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Cortado ao meio: Como é um F1 por dentro

por Tiago Crispim, em 31.05.12

Os mecânicos da Sauber passaram os últimos dois anos a cortar um carro de F1 exatamente ao meio, nos seus "tempos livres". O designer principal, Matt Morris explica neste vídeo (em inglês) o que são os vários componentes, onde estão e como funcionam. Sérgio Pérez faz uma aparição, como um dos componentes, o piloto.

 

 

Mais vídeos no canal da Sauber no youtube.

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publicado às 14:19

Resumo do GP do Mónaco

por Tiago Crispim, em 27.05.12

Voltamos mais uma vez ao Mónaco, uma das mais icónicas pistas do campeonato. Mark Webber partiu da pole position, beneficiando da penalidade que Michael Schumacher recebeu na corrida passada e o relegou para sexto. Pastor Maldonado partiu de último, penalizado por ter atrapalhado a qualificação aos adversários e por ter trocado a caixa de velocidades.

 

Na partida Romain Grosjean levou um toque de Schumacher e atravessou-se na pista. Maldonado perdeu a asa dianteira e desistiu na zona das piscinas. Pedro De La Rosa foi outro afetado, ficando sem a asa dianteira. Safety Car em pista.

Quatro voltas depois o safety car saiu de cena e tínhamos à frente Webber, Rosberg, Hamilton, Alonso, Massa e Vettel a fechar os seis primeiros.

 

O voo de Kobayashi na largada

 

Alguns carros começaram a parar nas boxes por volta das dez voltas cumpridas, mas trocas de posição nada. Kobayashi entrou na sétima volta mas não voltou a sair.

 

A direção de prova ainda investigou o incidente da primeira volta mas decidiu não punir os pilotos que cortaram a chicane em Ste. Devote. Basicamente era a única maneira de fugirem ao Lotus de Grosjean.

 

Petrov foi mais uma vítima do Mónaco. O Caterham foi às boxes devagar e os mecânicos olharam para debaixo do carro. A equipa disse depois que era um problema elétrico, que forçou a desistência.

 

As voltas mais rápidas de diferentes pilotos sucederam-se mas sempre sem dar azo a ultrapassagens. Um dos que continuava a tentar era Schumacher, que andava colado a Raikkonen.

 

 

A passagem de Charles Pic pelas boxes, em três fotos.

 

Na 30ª volta voltámos a ver movimento nas boxes e os líderes, Webber e Hamilton, desceram para quinto e sexto. Alonso, que andava a um bom ritmo com o Ferrari, conseguiu ganhar posição a Hamilton. Já o seu companheiro de equipa, Felipe Massa, perdeu nas boxes uma posição para Schumacher.

 

Na volta 36 mais uma investigação de prova. Pérez atravessou-se à frente de Raikkonen ao entrar para as boxes e Hulkenberg aproveitou para passar pelo finlandês. Pérez recebeu um drive-through por causa da brincadeira.

 

Entretanto, nesta altura da corrida era Sebastian Vettel o líder provisório, que ainda não tinha trocado de pneus, provavelmente à espera da já anunciada chuva. Webber servia de tampão para o resto do pelotão, mas não foi suficiente para o alemão aguentar a primeira posição. Ficou à frente de Hamilton, que ainda tentou arranjar espaço para passar.

 

Webber voltou a ser primeiro, seguido de Rosberg, Alonso, Vettel, Hamilton e Massa, em sexto.

 

Os pilotos optaram por uma estratégia de menos paragens, de forma a não perderem tempo no Mónaco. Button, que partiu de 14º, continuava em 14º, atrás do Caterham de Kovalainen, sem conseguir passar, 54 voltas depois. Nestas condições o ideal é parar pouco.

 

Schumacher queixou-se à equipa de um problema no carro, ao qual a equipa respondeu que não era grave. Ainda assim, Jean-Eric Vergne não teve problemas em passar o alemão pelo sétimo lugar. Mais tarde entrou nas boxes para abandonar com falta de pressão no combustível. Foi a sexta desistência neste GP, mas não a última. Pouco depois Daniel Ricciardo também levou o Toro Rosso à boxe para terminar a corrida. Mais tarde, Charles Pic partiu o escape e também abandonou.

 

A chuva que tanto ameaçou a corrida chegou só a oito voltas do final e Vergne foi o primeiro a trocar para intermédios. Button forçou Kovalainen, que se defendeu bem e levou o inglês a fazer um pião. Mais tarde Jenson Button abandonou. Sérgio Pérez atacou o finlandês logo de seguida e chegaram a tocar roda com roda. O mexicano da Sauber foi forçado a entrar na escapatória da Ste Devote. O Caterham ficou com a asa dianteira a abanar e entrou na boxe, a quatro voltas do final.

 

 

O pódio visto pela equipa da Marussia. Podemos ver os carros dos três primeiros em baixo

 

Mark Webber venceu a primeira corrida este ano, tantas quanto venceu no ano passado. Temos assim seis vencedores em seis corridas. Rosberg ficou em segundo, seguido de Alonso, que fez uma excelente corrida. Vettel em quarto, seguido de Hamilton, Massa, Di Resta, Hulkenberg, Raikkonen e Senna em décimo. Atrás ficaram Pérez, Vergne, Kovalainen, Glock e Karthikeyan em 15º. Abandonaram Button, Ricciardo, Pic, Schumacher, Petrov, Kobayashi, De La Rosa, Maldonado e Grosjean.

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publicado às 14:54

Vergne homenageia Alesi

por Tiago Crispim, em 24.05.12

No Mónaco é habitual alguns pilotos utilizarem versões diferentes dos seus capacetes, que posteriormente são leiloados e os lucros revertem para instituições de caridade.

 

Tal acontece com Fernando Alonso e Sérgio Pérez, como podem ver abaixo.

Os capacetes de Alonso e de Pérez

 

Mas Jean-Eric Vergne, piloto da Toro Rosso, decidiu homenagear o seu compatriota e ex-piloto de F1, Jean Alesi, no seu capacete.

 

Alesi, que correu na Fórmula Um entre 1989 e 1991, anunciou no ano passado que iria participar nas 500 milhas de Indianápolis. O piloto francês vai correr num Fan Force DW12-Lotus. Nessa corrida vai estar outro ex-piloto de F1, Rubens Barrichello, que depois de ter corrido pela Williams em 2011, tem estado no campeonato de Fórmula Indy com um KV DW12-Chevy. Outros pilotos ex-F1 são Takuma Sato, Sebastien Bourdais.

 

Aos 48 anos, Alesi vai participar pela primeira vez nesta corrida mítica norte-americana.

 

Capacete de Jean-Eric Vergne para o GP do Mónaco

 

Por sua vez, o capacete de Alesi é uma homenagem a outro piloto, Elio De Angelis, que morreu nuns treinos em Paul Ricard, 1986.

 

Para pôr mais uma foto, fica aqui a de Alesi cheio de estilo, tal como a foto oficial do site da Indy.

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publicado às 16:25

"Espero que em Espanha tenha mostrado que tenho talento para ser um dos melhores" - Pastor Maldonado

por Tiago Crispim, em 22.05.12

Pastor Maldonado, piloto venezuelano da Williams e vencedor do GP de Espanha de 2012, deu uma entrevista à equipa, sobre a sua prestação no campeonato deste ano.

 

Maldonado dá autógrafos junto da taça de vencedor do GP de Espanha 

 

Pergunta: Visitaste a fábrica da equipa hoje [18 de Maio], como era a atmosfera?

PM (Pastor Maldonado): Cheguei à fábrica esta manhã e todos os que encontrei deram-me os parabéns e parece haver muito otimismo sobre o que podemos alcançar nesta temporada. Tivemos um encontro esta manhã com todas as pessoas na fábrica para celebrar a nossa vitória e isso permitiu-me agradecer a todos pelo trabalho árduo.

 

Pergunta: Depois da vitória em Barcelona achas que tens uma hipótese realista de vencer a próxima corrida, no Mónaco?
PM: Vamos dar o nosso melhor. A nossa embalagem tem definitivamente melhorado e embora não tenhamos o carro mais rápido agora, estamos a melhorar muito rapidamente. Sempre gostei do Mónaco e depois de domingo [a vitória no GP de Espanha] estou cheio de confiança.

 

Pergunta: No ano passado a Williams só conseguiu cinco pontos, mas agora tens um carro competitivo que venceu uma corrida. O que achas que causou uma tão dramárica mudança na tua performance?

PM: Temos uma nova equipa técnica e eles parecem já estar a ter um impacto positivo. Também tenho mais experiência agora, comparado com o ano passado e isso certamente ajuda-me. Não acho que haja apenas uma coisa que nos levou a melhorar neste ano, mas sim um número de pequenas mudanças que, quando postas juntas, nos têm feito mais competitivos em pista.

 

 

Pergunta: Não mostraste sinais de nervos quando lutaste com o Fernando Alonso em Barcelona. Aprendeste lições valiosas do vosso encontro em Melbourne, quando tiveste um acidente na última volta?

PM: Em Melbourne estava a forçar muito para ter o máximo de pontos possíveis para a equipa e talvez tenha forçado demais. Depois do ano passado, a equipa estava desesperada por um forte início de época e eu queria o máximo de pontos possível. Aprendi com isso e a experiência certamente me fez um piloto mais forte em Barcelona. O Fernando [Alonso] é um adversário forte com muito talento e foi uma dura batalha, mas desta vez saí por cima.

 

Pergunta: Algumas pessoas disseram que eras um pay-driver, que entrou na Fórmula Um por causa dos teus patrocinadores. Achas que a tua vitória respondeu a estes críticos?

PM: Tenho muita sorte de ter um excelente apoio da Venezuela. O dinheiro que posso trazer ajudou-me a chegar à F1 mas também ajuda a desenvolver o carro e isso é crucial em ter sucesso. Não me foco nesses comentários. Prefiro "falar" na pista e fazer o melhor que posso pela equipa. Espero que a minha performance em Espanha tenha mostrado ue tenho talento para ser um dos melhores pilotos.

 

Pergunta: Tivemos cinco vencedores nas cinco primeiras corridas. Achas que a imprevisibilidade é boa para a Fórmula Um?
PM: Esta tem sido uma das temporadas mais competitivas que temos visto em muitos anos e ter um nível tão alto de competição entre as equipas e pilotos é uma coisa boa, na minha opinião. É aborrecido para os fãs quando um piloto domina, e esta época parece um pouco como a GP2, com o piloto a ter um papel importante na performance do carro. Os pneus também ajudam as equipas a jogar com diferentes estratégias, então há sempre a oportunidade de subirmos se arriscarmos. Sempre trabalhámos muito para termos os pneus com boa performance e esse foi certamente o caso em Espanha, onde pude fazer uma parte maior [com os mesmos pneus] que os outros.

 

Foto: Andrew Ferraro/LAT

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publicado às 11:33

HRT estreia sede

por Tiago Crispim, em 22.05.12

A HRT abriu oficialmente as portas da sua nova sede, na Caja Mágica, em Madrid.

 

O diretor da equipa e ex-piloto de F1, Luiz Pérez-Sala, disse estar orgulhoso de finalmente ter aberto as portas a todos e a mostrar aquela que há alguns meses, tem sido a sede da HRT. "Deu muito trabalho mas é um sonho tornado realidade e um projeto excitante", acrescentou.

 

A cerimónia contou com a presença da presidente da câmara de Madrid, Ana Botella, o presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, Carlos Gracia, e os pilotos Pedro de la Rosa, Dani Clos e Ma Qing Hua, além de Pérez-Sala.

 

A HRT ocupa onze mil metros quadrados do complexo, onde também fica a sede do comité olímpico espanhol.

 

A Caja Mágica é o edifício que acolhe o masters de Madrid, em Ténis e pode receber concertos.

 

A Caja Mágica

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publicado às 11:19

Resumo do GP de Espanha

por Tiago Crispim, em 13.05.12

Voltámos da pequena pausa do campeonato com a esperança de que as corridas continuem tão boas como até agora, com quatro vencedores de quatro diferentes equipas. É que no traçado da Catalunha as ultrapassagens não são o prato principal... mas na qualificação ficou dado o mote. Pastor Maldonado ficou com a pole, depois da desqualificação de Lewis Hamilton, por não ter combustível suficiente para regressar às boxes.

 

É claro que o Williams de Maldonado não aguentou o ataque de Fernando Alonso, que ultrapassou o venezuelano na primeira curva, ao ganhar a trajetória interior da curva. Sérgio Pérez furou um pneu e trocou logo para os Pirelli duros. Ficou tão atrás que conseguiu, sem tráfego, fazer a volta mais rápida deste início de corrida. Os outros carros com andamento semelhante eram os Toro Rosso, em velocidade de ponta.

 

As primeiras paragens programadas foram a partir da sétima volta, com Mark Webber a liderar a tendência. Hamilton, que tinha começado da última posição, era 11º dez voltas depois do início da corrida.

 

Com um pelotão bastante apertado, Romain Grosjean tocou com a asa dianteira no Williams de Bruno Senna. Eram oito pilotos bem juntos e os problemas ainda não tinham terminado para Senna. Michael Schumacher enfiou o seu Mercedes diretamente na traseira do brasileiro. O alemão, claramente chateado, abandonou de seguida (e apelidou o piloto da Williams de “Idiota”, pela rádio). Senna ainda tentou prosseguir mas também desistiu da corrida. Pela repetição pareceu que o Williams fez um pequeno desvio na reta e que Schumacher hesitou na travagem. Culpa para os dois, portanto.

 

Na frente, Alonso matinha a liderança, seguido de Maldonado, os dois com penus duros, e atrás Kimi Raikkonen, com pneus macios.

 

Grande corrida estava a fazer Hamilton, no 12º lugar com vinte voltas cumpridas. Tinha pela frente Felipe Massa, Jean-Eric Vergne e Paul Di Resta.

 

Narain Karthikeyan desistiu da corrida, sem que a televisão mostrasse a causa mas na frente, Maldonado, que já tinha feito a segunda paragem, aproveitou para ultrapassar o espanhol da Ferrari, que trocou de pneus duas voltas depois. O venezuelano era agora primeiro e fazia a volta mais rápida.

 

Sebastien Vettel e Felipe Massa foram penalizados com um drive-through, por não respeitarem bandeiras amarelas. Para Hamilton foi uma excelente decisão, ele que estava atrás do brasileiro da Ferrari. Vettel, que seguia em sexto, caiu para a nona posição.

 

Kamui Kobayashi voltou a mostrar a sua agressividade nas ultrapassagens, e deu um cheirinho do “espírito samurai” a Jenson Button, que foi praticamente empurrado para fora da pista, para evitar a colisão com o Sauber. Kobayashi com penus duros e Button com macios. O japonês da Sauber subiu para sétimo e passou logo para o ataque a Nico Rosberg.

 

Na volta 37 houve mais uma penalização. Charles Pic, da Marussia, ignorou as bandeiras azuis, e foi penalizado num drive-through, mas a Marussia optou por retirar o carro.

 

Vettel deu nas vistas pela primeira vez com uma ultrapassagem por fora a Jenson Button, que depois foi trocar de pneus. Já o companheiro de equipa de Button fez um excelente trabalho ao aguentar os dois Toro Rosso atrás de si e ganhar a posição a Vergne.

 

Sérgio Pérez abandonou a corrida depois de uma paragem nas boxes algo atribulada. Fica a questão se o mexicano desiste por causa da paragem. A única coisa que se viu foi um dos mecânicos a tropeçar.

 

Na volta 42 Maldonado trocou para os pneus duros e demorou um bocado de tempo na boxe. Alonso ainda teria de parar mais uma vez e procurava, nesta altura, ganhar distância. Aguentou mais três voltas e perdeu de novo a liderança para Maldonado.

 

Na Red Bull as trocas não se limitaram aos pneus. Primeiro Webber no primeira metade da corrida, e depois Vettel, na volta 44,  trocaram também o nariz do carro.

 

Kimi Raikkonen era o líder da corrida nesta altura, seguido de perto por Maldonado. Alonso ia aproveitando para diminuir a distância para os dois adversários à frente. O Williams lá passou pelo Lotus e o espanhol foi rápido a chegar-se junto a Raikkonen. Ultrapassou-o na reta, mas o finlandês ainda tinha mais uma paragem para fazer. Talvez não tenha sido a melhor estratégia, porque o afasta definitivamente dos dois primeiros, mas a equipa disse ao piloto, pela rádio, que acreditava que Alonso e Maldonado ainda iriam parar.

 

A tensão era palpável nas últimas 14 voltas, com Alonso a perseguir Maldonado.

 

Ainda vimos mais ultrapassagens, como a de Vettel a Button pelo oitavo lugar (que estranho), Kobayashi que finalmente ultrapassou Rosberg e Webber, que tentou chegar ao décimo lugar mas Hulkenberg, da Force India, não deixou. Vettel estava a fazer um excelente final de corrida, mesmo com um drive-through durante a prova, estava a pressionar Hamilton pelo sétimo lugar, ultrapassou-o e depois ainda passou o único Mercedes em prova. no entretanto, Alonso tinha já abrandado o ritmo, provavelmente a poupar os pneus.

 

No final ficaram, Maldonado, Alonso e Raikkonen no pódio. Grosjean, Kobayashi e Vettel depois, seguidos de Rosberg, Hamilton, Button e Hulkenberg, a fechar os dez primeiros. Atrás ficaram Webber, Vergne, Ricciardo, Di Resta, Massa, Kovalainen, Petrov, Glock e De La Rosa. Não terminaram Pérez, Pic, Karthikeyan, Senna e Schumacher.

 

Esta foi a primeira vitória da Williams desde o GP do Brasil, em 2004. Pastor Maldonado tinha ficado em 19º, com um ponto, em 2011. Agora já tem 25.

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publicado às 14:39

Mugello, dia 3

por Tiago Crispim, em 04.05.12

O último dia de testes conjuntos, neste pequeno hiato no campeonato, terminou com a Lotus a fazer o melhor tempo. No dia anterior o piloto francês Romain Grosjean também tinha feito o melhor tempo, ex aequo com Kamui Kobayashi.

 

A sessão de treinos foi dominada pela Red Bull durante a manhã, mas de tarde, Grosjean acabou por ser um quarto de segundo mais rápido que Sebastien Vettel. O tempo do francês foi também o melhor tempo de todas as sessões.

 

O Lotus de Romain Grosjean na reta de Mugello, no terceiro dia de testes em Itália

 

"Mugello é muito exigente com os pilotos e tem sido uma muito boa experiência para mim, e um óptimo exercício! Estivemos a fazer um programa específico de avaliação de componentes, e sermos rápidos relativamente aos adversários, mesmo quando não estamos especificamente a tentar fazer os melhores tempos, é satisfatório" disse o piloto francês da Lotus.

 

O Ferrari de Fernando Alonso fez o terceiro melhor tempo, seguido de Daniel Ricciardo, num Toro Rosso, e de Sérgio Pérez num Sauber. Na Force India o carro foi partilhado entre os dois pilotos e fizeram-se testes de recolha de dados e set ups de pneus.

 

A Williams teve problemas elétricos no carro, durante a manhã e teve de adaptar o programa de testes para Pastor Maldonado aproveitar ao máximo a tarde. Já Nico Rosberg, na Mercedes, não teve problemas mas só fez o oitavo melhor tempo. A equipa alemã centrou-se em testar a gestão dos pneus, o que prova mais uma vez que os tempos dependem do que as equipas pretendem testar.

 

Heikki Kovalainen e o seu capacete "Angry Birds" no Caterham

 

O piloto com mais voltas neste dia foi Heikki Kovalainen, que fez 139 voltas com o seu Caterham. "Embora muito do que fizemos tenha sido bastante repetitivo, [Mugello] é um bom local para conduzir um carro de F1", afirmou o piloto, em desacordo com o seu companheiro de equipa, Vitaly Petrov, que no dia anterior criticou o traçado italiano.

 

O último piloto foi Timo Glock, num Marussia, que testou os vários tipos de compostos de pneus, afinações de motor e potenciais atualizações aerodinâmicas.

 

As equipas regressam agora às suas fábricas, para preparar o GP de Espanha, que será disputado dia 13 de maio.

 

Tempos:

 

1. Romain Grosjean, Lotus, 1:21.035, 66 Voltas
2. Sebastian Vettel, Red Bull, 1:21.267, 106 Voltas
3. Fernando Alonso, Ferrari, 1:21.363, 98 Voltas
4. Daniel Ricciardo, Toro Rosso, 1:21.604, 117 Voltas
5. Sergio Perez, Sauber, 1:22.229, 118 Voltas
6. Nico Hulkenberg, Force India, 1:22.325, 55 Voltas
7. Pastor Maldonado, Williams, 1:22.497, 63 Voltas
8. Nico Rosberg, Mercedes, 1:22.579, 129 Voltas
9. Oliver Turvey, McLaren, 1:22.662, 99 Voltas
10. Paul di Resta, Force India, 1:23.002, 34 Voltas
11. Heikki Kovalainen, Caterham, 1:23.169, 139 Voltas
12. Timo Glock, Marussia, 1:23.466, 110 Voltas

 

 

Tempos agregados:

 

1. Romain Grosjean, Lotus, 1:21.035, 163 Voltas
2. Sebastian Vettel, Red Bull, 1:21.267, 172 Voltas
3. Fernando Alonso, Ferrari, 1:21.363, 144 Voltas
4. Kamui Kobayashi, Sauber, 1:21.603, 135 Voltas
5. Daniel Ricciardo, Toro Rosso, 1:21.604, 139 Voltas
6. Mark Webber, Red Bull, 1:21.997, 78 Voltas
7. Sergio Perez, Sauber, 1:22.229, 118 Voltas
8. Felipe Massa, Ferrari, 1:22.257, 106 Voltas
9. Nico Hulkenberg, Force India, 1:22.325, 55 Voltas
10. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1:22.422, 97 Voltas
11. Pastor Maldonado, Williams, 1:22.497, 63 Voltas
12. Nico Rosberg, Mercedes, 1:22.579, 178 Voltas
13. Oliver Turvey, McLaren, 1:22.662, 129 Voltas
14. Paul di Resta, Force India, 1:23.002, 48 Voltas
15. Heikki Kovalainen, Caterham, 1:23.169, 139 Voltas
16. Michael Schumacher, Mercedes, 1:23.404, 149 Voltas
17. Timo Glock, Marussia, 1:23.466, 147 Voltas
18. Charles Pic, Marussia, 1:23.982, 91 Voltas
19. Jerome D’Ambrosio, Lotus, 1:24.048, 40 Voltas
20. Vitaly Petrov, Caterham, 1:24.312, 112 Voltas
21. Gary Paffett, McLaren, 1:24.480, 63 Voltas
22. Bruno Senna, Williams, 1:24.842, 100 Voltas
23. Jules Bianchi, Force India, 1:25.475, 19 Voltas
24. Rodolfo Gonzalez, Caterham, 1:27.197, 35 Voltas
25. Valtteri Bottas, Williams, 1:29.179, 28 Voltas

 

Foto: Steve Etherington/Andrew Ferraro/LAT Photographic

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publicado às 11:12

Mugello, dia 2

por Tiago Crispim, em 03.05.12

Neste segundo dia de testes em Itália, Romain Grosjean e Kamui Kobayashi foram os mais rápidos, exatamente com o mesmo tempo. Os pilotos da Lotus e da Sauber estão com diferentes programas de desenvolvimento, como seria de esperar. O francês testou diferentes ajustes na suspensão e equilíbrio do carro e também "apreciação do sol", um dos pontos no programa, depois da imensa chuva no dia de ontem que só permitiu que as equipas testassem de manhã.

 

Kamui Kobayashi testou os travões, o novo pacote aerodinâmico, o novo sistema de refrigeração e também alterações feitas ao nível do desenho do carro, o que leva a crer que o C31 será praticamente novo quando chegar à Catalunha, e se os testes correrem bem.

 

Paul di Resta no VJM05, com um tubo de Pitot montado, para leituras aerodinâmicas

 

O terceiro e quarto lugares foram para a Red Bull. Sebastian Vettel, que conduziu de tarde, ficou em terceiro e Mark Webber em quarto. O australiano comentou quea equipa tem montes de testes para fazer mas que está tudo a correr bem. "A quilometragem é tão limitada hoje em dia que sabe bem estar de novo no carro. Este teste foi muito útil", acrescentou.

 

A Ferrari, que tinha sido a mais rápida de ontem, com Fernando Alonso, ficou desta vez em quinto lugar, com o F2012 a ser pilotado por Felipe Massa. Michael Schumacher foi o piloto com mais voltas completas, 144, ao contrário de Paul Di Resta, que fez apenas 14. O escocês da Force India explicou que o problema foi ter passado muito tempo na garagem a "mudar coisas no carro antes do almoço", o que siginificou que o piloto só correu no final do dia. "Queremos sempre mais voltas, mas estas coisas acontecem e espero que possamos ter um dia inteiro de corrida amanhã para completar o programa e aprender o que temos de aprender."

 

Tempos:

 

1. Romain Grosjean, Lotus, 1:21.603, 97 Voltas
2. Kamui Kobayashi, Sauber, 1:21.603, 87 Voltas
3. Sebastian Vettel, Red Bull, 1:21.825, 64 Voltas
4. Mark Webber, Red Bull, 1:21.997, 54 Voltas
5. Felipe Massa, Ferrari, 1:22.257, 106 Voltas
6. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1:22.422, 65 Voltas
7. Daniel Ricciardo, Toro Rosso, 1:22.588, 22 Voltas
8. Michael Schumacher, Mercedes, 1:23.404, 144 Voltas
9. Charles Pic, Marussia, 1:23.982, 46 Voltas
10. Vitaly Petrov, Caterham, 1:24.312, 112 Voltas
11. Gary Paffett, McLaren, 1:24.480, 59 Voltas
12. Timo Glock, Marussia, 1:24.499, 37 Voltas
13. Paul di Resta, Force India, 1:24.749, 14 Voltas
14. Bruno Senna, Williams, 1:24.842, 100 Voltas

 

Amanhã é o último dia de testes conjuntos em Mugello. Depois as equipas partem para Espanha, onde dia 13 será disputado o GP desse país, no circuito da Catalunha.

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publicado às 16:12

Mugello, dia 1

por Tiago Crispim, em 02.05.12

Já quatro corridas passaram desde o início do campeonato, mas até à próxima, temos três dias de testes no circuito de Mugello, Itália. A oportunidade para desenvolver primeiras mudanças nos carros e para dar mais rodagem aos pilotos, especialmente os de teste.

 

No primeiro dia, Fernando Alonso foi o mais rápido na pista molhada, mas a incerteza do tempo ditou várias bandeiras vermelhas e prejudicou algum trabalho de desenvolvimento. Prova disso foi Mark Webber, o segundo mais rápido, com apenas 24 voltas completas. O terceiro mais rápido deste primeiro dia foi Jean-Eric Vergne, num Toro Rosso, seguido de Jérôme D'Ambrosio, terceiro piloto da Lotus, que regressou ao comando de um F1 depois da temporada 2011.

 

 

Jérôme D'Ambrosio de volta à F1

 

Por causa das más condições atmosféricas, Gary Paffett e Michael Schumacher rodaram apenas quatro e cinco voltas respetivamente, com o piloto da Mercedes a não marcar qualquer tempo.

 

Mark Gillian, engenheiro-chefe da Williams, declarou que o programa de testes "ficou comprometido pela chuva". Os responsáveis pelos testes das outras equipas fizeram comentários semelhantes, sobre as condições que já eram esperadas. "Esperávamos tempo molhado hoje e tentámos trabalhar à volta disso para ter a certeza que o Jules [Bianchi] estava em pista quando esta estivesse mais seca", disse Jakob Andreasen, engenheiro-chefe da Force India.

 

Tempos:


 1. Fernando Alonso, Ferrari, 1:22.444, 46 Voltas
2. Mark Webber, Red Bull, 1:23.648, 24 Voltas
3. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1:23.891, 32 Voltas
4 Jerome D’Ambrosio, Lotus, 1:24.048, 40 Voltas
5. Nico Rosberg, Mercedes, 1:24.100, 49 Voltas
6. Kamui Kobayashi, Sauber, 1:24.736, 48 Voltas
7. Oliver Turvey, McLaren, 1:25.303, 30 Voltas
8. Jules Bianchi, Force India, 1:25.475, 19 Voltas
9. Rodolfo Gonzalez, Caterham, 1:27.197, 35 Voltas
10. Charles Pic, Marussia, 1:27.359, 45 Voltas
11. Valtteri Bottas, Williams, 1:29.179, 28 Voltas
12. Gary Paffett, McLaren, 1:50.898, 4 Voltas
13. Michael Schumacher, Mercedes, sem tempo, 5 Voltas

 

Foto: Lotus F1 Team

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publicado às 16:58

Ímola, 1 de maio de 1994 - recordações

por Tiago Crispim, em 01.05.12

Muito se escreveu e continua a escrever sobre o que é conhecido como o fim-de-semana negro da F1. A morte de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, os graves acidentes de Rubens Barrichello, JJ Lehto e Pedro Lamy.

 

Eu, e provavelmente todos os que ligavam ao desporto motorizado, lembram-se bem da altura. Não tinha visto as qualificações mas sabia das notícias. Vi a corrida em direto. Com apenas 10 anos na altura, lembro-me vagamente de ficar triste todo esse dia, e de ter escrito a data da morte de Ayrton na caderneta que tinha, e tenho, sobre o mundial de F1 de 1992, que é o único que tenho sobre a F1.

 

Esta é a capa. A caderneta tenho-a não sei onde.

Se estiverem no Brasil, leiam album de figurinhas.

 

 

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publicado às 20:06


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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