temporada...

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publicado às 17:42

Jovens promessas da F1

por Tiago Crispim, em 17.11.11

Logo a seguir ao Grande Prémio de Abu Dhabi e durante três dias, todas as equipas de F1 ficaram nos Emirados Árabes Unidos para fazer aquilo a que se chama, em inglês, o Young Driver Test.

 

Na prática as equipas convidam jovens pilotos para dar umas voltas no carro, conhecer a equipa e métodos de trabalho. Uma operação de charme em que se aproveita para testar o carro no final da temporada e quem sabe ficar de olho em potenciais contratações. A Pirelli aproveitou também para introduzir pneus de teste a serem utilizados provavelmente já na próxima temporada.

 

A Red Bull optou por Jean-Eric Vergne, piloto francês que já no ano passado tinha participado neste evento pela Toro Rosso, e que pertence à academia de jovens pilotos da marca de bebidas energéticas. Corre actualmente na Formula Renault 3.5 e foi o segundo classificado na  geral da categoria. Nos três dias de testes foi o mais rápido de todos os pilotos (com um tempo de 1:40.011). A equipa aproveitou ainda para fazer testes aerodinâmicos para a temporada de 2012.

 

A Ferrari a utilizar um aparelho tipo grelhador que mede a pressão do ar, para depois ser aplicada ao túnel de vento. Jules Bianchi no F150º Italia.

 

Outro piloto francês correu pela Ferrari. Jules Bianchi, que corre pela Lotus ART na GP2, foi segundo nos dois primeiros dias. Bianchi correu mais de 80 voltas, tal como o seu compatriota, e testou alguns melhoramentos no motor da equipa italiana.

 

No terceiro dia o segundo melhor piloto correu pela Mercedes. O britânico Sam Bird foi sexto pela GP2 series. Estes três pilotos têm em comum a sua permanência nas equipas durante a totalidade dos dias.

 

O campeão da Formula Renault 3.5, Robert Wickens, pilotou pela Renault. Estando ligado à marca francesa e sendo campeão, não seria de estranhar que assinasse com a Renault para 2012, como piloto de testes (no mínimo). Kevin Korjus conduziu o carro durante o segundo dia e Jan Charouz no terceiro.

 

Esteban Gutiérrez a preparar-se para entrar no Sauber C30-Ferrari 

 

A Sauber também esteve muito bem no geral. A equipa suíça optou por fazer correr dois pilotos durante os três dias. No primeiro dia foi o também suíço Fabio Leimer, 14º classificado na GP2, que parece que causou boa impressão na equipa. Nos restantes dias o escolhido para representar a Sauber foi o mexicano Esteban Gutiérrez, que vai manter-se como piloto de testes para o próximo ano. Tal como os outros, Gutiérrez passou o primeiro dia a testar os novos compostos dos pneus e o segundo soluções aerodinâmicas diferentes para o próximo ano.

 

Na McLaren a opção também recaiu no actual piloto de testes, o australiano Gary Paffett. A equipa inglesa testou um novo sistema de rádio, equipamentos e processos de bastidores do carro para o ano que vem. Testados foram ainda vários componentes que devem entrar no carro do próximo ano. A McLaren quis perceber a sua durabilidade e dar rodagem às peças. Paffett dividiu o carro com Olivver Turkey no primeiro dia.

 

Valtteri Bottas, piloto de reserva da Williams, foi o escolhido para os dois primeiros de testes. O campeão da GP3 teve alguns problemas com a caixa de velocidades no primeiro dia e testou os novos pneus da Pirelli. No último dia Mirko Bortolotti andou no Williams FW33 com o objectivo de se familiarizar com o carro e realizar alguns testes aerodinâmicos.

 

Johnny Cecotto Jr. a inspeccionar o trabalho dos mecânicos no "seu" VJM-04

 

Max Chilton e Johnny Cecotto Jr. dividiram o Force India durante o tempo de testes, com o britânico a ter direito a dois dias (primeiro e último) e Cecotto Jr. a um. Testes aerodinâmicos, de pneus, de habituação ao carro e tempo ainda para stints longos com o objectivo de testar a duração de certos componentes a usar em 2012.

 

A Lotus optou por utilizar um piloto diferente em cada dia. O venezuelano Rodolfo González no primeiro dia, o brasileiro Luiz Razia no segundo e o norte-americano Alexander Rossi no terceiro. Este último esteve ligado, como piloto de testes, à defunta USF1, e foi terceiro classificado na Formula Renault 3.5. Razia é piloto da outra equipa de Tony Fernandes, que corre na GP2, a Team AirAsia e terminou em 12º no campeonato. González foi 26º na mesma categoria, mas é patrocinado pela PDVSA, a empresa de petróleo da Venezuela que patrocina Pastor Maldonado.

 

Steffano Coletti, um monegasco que corre na GP2 (terminou o campeonato em 11º), dividiu o Toro Rosso com o italiano Kevin Ceccon. Mais uma vez os testes recaíram nos pneus e em soluções aerodinâmicas para o ano que vem.

 

O brasileiro Luiz Razia dentro do seu Lotus

 

A HRT utilizou a mesma estratégia e fez correr Dani Clos, Jan Charouz e Nathanael Berthon. Como curiosidade, Charouz é piloto de testes da Renault e foi 14º nas 24 Horas de Le Mans neste ano. Foi também o ocupante do monolugar da Renault no terceiro dia de testes. A equipa espanhola experimentou diferentes combinações de pneus e do sistema de controlo do carro.

 

Na Virgin também aconteceu uma coisa parecida. Robert Wickens que pilotou o Renault no primeiro dia, mudou-se para a Virgin no terceiro. Nos outros dias Charles Pic, 4º na GP2, foi o escolhido para testar o MVR-02.

 

Fotos: ©2011 Sauber Motorsport AG; © 2011, Sahara Force India Formula One Ltd.; F1 Fanatic

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publicado às 17:05

Programa de dia 14-11-2011

por Tiago Crispim, em 15.11.11

Neste programa faço a análise ao Grande Prémio de Abu Dhabi.

 

Download do programa

 

As placas do Hotel Yas Viceroy Abu Dhabi com Sérgio Pérez de fundo

 

Foto: ©2011 Sauber Motorsport AG.

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publicado às 16:46

Análise ao GP de Abu Dhabi - Yas Marina 13-11-2011

por Tiago Crispim, em 13.11.11

Esta corrida não foi como de costume. Normalmente há alguma aversão a esta pista, por ser pouco emocionante mas desta vez a corrida superou as (baixas) espectativas.

 

Sebastian Vettel saiu da primeira posição neste Grande Prémio mas despistou-se e ficou com um furo num dos pneus, o que o deixou logo no último lugar. Grande partida.

Mais atrás os dois Mercedes estiveram envolvidos numa luta aguerrida, com Schumacher a levar a melhor ao seu colega de equipa, mas quem aproveitou o furo de Vettel foi Hamilton, que passou para segundo.

O furo de Vettel é estranho já que o Red Bull não entra em contacto com nenhum outro carro. O campeão deste ano chegou às boxes mas os mecânicos detectaram um problema no suporte da roda traseira esquerda e abortaram a mudança de pneus. O alemão ainda continuou no carro, à espera de ver se se conseguia resolver o problema mas duas voltas depois desistiu.

 

 

A grelha de partida antes da corrida.


Quem também teve de ir às boxes na primeira volta foi Bruno Senna, que trocou de asa dianteira.

Jenson Button foi ultrapassado por Mark Webber pelo terceiro lugar mas rapidamente o piloto da McLaren recuperou a posição.

Os Williams conseguiram recuperar imensas posições até à volta cinco. Partiram os dois dos últimos lugares e estavam à sétima volta em 14 para Barrichello e Maldonado em 15.

Quem fazia também uma excelente corrida era Heikki Kovalainen, que seguia em 13º.

 

Hamilton conseguiu criar alguma distância entre ele e Fernando Alonso, que seguia em segundo. Lá mais atrás Sebastien Buemi subiu de décimo para nono ao ultrapassar Paul Di Resta mas rapidamente o piloto da Force India voltou a recuperar a posição. Outra luta era entre Michael Schumacher e Adrian Sutil, um bocadinho mais à frente, pela sétima posição. No fundo da grelha, Kamui Kobayashi ultrapassou os dois HRT de uma só vez. O japonês estava com Pérez e Senna nos últimos lugares porque fizeram uma paragem na boxe muito cedo.

 

Button avisou a equipa que estava com problemas no carro. o inglês seguia em terceiro, à 14ª volta, seguido de perto pelo único Red Bull em pista Mark Webber. Parece que era um problema com o KERS. Mesmo assim o inglês não desistiu e deu luta ao australiano, que tentava ultrapassar o McLaren. 

Nesta altura Felipe Massa foi trocar de pneus, e o mais certo é todas as equipas aproveitarem esta altura da corrida para o fazer. Hamilton, Alonso e Button foram logo a seguir. Kovalainen, que ainda estava em 13º foi também às boxes e saiu em 17º.

 

Porque não chegava a desistência de Vettel, a Red Bull ainda teve problemas na troca de pneus de Mark Webber, o que obrigou o australiano a perder muito tempo (9.4s) nas boxes. 

 

Foi nesta altura que a o sol se pôs e as luzes do circuito se acenderam.

 

Kobayashi, que ainda há pouco andava lá pelo final da grelha era agora décimo, ao aproveitar ter parado logo no início. Buemi levou o seu Toro Rosso até às boxes e desistiu. Tal como Jérôme D'Ambrosio, com um disco de travão partido. Mas estranha era a estratégia de Paul Di Resta, que parecia querer levar o seu carro até ao final com apenas uma paragem, tal como os Sauber costumaram fazer durante este ano.

 

Entretanto, lá na frente, Lewis Hamilton continuava incontestável, seguido de Fernando Alonso, Button, Massa e Webber. Estávamos na volta número 26.

Rapidamente Webber se chegou a Massa e o australiano tentou capitalizar um erro do Ferrari que saiu largo numa curva. Infelizmente para o Reb Bull, logo à saída da chicane ele também saiu largo e Massar recuperou a posição. Esta luta ainda estava longe de acabar e depois o par apanhou Pastor Maldonado e Jaime Alguersuari, que estavam prestes a ser dobrados. O problema é que também eles lutavam por uma posição, a 16ª, e acabaram por atrapalhar Massa e Webber. Maldonado deixou passar Massa mas meteu-se à frente de Webber. Deve ser penalizado pela segunda vez nesta corrida. A primeira foi por ignorar bandeiras azuis.

 

Mark Webber foi às boxes e trocou para pneus macios. O australiano já tinha feito uma paragem mas ainda não tinha usado os pneus mais duros, o que obriga o piloto a parar mais uma vez. A estratégia é estranha porque assim dificilmente ele chega ao pódio. Será um erro da Red Bull ou excesso de optimismo?

 

Com os pneus macios Webber conseguiu finalmente ultrapassar Button, numa manobra arriscada em que os carros quase se tocaram. 

Com a segunda ronda de paragens quem se viu em terceiro foi Nico Rosberg, apesar de ainda ter de parar mais uma vez. Antes disso ainda deu trabalho a Webber que estava a ganhar distância de Button, agora em quarto lugar depois da sua segunda paragem. Felipe Massa seguia em quinto mas à saída da primeira curva fez meio pião e perdeu imenso tempo. Não perdeu posições mas este incidente foi bom para o australiano da Red Bull porque assim Webber pode fazer mais uma paragem sem perder a posição para o Ferrari de Massa.

 

 

Uma vista dos bastidores da F1 e da HRT, com os engenheiros concentrados na corrida.

 

Daniel Ricciardo foi o quarto carro a desistir, com apenas quatro voltas para o final. Hamilton teve uma corrida tranquila, sempre no domínio. Para mostrar aos críticos que apesar da temporada não ter corrido muito bem e ter sido, pela primeira vez, ultrapassado pelo seu companheiro de equipa na F1 em pontos, ele ainda está pronto para lutar pelas vitórias.

 

Na última volta Mark Webber fez a tal paragem que lhe faltava e, graças a Massa, manteve a quarta posição.

 

Hamilton ficou em primeiro, seguido de Alonso, Button e Webber. Em quinto ficou Massa, à frente de Rosberg, Schumacher, Sutil e Paul Di Resta. A fechar os lugares pontuáveis, em décimo, ficou Kobayashi, seguido de Pérez, Barrichello, Petrov, Maldonado, Alguersuari, Senna, Kovalainen, Trulli, Glock e Liuzzi.

 

Quem não viu a bandeira xadrez foi Ricciardo, Buemi, D'Ambrosio e Vettel.

 

Hamilton dedicou a terceira vitória deste ano à sua mãe, que fez anos neste dia.

 

As fotos deste post foram retiradas ao Twitter da HRT e da McLaren.

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publicado às 14:44

Análise ao GP da Índia - Buddh 30-10-2011

por Tiago Crispim, em 31.10.11

Hoje não há podcast mas não é por isso que deixa de haver uma análise ao GP da Índia...

 

 A partida do primeiro GP da Índia

 

A estreia de um circuito novo é sempre uma incógnita. Os pilotos habituaram-se ao traçado da pista através de simuladores mas na vida real as condições podem ser muito diferentes. Como vai estar o clima? Como é a superfície da pista? E a aderência?

Felizmente para os organizadores e promotores deste evento essa parte correu sem problemas. Apesar de a F1 practicamente estrear o alcatrão do circuito, os carros não patinaram com a falta de borracha na pista, o tempo estava bom e o circuito é bem desenhado.

Confesso que à partida a pista não me pareceu muito emocionante mas as elevações e a enorme recta acabaram por ganhar o meu respeito.

Antes de partir para a análise da corrida em si, quero só referir que a Índia, e não a Coreia do Sul, por exemplo, é um bom sítio para a F1.

O desporto tem de estar nos locais em que as pessoas estejam interessadas em vê-lo e não apenas onde está o dinheiro. Mas como isso dá, como se diz em Portugal, pano para mangas, ficará para outro post.

 

Vettel a mostrar para que é que servem as taças

 

Para não variar, Sebastian Vettel dominou o Grande Prémio da Índia, desde a qualificação de sábado até à bandeira axadrezada de domingo. Uma corrida sem falhas da parte do alemão que vence a 11ª corrida das 17 já passadas e bate o record de Nigel Mansell no número de voltas ao comando numa única sessão. Ainda assim o alemão teve sempre por perto o McLaren de Jenson Button, que confirma a sua boa forma. É pena que a equipa inglesa não tenha um carro equivalente ao excelente RB7 mas mesmo assim Button está no topo da sua forma. Ultrapassou Webber na primeira volta e esteve quase toda a corrida a cinco segundos de Vettel.

 

O companheiro do alemão da Red Bull partiu de segundo e terminou em quarto depois de ser ultrapassado por Fernando Alonso, que apesar de um mau arranque (alargou demasiado na primeira curva), ultrapassou Mark Webber na volta 39, altura da última troca de pneus.

 

A homenagem de Trulli a Marco Simoncelli

 

Atrás de Vettel, Button, Alonso e Webber ficaram os dois Mercedes, primeiro Schumacher e depois Rosberg. Michael Schumacher fez um bom arranque e ganhou logo três lugares mas passou quase toda a corrida atrás do seu companheiro de equipa. Foi só lá para o final que conseguiu ultrapassar Nico Rosberg, graças a uma troca de pneus tardia, à volta 50. E pareceu-me que nem foi preciso recorrer às ordens de equipa; Schumacher teve foi uma boa estratégia ao deixar para o final os pneus macios, já que Rosberg estava com os mais duros.

 

O sétimo foi Lewis Hamilton, que mais uma vez esteve envolvido num acidente, que mais uma vez foi com Felipe Massa, que mais uma vez implicou uma penalização, mas que desta vez o brasileiro é que a sofreu. Hamilton já tinha sido penalizado antes da partida (houve muitas penalizações antes da corrida, por motivos variados. Hamilton perdeu três lugares por ter feito a volta de qualificação sob bandeira amarela), o que o deixou atrás de Massa. O inglês estava por dentro numa curva à esquerda e Massa, que afirma que não estava à espera de encontrar um McLaren ali, cortou para dentro a curva, já que estava no lado limpo da pista. O brasileiro foi penalizado e acabou por desistir com uma suspensão partida por ter andado a cortar os cantos e subir os correctores da pista. A meu ver a penalização pendeu para o lado certo, já que Hamilton estava a meio do Ferrari o que obrigava o brasileiro a deixar espaço.

 

Felipe Massa a ser perseguido por Lewis Hamilton

 

Jamie Alguersuari continua a fazer boas corridas. Levou o Toro Rosso até ao oitavo lugar depois de ter partido de décimo. O seu companheiro de equipa, Sebastien Buemi, desistiu da corrida com problemas no carro quando seguia em décimo lugar.

 

Em nono ficou Adrian Sutil que fez o melhor resultado da Force India nesta corrida, a equipa mais indiana da F1 apesar de não ter pilotos indianos. O holandês utilizou uma estratégia completamente diferente de Paul Di Resta e saiu-se bem, ao terminar à frente de Sérgio Pérez. Já Di Resta acabou em 13º.

 

Sérgio Pérez está, e eu não me canso de dizer isto, a fazer uma grande temporada de estreia. Depois do grave acidente que sofreu no Mónaco, o piloto mexicano corre cada vez melhor. Pérez começou em 20º tendo sido penalizado, tal como Hamilton, no sábado, mas com duas paragens apenas conseguiu subir dez posições. No outro Sauber, Kamui Kobayashi não teve hipóteses de fazer uma volta sequer porque na primeira curva, para não levar com o Williams de Barrichello, desviou-se e foi bater em Timo Glock.

 

O Sauber de Sérgio Pérez à frente do Renault de Vitaly Petrov

 

Em 11º e 12º ficaram os dois Renault. Petrov foi melhor que Bruno Senna e depois de um bom arranque, a equipa parece que está a perder qualidades, provavelmente porque não estão a fazer melhoramentos ao carro, ou porque não os fazem tão a tempo.

 

Atrás, Heikki Kovalainen continua as boas performances. Quando era piloto da McLaren e companheiro de equipa de Hamilton não valia grande coisa mas parece que agora anda mais motivado. Um piloto que dificilmente será campeão na sua carreira na F1 mas que está a fazer maravilhas com a Lotus. O outro Lotus foi "arrumado" no acidente da primeira volta (Trulli chegou ao fim mas em último) mas Kovalainen chegou a andar em 10º antes da primeira troca de pneus.

 

Os dois Williams estiveram envolvidos no tal acidente da primeira volta e Rubens Barrichello teve de trocar de asa dianteira. Ao tentar defender-se de Kobayashi foi bater em Pastor Maldonado, seu companheiro na Williams. Ainda assim levou o carro ao final em 15º, ao passo que o venezuelano teve um problema de caixa e desistiu.

 

O único piloto indiano em prova, Narain Karthikeyan, num HRT com publicidade(!)

 

Jérôme D'Ambrosio foi 16º e o único dos Virgin a terminar, já que Glock ficou na primeira curva depois de levar com Kobayashi. O piloto belga conseguiu passar os HRT graças à sua estratégia nas boxes.

 

Narain Karthikeyan foi o piloto da HRT este fim-de-semana, depois da Lotus decidir não contar com Karun Chandok, o seu piloto de testes. O único piloto indiano em pista foi 17º e dentro das suas possibilidades não esteve assim tão mal. Ao menos bateu Daniel Ricciardo no outro HRT. Até tinha ficado à frente de D'Ambrosio mas teve de trocar de pneus a dez voltas do final.

 

Estamos já no final do campeonato mas ainda temos mais duas corridas até terminar a temporada. A próxima é em Abu Dhabi, dia 13 de Novembro.

 

Fotos de F1 Fanatic.

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publicado às 16:07

Programa de dia 17-10-2011

por Tiago Crispim, em 18.10.11

A análise ao GP da Coreia do Sul.

 

 

Vitaly Petrov a tentar ir às cavalitas de Michael Schumacher no GP da Coreia do Sul.

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publicado às 14:58

Programa de dia 10-10-2011

por Tiago Crispim, em 11.10.11

A análise ao GP do Japão e o seu resultado

 

 

 

Sebastian Vettel, Christian Horner e Adrian Newey a celebrarem o bi-campeonato com a Red Bull

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publicado às 09:49

O GP do Japão cronologicamente - Suzuka 09-10-2011

por Tiago Crispim, em 09.10.11

As condições já se sabiam de antemão.  Vettel precisava de um ponto para se tornar bi-campeão. E o piloto da Red Bull partiu da pole position para o Grande Prémio do Japão.

 

O alemão arrancou bem, mesmo com as queixas de Jenson Button sobre uma eventual penalidade ao piloto da Red Bull por o atirar para a relva.

 

A partida do GP do Japão, com Vettel a empurrar Button para a relva

 

Kamui Kobayashi e Bruno Senna tiveram um mau arranque e perderam várias posições. O japonês da Sauber caiu de sétimo para 12º e o brasileiro da Renault de nono para 13º.

 

Os Ferrari partiram de quarto e quinto, com Felipe Massa à frente de Fernando Alonso, mas rapidamente o espanhol apanhou o seu companheiro de equipa e ultrapassou sem dificuldades, não só porque é o primeiro piloto mas indubitavelmente ia mais rápido.

 

Alonso a preparar-se para passar por Massa

 

Como de costume os pilotos começaram a parar para mudar de pneus perto da décima volta. Um dos primeiros foi Lewis Hamilton, que imediatamente tinha perdido a posição para o colega de equipa. As primeiras trocas deixaram Button no comando e o inglês entrou nas boxes ao mesmo tempo que Alonso. As posições não trocaram.

 

Sebastian Buemi foi o primeiro desistente da corrida, graças a um incidente cozinhado nas boxes. Buemi estacionou o carro porque uma das suas rodas saltou do carro.

Na volta 16 os seis primeiros carros estavam todos bastante próximos uns dos outros e a ordem era a seguinte: Vettel, Button, Alonso, Hamilton, Massa e Webber.

 

Lá para o meio do pelotão as distâncias eram curtas

 

Kobayashi parou cedo para os padrões da Sauber mas ia em 12º e Sérgio Pérez ainda não tinha trocado de pneus na volta 18 de 53, preparando-se claramente para fazer, como de costume, apenas uma paragem com o Sauber. A equipa suíça é a única a conseguir fazer isto com os pneus Pirelli.

 

A Red Bull apostou numa estratégia de 3 paragens com Vettel. O alemão partou na volta 20 para o segundo set de pneus macios, o que indicava claramente a estratégia da equipa das bebidas energéticas. Button seguiu-se na estratégia e conseguiu ganhar a posição a Vettel.

 

Pérez parou na volta 21 e foi o último piloto a parar. Ainda faltavam 32 voltas para a bandeira axadrezada.

 

Hamilton entrou em contacto com Massa e um bocado da asa dianteira do Ferrari saltou. O programa anterior foi sobre a forma de Hamilton e a quantidade de penalizações que o inglês sofreu este ano. Será que ainda estavam mais para vir? Hamilton disse à sua equipa que não viu o brasileiro à entrada da chicane… e o inglês deve ter suspirado de alívio porque não o penalizaram desta vez.

 

Um incidente entre Hamilton e Massa fez sair o Safety Car, mas desta vez o inglês não foi penalizado

 

Por causa da colisão entre o McLaren e o Ferrari o Safety Car foi lançado à pista, pra se poder limpar os restos da asa dianteira de Felipe Massa. E a lógica corrida às boxes.

 

A luta pelo último lugar pontuável estava animada na volta 30. Petrov, Sutil, Rosberg e Kobayashi muito perto uns dos outros. Rosberg consegue ultrapassar Petrov uma volta depois. A acção continuava depois dos lugares pontuáveis, com o piloto japonês da Sauber a aguentar uma série de pilotos, entre eles os dois Williams.

 

Button no comando do GP do Japão

 

Vettel e a Red Bull devem ter achado que não fazia sentido arriscar a vitória, já que apenas um ponto bastava ao alemão, e Vettel começa a ser mais cauteloso e a não forçar o andamento. Foi também trocar para os pneus médios, naquela que foi a sua última paragem nas boxes.

 

Com as paragens nas boxes Michael Schumacher chega à liderança do GP. Mais atrás, Hamilton reencontra Massa e prova ao mundo da F1 que consegue fazer uma ultrapassagem limpinha.

 

Sérgio Pérez, em 11º e com apenas duas paragens, consegue fazer a melhor volta da corrida. Não fosse Paul Di Resta ter mais pontos, o mexicano era o rookie do ano.

 

Pérez a dar cabo dos pneus

 

Schumacher, que ia em primeiro também parou para restabelecer a ordem na corrida. Button, Alonso, Vettel, Webber, Hamilton, Schumacher, Massa, Pérez, Kobayashi e Di Resta nos dez primeiros.

 

Pérez estava ao ritmo dos primeiros. Fascinante! E na última das posições pontuáveis, Sutil passou Kobayashi e Petrov ganhou uma posição a Rosberg. O japonês da Sauber certamente queria fazer boa figura na corrida caseira mas estava com dificuldades em manter a competitividade com aqueles pneus, apesar das duas paragens.

 

Na volta 49 veio a confirmação que a Red Bull estava contente com o terceiro e quarto lugares dos seus pilotos. A equipa pediu para eles não correrem riscos.

 

E Fernando Alonso começou a aproximar-se cada vez mais de Jenson Button. Os quatro primeiros separados por seis segundos e um final em aberto para o GP do Japão.

Button ainda responde ao ritmo do espanhol e faz a volta mais rápida na penúltima volta.

 

Vettel a festejar com a Red Bull antes de subir ao pódio

 

Termina assim, com Vettel bi-campeão de F1, tendo terminado em terceiro.

O primeiro foi Button, seguido de Alonso e Vettel. Atrás ficaram Webber, Hamilton, Schumacher, Massa. Pérez, Petrov e Rosberg nos dez primeiros. Fora dos pontos ficaram Sutil, Di Resta, Kobayashi, Maldonado, Alguersuari, Senna, Barrichello, Kovalainen, Trulli, Glock, D’Ambrosio, Ricciardo e Liuzzi. O único piloto que não terminou foi Buemi.

 

Fotos retiradas a F1 Fanatic.

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publicado às 08:38


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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