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Resumo do GP da Índia

por Tiago Crispim, em 28.10.12

GP da Índia em dia de aniversário de Bernie Ecclestone. O patrão da F1 fez 82 anos e Sebastian Vettel partiu da pole, lugar ideal para oferecer uma vitória de prenda. Ainda na primeira fila da grelha de partida estava Mark Webber. Em terceiro e quarto qualificaram-se os McLaren, com Lewis Hamilton à frente de Jenson Button, seguidos dos dois Ferrari, com Fernando Alonso antes de Felipe Massa. A fechar os dez primeiros na grelha de partida tínhamos Raikkonen, Pérez, Maldonado e Rosberg.

 

Esta foi a quinta vez que Vettel partiu da pole neste campeonato.

 

O Red Bull de Vettel na grelha de partida

 

A largada foi emocionante. Os Red Bull conseguiram manter a dianteira mas os McLaren e Alonso envolveram-se numa acesa luta que resultou na perda de dois lugares para Hamilton. Button conseguiu manter-se à frente da Ferrari do espanhol, mas com muito pouca distância. Na verdade, na quarta volta o piloto das Astúrias aproveitou o DRS para saltar para a terceira posição.

 

Mas a partida não foi completamente limpa. Algures no meio do pelotão, Schumacher ficou com um furo na roda traseira e Jean-Eric Vergne partiu a asa dianteira. Michael Schumahcer, que com Kobayasji e Ricciardo, tinha partido com pneus duros, aproveitou a paragem para colocar os pneus macios.

 

A guerra entre os McLaren continuava, e Hamilton levava a dianteira à sétima volta, atrás de Alonso, Webber e Vettel.

 

Umas voltas depois a realização focou-se na luta pelo oitavo lugar, entre a Sauber de Sérgio Pérez e a Force India de Nico Hulkenberg. O mexicano conseguiu aguentar a pressão do alemão durante duas voltas, provavelmente a dica que a Sauber precisava, já que enviou o carro de Pérez para as boxes trocar de pneus. Voltou a colocar o composto macio, o que indicava uma estratégia de duas paragens.

 

Equipa de reportagem da Sky que cobre a Williams F1, dentro da boxe

 

Na décima posição, Pastor Maldonado era ultrapassado por Grosjean e Senna. Um pouco depois, Sérgio Pérez entrou em contato com o Toro Rosso de Ricciardo, ao ultrapassá-lo, e furou o pneu traseiro direito. Ele estava em recuperação depois de ter parado e ficou com a corrida comprometida. Uma volta depois voltou a entrar na boxe para abandonar a prova, provavelmente com danos ao nível do chão do carro ou da suspensão por ter levado um carro desalinhado durante uma volta.

 

Romain Grosjean, da Lotus, passava para nono, seguido mais uma vez de Bruno Senna. Desta feita a vítima foi Nico Rosberg.

 

Na volta 24 de 60 Jenson Button pôs os pneus duros no McLaren. Senna parou na volta 27 e Rosberg, Maldonado e Raikkonen na seguinte. Começava assim a primeira rodada de trocas de pneu. Massa e Alonso foram à boxe nas voltas seguintes.

 

Kimi Raikkonen, que tinha estado sempre atrás de Felipe Massa, teve o azar de ver Massa sair do pit lane à sua frente. Conseguiu passá-lo, já que tinha os pneus mais quentes, mas o brasileiro da Ferrari respondeu pouco depois e recuperou a posição, graças ao DRS.

 

Descontração na boxe da Williams

 

Maldonado, Senna e Kobayashi estavam envolvidos numa luta que acabou com Maldonado a cortar cedo demais e a sair fora de pista e ficar com um furo.

 

Hamilton, que estava com problemas no rádio parou na volta 33, para trocar de pneus e de volante rm 3.3 segundos. Uma volta depois foi Vettel que parou e manteve a liderança da corrida.

 

Se precisávamos de mais uma prova que Michael Schumacher sai pela porta dos fundos neste seu retorno à F1, os stewards investigaram o alemão por ter ignorado bandeiras azuis.

 

E com 37 de 60 voltas cumpridas, todos os pilotos tinham parado. O último a fazê-lo foi Kamui Kobayashi, o único Sauber em pista. Um pouco depois de faltarem 20 voltas para o fim, a Ferrari admitia estar com problemas com o combustível. Seria estratégia ou os pilotos tinham mesmo de poupar? Grojsean também andava já a levantar o pé do acelerador no fim das retas.

 

Pedro De La Rosa abandonou a corrida  na volta 46 com uma falha nos travões. Um problema preocupante para a HRT que atirou o piloto espanhol para a gravilha.

 

Charles Pic depois da corrida

 

Fernando Alonso fez uma grande ultrapassagem a Mark Webber. Sem KERS para se defender, o australiano da Red Bull viu o Ferrari aproximar-se e passá-lo antes de chegar à curva. No rádio a McLaren aproveitava para indicar a Hamilton que Webber devia ter problemas no seu KERS.

 

Kimi Raikkonen é que nunca mais passava Felipe Massa, tendo andado a corrida toda a ver a traseira do Ferrari.

 

Bruno Senna estava a fazer uma boa corrida. Depois de já ter estado nos lugares pontuáveis, antes da ida às boxes, voltava à décima posição com uma boa ultrapassagem a Nico Rosberg.

 

Alonso continuava a pressionar Vettel, embora a distância fosse muita. O alemão da Red Bull tocou com o chão do carro na superfície da pista e libertou faíscas, mas não afetou o ritmo do alemão. O outro Red Bull também estava sob pressão, mas de Hamilton.

 

Com apenas duas voltas para o fim Michael Schumacher decidiu abandonar com problemas mecânicos. Assim poupa os componentes do carro e pode trocar de caixa de velocidades na próxima corrida. Convenhamos que este GP foi péssimo para Schumi.

 

Classificação final

 

E Vettel manteve a liderança durante toda a corrida, vencendo pela segunda vez o GP da Índia e aumentando a vantagem no campeonato. Alonso foi segundo e Webber terceiro, seguido de perto por Lewis Hamilton. Button ficou em quinto, à frente de Massa e de Raikkonen, que passou a corrida atrás do Ferrari. Em oitavo ficou Hulkenberg, seguido de Grosjean e Bruno Senna. Fora dos pontos ficou Rosberg, em 11º, Di Resta, Ricciardo, Kobayashi e Vergne em 15º. Maldonado foi 16º, seguido de Petrov, Kovalainen, Pic, Glock e Karthikeyan. Não terminaram Schumacher, De La Rosa e Pérez.

 

Na tabela de pilotos, Vettel mantém a liderança com 240 pontos, contra os 227 de Fernando Alonso. A próxima corrida é dia 4 de Novembro, em Abu Dhabi.

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publicado às 11:13



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O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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