Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Williams anuncia dupla para 2013

por Tiago Crispim, em 28.11.12

Esta temporada ainda agora terminou, já as equipas se apressam para confirmar o seu line-up de pilotos para a época de 2013, que começa lá para Fevereiro com os testes conjuntos e com a primeira corrida em Março.

 

Agora foi a Williams a confirmar a presença de Pastor Maldonado por mais uma época, a terceira ao serviço da Williams. No outro carro da marca vai estar o finlandês Valtteri Bottas, piloto de testes desde 2010 e campeão de GP3 em 2011.

 

A continuidade de Maldonado não é estranha, porque além dos patrocinadores de peso vindos da Venezuela, o piloto teve uma boa performance, nomeadamente na Catalunha, onde venceu o seu primeiro GP. Continua a ter tendência para os acidentes, mas a Williams parece não se importar com isso.

 

Valtteri Bottas tem mostrado potencial nas categorias inferiores (quatro vitórias na GP3 de 2011 que garantiram o campeonato) é assim promovido a piloto principal. "Adorei os meus três anos com a Williams até agora e sinto-me muito em casa aqui, por isso a minha meta era ficar para 2013 e progredir para o lugar de piloto. Estou ansioso por começar a minha carreira na Fórmula Um e ter muito sucesso na Williams", disse o jovem finlandês.

 

Senna a entrar no carro para a FP2 no seu último fim-de-semana de corrida com a Williams, em Interlagos, Brasil.

 

Quem fica de fora é Bruno Senna, que terminou a época atrás de Maldonado, em 16º, mas com mais regularidade de pontos. "Foi extremamente gratificante ser o pontuador mais regular da equipe e demonstrar o meu ritmo em todas as 20 corridas", afirmou.

 

"Desde o início do meu programa com a Williams aceitei que eu tinha que dividir o carro com Valtteri Bottas em 15 sextas-feiras, como parte de sua preparação para uma provável estreia em 2013", disse Senna em um comunicado, não se mostrando surpreendido com a decisão.

 

O piloto brasileiro ainda não adiantou se procura lugar noutras equipas.

 

Foto: Glenn Dunbar/LAT

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:28

Pic na Caterham

por Tiago Crispim, em 28.11.12

Ainda não tinha terminado o fim-de-semana do GP do Brasil, já a Caterham anunciava o jovem francês Charles Pic como piloto para o ano de 2013.

 

Pic impressionou os responsáveis da equipa neste seu ano de de estreia na categoria pela Marussia, onde por quatro vezes terminou melhor que o seu então companheiro de equipa, Timo Glock.

 

"Durante este ano temos monitorizado o progresso de Charles, desafiando-nos por vezes na qualificação, e é claro que ele é um talento especial. Enquanto o ano progredia ele portou-se extremamente bem contra um companheiro de equipa muito experiente, e estamos ansiosos para vê-lo desenvolver no ambiente que vamos proporcionar em 2013 e depois", afirmou Cyril Abiteboul, diretor da Caterham F1 Team.

 

Foto oficial de Charles Pic quando assinou pela Marussia, em 2011

 

A Caterham vai manter os motores Renault e a tecnologia da Red Bull na transmissão do carro na próxima temporada. Ainda está por confirmar o piloto que fará companhia a Pic na equipa, mas a contratação do jovem francês é uma oportunidade para a Renault. Nas palavras de Jean-François Caubet, diretor adminstrativo da Renault Sport F1, "a França continua a ser o maior mercado da Renault e ter um jovem e dinâmico piloto francês no nosso lado vai dar-nos maior barnding, marketing e oportunidades de relações públicas, para o nosso envolvimento na F1 e nos carros de estrada em França e no resto da Europa".

 

Quanto ao próprio Pic, declarou-se "entusiasmado em ter a oportunidade de continuar a crescer numa equipa com uma relação técnica com uma série de empresas francesas a nível global, como a Renault e a Total, além da parceria oficial da EADS".


"A Caterham F1 Team tem tudo no lugar para subir para uma posição de lutar com várias equipas à frente. Eu sei o quanto a equipa está determinada em continuar a progredir e estou ansioso por fazer o meu papel em ajudá-los a subir na grelha", acrescentou o piloto francês.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:51

Kobayashi procura lugar na F1

por Tiago Crispim, em 27.11.12

Kamui Kobayashi ficou sem lugar na F1, depois da dispensa da Sauber. A equipa suíça preteriu o japonês em favor de Nico Hulkenberg e Esteban Gutierrez. O alemão ex-Force India assinou contrato por um ano e Gutierrez, antes piloto de testes da equipa, é promovido para manter os patrocinadores mexicanos contentes.

 

Desta forma Kobayashi vê as suas possibilidades de continuar na Fórmula 1 reduzidas, já que as únicas equipas que terão vaga são a Caterham, a Marussia e a Force India. O japonês, que este ano terminou o GP do seu país em terceiro lugar, lançou entretanto um site de apoio, o kamui-support.com (totalmente em japonês) para angariar fundos.

 

Kamui e um grupo de fãs depois do GP do Japão.

 

De acordo com o site do jornal inglês The Sun, o piloto já angariou £500.000 (€619640.0000 ou 1664370.0000 reais).

 

O piloto japonês, também apelidado de Kobacrashi por alguns críticos, não se mostrou desanimado pelo despedimento. "É um trabalho, sabem, não é uma relação pessoal. Estou aqui para trabalhar", afirmou antes do GP do Brasil. "Não estou desapontado. Sei que preciso de um patrocinador - um com dinheiro - para estar numa equipa".

 

A diretora da Sauber, Monisha Kaltenborn, agradeceu a Kobayashi. "Nos últimos três anos Kamui mostrou que não é apenas um competidor feroz em pista, mas uma pessoa maravilhosa e um piloto com espírito de equipa. Todos os membros da equipa respeitam-no e seu pódio no Japão foi um momento comovente para todos nós”, afirmou.

 

Monisha Kaltenborn agradece a Kamui Kobayashi após o GP do Brasil.

 

Kobayashi estreou-se na F1 como piloto da Toyota, no ano em que a marca nipónica abandonou a categoria. A sorte sorriu ao piloto quando foi contratado, no ano seguinte, pela Sauber. A equipa recuperava o nome depois da saída da BMW e apostou no japonês para pilotar ao lado de Pedro De La Rosa. Desde 2010 que Kamui Kobayashi estava com a Sauber.

 

O japonês terminou a temporada de 2012 em 12º lugar na tabela de pilotos, curiosamente a mesma classificação desde que está na Sauber.

 

fotos: © Sauber Motorsport AG

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:05

Resumo do GP do Brasil

por Tiago Crispim, em 25.11.12

Chegámos à 20ª corrida do ano, no Brasil, com o título mundial de pilotos ainda por decidir. A certeza era que o vencedor ganhava o terceiro título na carreira. E por falar em carreiras, foi também o dia de despedida de Michael Schumacher, que abandonou a categoria pela segunda vez, mas desta feita, por uma porta mais pequena.

 

Na decisão do título, Vettel partia com vantagem. Saia do quarto lugar, e Fernando Alonso apenas do sétimo. Para Alonso vencer, precisava de ganhar a corrida, e Vettel não podia ir além de quinto.

 

A foto de final da temporada da Mercedes, com os mecânicos e engenheiros de Michael Schumacher.

 

Apesar de uma chuva ligeira, os carros partiram todos com pneus secos. Schumacher, Kobayashi e Grosjean com pneus duros e o resto do pelotão em médios.

 

Da pole position partiu Lewis Hamilton, seguido de Button, Webber e Vettel. Massa sai de quinto, à frente de Hulkenberg, Alonso, Raikkonen, Rosberg e Di Resta, a fechar os dez primeiros.

 

A largada pareceu sem problemas, com excelentes partidas de Massa e Alonso. Mas sem que nada o indicasse, nas curvas da descida do lago, Bruno Senna toca em Vettel e o Red Bull faz um pião. Vettel fica com danos no carro e em último, mas continua. Recebeu uma mensagem da equipa  dizer que o carro não pode ser arranjado nas boxes. De fora ficaram também Sérgio Pérez e Pastor Maldonado, que se viram envolvidos na refrega.

 

O deslize de Senna e pião de Vettel na largada.

 

A chuva não parava mas os pilotos também não. Os McLaren seguiam na frente destacados, mas lá mais atrás vários carros tinham problemas com o piso escorregadio. Na sexta volta Raikkonen tinha já parado para trocar para os pneus intermédios. Na nona volta começaram a parar mais alguns pilotos,  altura em que Vettel seguia em sexto. Webber foi um dos que trocou para intermédios, tendo já protagonizado um despiste umas voltas atrás.

 

Quem também já estava de fora nesta altura era Romain Grosjean, que viu o carro fugir, nestas voltas frenéticas.

 

Com 14 voltas cumpridas, alguns pilotos insistiam nos slicks, entre eles Button, que seguia em primeiro. A chuva era na parte da reta, mas os pilotos de intermédios faziam tempos semelhantes.

 

Excelente corrida estava a fazer Nico Hulkenberg, colado a Button e a pressionar o inglês.  Na volta 19 o Force India conseguiu passar para primeiro, sem uso do DRS.

 

Hulkenberg a liderar uma corrida com a Force India.

 

Na rádio McLaren, a equipa avisava Hamilton que a chuva ia continuar mais 30 minutos, mas a maioria dos pilotos, incluindo Lewis, foi trocar para os compostos duros. Rosberg furou um pneu na volta 20 e Alonso queixava-se de demasiados destroços na pista, motivo pelo qual saiu o Safety Car. Quem não deve ter achado graça foi Hulkenberg e Button, ao contrário de Vettel, que seguia em quinto, mesmo atrás de Alonso.

 

Com as regras de Safety Car deste ano O Force India e o McLaren aproveitaram imediatamente para trocar para os compostos duros e manter as mesmas posições.

 

Nesta altura ia Hulkenberg, Button, Hamilton, Alonso, Vettel, Kobayashi, Webber, Di Resta, Ricciardo e Raikkonen. Em 11º seguia Massa, um bocado apagado depois de um excelente arranque.

 

O alemão da Force India conseguiu manter a liderança no relançamento, e Kobayashi passou Vettel, que ia levando com Webber. O australiano, para não estragar, saiu de pista e regressou em 12º.

 

 

Christian Horner da Red Bull, sempre atento à ameaçadora chuva.

 

Na volta 38 Hamilton ganhava tempo sucessivamente a Hulkeberg, sem ainda se chegar perto. Mais atrás Massa subia para quinto. Em jogo estava também o segundo lugar no mundial de construtores, entre a McLaren e a Ferrari. Raikkonen, que ia em 11º, ganhou também uma posição, graças ao despiste de Paul Di Resta.

 

A chuva continuava a ameaçar e a pingar no circuito José Carlos Pace, fazendo uma nova vítima. Desta vez foi Petrov, que seguia com o Caterham em 13º. Foi ultrapassado por Charles Pic, na Marussia, que assim ficava com o décimo lugar do campeonato de construtores.

 

Hulkenberg pisou o limitador na volta 49, o que foi suficiente para Hulkenberg perder controlo do Force India e ceder a posição a Lewis Hamilton. Várias imagens dos pneus passavam na tv, a mostrar a degradação dos mesmo. Ainda com 21 voltas por cumprir, muitos pilotos iriam certamente trocar de pneus.

 

 

Raikkonen a regressar à pista, ainda com relva colada à camera. 

 

O primeiro a voltar aos intermédios foi Rosberg, seguido de perto por Daniel Ricciardo, que manteve os pneus duros. Vettel escolheu também trocar de compostos e colocar os médios.

 

Raikkonen teve um momento estranho, saíndo de pista para uma estrada de serviço e fazendo depois meia volta e passando pela relva para voltar à pista. Caiu para 14º.

 

Hulkenberg, tentava recuperar a primeira posição mas perdeu controlo da traseira do carro, tocando em Hamilton. O inglês partiu o eixo da roda dianteira, mas o alemão aguentou-se e manteve o segundo lugar.

 

Vettel fez duas paragens , quase consecutivas, seguido pela paragem de Alonso. Hulkenberg levou um drive through e caiu para quinto.

 

 

O fim da corrida para Hamilton.

 

Alonso seguia agora em segundo, com nove voltas para o final, mas com Vettel em sétimo, o alemão da Red Bull venceria o campeonato por um ponto. Nesta altura a chuva intensificou-se e Kovelainen foi o primeiro a trocar para pneus molhados.

 

A Red Bull indicou a Vettel que a posição atual era suficiente, para não forçar o andamento. Na frente tinha Schumacher. Mas Vettel ainda assim passou o Mercedes e subiu para sexto.

 

Com Alonso à espera que Button tivesse um problema, e a Red Bull a pedir a Vettel para não aumentar o ritmo, as posições consolidaram-se.

 

Na penúltima volta ainda houve tempo para o despiste de Paul Di Resta, e nova entrada do Safety Car.

 

 

Despiste de Paul Di Resta mesmo no fim da corrida.

 

Button em primeiro, seguido de Alonso, Massa, Webber, Hulkenberg e Vettel, que assim garantiu o título e o tri-campeonato. Na despedida de Schumacher o alemão foi sétimo, seguido de Vergne, Kobayashi, Raikkonen e Petrov, que garante o décimo lugar para a Caterham. Em 12º ficou Pic, à frente de Ricciardo, Kovalainen, Rosberg, Glock, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Di Resta, Hamilton, Grosjean, Maldonado, Senna e Pérez.

 

Vettel teve azar no início mas mostrou o suficiente para garantir o seu terceiro título, aos 25 anos.

 

Schumacher e Vettel no final da corrida.

 

No mundial de pilotos, Sebastian Vettel ficou em primeiro com 281 pontos, contra 278 de Alonso. Em terceiro ficou Raikkonen, no ano do seu regresso à F1.

 

No mundial de construtores a Red Bull venceu também, com o segundo lugar para a Ferrari e o terceiro para a McLaren.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:05

Resumo do GP dos Estados Unidos

por Tiago Crispim, em 18.11.12

O regresso  da F1 aos Estados Unidos Da América e a estreia deste Circuit Of The Americas parece ter feito bem a Sebastien Vettel, que cumpria o seu 100º GP,  dominou os treinos e a qualificação. E falando em qualificação, depois de Vettel estava Lewis Hamilton, o último vencedor nos EUA, em 2007,  seguido de Webber, Raikkonen, Schumacher, Hulkenberg e Alonso, em sétimo. De oitavo partiu Romain Grosjean, penalizado por ter trocado a caixa de velocidades, tal como aconteceu com Felipe Massa, que sai do 11º lugar na grelha.

 

Jenson Button (12º) e Nico Rosberg (17º) foram os únicos a partir com pneus duros, e todo o resto da grelha saiu com os pneus médios.

 

Na partida vários pilotos saíram dos limites da pista, sem incidentes, mas a mostrar que o lado sujo da pista de Austin é mesmo prejudicial aos pilotos.

Alonso, que precisava de, pelo menos, um quarto lugar para adiar o título a Vettel, saltou para quarto logo na primeira curva.

 

Logo no início, Michael Schumacher viu-se envolvido numa guerra por posições, tendo caído de quarto para sétimo. Outra luta importante era mais à frente, entre Webber e Hamilton pelo segundo lugar.

 

Os mecânicos a regressarem às boxes depois do warm-up.

 

Grosjean fez um pião e perdeu quatro posições. Para Massa, Schumacher, Pérez e Senna. Pouco depois foram Button e Jean-Eric Vergne a passar pelo francês da Lotus. O piloto estava a ter problemas com os pneus e a equipa decidiu pouco depois trocar para os compostos duros.

 

Nesta altura, na décima volta, as lutas por posições continuavam constantes e emocionantes.

 

Raikkonen, que estava atrás de Hulkenberg há algumas voltas, passou o alemão nos esses, depois de uma excelente batalha. Pouco depois era Schumacher que caía para 13º, ultrapassado por Maldonado. Schumacher foi logo de seguida às boxes, tal como Kobayashi, que trocaram para pneus duros.

 

Quem se aproximava cada vez mais do líder era Lewis Hamilton, que perseguia Vettel sem descanso. E a primeira desistência foi para Vergne, que saiu de pista depois de uma ultrapassagem de Schumacher, sem toque aparente. Com uma falha no alternador, uma volta depois, foi a vez de Webber encostar o seu Red Bull ao lado e abandonar a corrida.

 

O abandono de Mark Webber.

 

Hamilton começou a deixar espaço a Vettel para respirar, claramente a sentir que os pneus do seu McLaren estavam no fim. Parou para meter pneus duros, logo seguido de Alonso, que perdeu algum tempo com uma roda traseira teimosa, que não queria sair do Ferrari. Na volta seguinte foi Vettel a trocar também para os compostos mais duros, mantendo a primeira posição.

 

Quem subia bastantes posições era Button, que ainda sem parar, era quinto na volta 24. A vantagem de Button era ter optado por partir com os pneus duros, o que indicava ainda ter de parar. Na volta 26 fez a volta mais rápida até então, beneficiando também do aumento de borracha na pista, que melhorou as condições da corrida.

 

Nesta altura da corrida, na volta 28, apenas Button, Ricciardo e Rosberg não tinham parado. Já Paul Di Resta teve de parar mais uma vez, com problemas nos seus pneus.

 

 

Rosberg e Grosjeanem luta pela oitava posição.

 

A luta em que as câmeras se concentravam agora era entre Raikkonen, Massa e Grosjean, pelo sexto lugar. Lá na frente, Vettel conseguia manter a vantagem para Hamilton, que pressionava o alemão, seguido do seu companheiro de equipa, que ainda não tinha parado.

 

Graças a uma trajetória alargada de Vettel, o inglês da McLaren aproximou-se bastante do Red Bull, suficiente para utilizar o DRS, mas não para ultrapassar o alemão.

 

Finalmente, na volta 36 de 56, uma depois de Rosberg, Jenson Button fez a primeira paragem, trocando para os compostos médios. Regressou à pista em sexto, perdendo imediatamente a posição para Grosjean. O engenheiro de Button avisou-o que ele era mais rápido que os pilotos à sua frente, e pouco depois ele voltava a ultrapassar o francês da Lotus.

 

Massa aproveitou uma distração de Raikkonen para saltar para quarto lugar, na altura em que Hamilton estava colado a Vettel. O inglês aproveitou para usar o DRS e conseguiu superar Vettel, mesmo em cima da curva.

 

A ultrapassagem de Hamilton a Vettel.

 

Mais atrás, o novo centro das atenções era Button, que ia colado a Raikkonen para tentar chegar ao quinto lugar. Como sempre, o finlandês  vendeu cara a posição, chegando a estar lado a lado com o McLaren, que ainda assim conseguiu passar o Lotus.

 

Mesmo a cinco voltas do final, as posições ainda estavam longe de decididas. Senna e Maldonado lutavam pela nona posição. Grosjean pressionava o seu companheiro de equipa, e Vettel chegava-se perto de Hamilton. Entretanto, Maldonado foi roda com roda em Senna e passou-o.

 

Lewis Hamilton venceu neste primeiro Grande Prémio no circuito das Américas, depois de ter vencido na última vez que a F1 tinha estado nos Estados Unidos, em 2007. Ficou à frente de Sebastien Vettel, que precisa de terminar, pelo menos em quarto para vencer o campeonato. Alonso ficou em terceiro e ainda tem oportunidade de vencer o título, se vencer em Interlagos.

 

Hamilton a levantar a taça, com o seu chapéu de cowboy da Pirelli.

 

O terceiro título de construtores para a Red Bull ficou garantido, resta saber ainda se será Ferrari ou McLaren a terminar em segundo lugar.

 

Atrás de Alonso, em quarto, terminou Felipe Massa, seguido de Jenson Button, Kimi Raikkonen, Romain Grosjean, Nico Hulkenberg, Pastor Maldonado e Bruno Senna. Fora dos pontos ficaram Pérez, Ricciardo, Rosberg, Kobayashi,Di Resta, Schumacher e Petrov. Em 18º ficou Kovalainen, à frente de Glock, Pic, De La Rosa e Karthikeyan, em último. Não terminaram Mark Webber e Jean-Eric Vergne.

 

Com praticamente tudo por decidir, voltamos às corridas em Interlagos, dia 25 de Novembro.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:48

Rádio Lotus

por Tiago Crispim, em 06.11.12

Ainda sobre o GP de Abu Dhabi...

 

Como sabemos, as comunicações entre pilotos e equipas são por vezes transmitidas na televisão, durante as corridas.

 

E as respostas de Kimi Raikkonen são hilariantes.

 

Agora em Abu Dhabi tivemos a oportunidade de ouvir não uma, mas duas pérolas de Kimi.
No fim do GP de Abu Dhabi, a equipa da Sky entrevistou o engenheiro de Raikkonen, Mark Slade. Ele disse que não tinha problemas com as respostas do finlandês e chegou a afirmar que há pilotos que preferem estar concentrados apenas na condução. Mas que ele continuava a dar informações quando achava necessário.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:15

Entrevista a Kimi Raikkonen

por Tiago Crispim, em 05.11.12

Tradução da entrevista concedida por Kimi Raikkonen à Lotus, após a vitória no GP de Abu Dhabi.

 

Kimi Raikkonen em cima do Lotus após a vitória.



Tendo vencido um Grande Prémio pela 19ª vez - e a 48ª para uma equipa de Enstone - Kimi Raikkonen responde às questões depois do Grande Prémio de Abu Dhabi.

 

Como se sente ao ganhar pela 19ª vez?

Estou muito contente pela equipa - e por mim - mas principalmente por toda a equipa aqui e todos em Enstone. Tem sido uma temporada difícil e sinto que esta vitória é bem merecida por todos e era mesmo o que precisávamos. É também algo enorme para os fãs que tem continuado a apoiar-me e à equipa. Não temos tido a vida facilitada nas últimas corridas. Espero que isto dê a todos mais esperança, não apenas para todos os que trabalham na pista e na fábrica, mas para todos atrás do pano que gerem a equipa. Espero que isto possa mudar as coisas e dar-nos muito mais boas corridas e vitórias; se não este ano, então para o próximo.


Como é que esta vitória se compara com as outras dezoito?

Para ser sincero é só mais uma vitória na lista para mim. É óptimo claro, porque já passaram uns anos, mas as vitórias antes desta foram muito semelhantes; não tínhamos o melhor carro, mas lutámos e ainda ganhámos. É óptimo ganhar agora, para que as pessoas parem de perguntar se posso vencer ou não, e assim fica tudo mais claro!

 

É bom que tenha respondido à questão de "quando chega a vitória"?

Nunca me interessou o que as pessoas pensam - se não terminar a corrida seguinte, então vão pensar que sou tão mau quanto essa corrida. Apenas faço o meu trabalho, e se estou contente com o que faço e é o melhor que pode ser para a equipa, então é isso. Eu não ligo muito se as pessoas pensam algo diferente de mim agora, do que pensavam três horas antes da corrida.

 

Que emoções sentiu quando viu a bandeira xadrez?

Estou contente, mas nada de andar a saltar. Ainda temos algumas corridas para disputar, vou tentar fazer o mesmo de novo. De certeza que vamos ter uma boa festa esta noite e talvez amanhã, quando nos sentirmos mal depois de uma longa noite, nos lembremos como sentimos. Estou apenas contente por todos na equipa.

 

Fale sobre a sua largada.

Era chave ficar atrás do carro mais rápido e não ficar preso atrás de carros menos rápidos que o nosso. Tínhamos uma boa posição na grelha e melhorámos na partida. Penso que tivemos boas largadas antes e comparando com outras, hoje foi uma largada bastante normal. Consegui passar Mark [Webber] e Pastor [Maldonado] antes de mudar para a segunda mudança (segundo câmbio). Tinha feito uma boa largada na volta de aquecimento (warm-up) e então sabia que ia ser boa.

 

Quanto tempo vão durar as celebrações?

Tenho quase duas semanas. Enquanto consiga chegar à próxima corrida acho que a equipa fica contente. Talvez tente ir para casa em alguma altura.

 

A foto da equipa após a vitória

 

Fotos: © Lotus F1 Team

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:04

Resumo do GP de Abu Dhabi

por Tiago Crispim, em 04.11.12

Sebastian Vettel foi o piloto mais rápido na qualificação em Abu Dhabi, mas partiu da pit lane. Foi penalizado por não ter combustível suficiente para realizar os testes necessários. Assim sendo, o alemão só pôde largar depois do resto do pelotão passar a curva 1.

 

Partiu da frente Lewis Hamilton, seguido de Mark Webber, Pastor Madonado e Kimi Raikkonen. De quinto largou Jenson Button, à frente de Fernando Alonso. Depois Nico Rosberg, Felipe Massa, Romain Grosjean e Nico Hulkenberg, a fechar os dez primeiros.

 

A Pirelli levou os compostos macios e médios para este circuito, e apenas Vettel, Schumacher e Senna começaram com médios.

 

Mas antes da partida Pedro de La Rosa teve problemas na volta de formação e foi começar atrás de Vettel, da pit lane.

 

O ponto de vista da HRT para a grelha de partida

 

Na partida Raikkonen ultrapassou Maldonado e Hulkenberg entrou em contacto com Senna, que levou ao abandono do piloto da Force India. Na quarta curva Alonso passou por Webber. Depois vimos que Grosjean também tinha ficado danificado, num toque com um Mercedes, e rapidamente levou o seu Lotus à boxe.

 

Raikkonen começou imediatamente a pressionar Hamilton, mas Vettel, que partiu do fim, já estava em 16º, tendo passado por Senna e ficado com a asa dianteira danificada.

 

Senna andava a subir de posições, e andava em 15º e Vettel também, era 13º.

 

Rosberg e Karthikeyan tiveram um acidente à nona volta, que fez entrar o Safety Car. Junta-se o pelotão e Vettel aprecia. Pela repetição, parece que o HRT estava com problemas e que o Mercedes saltou por cima de Karthikeyan.

 

Vettel, que já tinha a asa da frente danificada num toque com Senna, atrapalhou-se com as manobras de Daniel Ricciardo que aquecia os pneus. O alemão estava a manter os travões quentes e para não bater no Toro Rosso, foi contra uma placa de esferovite. Ainda antes do Safety Car sair de cena, Vettel aproveitou para trocar de pneus e de nariz, voltando ao fim do pelotão.

 

Rosberg a voar por cima de Karthikeyan

 

Na saída do Safety Car Webber atacou Alonso, que se conseguiu defender bem. Lá atrás, Vettel começou rapidamente a ganhar posições. Teve mesmo que devolver uma posição a Grosjean, já que ultrapassou o francês indo por fora da pista. Claro que a foi recuperar depois.

 

Lewis Hamilton, que estava a liderar a corrida, começou a andar devagar e abandonou. O McLaren perdeu toda a potência e deixou o Lotus de Kimi Raikkonen à frente. Pastor Maldonado foi ultrapassado por Alonso, que saltou para a segunda posição. Confirmou-se depois que foi um problema elétrico.

 

Webber tentou passar Maldonado que, apertado, tocou na roda traseira do australiano e tirou-o da pista. Pouco depois, Button passou o venezuelano sem problemas. Webber caiu para sétimo, duas posições à frente do seu companheiro de equipa.

 

A emoção já estava garantida, mas Webber tentou passar Massa por fora, tocou no Ferrari e o brasileiro fez um pião. O australiano conseguiu regressar à pista. A Ferrari tinha avisado Massa para se manter ainda em pista para aguentar o Red Bull mas depois deste incidente decidiu trocar de pneus.

 

Os stewards, que andavam a penalizar por tudo e por nada no ano passado, decidiram que os acidentes foram incidentes de corrida.

 

Vettel a derrubar a placa que avisa a zona de DRS

 

Raikkonen parou na volta 32 de 55, uma volta depois de Webber e Pérez. O finlandês manteve a posição mas seguido de perto por Vettel, que tinha partido de último e já tinha parado. A Red Bull queria levar o carro até ao fim, sem mais paragens, mas será que os pneus médios iriam aguentar 42 voltas?

 

Button, em quarto, pressionava Alonso e mais atrás eram Pérez e Webber a perseguir Paul Di Resta. E a resposta da Red Bull foi trocar mais uma vez de pneus para Vettel.

 

Mais atrás Grosjean estava a defender-se de Pérez e Webber. Pérez apertou Di Resta e teve de fugir da pista para não bater no Force India. O francês da Lotus tocou no Sauber quando este regressava à linha de corrida e levou também com Webber Ficaram de fora o Lotus e o Red Bull, e entrou o Safety Car.

Pérez foi depois penalizado por causar uma colisão.

 

Agora Vettel tem pneus mais recentes e estava numa boa posição para vencer a corrida, a partir do quarto lugar.

 

Schumahcer até estava nos pontos mas furou um pneu e foi à boxe ainda sob Safety Car. Charles Pic desistiu, levando o seu Marussia à boxe, para retirar.

 

Na saída do SC Vettel pressionou Button e Raikkonen saiu disparado. A pressão do alemão da Red Bull era constante, mas sem arriscar uma ultrapassagem. Alonso começou a fazer voltas mais rápidas e a encurtar a distância para Raikkonen.

 

Foi na volta 52, a três do fim, que Vettel passou Button.

 

Kimi Raikkonen com a taça

 

Até ao final, a questão agora era se Alonso conseguia passar o Lotus de Raikkonen. Mas o finlandês conseguiu a primeira vitória do ano. O sexto vencedor diferente da temporada e ainda por cima no ano do seu regresso à F1

Foi também a primeira vitória desde que a Lotus se deixou de chamar Renault.

 

No final do GP de Abu Dhabi ficaram Raikkonen, Alonso, Vettel e Button. A Williams fez um bom resultado nesta corrida, com Maldonado em quinto, seguido de Kobayashi, Massa, Senna e Di Resta. O último dos pontuáveis foi Ricciardo. Logo atrás ficaram Schumacher, Vergne, Kovalainen, Glock, Pérez, Petrov e De La Rosa. Não terminaram Pic, Grosjean, Webber, Hamilton, Karthikeyan, Rosberg e Hulkenberg.

 

A próxima corrida é no novo circuito das Américas, em Austin, Texas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:56


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



Contactos


Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

subscrever feeds