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Análise às equipas depois de dois GP's

por Tiago Crispim, em 28.03.12

Normalmente a análise seria feita na semana depois de uma corrida mas como falhei essa mesma análise no GP da Austrália, achei melhor fazer um resumo, por equipa, do que podemos antever para as próximas provas do campeonato.

 

McLaren Mercedes: 55 pontos

A McLaren optou por não seguir a tendência e apresentou um carro com um nariz mais convencional. As dúvidas sobre a filosofia de design da equipa de Woking terminaram imediatamente na qualificação da primeira corrida, depois de uma série de testes que não prometeram nada. O que mais uma vez prova que em termos de velocidade os testes não são indicativos de nada. Lewis Hamilton conseguiu a pole position nas duas corridas até agora, mas sem vitórias. O britânico parece mais concentrado este ano (embora ainda seja cedo para confirmar) mas Jenson Button continua a dar-se melhor com os pneus Pirelli. De certa forma parece até estar mais à vontade que Hamilton, que deve sentir carregar o peso dos media atrás.

 

Red Bull Racing Renault: 42 pontos

 

O novo RB8 de Adrian Newey continua a ser um excelente carro mas este ano, com a proibição dos difusores traseiros aspirados, a equipa austríaca fica mais em pé de igualdade com as suas antagonistas. Curiosamente é Mark Webber que lidera os pontos entre os dois pilotos da marca. A razão é que Vettel fez uma fraca corrida na Malásia, com problemas no rádio e depois um toque no HRT de Narain Karthikeyan que o deixou fora dos pontos, e deixou o indiano com uma penalização para a corrida seguinte. É contudo ainda cedo afastar o alemão do campeonato, e não se espera que a Red Bull fique parada face à evolução das outras equipas.

 

Ferrari: 35 pontos

A Ferrari surge neste campeonato com muito pouca confiança no seu novo carro, depois dos testes em conjunto. Será que o Ferrari F2012 está ao nível, quer dos McLaren, quer dos Red Bull? De qualquer das maneiras, Fernando Alonso é um piloto que consegue extrair mais do que o carro parece dar. Felipe Massa retirou-se na primeira corrida e terminou a segunda em 15º e o seu companheiro de equipa levou o carro a quinto e a primeiro, o que faz dele o primeiro da tabela de pilotos. Cabe à Ferrari aproveitar o bom momento do espanhol e continuar a dar-lhe um carro competitivo. Quanto a Massa, é deixar o ano passar...

 

Sauber Ferrari: 30 pontos

Com apenas menos cinco pontos que a equipa que lhes fornece os motores, a Sauber está a surpreender. Continuo a achar Kamui Kobayashi e Sérgio Pérez uma das melhores duplas em pista e este ano o mexicano, perito em levar os pneus Pirelli muito além da quilometragem recomendada, esteve perto de vencer o GP da Malásia. Infelizmente uma pequena saída de pista ditou que terminasse no segundo lugar. É o primeiro pódio para Pérez, que antes tinha como melhor marca um sétimo lugar. Kobayashi desistiu na última corrida mas antes terminou em sexto, indicação que este Sauber C31 ainda pode surpreender no meio da tabela.

 

Lotus Renault: 16 pontos

A Lotus apostou em grande com o regresso de Kimi Raikkonen à F1. O campeão de 2007 ainda não surpreendeu mas notou-se, no seu regresso, que a dificuldade de adaptação às novas regras e carros não foi tão complicada como a de Schumacher. Raikkonen está em sétimo da geral com 16 pontos, um sétimo e um décimo. O que não é nada mau tendo em conta que são todos os pontos desta equipa. É que o francês Romain Grosjean, que tem desta feita a segunda hipótese com a equipa, depois de ter corrido no lugar de Nelson Piquet Jr, ainda não terminou qualquer prova. Grosjean tem feito boas classificações, agora só falta saber em que lugar fica se levar o carro até à bandeira de xadrez.

 

Force India Mercedes: 9 pontos

A Force India livrou-se de Adrian Sutil e promoveu Nico Hulkenberg, um bom piloto e com mais margem de progressão que o seu antecessor. Manter Paul Di Resta era básico, já que ele foi considerado o estreante do ano (à frente de Pérez porque terminou com mais pontos). A Force India é assumidamente uma equipa de meio do pelotão mas se Pérez consegue chegar ao pódio, porque não há Di Resta de sonhar? Afinal de contas foi ele que roubou o primeiro ponto a Jean-Eric Vergne na Austrália, mesmo em cima da reta da meta.

 

Williams Renault: 8 pontos

A temporada de 2011 foi desastrosa para a equipa. A Williams terminou num desapontante nono lugar, acima das estreantes. Este ano com a mudança para motores Renault, uma parceria que visa não só evocar os Williams vencedores da década de 90 como também ir buscar o motor à equipa campeã do mundo, a Red Bull, a coisa parece estar a compôr-se. Pastor Maldonado mostrou na abertura do campeonato que Frank Williams pode ter razão ao descrever o venezuelano como um bom piloto com bons patrocinadores, em vez de um pay-driver. Vamos ver se mantêm a performance, se não se atira contra o muro como na Austrália ou se anda apagado como na Malásia. Na ásia quem brilhou foi Bruno Senna, que é o responsável pelos pontos da equipa até agora, graças a um sexto lugar.

 

Toro Rosso Ferrari: 6 pontos

 

A prova que não basta um motor Ferrari ou ser a irmã mais nova da Red Bull para ganhar corridas. Claro que não é esse o objetivo da Toro Rosso, uma espécie de estágio para a Red Bull. Este ano com dois novos pilotos, Daniel Ricciardo, que andou a ganhar experiência e sobretudo a formar carácter na HRT, já que mais depressa que vá, parece que está parado; e Jean-Eric Vergne, que participou no Young Drivers Programme da temporada passada e terminou em segundo na Fórmula Renault 3.5. O francês tem mais dois pontos que o canadiano apesar de ter terminado nos lugares pontuáveis apenas uma vez, na Malásia. Na Austrália viu os pontos sumirem com o Force India de Paul Di Resta. Ainda não consigo fazer grandes previsões a esta equipa e pilotos, vamos lá a ver como se portam na China.

 

Mercedes: 1 ponto

Esta equipa não está na F1 para brincadeiras. Não foi por isso que compraram a Brawn GP no final de 2009, contrataram Nico Rosberg e desenterraram, perdão, des-reformaram Michael Schumacher. Contudo a equipa não parece cumprir o que promete. Os melhores resultados foram três terceiros lugares, todos de Rosberg. Este ano apresentaram o carro sem grande fanfarra mas pareciam prometer nos treinos. Duas corridas depois, Schumacher tem o único ponto da equipa por ter terminado em décimo na Malásia. Bons na qualificação, precisam de melhorar a fiabilidade do seu W03 que querem voltar a pisar os calcanhares das principais equipas. É que qualquer dia a Mercedes farta-se e prefere apoiar apenas a McLaren.

 

Caterham Renault: 0 pontos

A Caterham (ex-Lotus) tenta à força demarcar-se das restantes estreantes. Este ano adoptou o KERS e na prática está algures entre as equipas de meio do pelotão e as mais recentes. Talvez este ano com sorte e um safety car oportuno consiga finalmente chegar aos pontos. A contratação de Vitaly Petrov mesmo em cima do campeonato, foi uma jogada arriscada mas certa. Não só em termos de patrocinadores por ter o único piloto russo. De facto Petrov tem jeito para a coisa. Na Austrália ambos os carros desistiram com problemas semelhantes na direção do carro e na Malásia o russo ficou atrás de Massa, o que não é mau, mais em demérito do brasileiro do que outra coisa.

 

Marussia Cosworth: 0 pontos

Charles Pic faz este ano parceria com o eterno Timo Glock, que teve o maior dos azares por a Toyota ter desistido da competição. O alemão precisa de ser duro para se manter na F1 depois de ter andado numa equipa com bastantes meios. Já Pic chega à F1 depois de um quarto lugar na GP2, nunca tendo ganho um campeonato. Parece que o mentor de Pic é Olivier Panis e pode ser que isso seja a explicação para qualquer coisa.

 

HRT Cosworth: 0 pontos

A Hispania tenta ser uma equipa séria, se levarmos em conta os comunicados da equipa. De facto tem uma nova direção e talvez toda a vontade do mundo, mas continua a sofrer com as finanças. Penso que Luis Pérez-Sala deve revirar os sofás dos amigos à procura de mais uns tostões. A equipa demorou a fazer o carro, chumbou no primeiro crash-test (tal como a Marussia) e chegou à Australia com um carro, o de Pedro De La Rosa, ainda por montar. O resultado, sem surpresas, foi uma não qualificação para o GP de Melbourne, o que aliás já começa a ser habitual. É louvável que De La Rosa, aos 41 anos, ainda tenha vontade de se juntar a um projeto como este. É certo que é espanhol, tem um ex-piloto à frente e tem capacidade para evoluir, se os astros alinharem. Mas será que há tempo para isso? Para percebermos melhor veja-se o caso do GP da Malásia em que, Narain Karthikeyan partiu com pneus de chuva. Choveu e o indiano viu o seu HRT em décimo quando a corrida foi interrompida. Mas mal recomeçou, o HRT voltou lá para trás, não sem antes levar com a asa dianteira de Button num pneu. De qualquer das maneiras foi uma vitória para a HRT. Os dois carros cruzaram a meta na primeira corrida que disputaram este ano, com muito poucas voltas de teste.

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publicado às 15:40

Adam Parr deixa Williams

por Tiago Crispim, em 26.03.12

O presidente da  Williams F1, Adam Parr, anunciou a sua demissão da equipa no final de março.

O motivo não foi revelado Frank Williams, fundador e diretor da equipa, declarou que Parr sai "em bons termos, para perseguir um melhor equilíbrio na sua vida". Adam Parr juntou-se à Williams em 2006 como CEO da equipa e foi depois promovido, em 2010 a presidente da Williams Grand Prix Holdings PLC, empresa detentora da equipa de Fórmula 1. O seu substituto é Nick Rose, ligado à empresa distribuidora de bebidas alcoólicas Diageo, que vai assumir funções de presidente não-executivo. O accionista maioritário Frank Williams continua a gerir a empresa com o apoio de Toto Wolff, Alex Burns e o resto da direção da Williams.

Os motivos por trás da saída de Adam Parr não foram revelados.

 

A Williams está atualmente em sétimo lugar na tabela de construtores com oito pontos ganhos por Bruno Senna por ter terminado em sexto no GP da Malásia.

 

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publicado às 20:08

Resumo do GP da Malásia

por Tiago Crispim, em 25.03.12

Uma semana depois do GP da Austrália as equipas mudaram-se todas para Kuala Lumpur em preparação para o GP da Malásia. Os McLaren continuaram a dominar a qualificação, com Lewis Hamilton a partir da pole position e Jenson Button do segundo lugar. Logo atrás na segunda fila, Michael Schumacher

e Mark Webber, que superou o atual campeão e companheiro de equipa Sebastian Vettel. Este qualificou-se com os pneus duros e partiu de quinto. Romain Grosjean superou Raikkonen na Lotus com um sexto, seguido do outro Mercedes, pilotado por Nico Rosberg. Em oitavo saiu Fernando Alonso, que se deparou com um problema no KERS e a fechar o top dez Sérgio Pérez da Sauber e Kimi Raikkonen no outro Lotus. A chuva era ligeira e pairava a ameaça de adiar a partida mas afinal de contas nada aconteceu na altura. A jogada de Vettel e usar pneus mais duros acabou por assim não compensar já que todos os pilotos partiram com pneus intermédios.

 

Hamilton conseguiu um bom arranque e manteve a liderança logo à partida. Webber recuperou posições ao passar por fora, às custas de Schumacher. Grosjean até arrancou bem pondo o Lotus em terceiro mas rapidamente voltou para trás, para 20º quando o Mercedes de Schumi levou os dois pilotos a entrar em pião. Bom arranque foi o de Pastor Maldonado que partiu de 11º e no fim da primeira volta era já sétimo. Kamui Kobayashi também saltou de 17º para nono e Heikki Kovalainen subiu de último para 15º.

Paul Di Resta foi o primeiro a mudar para pneus de muita chuva e mais alguns se seguiram já que, como mostraram as imagens na boxe da Red Bull, a chuva iria aumentar em quatro minutos.

 

A corrida de Romain Grosjean voltou a durar pouco tempo graças a uma saída de pista do francês , quando perdeu o controle devido à chuva. Nesta altura tinham passado apenas cinco voltas e metade dos pilotos já tinha mudado de pneus. Claramente a tendência manteve-se e na volta seguinte todos tinham mudado para pneus de chuva.

 

O safety car entrou logo depois, altura em que ouvimos Button dizer no rádio que o ultimo sector parecia um lago. Os dois HRT que desta vez se qualificaram e não partiram de último apenas graças à penalização de Kovalainen foram os únicos que partiram logo com pneus de chuva. Narain Karthikeyan estava em décimo, altura para a equipa aparecer na televisão. Pérez ainda melhor estava em terceiro atrás dos dois McLaren e Jean-Eric Vergne, em sétimo com um Toro Rosso, era o único com pneus intermédios.  A corrida foi interrompida porque a informação meteorológica indicava que a chuva ia continuar forte durante mais meia hora.

 

 

A grelha de partida durante a paragem

 

Durante as repetições vimos Senna bater na traseira de Maldonado. Nesta altura estavam cumpridas nove voltas e o medo era a visibilidade quando a corrida regressar, já que na Malásia eram quatro da tarde. Na tv os comentadores da SportTv elogiavam Vergne e no Twitter as piadas sobre Kimi Raikkonen a comer gelados eram a norma. Até a sua própria equipa brincava com isso ao dizer que tinha um frigorífico cheio de gelados e a pedir recomendações de sabores aos fãs.

 

A piada estava na recordação do outro GP da Malásia suspenso por chuva, quando o finlandês saiu do carro para descontrair. Na tv vários pilotos conversavam uns com os outros. Di Resta e Hulkenberg encostados à boxe e Vettel e Alonso debaixo de um guarda-chuva. A corrida recomeçou atrás de SC com todos os pilotos em pneus de chuva, uma paragem a menos para Vergne.

 

Quatro voltas depois do recomeço o safety car saiu de pista e Pérez partiu logo ao ataque, perseguido por Webber. Oito pilotos entraram na boxe atrás do SC para mudarem para pneus intermédios e Pedro De La Rosa para cumprir um drive-through. Os seus mecânicos ficaram tempo demais na pista. Alonso aproveitou para passar Webber mas Hamilton manteve a liderança até mudar de pneus. Nessa altura Pérez liderou o pelotão e atrás dele o Ferrari de Alonso conseguiu subir para terceiro. Jenson Button bateu na traseira de Karthikeyan e partiu a asa dianteira. Provavelmente Button não esperou que o indiano defendesse a posição fechando a curva mas ainda assim perdeu o controlo da frente do McLaren, algo pouco habitual em Button.

 

 

Schumacher a conversar com a equipa durante a paragem

 

Dois motores Ferrari lideravam a corrida. Primeiro Alonso que chegou a primeiro com a paragem de Pérez e depois o mexicano da Sauber, seguido de Hamilton, Rosberg, Vettel, e Raikkonen, a fechar o top seis.

 

O espanhol da Ferrari aproveitava para aumentar a diferença de tempo em relação ao Sauber e Raikkonen pressionava Vettel pela quinta posição. Mais atrás Daniel Ricciardo passava Bruno Senna e Kamui Kobayashi, que perdia a posição de seguida para o brasileiro.

 

A Williams deste ano é claramente superior à do ano passado. Bruno Senna passou Schumacher e subiu à 12ª posição. Felipe Massa deixa-se ser ultrapassado por Paul Di Resta, logo a seguir à Ferrari dizer ao brasileiro para perseguir Webber. É seguidamente ultrapassado por Jean-Eric Vergne e vai às boxes trocar de pneus, tendência que começou a aparecer na volta 28.

 

A pista começava a secar mas parece que a chuva ameaçava voltar. Entretanto Sérgio Pérez fazia voltas mais rápidas consecutivas sem contudo ameaçar Alonso. E se o Ferrari de Alonso estava em primeiro, o de Massa era 18º depois de ser ultrapassado por Button e Ricciardo. Em defesa do brasileiro, Massa lutava com os seus pneus intermédios.

 

Mesmo com a ameaça de chuva Daniel Ricciardo foi o primeiro a mudar para slicks intermédios, nesta mesma altura a McLaren dizia a Button para conservar os seus intermédios até ao final da prova mas depois a equipa avisou o piloto que alguns tinham mudado para slick e eram mais rápidos. Com 16 voltas até ao final, os pilotos começaram a trocar novamente de pneus. Com isso Alonso voltou a distanciar-se de Pérez.

 

Bruno Senna fazia uma grande corrida e ultrapassou Di Resta para o sétimo lugar. Na corrida anterior tinha sido Maldonado a dar nas vista. Em Kuala Lumpur o venezuelano rodava em 11º e pressionava Nico Hulkenberg.

 

Vettel, que seguia em quarto teve um pneu furado e estragou o final da corrida, ficando fora dos pontos.

 

Sérgio Pérez estava cada vez mais perto de Alonso mas uma saída em falso deixou o espanhol outra vez à distância. Hamilton e Webber também tinham espaço para manter as posições.

 

Maldonado retirou-se com um motor partido a uma volta do final e Sebastian Vettel recebeu uma mensagem para abandonar nas boxes, seguida de uma para se manter e de outra para parar o carro. Provavelmente uma tentativa de poupar o carro já que o alemão ficou fora dos pontos.

 

O pódio no final do GP

 

Alonso em primeiro, seguido de Sérgio Pérez, que consegue o seu primeiro pódio e o primeiro para a Sauber desde a saída da BMW. Em terceiro ficou Hamilton, que partira de primeiro, seguido de Webber, e Raikkonen. Bruno Senna fez a sua melhor corrida na F1 terminando em sexto. Atrás ficou Di Resta, Vergne, que consegue os seus primeiros pontos, Hulkenberg  e Schumacher a fechar os lugares pontuáveis. Vettel, Ricciardo e Button em 14º. Rosberg, Massa, Petrov, Glock, Kovalainen, Pic, Karthikeyan e De La Rosa em último. Não terminaram Maldonado que partiu o motor a uma volta do final, Kobayashi e Grosjean. O japonês retirou-se sem que eu percebesse a causa.

 

Fotos retiradas dos Twitters das equipas

 

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publicado às 12:00

Resumo do GP da Austrália

por Tiago Crispim, em 18.03.12

Finalmente o início de temporada da F1. Só para situar:

Lewis Hamilton e Jenson Button partiram dos dois primeiros lugares da pista, seguidos de Romain Grosjean num Lotus e Michael Schumacher num Mercedes. As surpresas foram Webber e Vettel, que partiram apenas da quinta e sexta posições, respetivamente. Pior estiveram os Ferrari. Alonso e Massa saíram do 12º e 16º lugar, o que mostra que afinal os receios de Pat Fry com o novo carro da scuderia tinham fundamento. Outra desilusão foi a 17ª posição de saída de Kimi Raikkonen, depois da velocidade e consistência mostrados nos treinos.

 

A Mercedes surgiu na Austrália com uma nova asa traseira, uma espécie de f-duct que dá maior estabilidade durante o uso do DRS. No início pareceu eficaz mas depois nem por isso. Mas já lá vamos.

 

A largada em Albert Park foi animada, própria de um GP de início de temporada. Button largou melhor que o seu companheiro de equipa e Bruno Senna num Williams fez um pião na primeira curva. Nico Hulkenberg (Force India) teve algum tipo de contato que o deixou fora de ação quase imediatamente. Na segunda volta Pastor Maldonado, que partiu de oitavo, a sua melhor largada na F1, tocou no Lotus de Grosjean e terminou uma promissora corrida do francês, abrindo caminho para uma quase excelente corrida do venezuelano.

 

Pit-stop de Pastor Maldonado

 

Sebastian Vettel teve uma ligeira saída de pista na sétima volta, quando atacava Schumacher. Pouco depois o bi-campeão ultrapassou o hepta-campeão, quando Schumacher teve um problema e saiu em frente numa curva com um problema na caixa de velocidades que o levou a abandonar a corrida. Logo atrás Rosberg defendia-se dos ataques de Alonso.

 

Entre as voltas 12 e 16 os pilotos começaram a mudar os pneus e claramente deveria haver mais tempo para testes, já que muitos pilotos ainda se debateram neste GP com as mudanças que a Pirelli fez para 2012, em especial com os compostos médios.

 

Depois da primeira troca de pneus, a grande batalha centrou-se em Vettel, Alonso, Rosberg Webber e Jean-Eric Vergne (estreante pela Toro Rosso), todos a lutarem pela quinta, sexta, sétima oitava e nona posições.  Vettel destacou-se rapidamente, mas mais à frente, Sérgio Pérez aguentou Hamilton e Vettel durante uma volta. A seguir ficou a aguentar Alonso, Rosberg e Webber, que precisaram também eles de uma volta para ultrapassar o mexicano.

 

Kamui Kobayashi viu-se num aperto na 26ª volta. O japonês esteve perto do contato com o Ferrari de Massa e do Lotus de Raikkonen. Ao tentar defender-se do Lotus, esqueceu-se do Ferrari que o tinha ultrapassado e ao travar, quase bateu na lateral de Raikkonen. O finlandês aproveitou para se distanciar mas Kobayashi voltou a atacar Massa e a ultrapassar o brasileiro pela décima posição.

 

Nesta altura da corrida Jenson Button seguia em primeiro seguido de Hamilton, uma espécie de chapada na cara de todas as equipas que usaram a solução aerodinâmica do degrau no nariz do carro. Seguiam-se Alonso, Rosberg e Webber. A continuar assim, talvez a Mercedes consiga o pódio que tanto almeja neste ano, isto se não terminarem como terminaram nesta prova.

 

 

A altura estranha em que o camião-reboque que levava o carro de Petrov pareceu liderar o pelotão

 

Interessante era o ritmo de Pastor Maldonado, uma indicação (até ver) que a Williams não estará tão mal como no ano passado. O seu companheiro de equipa, Senna, estava pior, com o pião na primeira curva não tinha ainda passado dos últimos lugares.

 

Curiosamente, alguns pilotos queixaram-se dos pneus médios, a começar por Button, que indicou vibrações do carro por causa dos Pirelli.

 

Vitaly Petrov, recém-chegado à Caterham, começou a deitar fumo e parou na reta da meta com perda de direção assistida. Pouco depois aconteceu o mesmo com o seu companheiro de equipa. Como o carro não ficou junto ao muro, o safety-car veio baralhar as contas e juntar os pilotos. Este ano um retardatário pode ultrapassar o safety-car e juntar-se no fim do pelotão, para não atrasar outros pilotos no recomeço. Pode ser bom mas estende imenso os períodos de safety-car.

 

No regresso à corrida Button manteve a liderança mas Hamilton não conseguiu aguentar o RB8 de Vettel. Mais atrás Kobayashi aproveitou uma curva para ultrapassar Raikkonen e chegar a nono.

 

Ps brasileiros Felipe Massa e Bruno Senna deram um toque quando lutavam pelo 13º lugar, algo semelhante ao que aconteceu entre Kobayashi e Raikkonen na primera parte da corrida. Como consequência o Williams furou um pneu e o Ferrari partiu algo na lateral do carro e parou avariado a meio da entrada da boxe. Terminando mais uma má corrida de Massa.

 

Massa parado na entrada da boxe

 

Com apenas oito voltas para o final, Maldonado, que fazia a sua melhor corrida na F1, pressionava Alonso pela quinta posição. Curiosamente, também um Williams e um Ferrari. Como alguém escreveu no Twitter na altura, há tempo que não víamos um Williams correr com um Ferrari.

 

No final todos os pilotos atacaram. Um bom espetáculo e final de corrida emocionante.  Com todos os lugares em disputa, Jenson Button acabou por levar a melhor com uma corrida soberba, sempre no controle. Segundo foi Sebastian Vettel num RB8 menos impressionante que o do ano passado; seguido de Lewis  “a-ver-se-atina” Hamilton; o australiano incansável Mark Webber e Fernando Alonso, que provavelmente nunca esperou ser tão pressionado por Pastor Maldonado. O venezuelano fez a sua melhor corrida e se continuar assim mostra que, como diz Frank Williams, ele é bom piloto e não apenas bem financiado. Ainda assim não terminou, tendo tido um acidente na última volta quando perdeu o controlo do carro e bateu na parede. É pena, tinha sido um resultado melhor que qualquer um no ano passado

 

Em sexto ficou Kamui Kobayashi, que fez uma excelente corrida, seguido de Kimi Raikkonen, que depois de uma má qualificação lá se redimiu. Sérgio Pérez fez também uma boa prova mas foi ultrapassado por Kimi e Kamui no final, seguido de Ricciardo, recém-chegado à Toro Rosso e aos pontos. Paul Di Resta, rookie de 2011, menos em foco neste GP aproveitou para ultrapassar Jean-Eric Vergne na reta da meta, roubando o último lugar nos pontos ao estreante de forma espetacular. Rosber foi um desapontante 12º, depois de ter mostrado bom andamento em toda a corrida, teve problemas na última volta onde perdeu cinco posições. Depois ficou classificado Pastor Maldonado, os dois Marussia, com Timo Glock à frente do estreante Charles Pic. No fim ficou o Williams de Bruno Senna, que ainda foi às boxes a duas voltas do final. Não classificados ficaram Massa, Kovalainen, Petrov, Schumacher, Grosjean e Hulkenberg.

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publicado às 07:49

Filho de peixe sabe nadar

por Tiago Crispim, em 14.03.12

O mundo dos desportos motorizados não é assim tão grande. É natural que haja gente ligada ao meio que seja relacionada de algum modo.

 

Em Portugal temos os irmãos Pedro e Tiago Petiz, sobrinhos de Alcides Petiz, dono da BMW S. Conrado, ou os cunhados Manuel Gião e Lourenço Beirão da Veiga. No Brasil há os Sperafico. Os primos Alex e Rafael e os gémeos Ricardo e Rodrigo Sperafico. Mas claro que não se ficam por aqui as famílias de corredores no Brasil. Felipe Giaffone é primo por afinidade de Rubens Barrichello, ou seja, Rubinho é casado com a prima de Giaffone. Já o primo de Felipe, Affonso, foi também piloto na Indy. Exemplos há muitos. Até John Button, pai de Jenson, foi piloto de rally nos anos 70.

 

Mas famílias que tenham competido na F1 não são assim tantas. Doze para ser exacto. E encontrar uma ordem para falar de todas não é fácil porque muitos tiveram longas carreiras. Por isso vou partir estes artigos por famílias. A primeira? A família Hill.

 

Leiam o resto deste artigo no PortalF1.com

 

Graham e Damon Hill em 1962 com um modelo do Lotus desse ano

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publicado às 12:05

HRT apresenta F112

por Tiago Crispim, em 07.03.12

Faltava uma equipa apresentar o seu carro para a temporada de 2012 mas ontem [6 de março] a HRT revelou finalmente o F112.

 

A equipa espanhola mostrou o seu monolugar no circuito de Barcelona, onde aproveitou ainda para dar umas dez voltas. Apesar da pouca rodagem, a equipa e em especial os pilotos, Narain Karthikeyan e Pedro De La Rosa, mostram-se confiantes com a performance do carro.

 

"Eles [HRT] fizeram um bom trabalho com o carro e tenho a certeza que é um grande passo em frente desde o ano passado", disse Karthikeyan. Acerca do carro não ter tido problemas nesta apresentação, De La Rosa acrescentou que "pode não parecer muito importante, mas qualquer tipo de kilometragem antes da Austrália é vital para ver se o carro está em boas condições. A partir daqui o nosso trabalho é tentar e melhorá-lo [o carro] e fazê-lo progredir."

 

 

Narain Karthikeyan dá umas voltas no F112

 

Vale a pena frisar que a HRT nunca na sua história tinha conseguido apresentar o carro antes do primeiro GP da temporada, coisa que esteve quase a acontecer neste ano por causa do chumbo nos crash-tests obrigatórios para homologação do veículo.

 

Esteticamente o F112 apresenta um degrau no nariz mas bem menos vincado do que na maioria dos outros concorrentes. Sempre com poucos patrocinadores (a Tata e a KH-7), a Hispania abandonou o esquema de vermelho, preto e branco com xadrez usado no ano passado, para um branco, vermelho e dourado.

 

Foto: HRT Formula 1 Team

 

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publicado às 14:41

Marussia revela MR01

por Tiago Crispim, em 05.03.12

A Marussia apresentou o MR01, o carro com que vai disputar a temporada de 2012. A equipa afirma que este carro nada tem a ver com o anterior MVR-02, com muito poucos componentes a serem transportados para este novo monolugar. A Marussia, antes chamada Virgin, tinha sido a primeira equipa a desenhar um carro inteiramente com recurso a CFD (Computational Fluid Dynamics) mas agora graças a uma parceria com a McLaren Applied Technologies, a equipa tem podido usar o túnel de vento para melhorar a aerodinâmica do carro.

 

O MV01, sem degrau no bico

 

O que chama mais a atenção neste MR01 é a ausência do já familiar degrau, ou bico de ornitorrinco, no nariz do carro. Além da McLaren, esta é a única equipa que não utilizou esse formato no desenho do seu carro. A Marussia explicou que os objetivos deste monolugar eram corrigir as deficiências aerodinâmicas e diminuir o peso.

 

Os pilotos, Timo Glock e Charles Pic, vão ter pouco contato com o carro. "Hoje [dia 5 de março] é o primeiro de dois eventos promocionais, então embora os pilotos possam sentir o carro não vão conseguir tirar quaisquer conclusões até começarmos a correr furiosamente em Melbourne. Todavia, este é um dia importante para nós e vamos desfrutar cada minuto na pista com o novo carro", disse John Booth, diretor da Marussia F1.

 

Foto: Marussia F1 Team

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publicado às 18:26

Últimos testes da pré-temporada

por Tiago Crispim, em 05.03.12

A época da Fórmula 1 está perto de regressar. Dia 16 de março as equipas já vão andar a gastar borracha no circuito de Melbourne. Mas antes disso ainda tivemos tempo para mais quatro dias de testes em Barcelona.

 

As equipas, no geral, ficaram contentes de ter corrido o que tinham programado para testar. Mike Gascoyne, da Caterham, acha que a equipa deu um passo em frente para se juntar às equipas do meio do pelotão, embora tenha admitido uma otimização do sistema de travagem, que "ficará resolvido em Melbourne."

 

Bruno Senna, piloto da Williams, declarou que a equipa está preparada para o primeiro GP mas a Ferrari não está tão confiante. Pat Fry, diretor técnico da equipa, admitiu que um pódio estava fora de questão. "Estou decepcionado com nossa performance no momento. Acho que temos muito trabalho a fazer" desabafou Fry. Desapontado ficou também Sebastian Vettel, que teve um problema na caixa de velocidades e ainda uma saída de pista que danificou a asa dianteira do RB8, no último dia de testes.

 

Räikkonen foi o mais rápido nestes testes

 

O piloto mais rápido nestes quatro dias foi Kimi Räikkonen, da Lotus. Nos testes anteriores, a equipa teve um problema sério no chassis do E20-01 que obrigou a Lotus a terminar os treinos logo no primeiro dia. Desta feita, usando o mesmo chassis que teve problemas, o piloto finlandês marcou o tempo de 1:22.030m. "Claro que o melhor tempo no final do dia parece bem, mas ninguém sabe quão rápidos vão ser os carro até chegármos à qualificação em Albert Park [Austrália]" avisou contudo Räikkonen.

 

A HRT, ausente destes quatro dias de testes, está hoje [5 de março] em pista para filmar a apresentação oficial do carro.

 

 

Unofficial aggregate test times from Barcelona:
1. Kimi Raikkonen, Lotus, 1:22.030, 164 Voltas
2. Sergio Perez, Sauber, 1:22.094, 232 Voltas
3. Jenson Button, McLaren, 1:22.103, 108 Voltas
4. Daniel Ricciardo, Toro Rosso, 1:22.155, 231 Voltas
5. Fernando Alonso, Ferrari, 1:22.250, 240 Voltas
6. Bruno Senna, Williams, 1:22.296, 212 Voltas
7. Nico Hulkenberg, Force India, 1:22.312, 137 Voltas
8. Kamui Kobayashi, Sauber, 1:22.386, 149 Voltas
9. Felipe Massa, Ferrari, 1:22.413, 227 Voltas
10. Lewis Hamilton, McLaren, 1:22.430, 180 Voltas
11. Paul di Resta, Force India, 1:22.446, 206 Voltas
12. Romain Grosjean, Lotus, 1:22.614, 197 Voltas
13. Heikki Kovalainen, Caterham, 1:22.630, 168 Voltas
14. Mark Webber, Red Bull, 1:22.662, 172 Voltas
15. Vitaly Petrov, Caterham, 1:22.795, 224 Voltas
16. Nico Rosberg, Mercedes, 1:22.932, 257 Voltas
17. Michael Schumacher, Mercedes, 1:22.939, 179 Voltas
18. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1:23.126, 158 Voltas
19. Pastor Maldonado, Williams, 1:23.347, 126 Voltas
20. Sebastian Vettel, Red Bull, 1:23.361, 108 Voltas

 

Foto: Lotus F1 Team

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publicado às 15:50

Alguersuari critica Marko e a Red Bull

por Tiago Crispim, em 01.03.12

O piloto catalão Jaime Alguersuari deu uma entrevista ao jornal desportivo espanhol As em que criticou duramente a estrutura da Red Bull e em especial Helmut Marko, consultor da Red Bull e supervisor do programa de jovens pilotos da equipa. O piloto foi dispensado em fevereiro e na altura disse que não guardava rancor, embora fosse complicado achar um lugar noutra equipa a tempo do campeonato.

 

Agora declarou que "as águas nunca foram claras. Nunca diziam nada de bom se fazia as coisas bem, não havia boas caras, não havia feeling. De qualquer forma, daquela gente eu podia esperar o pior porque via as maneiras. Mas não imaginava um futuro sem a Red Bull e agora sem explicação não continuam comigo."

 

Jaime Alguersuari no GP da Hungria de 2009, a sua estreia na F1

 

Alguersuari explicou que a equipa usava Vettel como motivo de comparação. "Com o carro que tive nesses dois anos, ganhar uma corrida era ser oitavo. Quando tinha a sorte de um Renault ou um Mercedes avariarem e ficava em oitavo ou sétimo, tirando quatro pontos do nada, a única  coisa que pediam era para ganhar uma corrida com um Toro Rosso, colocando o Vettel como exemplo", disse Alguersuari.

 

Ainda declarou que Vettel foi beneficiado pela equipa. "Vettel foi o primeiro dos que progrediram, os outros cortaram. Cortaram-nos e só deixaram passar um da academia [de jovens pilotos que a Red Bull mantém]. O carro com que Vettel venceu era um segundo Red Bull, o senhor Vetetl durante todo o ano fez tempos iguais a [Sebastien] Bourdais na Q3. Aqui toda a gente dizia Vettel, Vettel, Vettel, mas Bourdais saiu em quarto daquele Grande Prémio de Monza. Cada um vê as coisas como quer, é como o futebol, há sentimentos. Eu não podia vencer uma corrida, era impossível, nem chegar ao pódio."

 

Alguersuari no último dia de treinos antes do GP do Brasil, o último de 2011

 

"Sei o nível que tenho e tive a oportunidade de partilhar telemetria com Vettel e a Red Bull. Sei quais as diferenças, porque é que um carro gera esta carga aerodinâmica e outro carro outra." acrescentou Alguersuari.

Alguersuari mostrou mágoa pela forma como foi dispensado pela Toro Rosso. "O senhor [Franz] Tost ligou-me e disse que não contavam comigo para 2012. Perguntei se ele estava  abrincar e ele disse que não", lamentou.

 

"Não sei se vou voltar à F1. Mas espero que sim, porque nunca imaginei que me estrearia com 19 anos e deixaria a categoria com 21", finalizou.

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publicado às 12:46


Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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