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Resumo do GP da Hungria

por Tiago Crispim, em 29.07.12

O GP da Hungria é o último antes da paragem do campeonato, em agosto. Lewis Hamilton dominou os treinos e a qualificação. Romain Grosjean parte pela primeira vez do segundo lugar da grelha, seguido de Vettel, Button, Raikkonen, Alonso e Massa. Em oitavo e nono estão os dois Williams, Maldonado e Senna, e a fechar os dez primeiros ficou Nico Hulkenberg no seu Force India.

 

Surpreendente foi o 11º de Mark Webber e os 13º e 17º dos Mercedes, para Nico Rosberg e Michael Schumacher, respetivamente. O hepta-campeão do mundo partiu aliás das boxes, porque o carro foi-se abaixo no procedimento de partida, que teve de ser reiniciado.

 

A Ferrari a levar o carro de Alonso para o seu lugar na grelha, no dia do seu 31º aniversário

 

A partida foi limpa, com Grosjean a aguentar a posição atrás de Hamilton. Webber conseguiu subir imediatamente a sétimo e Massa caiu para nono. Outro piloto com um mau arranque foi Pastor Maldonado, que desceu para 12º.

 

Schumacher, já com a corrida estragada, aproveitou para mudar de pneus e levou com um drive-through por ultrapassar a velocidade nas boxes.

 

Grosjean estava a mostrar um bom ritmo no início da corrida, a aguentar o seu Lotus no segundo lugar.

 

Kamui Kobayashi foi, depois de Schumacher, o primeiro piloto a parar para trocar de pneus,, para os médios, à décima volta. O resto dos carros começou a fazê-lo um pouco depois. Jean-Eric Vergne parou na 13ª mas manteve os pneus macios. Dos cinco primeiros, Button levou a dianteira na troca de pneus, optando pelos médios na volta 16, altura em que a maioria dos pilotos começou a parar. Vettel foi um dos poucos a manter os pneus macios, os outros foram Grosjean, e Raikkonen, O único que partiu com médios e manteve depois da paragem foi Mark Webber.

 

Uma das trocas de pneus na boxe da Williams

 

Graças à estratégia da Lotus, o francês estava a comer a distância que o separava de Hamilton. Button, no outro McLaren, era também pressionado por Vettel.

 

A equipa inglesa decidiu tomar a iniciativa e fez Button trocar para os macios. Vettel aproveitou para se distanciar, já que o inglês ficou preso atrás de Bruno Senna.

 

Mais uma ronda de paragens entre as voltas 41 e 45. Com todas estas trocas Hamilton manteve o primeiro lugar seguido de Raikkonen, Grosjean e Vettel. O finlandês da Lotus saiu ao lado do seu companheiro de equipa, que se viu forçado a abrir a trajetória para não bater. Mais atrás Button perdeu a posição nas boxes para Alonso, graças a um problema com a roda dianteira esquerda durante a troca. Dos dez primeiros, apenas Webber ficou com os pneus macios.

 

A saída das boxes de Raikkonen e ultrapassagem a Grosjean

 

Pastor Maldonado, que tinha andado calminho, não se conteve e deu um toque na lateral do Force India de Paul Di Resta. Felizmente o inglês aguentou a pancada. O resultado, obviamente, foi um drive-through para o venezuelano da Williams.

 

A partir desse momento a realização centrou-se na luta entre Hamilton e Raikkonen, exceto pelas duas paragens dos Red Bull. Ou a equipa austríaca se enganou na estratégia, ou ambos os pilotos precisaram de fazer trocas não programadas, o que parece estranho. Por falar em estratégias, a Lotus é que acertou, com Raikkonen e Grosjean em segundo e terceiro atrás do líder.

 

Schumacher, que seguia em 18º, abandonou a corrida, claramente fora dos pontos, logo desde a primeira volta. Ao abandonar agora, a Mercedes pode efetuar uma mudança de caixa de velocidades sem ser penalizada.

 

Quem abandonou pouco depois foi Narain Karthikeyan, que danificou a suspensão dianteira do seu HRT.

 

Cartoon da Lotus a celebrar o resultado da equipa na Hungria

 

Lewis Hamilton venceu assim pela segunda vez este ano, ao dominar por completo o circuito de Hungaroring. A Lotus fez a sua melhor corrida até então, com um segundo e terceiro lugares. Vettel e Alonso ficaram atrás, seguidos de Button, Senna e Webber, em oitavo. O australiano fez uma boa corrida, recuperando várias posições mas sofrendo com uma última paragem que o afastou dos lugares mais acima. O nono foi Felipe Massa, que desapareceu depois do arranque e ficou no mesmo lugar, seguido de Rosberg, no último lugar pontuável.

 

Hulkenberg ficou em 11º, atrás o seu companheiro de equipa, Paul Di Resta e Pastor Maldonado. Sérgio Pérez foi o melhor dos Sauber em 14º, numa corrida fraca para a equipa suíça. Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, como de costume, correram entre eles e terminaram em 15º e 16º. Heikki Kovalainen voltou a ser o melhor dos Caterham em 17º, seguido de Kamui Kobayashi que não terminou mas ficou classificado à frente de Vitaly Petrov, Charles Pic, Timo Glock e Pedro De La Rosa. Não terminaram Karthikeyan e Schumacher.

 

Agora vamos para uma pausa durante o mês de agosto, mas desde que a net o permita, em férias, o Volta Mais Rápida vai continuar a dar as notícias, histórias e novidades do mundo da F1.

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publicado às 14:08

Análise do campeonato, parte 3

por Tiago Crispim, em 28.07.12

Antes que a corrida deste fim-de-semana nos faça passar a metade da temporada, vamos lá à terceira e última parte desta análise.

Podem encontrar a parte um aqui, e a dois aqui.

 

- 160 pontos

A McLaren terminou o ano passado em segundo lugar no mundial de construtores, com um total de 497 pontos.No início do atual ano, o carro da equipa prateada foi num sentido diferente do resto, em termos de aerodinâmica. É o único carro além do Marussia, que não apresenta o infame bico de pato, ou de ornitorrinco. Esperava-se que um tão diferente abordagem infulenciasse diretamente o MP4-27, mas os resultados não o indicam. Os pilotos são os mesmos do ano passado, Lewis Hamilton e Jenson Button, e cada um tem uma vitória neste campeonato. Depois do acidentado percurso de Hamilton em 2011, o inglês parece mais calmo, encontrando-se em quinto na tabela de pilotos, com três terceiros lugares, além da vitória no Canadá. As suas piores classificações foram dois abandonos, em Valência e na Alemanha. Button, que tinha terminado 2011 atrás de Vettel, no segundo lugar, é que não tem estado tão bem. O piloto, considerado um perito em poupar pneus, tem sentido dificuldades em manter o ritmo durante as corridas e depois da vitória no GP inaugural, tem acumulado vários resultados extremamente fracos, incluíndo um 18º e dois 16ºs consecutivos. É atualmente o sétimo da geral.

 

 - 177 pontos

A Ferrari, como é sabido, tem sempre uma enorme pressão histórica, da gerência e dos tiffosi para vencer. No ano passado terminou atrás da Red Bull e da McLaren e neste ano não começou com grande força. Os pilotos são os mesmos e as performances mantêm-se. Fernando Alonso leva a equipa às costas e Felipe Massa, desde que sofreu aquele acidente em 2009, parece não ter mais encontrado o seu ritmo. De facto o melhor resultado do brasileiro neste ano foi um quarto lugar, muito inferior ao seu companheiro de equipa, atualmente o piloto com mais vitórias este ano. Na terceira corrida, venceu pela primeira vez, um troféu que muitos acharam na altura não ser fácil de repetir, face à concorrência. Foram precisas mais seis provas para Alonso vencer de novo, em Valência, e voltar a levar a taça na Alemanha, depois de um segundo lugar em Silverstone. Alonso lidera a tabela de pilotos com 154 pontos, enquanto que Massa é 14º, com 23. Podemos dizer que, olhando para o piloto espanhol, a Ferrari está a moldar o seu F2012 à sua imagem, e assim sendo, podemos contar com mais vitórias.

 

- 230 pontos

A Red Bull é a equipa a abater desde 2010. Os carros construídos por Adrien Newey, responsável pela era dourada da Williams nos anos noventa, têm sido os mais engenhosos, cobiçados e rápidos, desde a primeira vitória em 2009. O vencedor e já bi-campeão, Sebastien Vettel, parece lidar bem com a pressão de levar o número um estampado no carro, mas neste ano de "baralha-e-volta-a-dar" de vencedores de GPs, foi só à quarta corrida que o alemão levou o RB8 ao primeiro lugar do pódio. A banição dos difusores traseiros pode ter atrapalhado o design do carro, ou podem ter sido os adversários que fecharam a diferença. A verdade é que a Red Bull já não é a vencedora indiscutível e Vettel, quando apanhado no meio do trânsito, tem dificuldades em se desembaraçar. Porque é que a equipa está então em primeiro lugar na tabela de construtores, passadas dez corridas? Consistência. Em todas as provas deste ano, em apenas três ocasiões um dos Red Bull não pontuou. Na Ferrari foram seis vezes, todas de Massa, e na McLaren foram outras seis, quatro de Button e duas de Hamilton. O que pode além disso baralhar muita gente é que é Mark Webber, o melhor dos pilotos da equipa austríaca. O australiano tem duas vitórias, no Mónaco e na Grã-Bretanha, e tem mais dez pontos que o seu colega de equipa. A diferença de Webber para Alonso, em vésperas do GP da Hungria, é de 34 pontos, sendo que um primeiro lugar são 25.

 

Com dez corridas ainda por fazer, e a paragem de verão que permite várias alterações aos carros, espera-se que o campeonato desde ano continue renhido.

 

 

 

 

 

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publicado às 12:01

Análise do campeonato, parte 2

por Tiago Crispim, em 24.07.12

Continuamos a análise à primeira metade da temporada de 2012, equipa a equipa. A parte 1 está aqui.

 

 - 47 pontos

 

A Williams está atualmente em sétimo na tabela de construtores. A equipa de Frank Williams está a apostar na diversificação da empresa, com uma aposta especialmente forte na tecnologia híbrida. Na F1, Patrick Head deixou de ser diretor de engenharia e Bruno Senna foi o piloto contratado para ser companheiro de Pastor Maldonado. Depois do desastre que foi a época de 2011, a equipa trocou para os motores Renault e alcançou a primeira vitória desde o GP do Brasil, em 2004. Pastor Maldonado tinha ficado em 19º, com um ponto, em 2011. Agora já tem 29 e Senna tem 18. Maldonado posicionou-se como piloto principal da Williams mas tem sido criticado pela sua conduta nas pistas, envolvendo-se várias vezes em incidentes de corrida que os outros pilotos criticaram como irresponsável. A sua última "vítima" foi Sérgio Pérez, que em entrevista qualificou o venezuelano como irresponsável.

 

 - 80 pontos

 

A Sauber manteve os pilotos do ano anterior, Kamui Kobayashi e Sérgio Pérez, mas se em 2011 o japonês era claramente o líder, este ano Pérez tem melhores resultados que o seu companheiro de equipa. Depois de, a par de Paul Di Resta, ter sido considerado um dos estreantes do ano, o mexicano obtve o melhor resultado na sua carreira na segunda prova do ano, na Malásia. Pérez terminou em segundo, uma prova de fiabilidade e competitividade do carro, além da mestria do piloto em poupar pneus. A partir daí a Sauber marcou pontos em todas menos três provas até agora. No último GP a equipa fez 20 pontos, o maior resultado até agora, com um quarto lugar para Kobayashi (depois da penalização de Vettel) e um sexto para Pérez. O mexicano é nono na tabela de pilotos com 47 pontos e o japonês é décimo, com 33.

 

 - 105 pontos

 

A Mercedes aumentou a sua participação na F1 em 2010, com a compra da Brawn GP. Tirou Michael Schumacher da reforma e apostou em Nico Rosberg. Como é lógico a marca pretende chegar ao primeiro lugar do pódio, coisa que aconteceu pela primeira vez este ano, no GP da China. Antes disso, os melhores resultados de Rosberg tinham sido três terceiros lugares em 2010. Este ano ainda ficou em segundo, no Mónaco. Schumacher teve o melhor resultado desde o seu regresso este ano, com um terceiro lugar em Valência. A equipa marcou pontos em todas as provas deste ano, exceto na Austrália, mas Rosberg tem tido melhores resultados. Atualmente é o sexto classificado na tabela de pilotos, com 76 pontos, enquanto Schumacher está em 12º, com 29 pontos e com cinco abandonos em dez corridas até agora cumpridas.

 

 

 - 159 pontos

 

A Lotus desfez este ano as confusões com o nome da equipa e tem estado muito melhor do que a marca que empresta o nome à equipa. A aposta arriscada no regresso de Kimi Raikkonen está a dar frutos. O finlandês parece motivado e segue em quarto na tabela geral, com 98 pontos, à frente de Lewis Hamilton. O seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, é atualmente oitavo. O francês tem 61 pontos e quatro abandonos até esta altura. Apesar de mais inconsistente, Grosjean tem mostrado capacidade e alcançou o segundo lugar do pódio no circuito Gilles Villeneuve, no Canadá. Já Raikkonen é indiscutivelmente a surpresa do campeonato. Fora da F1 desde 2007, mostrou competitividade e excelente forma física. Este ano conta já com dois segundos e terceiros lugares em corridas.

 

Na terceira parte desta análise vão estar as três primeiras equipas do campeonato.

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publicado às 11:52

As melhores fotos do GP da Alemanha

por Tiago Crispim, em 23.07.12

Os Caterham na grelha de partida

 

Na largada, Felipe Massa sem asa dianteira, Jean-Eric Vergne e Bruno Senna

 

 

Nico Hulkenberg, Lewis Hamilton e Daniel Ricciardo, em primeiro plano

 

Pedro De La Rosa e Narain Karthikeyan

 

 Jenson Button

 

Vista geral de Hockenheim com Romaing Grosjean

 

Kimi Raikkonen nas boxes

 

Michael Schumacher nas boxes

 

Fernando Alonso a cortar a meta

 

Fotos: © 2012, Lorenzo Bellanca/LAT; Glenn Dunbar/LAT; HRT Formula 1 Team; Sahara Force India; Vodafone McLaren Mercedes; Ferrari Spa/Ercole Colombo;Daimler/Hoch Zwei

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publicado às 22:34

Análise do campeonato, parte 1

por Tiago Crispim, em 23.07.12

Já lá vão dez corridas, neste campeonato de 2012, faltam outras dez para o fim.

Literalmente a meio da temporada, vamos então fazer uma análise a todas as equipas, num post dividido em três partes, e a começar pelas equipas com menos pontos.

 

 - zero pontos

 

A HRT mudou de pilotos, de direção e de instalações no início da temporada. Liderada pelo ex-piloto Luís Pérez-Sala, a equipa quis tornar-se "mais espanhola", algo parcialmente conseguido com a contratação do veterano Pedro De La Rosa. O seu companheiro de equipa Narain Karthikeyan, por sua vez, traz o patrocinio da indiana Tata.

Depois da ausência no GP de abertura, motivada pelo chumbo nos crash-tests obrigatórios, a equipa tem sido consistente, com apenas quatro abandonos até agora, apesar de continuar a debater-se com o ritmo da corrida. No GP da Alemanha, De La Rosa, que aos 41 anos é claramente o piloto principal da HRT, terminou em 21º. Se este resultado é indicador de um melhoramento da equipa, ainda é cedo para dizer. A estratégia da HRT parece sem dúvida mais consistente que a da sua maior rival.

 

 

 

 

 - zero pontos

 

A Marussia também mudou de donos, e deixou para trás o apoio da Virgin. A equipa ainda é patrocinada pela marca de Richard Branson, mas pertence agora à homónima construtora de carros desportivos Marussia. Também com quatro abandonos até agora, a equipa tem-se mantido quase sempre à frente da HRT. O veterano Timo Glock ficou sempre à frente do novato Charles Pic, exceto em duas ocasiões, no Canadá, onde não terminou a prova, e em Valência, onde nem sequer alinhou para a largada. 

 

- zero pontos

 

A Caterham de Tony Fernandes teve um começo de época atribulado, com a história da mudança de nome e de fornecedor de motor (trocou a Cosworth pela Renault). As mudanças foram, ao que parece benéficas à equipa, que está atualmente a meio caminho, entre as últimas equipas e as do meio do pelotão. A chegada de Vitaly Petrov foi boa para a equipa, que dispensou Jarno Trulli. O russo preenche os requisitos dos patrocinadores e após a sua temporada anterior, mostra que tem potencial para, pelo menos, chegar aos pontos. Contudo o líder é Heikki Kovalainen, que se superou Petrov 5 vezes em dez corridas, mas alcançou a melhor posição da equipa, um 13º lugar no Mónaco.

A Caterham partilha os 4 abandonos com as outras equipas com a mesma pontuação, mas ainda assim é a que está mais perto de se juntar às equipas que pontuam.

 

 - 6 pontos

 

A Toro Rosso terminou o ano anterior a despedir os seus dois pilotos, Jaime Alguersuare e Sebastien Buemi, e a contratar Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo. O australiano Ricciardo começou a temporada a pontuar em casa, com um nono lugar, e Vergne melhorou a pontuação logo na corrida seguinte, com um oitavo lugar. O que prometia ser um bom começo para a STR acabou por não se concretizar, com a dupla a terminar, invariavelmente, em lugares consecutivos, sempre sem tocar os pontos. A dupla mostra potencial e o problema estará na competitividade do STR-Ferrari, em relação aos concorrentes diretos.

 

 - 46 pontos

 

Um percurso inverso tem feito a Force India. A equipa, que no início da temporada traçou como objetivo o quinto lugar na tabela de construtores, promoveu Nico Hulkenberg a piloto da equipa principal e manteve Paul Di Resta, um dos melhores estreantes de 2011, a par de Sérgio Pérez da Sauber.

Di Resta é atualmente o 13º na classificação de pilotos e Hulkenberg é o 15º. No meio está Felipe Massa, da Ferrari. A melhor corrida da Force India, até agora, foi o GP da Europa, em Valência, onde os carros terminaram em quinto e sétimo, para Hulkenberg e Di Resta, respetivamente. Atualmente a Force India está em oitavo no mundial de construtores e face aos resultados das equipas mais próximas, a tarefa não se avizinha fácil.

 

No post seguinte vão ser abordadas a Williams, Sauber, Mercedes e Lotus, ficando o último post desta série reservado para McLaren, Ferrari e Red Bull.

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publicado às 18:11

Resumo do GP britânico (Silverstone)

por Tiago Crispim, em 08.07.12

Depois de uma qualificação marcada pela chuva torrencial na Grã-bretanha, Fernando Alonso conquistou a pole position, seguido de Michael Schumacher e Mark Webber. A McLaren sofreu com o tempo. Lewis Hamilton partiu de oitavo e Jenson Button de 16º.

Vitaly Petrov nem sequer partiu, com uma falha de motor na saída de boxe para a grelha de partida, que deixou o seu carro a meio do caminho.

 

Na partida Sebastien Vettel, que saiu da quarta posição, perdeu o lugar para Felipe Massa, e as lutas eram muitas no meio do pelotão. Paul Di Resta furou um pneu e trocou apenas esse, quando entrou nas boxes. Outros que entraram cedo foram Romain Grosjean, que trocou de nariz e para os pneus macios, e novamente Di Resta que parecia ter problemas depois de um contato com Raikkonen que potencialmente danificou a suspensão do carro do escocês. E com apenas quatro voltas já tínhamos duas desistências.

 

 

Paul Di Resta de regresso à boxe depois da sua desistência.

 

Vale a pena referir que a Pirelli levou para Silverstone os compostos macios e duros.

 

Vettel trocou para os pneus duros na décima volta, talvez por estar a perder muito tempo para os seus competidores diretos. Na volta seguinte vieram também Sérgio Pérez e Pastor Maldonado. Logo depois o mexicano e o venezuelano tocaram-se. Maldonado fez deslizar um pouco o seu carro, ao alargar a trajetória, e foi contra o piloto da Sauber, que imediatamente desistiu. “Ema manobra estúpida de Maldonado, que não me quis deixar espaço. É incrível, arruinou-me o fim-de-semana. Vou reclamar”, disse mais tarde Pérez, à BBC. Ele considerou que o venezuelano não respeita os outros pilotos e que a punição com drive-throughs não é suficiente. “É um piloto que não sabe que estamos a arriscar as nossas vidas e não tem qualquer respeito.”

 

 

O acidente entre Maldonado e Pérez.

 

Uma grande corrida estava a fazer Felipe Massa, que ultrapassou Schumacher para a terceira posição, altura em que o piloto da Mercedes foi também trocar de pneus. Um pouco depois Massa também parou mas manteve-se à frente de Schumacher.

 

Alonso parou à volta 16, manteve os pneus duros e caiu para segundo, atrás de Hamilton, que ainda não tinha parado. O britânico ainda chega a ser ultrapassado pelo espanhol antes sequer de fazer a sua primeira paragem. Hamilton só para na volta 22, e cai para sétimo. Mas a estratégia do britânico era fazer um stint curto com os pneus macios e rapidamente trocou para os compostos duros, altura em que começou a correr com Romain Grosjean, com uma estratégia semelhante. A luta destes dois pilotos dominou grande parte da transmissão nesta altura, a 19 voltas do final.

 

Outra luta interessante era um pouco mais à frente, entre Schumacher e Kamui Kobayashi, que terminou com a segunda paragem do alemão. Alonso também tinha de parar para correr com os Pirelli macios e fê-lo à volta 38, sem perder o primeiro lugar para Mark Webber. Kobayashi também parou, mas ia levando quatro mecânicos à frente, quando falhou o ponto de travagem na boxe.

 

 

Kobayashi a atropelar os seus mecânicos.

 

E a temida chuva nunca chegou a aparecer, mas tivemos uma boa corrida, com trapalhadas e lutas por posição, com muitas trocas no meio do pelotão.

 

Mesmo no final da corrida o australiano da Red Bull começou a apanhar o Ferrari do líder do campeonato, o que garantiu a emoção até ao final. Na altura Alonso era o líder do campeonato e Webber o vice. Em cinco voltas Webber começou a fazer cair os tempos e estava colado ao Ferrari com cinco voltas para o final.

 

A McLaren teve um dia não, com Hamilton a ser ultrapassado por Schumacher pela sétima posição. Button estava ainda mais atrás, em 11º. Como Button recuperou, talvez a pior equipa hoje tenha sido a Sauber, que viu um piloto desistir e outro terminar em 11º, ou a Force India, que também teve uma desitência e um 12º lugar.

 

Webber eventualmente passou por Alonso, prova que em Silverstone o melhor é terminar com os pneus duros, sem que o espanhol pudesse dar resposta a tempo, já que Webber se distanciou quase imediatamente. Atrás destes dois ia o outro Red Bull, o de Vettel, com Massa em quarto, naquela que foi a sua melhor corrida desde há muito tempo. Mas o brasileiro estava também a ser apertado por Kimi Raikkonen. Aposta ganha da Lotus ao ir buscar o finlandês, nesta altura do campeonato, é mais que óbvia.

 

 

O momento em que Webber ultrapassou Alonso.

 

Outra luta atrás, pelo nono lugar, com Senna a sair-se melhor que Hulkenberg, a uma volta do fim.

 

Foi a segunda vitória deste ano para Mark Webber, seguido de Alonso, Vettel, Massa, Raikkonen, Grosjean, Schumacher e Hamilton em oitavo. Senna, Button, Kobayashi e Hulkenberg atrás. Em 13º Ricciardo, seguido do companheiro de equipa Vergne. Depois Rosberg, Maldonado, Kovalainen, Glock, Pic, De La Rosa e Karthikeyan. Não terminaram Pérez, Di Resta e Petrov, que nem sequer partiu.

 

Já no pódio, a lenda viva do automobilismo, Jackie Stewart, entrevistou brevemente os pilotos, uma novidade interessante, com a vantagem do som ser difundido para todo o circuito, e não apenas para a tv, como habitual. A próxima corrida é em Hockenheim, dia 22 de Julho.

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publicado às 14:32

Maria de Villota sofre grave acidente

por Tiago Crispim, em 05.07.12

A piloto espanhola Maria de Villota, sofreu um grave acidente durante uns testes aerodinâmicos no aeródromo de Duxford, Reino Unido.

 

Piloto de testes na Marussia desde Março, a filha de Emílio de Villota, ex-piloto de F1 entre 1976 e 1982, sofreu um grave traumatismo craniano e foi operada a lesões na cara e no crânio. O diretor da equipa, John Booth, confirmou hoje que de Villota perdeu a visão do olho direito.

 

O acidente ocorreu no dia 3 de Junho, no aeródromo de Duxford, quando o seu MR-01 Cosworth embateu no camião de apoio da equipa, no final da sua primeira volta aos comandos do monolugar. O estado de Maria de Villota é crítico mas estável, de acordo com um comunidado da Marussia, divulgado ontem (dia 4 de Junho). 

 

Outros pilotos de F1 já manifestaram o seu apoio a de Villota através do twitter, incluíndo o compatriota Fernado Alonso, Sérgio Pérez e Felipe Massa, que pediu para ter fé e acreditar, como ele acredita, na recuperação da piloto. Durante os treinos para o GP da Hungria, em 2009, Massa também sofreu um acidente grave, na sequência do qual fraturou o crânio.

 

A Marussia está a investigar a causa do acidente.

 

Maria de Villota, de 32 anos, é a primeira mulher na F1 desde 1992, altura em que Giovanna Amati correu pela Brabham.

 

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publicado às 14:39

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Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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