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Kimi Raikkonen em 2013 na Lotus

por Tiago Crispim, em 29.10.12

Kimi Raikkonen vai manter-se na Lotus na próxima temporada.

 

O piloto finlandês afirmou, numa entrevista ao site oficial da equipa, que está motivado para continuar a correr e que vai lutar pelos pódios em 2013.

 

"Provámos enquanto equipa que podemos construir e desenvolver um carro forte e de confiança. Este ano tem sido uma boa plataforma para criar fundações fortes para o que esperamos ser uma ainda melhor temporada. Sabemos que temos de melhorar em áreas importantes, que devem ajudar-nos a ter melhores resultados no próximo ano. Sobretudo estou ansioso por continuar a trabalhar com a equipa para alcançar mais coisas boas em 2013", disse Raikkonen.

 

 

O finlandês afirmou ainda que sentiu nunca ter parado de correr. "Posso ter ter andado a fazer algo diferente nos rallies, mas depois de voltar à Fórmula 1 senti-me imediatamente pronto e rápido o suficiente para voltar a correr. A minha fome de vencer é exatamente a mesma de sempre e penso que mostrei que sou capaz de lutar por vitórias. Obviamente não tive nenhuma este ano até agora, mas estivemos perto algumas vezes e certamente vamos continuar a tentar, o tempo que for preciso, para voltar a ganhar."

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publicado às 16:19

Resumo do GP da Índia

por Tiago Crispim, em 28.10.12

GP da Índia em dia de aniversário de Bernie Ecclestone. O patrão da F1 fez 82 anos e Sebastian Vettel partiu da pole, lugar ideal para oferecer uma vitória de prenda. Ainda na primeira fila da grelha de partida estava Mark Webber. Em terceiro e quarto qualificaram-se os McLaren, com Lewis Hamilton à frente de Jenson Button, seguidos dos dois Ferrari, com Fernando Alonso antes de Felipe Massa. A fechar os dez primeiros na grelha de partida tínhamos Raikkonen, Pérez, Maldonado e Rosberg.

 

Esta foi a quinta vez que Vettel partiu da pole neste campeonato.

 

O Red Bull de Vettel na grelha de partida

 

A largada foi emocionante. Os Red Bull conseguiram manter a dianteira mas os McLaren e Alonso envolveram-se numa acesa luta que resultou na perda de dois lugares para Hamilton. Button conseguiu manter-se à frente da Ferrari do espanhol, mas com muito pouca distância. Na verdade, na quarta volta o piloto das Astúrias aproveitou o DRS para saltar para a terceira posição.

 

Mas a partida não foi completamente limpa. Algures no meio do pelotão, Schumacher ficou com um furo na roda traseira e Jean-Eric Vergne partiu a asa dianteira. Michael Schumahcer, que com Kobayasji e Ricciardo, tinha partido com pneus duros, aproveitou a paragem para colocar os pneus macios.

 

A guerra entre os McLaren continuava, e Hamilton levava a dianteira à sétima volta, atrás de Alonso, Webber e Vettel.

 

Umas voltas depois a realização focou-se na luta pelo oitavo lugar, entre a Sauber de Sérgio Pérez e a Force India de Nico Hulkenberg. O mexicano conseguiu aguentar a pressão do alemão durante duas voltas, provavelmente a dica que a Sauber precisava, já que enviou o carro de Pérez para as boxes trocar de pneus. Voltou a colocar o composto macio, o que indicava uma estratégia de duas paragens.

 

Equipa de reportagem da Sky que cobre a Williams F1, dentro da boxe

 

Na décima posição, Pastor Maldonado era ultrapassado por Grosjean e Senna. Um pouco depois, Sérgio Pérez entrou em contato com o Toro Rosso de Ricciardo, ao ultrapassá-lo, e furou o pneu traseiro direito. Ele estava em recuperação depois de ter parado e ficou com a corrida comprometida. Uma volta depois voltou a entrar na boxe para abandonar a prova, provavelmente com danos ao nível do chão do carro ou da suspensão por ter levado um carro desalinhado durante uma volta.

 

Romain Grosjean, da Lotus, passava para nono, seguido mais uma vez de Bruno Senna. Desta feita a vítima foi Nico Rosberg.

 

Na volta 24 de 60 Jenson Button pôs os pneus duros no McLaren. Senna parou na volta 27 e Rosberg, Maldonado e Raikkonen na seguinte. Começava assim a primeira rodada de trocas de pneu. Massa e Alonso foram à boxe nas voltas seguintes.

 

Kimi Raikkonen, que tinha estado sempre atrás de Felipe Massa, teve o azar de ver Massa sair do pit lane à sua frente. Conseguiu passá-lo, já que tinha os pneus mais quentes, mas o brasileiro da Ferrari respondeu pouco depois e recuperou a posição, graças ao DRS.

 

Descontração na boxe da Williams

 

Maldonado, Senna e Kobayashi estavam envolvidos numa luta que acabou com Maldonado a cortar cedo demais e a sair fora de pista e ficar com um furo.

 

Hamilton, que estava com problemas no rádio parou na volta 33, para trocar de pneus e de volante rm 3.3 segundos. Uma volta depois foi Vettel que parou e manteve a liderança da corrida.

 

Se precisávamos de mais uma prova que Michael Schumacher sai pela porta dos fundos neste seu retorno à F1, os stewards investigaram o alemão por ter ignorado bandeiras azuis.

 

E com 37 de 60 voltas cumpridas, todos os pilotos tinham parado. O último a fazê-lo foi Kamui Kobayashi, o único Sauber em pista. Um pouco depois de faltarem 20 voltas para o fim, a Ferrari admitia estar com problemas com o combustível. Seria estratégia ou os pilotos tinham mesmo de poupar? Grojsean também andava já a levantar o pé do acelerador no fim das retas.

 

Pedro De La Rosa abandonou a corrida  na volta 46 com uma falha nos travões. Um problema preocupante para a HRT que atirou o piloto espanhol para a gravilha.

 

Charles Pic depois da corrida

 

Fernando Alonso fez uma grande ultrapassagem a Mark Webber. Sem KERS para se defender, o australiano da Red Bull viu o Ferrari aproximar-se e passá-lo antes de chegar à curva. No rádio a McLaren aproveitava para indicar a Hamilton que Webber devia ter problemas no seu KERS.

 

Kimi Raikkonen é que nunca mais passava Felipe Massa, tendo andado a corrida toda a ver a traseira do Ferrari.

 

Bruno Senna estava a fazer uma boa corrida. Depois de já ter estado nos lugares pontuáveis, antes da ida às boxes, voltava à décima posição com uma boa ultrapassagem a Nico Rosberg.

 

Alonso continuava a pressionar Vettel, embora a distância fosse muita. O alemão da Red Bull tocou com o chão do carro na superfície da pista e libertou faíscas, mas não afetou o ritmo do alemão. O outro Red Bull também estava sob pressão, mas de Hamilton.

 

Com apenas duas voltas para o fim Michael Schumacher decidiu abandonar com problemas mecânicos. Assim poupa os componentes do carro e pode trocar de caixa de velocidades na próxima corrida. Convenhamos que este GP foi péssimo para Schumi.

 

Classificação final

 

E Vettel manteve a liderança durante toda a corrida, vencendo pela segunda vez o GP da Índia e aumentando a vantagem no campeonato. Alonso foi segundo e Webber terceiro, seguido de perto por Lewis Hamilton. Button ficou em quinto, à frente de Massa e de Raikkonen, que passou a corrida atrás do Ferrari. Em oitavo ficou Hulkenberg, seguido de Grosjean e Bruno Senna. Fora dos pontos ficou Rosberg, em 11º, Di Resta, Ricciardo, Kobayashi e Vergne em 15º. Maldonado foi 16º, seguido de Petrov, Kovalainen, Pic, Glock e Karthikeyan. Não terminaram Schumacher, De La Rosa e Pérez.

 

Na tabela de pilotos, Vettel mantém a liderança com 240 pontos, contra os 227 de Fernando Alonso. A próxima corrida é dia 4 de Novembro, em Abu Dhabi.

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publicado às 11:13

Massa garantido em 2013

por Tiago Crispim, em 17.10.12

A novela arrastou-se mas finalmente a Ferrari confirmou o seu line-up de pilotos para 2013. Fernando Alonso e Felipe Massa.

 

O piloto brasileiro passou todo este ano debaixo de fortes críticas pelo seu desempenho mas mesmo assim a marca italiana anunciou em comunicado a extensão do contrato por um ano.

 

Felipe Massa é atualmente o nono classificado na tabela de pilotos, e teve como melhor resultado, este ano, um segundo lugar no GP do Japão, a 7 de outubro.

 

Será a sétima temporada do piloto com a Ferrari. Em 2008 foi segundo classificado no mundial com seis vitórias, mas desde o acidente, em 2009, que o fez perder metade da temporada, não voltou a vencer uma corrida.

 

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publicado às 16:06

O fim da imprensa automóvel em Portugal

por Tiago Crispim, em 16.10.12

Por vezes tive de procurar bem fundo a vontade de atualizar e escrever este blog, perguntando-me frequentemente se valerá a pena manter esta atividade.

Embora tenha noção que este é mais um num mar de blogs sobre este tema, muitos dos outros com conteúdos exclusivos graças à atividade dos autores, mantenho este espaço vivo e tento mantê-lo sempre a par do que se passa no "grande circo".

 

Vejo que em Portugal, desde o momento em que a F1 passou a ser transmitida num canal pago, os fãs desligaram-se do desporto. É frequente ouvir dizer que "no tempo de Senna é que era bom". E atenção que nunca me ouvirão discutir isso, mas a verdade é que ainda é bom. Nós não deixámos de ver futebol, mesmo depois dos vários escândalos que, volta e meia, assolam o desporto.

 

Mas os fanáticos da Fórmula Um andam escondidos. Os fãs de desportos motorizados, em Portugal, são agora os de Todo-o-Terreno, de Rallies e de motas.

 

E embora a maioria (48%) dos meus visitantes sejam brasileiros, ainda há 29% de portugueses que cá vêm parar. Tento agradar a todos e escrever de maneira a que tudo se entenda, mas esse não é o propósito deste post, já que falamos de uma realidade específica.

 

É que hoje, dia 16 de Outubro, os grupos de comunicação Cofina e Impresa anunciaram o fim das revistas Automotor, Volante e Autosport.

 

A Automotor vendeu, em Maio e Junho, uma média de 16.864 exemplares. Era feita por quatro jornalistas, um diretor e vários colaboradores.

 

A Volante vendeu 8617 exemplares por mês no mesmo período e a Autosport cerca de 10.589. Além das revistas de motores, acabam também três revistas de decoração e dois sites especializados, em futebol e jogos de consolas e computadores. Vão despedir cerca de 50 pessoas ligadas a estas publicações, assegurou uma fonte do grupo Impresa.

 

O grupo Impresa garante que o programa Volante TV, que passa na SIC Notícias, e o troféu Carro do Ano/Volante de Cristal vão continuar.

 

Eu, que nunca ganhei dinheiro com este blog, e provavelmente nunca vou ganhar, tenho pena que isto aconteça. Talvez não haja mercado, talvez os portugueses não se interessem por carros. Mas agora, se queremos saber mais sobre desportos motorizados vamos ter que os encontrar na net...

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publicado às 14:58

Resumo do GP da Coreia

por Tiago Crispim, em 14.10.12

Psy, o músico que se tornou estrela mundial da música graças à internet, foi escolhido como “embaixador” deste Grande Prémio, não fosse ele atualmente o coreano mais famoso do mundo. Não foi de estranhar portanto, a presença dele no paddock, antes da corrida, a ensaiar uns passos de Gangnam Style a Mark Webber e Sebastian Vettel.

 

Os pilotos da Red Bull partiram da primeira linha da grelha, com o australiano a sair da pole. Atrás ficou Lewis Hamilton, seguido de Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Romain Grosjean, Nico Hulkenberg, Nico Rosberg e Michael Schumacher, a fechar o top 10.

 

O Gangnam Style de Psy, Webber e Vettel.

 

A partida foi limpa, mas na terceira curva, a  meio do pelotão, Kamui Kobayashi travou para cima de Jenson Button e Nico Rosberg, que abandonaram na segunda volta.  Foi preciso esperar até à sétima volta para deixarmos de ver bandeiras amarelas em pista.

 

Vettel rapidamente saltou para a frente da corrida e começou a ganhar distância., mas os pilotos que subiram mais lugares foram sem dúvida os Toro Rosso, que antes da décima volta, andavam já pelo 15º e 13º lugares. Especialmente bom resultado para Daniel Ricciardo, que saira da 21ª posição.

 

As primeiras paragens foram perto da volta 14, com a maior parte dos pilotos a trocar para os pneus mais suaves.

 

Depois da troca, Vettel manteve o primeiro lugar, seguido de Massa, Sérgio Pérez e Alonso. O brasileiro da Ferrari ainda não tinha passado pelas boxes, e juntou-se depois à corrida em quinto. Na 18ª volta Kobayashi e De La Rosa abandonaram. O japonês teria muitos danos  no carro graças à sua travagem suicida no início da corrida.

 

Os pilotos reunidos antes da tradicional parada, antes da corrida

 

Sérgio Pérez  aguentou o seu Sauber até à volta 19, onde finalmente trocou os pneus.

 

A McLaren não estava a ter o melhor dos dias em Yeongam. Depois do abandono de Button, Hamilton estava a ter problemas em aguentar-se na quarta posição e foi prontamente ultrapassado por Massa. Raikkonen tentou depois a sua sorte, com o inglês a aguentqar a pressão até à volta 27, quando foi novamente trocar de pneus.

 

Entre a 27 e a 33 os pilotos começaram as segundas paragens, com Pérez a ser novamente dos últimos a parar, na volta 34. Alonso parou só na 35 e Massa e Vettel na 36.

 

Massa começou a pressionar o seu companheiro de equipa, mas prontamente recebeu uma mensagem que estava demasiado perto.

 

Hamilton parou ainda mais uma vez, para montar os pneus super suaves no seu McLaren, mas com cerca de dez voltas para o fim, dificilmente salvaria a corrida.

 

Os mecânicos da Williams a acompanhar a corrida

 

Vettel e Webber na frente, sem oposição, tratavam de poupar os pneus até ao final, com a maioria dos pilotos a não forçar muito os carros. A Red Bull contatou Vettel para ele ter especial cuidado com o pneu frontal direito sob travagem.

 

Uma boa corrida estavam a ter os Toro Rosso, nesta altura com Vergne a passar por Ricciardo pela oitava posição. Hamilton atrás dos dois, foi atropelar um pedaço de relva artificial que andava por ali. Já antes tinha sido atropelada pelos Williams.

 

A emoção ficou garantida pelo engenheiro de Vettel, que insistia com o atual campeão que, se ele continuasse assim, o pneu direito da frente podia rebentar.

 

Vettel cruzou em primeiro a meta, onde novamente apareceu Psy a dar a bandeirada. Vettel salta para a liderança do campeonato, destronando Alonso.

 

Vettel em cima do seu Red Bull e os festejos da equipa

 

Terminaram, por ordem, Vettel, Webber, Alonso, Massa, Raikkonen, Hulkenberg, Grosjean, Vergne, Ricciardo e Hamilton a fechar os dez primeiros. Em 11º ficou Pérez, seguido de Di Resta, Schumacher, Maldonando, Senna, Petrov, Kovalainen, Glock, Pic e Karthikeyan. Não terminaram De La Rosa, Kobayashi, Rosberg e Button.

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publicado às 08:45

Resumo do GP do Japão

por Tiago Crispim, em 07.10.12

Chegamos a este GP do Japão com algumas certezas para 2013, nomeadamente a saída de Michael Schumacher, e as novas equipas de Lewis Hamilton e Sérgio Pérez. Mas, talvez para nos fazer lembrar qual tem sido a equipa dominante nos últimos anos, a Red Bull marcou os dois primeiros tempos na qualificação em Suzuka.

 

Sebastian Vettel tomou a pole, seguido do seu companheiro de equipa, Mark Webber e do piloto local Kamui Kobayashi, que volta a colocar a Sauber em destaque, depois de Button ter trocado a caixa de velocidades e ter caído cinco posições. Do quarto lugar partiu Romain Grosjean, seguido de Pérez, Alonso, Raikkonen, Button, Hamilton e Massa, a fechar os dez primeiros. Depois de anunciar que esta era a última temporada na F1, Schumi partiu do penúltimo lugar, com pneus duros.

 

Os bastidores. Kimi Raikkonen em reunião na motorhome antes da corrida.

 

A partida pareceu limpa, com Kobayashi a subir uma posição, mas imediatamente Fernando Alonso fez um pião e atravessou-se na pista. Pela transmissão não pareceu haver contacto entre pilotos, mas Rosberg foi também vítima da largada, tal como o brasileiro Bruno Senna,  que ficou sem asa dianteira. Foi preciso ver no replay que Raikkonen tocou em Alonso, que furou, e sem surpresa, Grosjean colidiu com Webber.

 

O Safety Car foi para a pista e Grosjean, Webber e Senna, aproveitaram para trocar para os pneus duros, e o nariz do carro.

 

O SC regressou à boxe pouco depois, com Vettel a manter a liderança seguido pelo japonês da Sauber.

 

Na sexta volta, o mexicano da equipa suíça aproveitou que Hamilton travou um pouco antes para passar, sem aviso, para a sexta posição. Era perceptível que o inglês estava a ter problemas com o McLaren, provavelmente com a afinação, já que dançava um bocado nas curvas.

 

Os sempre atentos stewards puniram Romain Grosjean com um stop and go  de dez segundos, altura em que a Mercedes informou Schumacher que perdeu a telemetria do seu carro.

 

Webber fala com Button e Di Resta, com Hulkenberg em primeiro plano, antes da parada dos pilotos.

 

As primeiras paragens começaram algures pela volta 14 e Kobayashi foi, com Raikkonen, um dos primeiros a parar. O japonês caiu para sexto, sendo o melhor, até então, dos que já tinham parado. Mas foi preciso esperar até à volta 18 para Vettel parar, tal como Massa, que era então segundo e manteve a posição.

 

Cheio de confiança, ou a tentar evitar bater, Pérez tentou ultrapassar, novamente, Hamilton. No mesmo lugar mas desta vez por fora. Perdeu o controlo do Sauber, derrapou as rodas o suficiente para chegar à relva e fazer um pião, e ficou fora da prova, embora tenha ainda mostrado resistência a desligar o motor.

Pode ter sido confiança a mais ou então descontrolo do carro mesmo antes de chegar à curva em questão.

 

Foi apenas nesta altura que Bruno Senna recebeu uma penalização por uma colisão na partida. Foi um drive through.

 

Stop & Go de Romain Grosjean.

 

Entretanto os McLaren debatiam-se com problemas. Hamilton queixava-se de já não ter pneus, e Button reclamava constantemente da sua nova caixa de velocidades, trocada no fim-de-semana e motivo pela perda de cinco lugares na partida. O piloto dizia que algumas mudanças não entravam bem e passavam pelo ponto morto antes de engatar, mas a equipa afirmava não haver problema e no fim, se houve, não fez grande diferença.

 

Webber, pela calada, era já nono, depois de ter caído para o fim do pelotão quando trocou a asa dianteira após o acidente na largada. O problema é que era também dos primeiros a trocar de pneus.

 

A segunda paragem nas boxes foi também rápida e sem incidentes de maior, com a maioria dos pilotos da frente a manterem dos lugares.

 

Button, que tinha passado Kobayashi, perdeu o lugar para o japonês depois da segunda troca, mas o Sauber não conseguiu aproximar-se o suficiente para chegar ao segundo lugar de Massa.

 

Como na corrida não se passava grande coisa, quase a dez voltas do fim, os comentadores portugueses aproveitam para dar uma breve explicação sobre aerodinâmica, bastante simples e competente, que ocupou as voltas 40 a 42.

Vettel levava 18 segundos sobre Massa e Kobayashi e Button mantinham-se em terceiro e quarto.

 

O furo de Fernando Alonso, que escreveu no final da corrida, no twitter, que ainda faltam cinco corridas para o fim...

 

O inglês da McLaren estava a ganhar tempo ao japonês da Sauber, com sete voltaas para o final, e a equipa prateada pediu para puxar pelo pódio. Era a luta mais animada deste final, e a meu ver, de toda a corrida.

 

Petrov ainda foi penalizado com um drive through por não respeitar as bandeiras azuis, logo depois de Kobayashi responder a Button e aumentar a sua distância. O japonês defendeu com unhas e dentes a posição, frente ao inglês cada vez mais próximo, e iguala o terceiro de Aguri Suzuki em casa.

 

Sebastian Vettel venceu a corrida sem problemas, desde a partida até  à bandeira axadrezada e Massa ganha o seu primeiro pódio deste ano.

 

Em suma, numa pista normalmente animada, vimos uma corrida pouco emocionante, a roçar o chato. A vitória de Vettel e o abandono de Alonso ditam que o espanhol mantém a vantagem com 194 pontos, contra os 190 de Vettel. No campeonato de construtores, a Red Bull  mantém também a vantagem.

 

Vettel em cima do seu Red Bull depois de ter vencido o GP.

 

O público japonês em histeria depois de Kobayashi cortar a meta foi a melhor parte da corrida.

 

Com esta vitória, a 24ª, Vettel iguala Fangio como o nono maior da história.

 

A F1 continua na Ásia, para a semana temos GP da Coreia.

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publicado às 08:37


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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