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Programa de dia 28-11-2011

por Tiago Crispim, em 29.11.11

Esta semana a análise ao GP do Brasil, a última corrida da temporada.

 

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Pastor Maldonado durante o GP do Brasil. O venezuelano acabou por desistir da corrida ao perder o controlo do carro na volta 26.

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publicado às 14:32

Kimi Räikkönen na Lotus-Renault

por Tiago Crispim, em 29.11.11

O campeão de 2007, Kimi Räikkönen, vai juntar-se à Lotus-Renault GP para a temporada de 2012.

 

O Volta Mais Rápida tinha já dedicado um programa ao possível regresso do piloto finlandês à categoria, pela mão da Williams, mas de acordo com os rumores do paddock durante o Grande Prémio do Brasil, o negócio com a equipa de Frank Williams tinha caído por terra e a Renault estava a posicionar-se para contratar o piloto, notícia confirmada ontem pela equipa.

 

O regresso de Räikkönen com a Williams estava dependente de questões financeiras (o piloto queria 12 milhões de euros para voltar) e de um acordo com um banco do Qatar para disponibilizar o dinheiro.

 

O finlandês de 32 anos foi campeão da F1 em 2007 e o seu palmarés inclui 18 vitórias, 62 pódios e 16 pole positions. Depois de sair da Ferrari e da categoria experimentou os ralis, primeiro pela Citröen Junior Team e depois pela sua própria equipa, a Ice 1. Correu ainda na Nascar Truck Series mas não nega a sua vontade de regressar ao grande circo.

 

"Foi uma escolha fácil regressar com a Lotus-Renault GP porque fiquei impressionado pela ambição da equipa. Agora quero ter um papel importante em empurrar a equipa para a frente da grelha", comentou Kimi Räikkönen no site oficial da equipa.

 

Räikkönen é o primeiro piloto confirmado na Lotus - Foto:© 2011 Lotus Renault GP

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publicado às 10:27

Análise ao GP do Brasil - Interlagos 27-11-2011

por Tiago Crispim, em 27.11.11

Neste Grande Prémio do Brasil, Vettel partiu da primeira posição e graças a um bom arranque,conseguiu manter o lugar. Mas pela segunda vez consecutiva este ano, o alemão não conseguiu terminar em primeiro a corrida.

 

Como o circuito de Interlagos é um bocado estreito, Lewis Hamilton perdeu o quarto lugar para Alonso na primeira curva. Esta corrida, a última da actual temporada, é essencial para sabermos quem fica em segundo no mundial de construtores, e não só. A Toro Rosso e a Sauber lutavam pelo sétimo lugar entre equipas, a Lotus, a HRT e a Virgin lutava pelo décimo no mundial de construtores.

 

 A última foto de grupo dos pilotos em 2011.  - Foto: © 2011, Sahara Force India Formula One Ltd.

 

Na corrida, numa luta pelo nono lugar, Bruno Senna foi apertado por Schumacher e o piloto brasileiro acabou por danificar a asa dianteira. Quem sofreu mais com a refrega e teve de trocar de pneus logo na decima segunda volta foi contudo o sete vezes campeão do mundo. Mas umas voltas depois os stewards penalizaram o brasileiro com um drive through. No meio desta luta, Alonso conseguiu ultrapassar Jenson Button e alcançar a terceira posição.

 

Vários pilotos nesta corrida correram com capacetes especiais que fazem homenagem ao Brasil e a Ayrton senna. Entre eles tinhamos Vettel, Hamilton, Barrichello e Liuzzi. Na volta 18 a maior parte dos pilotos já tinha feito a sua primeira paragem. Havia a probabilidade de 65% de chuva durante a corrida e todas as equipas estavam a aguentar as trocas de pneus, mas as nuvens ameaçadoras acabaram por se afastar do Autódromo José Carlos Pace.

 

 

Vettel continuava a liderar mas estava com alguns problemas na caixa de velocidades, algo que seria bom para Mark Webber, logo atras do alemão. Vettel tinha de fazer a segunda e terceira mudanças muito curtas e estava a perder tempo para o seu companheiro de equipa.

 

Timo Glock desistiu logo a saída das boxes, quando a sua roda traseira esquerda se soltou do carro. Provavelmente a Virgin será ainda penalizada por ter libertado o carro antes de ser seguro, uma unsafe release.

 

E na 30ª volta Webber ultrapassou Vettel para chegar à primeira posição. ainda assim o piloto alemão mantinha uma distância confortável de Button.

 

A Sauber avisou Kamui Kobayashi para ter cuidado com o carro porque precisava dos pontos. Hamilton também precisava deles para garantir o segundo lugar no mundial, mas o motor do seu McLaren não concordou e na volta 48 desistiu com um problema de caixa, muito mais grave que o de Vettel, que entretanto fazia a volta mais rápida da corrida.

 

A largada do GP do Brasil de 2011 - Foto: ©2011, HRT F1 Team

 

Grande batalha pelo sexto lugar entre Nico Rosberg e Adrian Sutil, com o piloto da Force India a conseguir ultrapassar o Mercedes. Ambos os pilotos corriam com pneus médios, agora que parecia que a chuva estava longe do circuito.

 

A McLaren diz a Button, pelo rádio, que pode fazer voltas de qualificação até ao fim, sem se preocupar com o desgaste de pneus. Assim sendo, o inglês fez a volta mais rápida da corrida até então, para tentar apanhar Alonso. Vettel, que entretanto recuperara o primeiro lugar, ainda tinha de fazer uma paragem. Na TV, José Miguel Barros e Tiago Monteiro lembravam a primeira vitória de Senna no Brasil, preso à quinta mudança. Será que Vettel conseguia repetir o feito de ganhar num carro com problemas de caixa?

 

Nisto Button já estava em cima de Alonso e a pressionar o espanhol da Ferrari. Ultrapassou-o à volta 62.

 

No twitter vários comentadores, entre eles pilotos experientes, já duvidavam se o problema de Vettel não seria só uma desculpa para dar uma vitória a Mark Webber, de maneira a motivar o australiano até 2012. E por falar em twitter, Tony Fernandes, o dono da Lotus, que para o ano se vai chamar Caterham, festejava já a décima posição da equipa no campeonato.

 

O último pódio de 2011 com Webber, Vettel e Button. - Foto: Vodafone McLaren Mercedes official Twitter page

 

Webber venceu a corrida, a sua segunda vitória em Interlagos, seguido de Vettel, Button e Alonso. O segundo lugar do campeonato foi assim para Jenson Button. Em quinto ficou Felipe Massa, à frente de Sutil, Rosberg, Di Resta, Kobayashi e Petrov, a fechar os dez primeiros. Em 11º terminou Alguersuari, seguido do companheiro de equipa Buemi, Pérez, Barrichello, Schumacher, Kovalainen, Senna, Trulli, D’Ambrosio e Ricciardo. De notar o ugar de Kovalainen, em 16º, à frente do Lotus de Senna.

 

Não terminram Liuzzi, Hamilton, Maldonado e Glock.

 

No final o público brasileiro ainda teve direito a uns “donuts” de Felipe Massa, que foi o último a chegar a parc fermé. O mais certo é que seja multado mas é o fim da temporada...

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publicado às 17:42

Kubica vai perder início de 2012

por Tiago Crispim, em 23.11.11

O piloto polaco Robert Kubica confirmou à sua actual equipa que não vai estar recuperado a tempo do início da temporada de 2012.

 

"Mesmo tendo trabalhado muito, muito durante as últimas semanas [na recuperação], cheguei à conclusão que ainda não tenho a certeza de que vou estar pronto para a temporada 2012", disse em comunicado o piloto de 26 anos.

 

Kubica sofreu um grave acidente durante o rali de Andorra no dia 6 de Fevereiro de 2011, que o deixou longe das pistas e em risco de perder uma das mãos. De acordo com os médicos, a recuperação tem sido muito encorajadora. "Preciso de mais tempo, porque quero estar a 100% antes de me comprometer com a pilotagem. Lamento não ter dado mais notícias e não ter aparecido nos jornais, e agradeço aos meus amigos nos media por entenderem que esta tem sido a melhor maneira de eu lidar com o que tem sido o periodo mais difícil da minha vida", acrescentou o piloto.

 

Robert Kubica

 

A Lotus-Renault GP já reagiu ao comunicado do piloto, que afirmou ter falado com a equipa antes, dizendo pela voz de Eric Boullier que estão desapontados por não poder contar com Kubica mas estão com ele a 100% e têm um programa de testes em simulador e tempo em pista.

Boullier, o director da equipa, adiantou também que a equipa que se chamará Lotus em 2012 vai começar já a falar com alguns pilotos e trabalhar para preencher as vagas na na equipa.

 

Convém lembrar que Vitaly Petrov tem provavelmente o seu lugar em risco depois das suas declarações no final do GP de Abu Dhabi.

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publicado às 11:44

Pedro De La Rosa oficialmente apresentado na HRT

por Tiago Crispim, em 23.11.11

Pedro De La Rosa volta, em 2012, a ser um dos pilotos principais de uma equipa na F1.

A notícia tinha sido avançada ontem por vários meios de comunicação (e claro, pelo Volta) e hoje foi a apresentação oficial do piloto espanhol na HRT.

 

Numa conferência de imprensa realizada em Madrid, De La Rosa agradeceu a todos os que trabalharam com ele na McLaren, que deu liberdade ao piloto para conversar com a HRT, e salientou o papel de Luis Pérez-Sala na negociação.

Pérez-Sala é um antigo piloto espanhol que correu na F1 pela Minardi em 1988 e 1989. Foi contratado como consultor pela Hispania Racing Team e assumiu que desde que se juntou ao projecto que quis levar De La Rosa para a equipa.

 

 

Pedro De La Rosa a falar aos jornalistas aquando da sua apresentação oficial

 

"Sabemos que não vai ser fácil mas eu vou contribuir com trabalho, experiência e esforço para crescermos juntos. Espero receber o apoio de todos para que num futuro próximo nos pudermos sentir orgulhosos de nós mesmos. Vim para ficar e quero agradecer à HRT por confiar em mim, mas também à Vodafone McLaren-Mercedes porque sem eles não estaria aqui e graças a eles, hoje sou melhor piloto”, disse Pedro De La Rosa durante a conferência de imprensa.

 

O piloto nascido em Barcelona não se mostrou iludido. Afirmou ainda que sabe para onde vai e que não vai lutar por vitórias, mas sabe também onde a equipa quer estar nos próximos dois anos, a data de duração do seu contrato. Acrescentou ainda que a Espanha deve estar orgulhosa da equipa e todos irão trabalhar nesse sentido.

 

 

 

Na apresentação oficial do piloto esteve ainda Carlos Gracia, presidente da Real Federação Espanhola de Automobilismo, conhecido dos fãs de F1 por este ano ter dado um parecer favorável e controverso para a realização do GP do Bahrain apesar dos tumultos no país. Gracia adiantou ser amigo de Pedro De La Rosa e descreveu-o como um produto nacional de que está muito orgulhoso e acredita que a assinatura de De La Rosa com a HRT é um passo certo, "porque com ele a credibilidade da equipa vai crescer."

 

O piloto de 41 anos está ligado à Fórmula Um há 12 anos e é actualmente o segundo piloto espanhol com mais corridas na categoria. Estreou-se pela Arrows em 1999, tendo depois mudado para a Jaguar, a McLaren e a BMW-Sauber, durante oito temporadas. De La Rosa era actualmente piloto de testes da McLaren, depois de ter sido o piloto de testes da Pirelli. Este ano chegou a correr na Sauber no lugar de Sérgio Pérez, que recuperava de um acidente sofrido no Mónaco.

 

Foto: ©2011, HRT F1 Team

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publicado às 11:14

Programa de dia 21-11-2011

por Tiago Crispim, em 22.11.11

Vitaly Petrov desafabou os seus problemas a um canal de televisão russo, depois da corrida de Abu Dhabi. Será que ele achava que ninguém reparava, só porque ele falou em russo? Para perceberem o conteúdo da entrevista, ela começa com um "não posso dizer mal da equipa porque o contrato não me deixa"...

 

 

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Vitaly Petrov no GP de Abu Dhabi, antes da entrevista

 

Foto: F1 Fanatic

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publicado às 11:40

De La Rosa regressa à F1 em 2012

por Tiago Crispim, em 21.11.11

A HRT confirmou que assinou um contrato com Pedro De La Rosa válido por dois anos.

O piloto espanhol vai regressar ao "grande circo" já a partir de Janeiro, o que a equipa considera "um passo importante na consolidação do projecto para 2012", pode ler-se no comunicado oficial da Hispania.

Em comunicado a HRT refere que o acordo foi possível com a colaboração da McLaren, equipa com a qual De La Rosa tem actualmente contrato, como piloto de testes.

 

Nascido em 1971, o piloto espanhol chegou a correr este ano pela Sauber no GP do Canadá, a substituir Sérgio Pérez que recuperava ainda do seu acidente no Mónaco. Chegou à F1 pela Arrows em 1999 e o seu melhor resultado foi um segundo lugar na Hungria, em 2006.

 

De La Rosa afirmou que este é um passo muito importante na sua carreira e um dos mais meditados, que está preparado e motivado para o desafio. O piloto explicou ainda que foram três os factores decisivos para se juntar à HRT: voltar à competição, a HRT ser uma equipa espanhola  e conhecer os líderes do projecto.

 

O chefe da equipa, Colin Kolles, adiantou que este contrato com De La Rosa é fundamental para o desenvolvimento do projecto, já que ele é um piloto experiente e vai ser um pilar no desenvolvimento da jovem equipa.

 

Resta saber se Vitantonio Liuzzi ou Daniel Ricciardo vão continuar na equipa como companheiros de De La Rosa.

 

 

Pedro De La Rosa

 

 

Foto: ©2011, HRT F1 Team

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publicado às 22:05

Jovens promessas da F1

por Tiago Crispim, em 17.11.11

Logo a seguir ao Grande Prémio de Abu Dhabi e durante três dias, todas as equipas de F1 ficaram nos Emirados Árabes Unidos para fazer aquilo a que se chama, em inglês, o Young Driver Test.

 

Na prática as equipas convidam jovens pilotos para dar umas voltas no carro, conhecer a equipa e métodos de trabalho. Uma operação de charme em que se aproveita para testar o carro no final da temporada e quem sabe ficar de olho em potenciais contratações. A Pirelli aproveitou também para introduzir pneus de teste a serem utilizados provavelmente já na próxima temporada.

 

A Red Bull optou por Jean-Eric Vergne, piloto francês que já no ano passado tinha participado neste evento pela Toro Rosso, e que pertence à academia de jovens pilotos da marca de bebidas energéticas. Corre actualmente na Formula Renault 3.5 e foi o segundo classificado na  geral da categoria. Nos três dias de testes foi o mais rápido de todos os pilotos (com um tempo de 1:40.011). A equipa aproveitou ainda para fazer testes aerodinâmicos para a temporada de 2012.

 

A Ferrari a utilizar um aparelho tipo grelhador que mede a pressão do ar, para depois ser aplicada ao túnel de vento. Jules Bianchi no F150º Italia.

 

Outro piloto francês correu pela Ferrari. Jules Bianchi, que corre pela Lotus ART na GP2, foi segundo nos dois primeiros dias. Bianchi correu mais de 80 voltas, tal como o seu compatriota, e testou alguns melhoramentos no motor da equipa italiana.

 

No terceiro dia o segundo melhor piloto correu pela Mercedes. O britânico Sam Bird foi sexto pela GP2 series. Estes três pilotos têm em comum a sua permanência nas equipas durante a totalidade dos dias.

 

O campeão da Formula Renault 3.5, Robert Wickens, pilotou pela Renault. Estando ligado à marca francesa e sendo campeão, não seria de estranhar que assinasse com a Renault para 2012, como piloto de testes (no mínimo). Kevin Korjus conduziu o carro durante o segundo dia e Jan Charouz no terceiro.

 

Esteban Gutiérrez a preparar-se para entrar no Sauber C30-Ferrari 

 

A Sauber também esteve muito bem no geral. A equipa suíça optou por fazer correr dois pilotos durante os três dias. No primeiro dia foi o também suíço Fabio Leimer, 14º classificado na GP2, que parece que causou boa impressão na equipa. Nos restantes dias o escolhido para representar a Sauber foi o mexicano Esteban Gutiérrez, que vai manter-se como piloto de testes para o próximo ano. Tal como os outros, Gutiérrez passou o primeiro dia a testar os novos compostos dos pneus e o segundo soluções aerodinâmicas diferentes para o próximo ano.

 

Na McLaren a opção também recaiu no actual piloto de testes, o australiano Gary Paffett. A equipa inglesa testou um novo sistema de rádio, equipamentos e processos de bastidores do carro para o ano que vem. Testados foram ainda vários componentes que devem entrar no carro do próximo ano. A McLaren quis perceber a sua durabilidade e dar rodagem às peças. Paffett dividiu o carro com Olivver Turkey no primeiro dia.

 

Valtteri Bottas, piloto de reserva da Williams, foi o escolhido para os dois primeiros de testes. O campeão da GP3 teve alguns problemas com a caixa de velocidades no primeiro dia e testou os novos pneus da Pirelli. No último dia Mirko Bortolotti andou no Williams FW33 com o objectivo de se familiarizar com o carro e realizar alguns testes aerodinâmicos.

 

Johnny Cecotto Jr. a inspeccionar o trabalho dos mecânicos no "seu" VJM-04

 

Max Chilton e Johnny Cecotto Jr. dividiram o Force India durante o tempo de testes, com o britânico a ter direito a dois dias (primeiro e último) e Cecotto Jr. a um. Testes aerodinâmicos, de pneus, de habituação ao carro e tempo ainda para stints longos com o objectivo de testar a duração de certos componentes a usar em 2012.

 

A Lotus optou por utilizar um piloto diferente em cada dia. O venezuelano Rodolfo González no primeiro dia, o brasileiro Luiz Razia no segundo e o norte-americano Alexander Rossi no terceiro. Este último esteve ligado, como piloto de testes, à defunta USF1, e foi terceiro classificado na Formula Renault 3.5. Razia é piloto da outra equipa de Tony Fernandes, que corre na GP2, a Team AirAsia e terminou em 12º no campeonato. González foi 26º na mesma categoria, mas é patrocinado pela PDVSA, a empresa de petróleo da Venezuela que patrocina Pastor Maldonado.

 

Steffano Coletti, um monegasco que corre na GP2 (terminou o campeonato em 11º), dividiu o Toro Rosso com o italiano Kevin Ceccon. Mais uma vez os testes recaíram nos pneus e em soluções aerodinâmicas para o ano que vem.

 

O brasileiro Luiz Razia dentro do seu Lotus

 

A HRT utilizou a mesma estratégia e fez correr Dani Clos, Jan Charouz e Nathanael Berthon. Como curiosidade, Charouz é piloto de testes da Renault e foi 14º nas 24 Horas de Le Mans neste ano. Foi também o ocupante do monolugar da Renault no terceiro dia de testes. A equipa espanhola experimentou diferentes combinações de pneus e do sistema de controlo do carro.

 

Na Virgin também aconteceu uma coisa parecida. Robert Wickens que pilotou o Renault no primeiro dia, mudou-se para a Virgin no terceiro. Nos outros dias Charles Pic, 4º na GP2, foi o escolhido para testar o MVR-02.

 

Fotos: ©2011 Sauber Motorsport AG; © 2011, Sahara Force India Formula One Ltd.; F1 Fanatic

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publicado às 17:05

Programa de dia 14-11-2011

por Tiago Crispim, em 15.11.11

Neste programa faço a análise ao Grande Prémio de Abu Dhabi.

 

Download do programa

 

As placas do Hotel Yas Viceroy Abu Dhabi com Sérgio Pérez de fundo

 

Foto: ©2011 Sauber Motorsport AG.

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publicado às 16:46

Análise ao GP de Abu Dhabi - Yas Marina 13-11-2011

por Tiago Crispim, em 13.11.11

Esta corrida não foi como de costume. Normalmente há alguma aversão a esta pista, por ser pouco emocionante mas desta vez a corrida superou as (baixas) espectativas.

 

Sebastian Vettel saiu da primeira posição neste Grande Prémio mas despistou-se e ficou com um furo num dos pneus, o que o deixou logo no último lugar. Grande partida.

Mais atrás os dois Mercedes estiveram envolvidos numa luta aguerrida, com Schumacher a levar a melhor ao seu colega de equipa, mas quem aproveitou o furo de Vettel foi Hamilton, que passou para segundo.

O furo de Vettel é estranho já que o Red Bull não entra em contacto com nenhum outro carro. O campeão deste ano chegou às boxes mas os mecânicos detectaram um problema no suporte da roda traseira esquerda e abortaram a mudança de pneus. O alemão ainda continuou no carro, à espera de ver se se conseguia resolver o problema mas duas voltas depois desistiu.

 

 

A grelha de partida antes da corrida.


Quem também teve de ir às boxes na primeira volta foi Bruno Senna, que trocou de asa dianteira.

Jenson Button foi ultrapassado por Mark Webber pelo terceiro lugar mas rapidamente o piloto da McLaren recuperou a posição.

Os Williams conseguiram recuperar imensas posições até à volta cinco. Partiram os dois dos últimos lugares e estavam à sétima volta em 14 para Barrichello e Maldonado em 15.

Quem fazia também uma excelente corrida era Heikki Kovalainen, que seguia em 13º.

 

Hamilton conseguiu criar alguma distância entre ele e Fernando Alonso, que seguia em segundo. Lá mais atrás Sebastien Buemi subiu de décimo para nono ao ultrapassar Paul Di Resta mas rapidamente o piloto da Force India voltou a recuperar a posição. Outra luta era entre Michael Schumacher e Adrian Sutil, um bocadinho mais à frente, pela sétima posição. No fundo da grelha, Kamui Kobayashi ultrapassou os dois HRT de uma só vez. O japonês estava com Pérez e Senna nos últimos lugares porque fizeram uma paragem na boxe muito cedo.

 

Button avisou a equipa que estava com problemas no carro. o inglês seguia em terceiro, à 14ª volta, seguido de perto pelo único Red Bull em pista Mark Webber. Parece que era um problema com o KERS. Mesmo assim o inglês não desistiu e deu luta ao australiano, que tentava ultrapassar o McLaren. 

Nesta altura Felipe Massa foi trocar de pneus, e o mais certo é todas as equipas aproveitarem esta altura da corrida para o fazer. Hamilton, Alonso e Button foram logo a seguir. Kovalainen, que ainda estava em 13º foi também às boxes e saiu em 17º.

 

Porque não chegava a desistência de Vettel, a Red Bull ainda teve problemas na troca de pneus de Mark Webber, o que obrigou o australiano a perder muito tempo (9.4s) nas boxes. 

 

Foi nesta altura que a o sol se pôs e as luzes do circuito se acenderam.

 

Kobayashi, que ainda há pouco andava lá pelo final da grelha era agora décimo, ao aproveitar ter parado logo no início. Buemi levou o seu Toro Rosso até às boxes e desistiu. Tal como Jérôme D'Ambrosio, com um disco de travão partido. Mas estranha era a estratégia de Paul Di Resta, que parecia querer levar o seu carro até ao final com apenas uma paragem, tal como os Sauber costumaram fazer durante este ano.

 

Entretanto, lá na frente, Lewis Hamilton continuava incontestável, seguido de Fernando Alonso, Button, Massa e Webber. Estávamos na volta número 26.

Rapidamente Webber se chegou a Massa e o australiano tentou capitalizar um erro do Ferrari que saiu largo numa curva. Infelizmente para o Reb Bull, logo à saída da chicane ele também saiu largo e Massar recuperou a posição. Esta luta ainda estava longe de acabar e depois o par apanhou Pastor Maldonado e Jaime Alguersuari, que estavam prestes a ser dobrados. O problema é que também eles lutavam por uma posição, a 16ª, e acabaram por atrapalhar Massa e Webber. Maldonado deixou passar Massa mas meteu-se à frente de Webber. Deve ser penalizado pela segunda vez nesta corrida. A primeira foi por ignorar bandeiras azuis.

 

Mark Webber foi às boxes e trocou para pneus macios. O australiano já tinha feito uma paragem mas ainda não tinha usado os pneus mais duros, o que obriga o piloto a parar mais uma vez. A estratégia é estranha porque assim dificilmente ele chega ao pódio. Será um erro da Red Bull ou excesso de optimismo?

 

Com os pneus macios Webber conseguiu finalmente ultrapassar Button, numa manobra arriscada em que os carros quase se tocaram. 

Com a segunda ronda de paragens quem se viu em terceiro foi Nico Rosberg, apesar de ainda ter de parar mais uma vez. Antes disso ainda deu trabalho a Webber que estava a ganhar distância de Button, agora em quarto lugar depois da sua segunda paragem. Felipe Massa seguia em quinto mas à saída da primeira curva fez meio pião e perdeu imenso tempo. Não perdeu posições mas este incidente foi bom para o australiano da Red Bull porque assim Webber pode fazer mais uma paragem sem perder a posição para o Ferrari de Massa.

 

 

Uma vista dos bastidores da F1 e da HRT, com os engenheiros concentrados na corrida.

 

Daniel Ricciardo foi o quarto carro a desistir, com apenas quatro voltas para o final. Hamilton teve uma corrida tranquila, sempre no domínio. Para mostrar aos críticos que apesar da temporada não ter corrido muito bem e ter sido, pela primeira vez, ultrapassado pelo seu companheiro de equipa na F1 em pontos, ele ainda está pronto para lutar pelas vitórias.

 

Na última volta Mark Webber fez a tal paragem que lhe faltava e, graças a Massa, manteve a quarta posição.

 

Hamilton ficou em primeiro, seguido de Alonso, Button e Webber. Em quinto ficou Massa, à frente de Rosberg, Schumacher, Sutil e Paul Di Resta. A fechar os lugares pontuáveis, em décimo, ficou Kobayashi, seguido de Pérez, Barrichello, Petrov, Maldonado, Alguersuari, Senna, Kovalainen, Trulli, Glock e Liuzzi.

 

Quem não viu a bandeira xadrez foi Ricciardo, Buemi, D'Ambrosio e Vettel.

 

Hamilton dedicou a terceira vitória deste ano à sua mãe, que fez anos neste dia.

 

As fotos deste post foram retiradas ao Twitter da HRT e da McLaren.

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publicado às 14:44

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Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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