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Pérez na McLaren

por Tiago Crispim, em 28.09.12

Numa notícia relacionada com a saída de Lewis Hamilton para a Mercedes em 2013, a McLaren anunciou já o nome do piloto que será companheiro de equipa de Jenson Button.

 

Depois dos rumores que o mexicano Sérgio Pérez iria substituir Felipe Massa na Ferrari, a rival McLaren garante o piloto para 2013.

Esses rumores surgiam ligados ao facto de Pérez fazer parte do programa de jovens pilotos da marca italiana.

 

Em notícia publicada no site oficial da equipa, Pérez declarou-se honrado em ser escolhido para companheiro de equipa de Jenson Button.

 

Pérez sucede a Hamilton na McLaren

 

"Tenho passado a temporada de 2012 a trabalhar bastante para demostrar o meu potencial, mas sempre me mantive humilde e focado. Estou, e sempre estarei, extremamente agradecido a Peter [Sauber] e a todos na Sauber F1 por terem acreditado em mim e por me darem a chance de correr na Fórmula 1", acrescentou.

 

"Não tenho ilusões de que este é um passo muito grande, como seria para qualquer piloto, mas estou pronto. Embora ainda esteja completamente focado em dar o melhor pela Sauber no resto da temporada, estou ansioso por trabalhar com todos na Vodafone McLaren Mercedes e com Jenson, uma pessoa que há muito admiro como um piloto brilhante e um grande campeão", disse ainda o mexicano.

 

Sérgio Pérez, com 22 anos, está no seu segundo ano na F1 e na Sauber. Esta temporada alcançou já três pódios, com dois segundos e um terceiro lugar.

 

Começa a famosa 'dança das cadeiras na F1', a seis corridas do fim da temporada.

 

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publicado às 12:20

Hamilton confirmado na Mercedes em 2013

por Tiago Crispim, em 28.09.12

O namoro já não era novidade, mas hoje a McLaren e a Mercedes confirmaram os rumores.

 

Lewis Hamilton troca a McLaren pela Mercedes no próximo ano.

 

Hamilton ao volante de um Mercedes ligeiramente mais antigo

 

Em notícia divulgada no site da construtora alemã,pode ler-se que o piloto inglês, apoiado pela Mercedes e McLaren desde o início da sua carreira, será companheiro de equipa de Nico Rosberg (já tinham sido em 2000 na TeamMBM.com da Formula A karting).

 

"É agora altura de aceitar um novo desafio e estou muito contente em começar um novo capítulo", declarou Hamilton.

 

Quem sai da equipa é Michael Schumacher, depois de três anos com a marca alemã.

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publicado às 12:07

Sid Watkins, o professor

por Tiago Crispim, em 24.09.12

Poucas pessoas mudaram tanto a F1 como Sid Watkins.

 

Mais conhecido no meio como "prof" ou "professor Sid", Watkins formou-se em medicina em 1956, tendo servido depois no corpo médico do exército inglês no oeste africano. De volta ao Reino Unido em 1958, especializou-se em neurocirurgia e em 61 participou, enquanto parte do staff médico, numa prova de karts em Brands Hatch. Nos tempos livres era também o médico do circuito de Silverstone.

 

Foi a partir de 1978 que o professor Sid se juntou ao Grande Circo, após convite de Bernie Ecclestone, à altura diretor da FOCA (Associação de Construtores de Fórmula Um). Iria manter-se nestas funções até 2004.

 

Sid Watkins com Bernie Ecclestone

 

Chefe de neurocirurgia no Hospital de Londres durante a semana, aos fins-de-semana acompanhava o circuito mundial de F1, e durante este tempo, Sid Watkins criou e ajudou a implementar muitas das medidas de segurança que podemos ver hoje na categoria.

 

A sua primeira grande intervenção foi logo no primeiro ano com a F1, 1978, no GP de Itália. Na altura muitos circuitos contestavam a sua presença, por achar que era uma forma de monitorização, e quando na largada desse GP, o sueco Ronnie Peterson se despistou e o seu carro se incendiou, Watkins foi impedido pela polícia, que formou um cordão de segurança, de chegar até ao piloto. Este atraso de 18 minutos até a ambulância e Watkins chegaram, foi determinante na morte do sueco.

 

Depois disto, o professor Sid pediu a Ecclestone melhor equipamento, um carro médico e um helicóptero, além do médico passar a seguir os carros de F1 durante a primeira volta.

 

Sid Watkins foi ganhando cada vez mais importância junto das autoridades e dos pilotos, que em 1985, recebeu um troféu dos pilotos a agradecer a sua contribuição.

 

Watkins foi um dos responsáveis pela implementação do HANS na F1

 

Amante de cigarros e de whisky e amigo do brasileiro Ayrton Senna, esteve no local quando o então piloto da Williams faleceu, tal como nos acidentes fatais de Gilles Villeneuve ou de Riccardo Paletti. Mas outras alturas houve em que a intervenção do professor salvou vidas.

Em 95 fez uma traqueostomia de urgência e reanimou Mika Häkkinen, estava lá quando o carro de Gehrard Berger se incendiou em 1989 em Imola e ajudou Martin Donnelly a recuperar completamente, depois do acidente quase fatal em Jerez.

 

A seguir ao fim-de-semana negro de 1994 criou-se o Comité de Segurança da FIA, da qual Sid Watkins foi nomeado presidente. Desde então não houve fatalidades na F1. Este comité foi ainda responsável por criar um grupo de pesquisa de segurança nos rallies e nos karts, até que em 2004 se tornou o Instituto FIA para a Segurança nos Desportos Motorizados, também com o professor como presidente.

 

O prof, que nunca teve medo de Ecclestone ou de expressar as suas opiniões, mesmo mantendo uma postura aparentemente descontraída, morreu aos 84 anos, a 12 de Setembro e foi homenageado com um minuto de silêncio antes do GP de Singapura.

O vencedor da corrida, Sebastian Vettel, dedicou a vitória ao professor Sid, agradecendo todo o trabalho que ele fez para melhorar a segurança do desporto, e classificou-o como uma das maiores razões para que os pilotos consigam correr e sentindo-se seguros.

 

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publicado às 14:44

Resumo do GP de Singapura

por Tiago Crispim, em 23.09.12

São várias as notícias que estiveram em destaque no mundo da F1, entre elas a morte do professor Sid Watkins, homenageado no arranque do GP de Singapura.

Para não ocupar este post com a carreira de Watkins, esta semana faço ainda um resumo da sua carreira e importância para a Fórmula 1.

 

A sair da pole position estava Lewis Hamilton, seguido do surpreendente Pastor Maldonado, que afastou Sebastian Vettel para o terceiro lugar. Jenson Button é quarto na largada, à frente de Fernando Alonso. Mark Webber é sétimo atrás de Paul Di Resta e Kimi Raikkonen não foi além do 12º lugar, seguido de Felipe Massa. Bruno Senna e Pedro De La Rosa sofreram penalizações por troca de caixa de velocidades e partiram, respetivamente, do 17º e 24º lugares.

 

Minuto de silêncio em homenagem a Sid Watkins

 

A partida ocorreu quase sem incidentes, com Hamilton a fazer uma boa saída. Maldonado foi ultrapassado por Vettel e Button e lá atrás, o Caterham de Vitaly Petrov tinha alguns danos, devido a uma colisão com o seu companheiro de equipa, e foi de imediato à boxe, seguido de Felipe Massa, que teve um furo.

 

A primeira luta em que se focaram as câmaras foi a do décimo posto, entre Schumacher, Raikkonen e Hulkenberg. Ao mesmo tempo Romain Grosjean, de volta após a suspensão no GP de Itália, lia pelo rádio os dados do carro, já que a equipa se queixava de não ter telemetria do seu Lotus.

 

A primeira paragem programada foi na nona volta, com Mark Webber a cair de sétimo para 20º. Na mesma altura Vettel cometeu um erro, indo em frente na chicane, que acabou por aumentar ainda mais a vantagem de Hamilton. Logo depois, na volta 11, o alemão da Red Bull parou também nas boxes, caindo para 12º.

 

A partir deste momento começaram também os outros pilotos a parar. Senna, Alonso, Schumacher e Ricciardo foram logo às boxes. Hamilton parou à 13ª volta, mas pouco tempo depois, com a maioria dos carros já de pneus novos, o inglês da McLaren recuperou a primeira posição.

 

Na volta 23 aconteceu o desastre para a McLaren. Lewis Hamilton pareceu estar preso em neutro e nas repetições pudemos ver fumo sair da traseira do seu monolugar, que desistiu logo depois, dando a liderança a Vettel.

 

O abandono de Lewis Hamilton

 

Na volta 33 Narain Karthikeyan despistou-se, atingiu as barreiras e perdeu uma roda. O GP de Singapura teve sempre intervenção do Safety Car e este ano não é exceção. Os pilotos aproveitaram todos para mudar novamente os pneus, para a parte final da corrida.

 

A Williams avisou Maldonado que ele tinha um problema e teria de abandonar a corrida devido a um problema hidráulico, coisa que o venezuelano fez de seguida. Estava em 15º na altura.

 

O Safety Car saiu de cena, Vettel manteve a liderança, mas um pouco depois de passar por Pérez, Schumacher foi contra a traseira de Jean-Eric Vergne, e o Safety Car vai novamente para a pista. Novamente Vettel manteve a liderança, seguido de Button, Alonso e Di Resta. A questão agora era se havia tempo para terminar a corrida dentro do limite de duas horas, que, com mais de vinte voltas por completar, era um pouco complicado.

 

O acidente entre Schumacher e Vergne

 

A corrida estava lançada até ao final, é certo, sem mais paragens nas boxes e com lutas por posição, agora que os pilotos estavam muito juntos. As colisões são quase inevitáveis e Pérez. Por dentro, tocou no carro de Nico Hulkenberg, que fechou demais a curva. Pouco tempo depois Webber passou pelo grupo e Kamui Kobayashi, que seguia atrás, foi também vítima do Force India, que desta vez saiu da contenda com um furo. O japonês da Sauber perdeu um pedaço da asa dianteira e teve de substituir o nariz do carro. Hulkenberg foi trocar de pneus.

 

Com oito minutos para o final, Webber passou por Senna para tentar garantir o último lugar pontuável. Com todos os pilotos ao ataque, esta foi a altura mais emocionante de um GP de Singapura tradicionalmente chato.

 

Bruno Senna queixou-se de perda de potencia à equipa e em menos de uma volta, e de um minuto para o final, abandonou a corrida.

 

No final ficaram Vettel, Button, Alonso, Di Resta, Rosberg, Raikkonen e Grosjean. Em oitavo ficou Massa, seguido de Ricciardo, Webber, Pérez e Glock, que fez o melhor resultado para a Marussia, O 13º foi Kobayashi, perseguido por Hulkenberg, Kovalainen, Pic, De La Rosa, Senna, que ainda figura nos classificados e Petrov em último. Naquela que foi a maior corrida do ano, não terminaram Vergne, Schumacher, Maldonado, Karthikeyan e Hamilton.

 

 

Fogo de artifício no fim da corrida

 

A F1 volta às pistas dia 5 de outubro, com os treinos livres para o GP do Japão.

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publicado às 15:12

Resumo do GP de Itália

por Tiago Crispim, em 09.09.12

Lewis Hamilton partiu da pole neste GP de Itália, seguido do seu companheiro de equipa, Jenson Button, e de Felipe Massa, que conseguiu a sua melhor colocação para a partida até agora. No outro Ferrari, Alonso não foi além de décimo. Digno de nota é também Pastor Maldonado, penalizado por falsa partida e colisão com Glock na corrida anterior, e já que falo da corrida anterior, Romain Grosjean foi banido por uma corrida e Jérôme D’Ambrosio foi o piloto da Lotus para este fim-de-semana. Qualificou-se em 15º. Schumacher partiu de quarto e Vettel de quinto.

 

O tempo em Monza era bastante quente, com as equipas a terem trabalho redobrado em arrefecer os sistemas dos monolugares. Hamilton fez uma grande partida, tal como Massa, que saltou imediatamente para segundo. O espanhol da Ferrari conseguiu, em uma volta, ascender à sétima posição, graças a uma boa partida.

 

Senna e Rosberg tocaram-se na quinta volta, mas ambos continuaram. Mais tarde iria tocar também em Di Resta, que praticamente empurrou o brasileiro para fora da pista, numa defesa de posição.

 

Jean-Eric Vergne foi a primeira desistência. Com o carro a direito fez um pião, provavelmente devido a um desequilíbrio na travagem. O carro subiu um corretor e voou uns metros pela relva. No final o piloto francês queixou-se de dores nas costas à Toro Rosso, talvez por causa do voo.

 

O despiste de Jean-Eric Vergne

 

Na Lotus, D’Ambrosio queixava-se de ter ficado sem KERS. Uma estreia nada auspiciosa nesta nova equipa. Na 14ª volta Maldonado foi o primeiro a parar, e a trocar para os pneus médios, os mais macios que a Pirelli levou para Monza, seguido pouco depois pelos Mercedes de Rosberg e de Schumacher, nas voltas seguintes. Ambos trocaram para pneus duros.

 

Grande ultrapassagem de Sérgio Pérez a Kimi Raikkonen, que foi depois às boxes. O mexicano era agora sexto.

 

Nesta altura da corrida, com os frentistas todos com pneus médios, a distância que Hamilton tirava de Massa era indicador do desgaste da borracha, que é como quem diz que o brasileiro tinha os pneus em pior estado. Prova disso foi a passagem de Button. Sem conseguir acompanhar o ritmo, trocou para os pneus duros à volta 20, altura em que Button, começou a aumentar o ritmo para ganhar distância.

 

Vettel e Alonso foram à boxe ao mesmo tempo, com Vettel a ganhar a posição ao piloto espanhol, mesmo à saída da pitlane.

 

Massa, que caíra para sexto, passou por Daniel Ricciardo, piloto do único Toro Rosso em prova, ao tentar respondes, o australiano foi ultrapassado por Vettel e Alonso.

 

Na volta 23 de 53 Hamilton parou para trocar os pneus. Mudou para os duros, indicação que talvez não parasse mais nenhuma vez, e voltou à pista em segundo. Logo a seguir foi a vez de Button parar. Com estas trocas quem liderava era Sérgio Pérez, que partiu com os duros e ainda não tinha parado.

 

Alonso e Vettel eram a luta em que as cameras se centravam. Na luta pela quinta posição, o alemão empurrou o espanhol para a relva e o Ferrari teve mesmo de por duas rodas fora da pista. Passado um pouco, foi D’Ambrosio que levou o carro a pastar, ao falhar o ponto de travagem com pneus gastos. Foi trocá-los depois. Nesta altura, Pérez era o único que não tinha parado, e fê-lo apenas na volta 30, caindo para oitavo.

 

Vettel empurra Alonso para a relva

 

Alonso pediu uma penalização para Vettel através do rádio mas lá conseguiu passar o alemão umas voltas depois. Ainda assim o super zeloso colégio de comissários desportivos  decidiu investigar o incidente e culpou Vettel, que foi penalizado com um drive-through.

 

Imprevisível foi a desistência de Button. O McLaren do inglês encostou ao lado, sem nenhum indicador além da súbita perda de velocidade. Button comunicou pelo rádio que ficou sem transmissão e o motor se desligou e a equipa explicou que houve um problema no pick-up do combustível.

 

Sérgio Pérez praticamente roubava o espectáculo. Saiu de 12º e preparava-se para completar a corrida com apenas uma paragem, mas mesmo assim fazia voltas mais rápidas e atacava Raikkonen pela quinta posição, que conseguiu pouco depois. À frente estavam os Ferrari.

 

Mais atrás, Vettel lutava com Webber, depois de o alemão ter cumprido a penalização.

 

Na Ferrari o aviso a Massa para conservar os pneus soou a ordens de equipa, já que Alonso era terceiro, atrás do brasileiro. E o espanhol aproximou-se e passou sem problemas. Pérez ia mesmo atrás, batendo os tempos para volta mais rápida.

 

E na frente, Hamilton corria sozinho.

 

Pérez voava e foi uma questão de tempo até passar por Massa e chegar a terceiro. Foi na reta, sem qualquer tipo de oposição por parte do brasileiro da Ferrari. Duas voltas depois foi a vez de passar por Alonso. Na frente Hamilton foi avisado do ritmo do mexicano, e começou a acelerar.

 

Pérez ultrapassa Alonso

 

Vettel abandonou a prova, deixando Webber ascender a sétimo. A Red Bull já tinha comentado que o carro do alemão tinha um problema. A equipa comunicou com o piloto e disse-lhe para parar o carro antes de partir o motor.

 

Webber fez pouco tempo depois meio pião, perdendo várias posições e caindo para 13º- O 14º era Nico Hulkenberg, que pilotou o seu Force India até às boxes e abandonou. Webber seguiu-lhe os passos.

 

Apesar do ritmo endiabrado do mexicano, não foi suficiente para chegar perto de Hamilton, que venceu sem problemas em Monza.

No final ficaram Hamilton, seguido da estrela da tarde Pérez, Alonso, Massa e Raikkonen. Em sexto terminou  Schumacher, seguido pelo companheiro de equipa Rosberg. A fechar os lugares pontuáveis ficaram Di Resta, Kobayashi e Bruno Senna. O 11º foi Maldonado, à frente de Ricciardo e D’Ambrosio, que fez uma estreia apagadinha. 14ª posição para Kovalainen, seguido de Petrov, Pic, Glock, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Webber, Hulkenberg, Vettel, Button e Vergne.

 

tabela final do GP de Itália

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publicado às 14:28

Resumo do Gp da Bélgica

por Tiago Crispim, em 02.09.12

Volto das férias de verão mesmo a tempo do regresso da temporada. Sem internet ou com uma net muito fraca, foi complicado manter-me a par da F1 neste hiato, e é com imenso gosto que vejo Kamui Kobayashi na segunda posição de grelha, e Sérgio Pérez em quarto. Esta corrida em Spa marcou também a 300ª corrida de Michael Schumacher e foi a primeira pole de Jenson Button para este ano.

 

Mas nada podia prever este início de corrida. Depois de um brilhante arranque de Pastor Maldonado, que me pareceu falsa partida, Grosjean, Hamilton e Alonso, atual líder do campeonato, envolveram-se num acidente ainda antes da primeira curva. O Safety Car foi imediatamente acionado. Sérgio Pérez também abandonou a corrida mais à frente.

 

 

Vista do acidente dentro do Ferrari de Alonso

 

Grosjean depois de sobrevoar Alonso e o Ferrari a levantar vôo

 

Alonso e Hamilton no ar, Pérez prestes a levar com o McLaren

 

O que aconteceu foi que Romain Grosjean tocou com a roda traseira direita na esquerda de Hamilton. O Lotus saltou para a frente, tal como o McLaren, que destruiu a asa traseira de Grosjean. Com a pancada, o francês voou sobre o nariz do Ferrari de Alonso e bateu na lateral de Pérez. Alonso fez um pião e acabou a ver um McLaren inclinado a passar-lhe à frente. Vejam a sequência completa aqui.

 

Quem fez um péssimo arranque na partida foi Kobayashi que ainda levou com alguns detritos do acidente e caiu para 14º.

 

Pastor Maldonado, que estava a ser investigado pela sua partida, tocou em Glock e perdeu a asa dianteira, tendo posteriormente abandonado. Em quarto ficou Schumahcer, depois de ultrapassar Paul Di Resta, atrás de Raikkonen, Hulkenberg e Button, que manteve a liderança.

 

A luta em que as cameras se focaram neste início de corrida foi pelo oitavo lugar, entre Senna, Webber, Vettel e Massa. A primeira alteração de posições foi entre Vettel e Webber. Mais à frente Daniel Ricciardo estava em quinto com o seu Toro Rosso, depois de passar Di Resta que estava a caminho da troca de Pirellis.

 

 

Senna defendia-se bem de Vettel, e à 11ª volta Schumacher saltou para terceiro, às custas de Raikkonen, que foi depois trocar de pneus, ao mesmo tempo que Webber.

 

Vettel demorou mais três voltas, que em Spa são sete quilómetros cada, para passar por Bruno Senna, no único Williams em prova. Mais atrás Vitaly Petrov teve alguns problemas em sair da troca de pneus. Hulkenberg foi às boxes e nessa altura Vettel saltou para terceiro, ultrapassando Jean-Eric Vergne, que vai também trocar de pneus pouco depois.

 

Vettel a ultrapassar Senna

 

Nas equipas mais do fim, um incidente na boxe. O Caterham de Kovalainen recebeu autorização para sair e tocou no HRT de Karthikeyan, e ficando sob investigação dos comissários de pista.

 

Ainda sem parar estavam os dois Mercedes. Enquanto Schumi estava em segundo, Rosberg era uma “chicane ambulante” e perdia posições sucessivamente.

Schumacher, em luta com Vettel, defendeu a curva para depois entrar nas boxes, cruzando à frente do Red Bull. Uma manobra estranha, que quase terminava em contacto com Vettel e vai ser investigada depois da corrida. Button foi trocar de pneus na volta seguinte.

 

Schumacher a cortar o caminho a Vettel

 

A meio da corrida as posições eram as seguintes: Button, Raikkonen, Hulkenberg, Webber, Vettel, Massa, Ricciardo, Schumacher, Vergne e Senna a fechar o top 10.

 

À partida, Vettel, Button e Schumacher não iam fazer mais nenhuma paragem, e o fim da corrida, deve decidir-se entre estes pilotos e Kimi Raikkonen.

 

Narain Karthikeyan tocou com uma roda na relva e fez um pião, indo acabar na barreira de pneus, e claro, foi o fim da sua corrida.

 

Raikkonen saltou para terceiro, com uma grande ultrapassagem a Schumi, mas o alemão respondeu logo de seguida, retomando a posição. A luta ainda não tinha acabado, e Kimi voltou a passar o Mercedes.

 

Hulkenberg, no seu Force India, perguntava à equipa se Schumacher ainda ia parar  e a resposta foi negativa. Mas Michael Schumacher vai às boxes de seguida.

 

Button, em primeiro, levava 14 segundos de vantagem sobre Vettel, em segundo.

E até ao fim, sem incidentes de maior, as posições mantiveram-se nos primeiros lugares.

 

Button a cruzar a meta

 

Vitória para Jenson Button, seguido de Vettel e Raikkonen a fechar o pódio. O Force India de Nico Hulkenberg foi quarto e atrás ficaram Felipe Massa, Mark Webber e Michael Schumacher, que completou a sua 300ª corrida. Os dois Toro Rosso, com Vergne à frente de Ricciardo, fecharam os últimos lugares pontuáveis. Nico Rosberg foi o 11º, seguido de Bruno Senna e o Sauber de Kobayashi, que viu uma tarde de sonho desmoronar-se na primeira curva. Vitaly Petrov, Glock, Pic, Kovalainen e De La Rosa foram os últimos a terminar a prova.

Ficaram de fora Karthikeyan, Maldonado, Pérez, Alonso, Hamilton e Grosjean.

 

A festa do pódio

 

Para a semana temos mais um GP. A Fórmula 1 vai a Monza.

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publicado às 14:54


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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