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Programa de dia 27-06-2011

por Tiago Crispim, em 27.06.11

 

 

Sebastian Vettel e Mark Webber apertam a mão com Fernando Alonso no fundo.


Foto F1 Fanatic


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publicado às 17:29

No final o resultado do costume

por Tiago Crispim, em 26.06.11

Tenho pena que o circuito de Valência não tenha nada de especial. Para circuito citadino tem muito pouca alma. Não há ali nada de especial além de uma ponte que quase nem se dá por ela. Ao menos teremos sempre o voo de Webber, no ano passado, para nos lembrarmos de Valência.

 

Assim sendo, nunca estou com grandes expectativas para esta prova do campeonato.

Será que me enganei desta vez?

 

 

Vitaly Petrov e Pastor Maldonado fizeram um mau arranque em Valência (o russo perdeu cinco lugares e o venezuelano oito) mas Lewis Hamilton não ficou muito atrás. O piloto da McLaren desceu de terceiro para quinto logo nas duas primeiras voltas. Jenson Button conseguiu passar Nico Rosberg na sexta volta sem auxílio do DRS. Fernando Alonso, que seguia em terceiro, aproximou-se rapidamente de Mark Webber e devido a um erro de Felipe Massa, Hamilton também se chegou perto do brasileiro.

 

Os primeiros a parar foram Nick Heidfled, Rubens Barrichello e Kamui Kobayashi, na volta 12. O japonês da Sauber andava a tentar conter os dois Toro Rosso atrás dele mas decidiu parar mais cedo. Na volta seguinte foi Hamilton a parar. Desceu de quinto para sétimo. A partir daqui a maior parte dos pilotos fez a sua primeira paragem nas boxes.

 

 

Michael Schumacher deu um toque em Petrov, ao sair das boxes, que obrigou o alemão a uma segunda paragem imediata, e o relegou para 21º.

 

Sérgio Pérez não facilita. O estreante protagonizou uma excelente momento na volta 18, quando o mexicano foi ultrapassado, primeiro pelo Renault de Heidfeld e depois pelo Williams de Barrichello, mas sempre sem baixar os braços e a tentar defender a sua posição.

 

Na volta 21 Fernando Alonso conseguiu finalmente ultrapassar Mark Webber e ascender à segunda posição. E o público a delirar, claro.

 

Sérgio Pérez ainda não tinha parado nesta altura da corrida, mas estava a perder imenso tempo para os seus adversários. Era o 14º na volta número 23, depois de ter sido ultrapassado por Vitaly Petrov. Na volta 26, foi ultrapassado por Petrov e Kobayashi e fez finalmente a sua primeira paragem. Enquanto isto acontecia, Hamilton já tinha feito a segunda paragem planeada, que é como quem diz, sem contar com a segunda ida de Schumacher às boxes.

 

 

E nesta altura começam os pilotos a fazer as segundas paragens. Webber aproveitou para passar Alonso e reclamar o segundo lugar. Na altura em que vemos o australiano passar pelo espanhol que saía das boxes, aparece um Williams vindo do nada. Parece que Pastor Maldonado, perdido no 19º lugar, tinha feito um pião ou tinha tido uma saída de pista.

 

Massa teve uma paragem menos boa, culpa de uma pistola de pneus. O brasileiro saiu em quinto.

No rádio, os engenheiros de Hamilton avisaram o inglês que os pneus traseiros estavam muito quentes. Resposta imediata: “Não posso ir mais devagar”.

Pouco depois foi o seu companheiro de equipa a aparecer na transmissão televisiva a queixar-se que o seu KERS deixou de funcionar.

 

A faltarem 20 voltas para o final, os primeiros ainda tinham de fazer a paragem para utilizar os pneus médios, já que todos usaram dois jogos de macios nas duas primeiras paragens. A ideia é compensar a menor aderência e consequente menor desgaste com o carro mais leve, no final da corrida.

 

 

Na volta 38 Jaime Alguersuari seguia em sétimo, com apenas uma paragem. O piloto da Toro Rosso estava a fazer uma óptima gestão dos pneus. Além dele apenas Pérez em 15º e os dois Virgin, em 21º e 22º, tinham uma paragem.

 

Duas voltas depois Rosberg forçou o seu Mercedes até ao sétimo lugar, à custa de Alguersuari e os seus pneus mais desgastados.

 

Webber foi o primeiro dos da frente a parar para trocar para os pneus médios. Logo depois foi Hamilton a fazer o mesmo. Alonso conseguiu manter a segunda posição depois de parar, na volta 46.

 

Mas o melhor da corrida era a luta pelo 14º, entre Paul Di Resta, Kobayashi e Petrov. Os três colados de tal maneira que se Di Resta travasse inesperadamente, batiam todos. Petrov ainda forçou o japonês, mas travou demasiado tarde e perdeu a oportunidade. Algures sem se ver na transmissão televisiva, Kobayashi foi ultrapassado por Petrov.

 

Mark Webber, que seguia em terceiro a três voltas do final, recebeu uma mensagem no rádio a instruir o australiano para fazer mudanças de caixa rápidas, devido a um problema na caixa de velocidades. Não foi contudo grande problema para Webber, já que Hamilton não estava assim tão perto.

 

 

Repararam que nem uma única vez neste texto referi o primeiro classificado. Isto porque o vencedor controlou tudo desde o início. O RB7 é um carro fantástico e Sebastian Vettel é um piloto à altura. O alemão nunca teve problemas e limitou-se a controlar a prova do princípio até ao final.

Atrás de Vettel ficaram Alonso e Webber. Hamilton, Massa, Button, Rosberg, Alguersuari, Sutil e Heidfeld completaram os dez primeiros.

 

Amanhã há podcast sobre esta corrida, fiquem atentos!

 

Fotos F1 Fanatic.

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publicado às 14:31

Programa de dia 20-06-2011

por Tiago Crispim, em 20.06.11

Diferentes estilos de condução

 

 

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publicado às 16:39

Programa de dia 14-06-2011

por Tiago Crispim, em 14.06.11

A análise ao GP do Canadá

 

 

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publicado às 12:54

Final inesperado no Canadá

por Tiago Crispim, em 12.06.11

Esta é a segunda parte da crónica canadiana. Na primeira ainda estávamos à espera que a corrida recomeçasse. Vettel estava em primeiro e se ganhasse, seria a primeira vitória da Red Bull no Canadá. Para não estragar a história, começamos pelo recomeço.

 

Depois de quase duas horas de espera, o Safety Car abriu a pista à frente dos F1 para assegurar as condições de corrida. Mas ainda antes do Safety Car regressar às boxes, Heikki Kovalainen levou o seu Lotus até às garagem, onde desistiu.

 

 

Kobayashi defendeu-se bem do ataque inicial de Felipe Massa. Um grupo de pilotos aproveitou para mudar de pneus de chuva para intermédios, agora que a pista canadiana está a secar.

 

Na volta 37 (a corrida recomeçou à volta 25), o Ferrari de Alonso e o McLaren de Button estiveram envolvidos num incidente que obrigou ao abandono do espanhol, porque o seu carro ficou preso entre o corrector e a relva. O inglês ainda conseguiu levar o seu carro à boxe, trocar o pneu furado e a asa dianteira. Caiu para 21º.

 

O Safety Car voltou a ter então tempo de antena na transmissão televisiva, e serviu para voltar a juntar o pelotão, provavelmente para desagrado de Vettel, que levava já alguma distância de Kobayashi.

 

 

O japonês voltou a aguentar bem os ataques inciais de Massa, e a faltar 30 voltas para o final, Vettel liderava, seguido de Kobayashi, Massa, Heidfeld, Di Resta, Schumacher, Webber, Petrov, Sutil e Barrichello, que completavam os dez primeiros. Button também já não era o último, tendo ultrapassado sem problemas Liuzzi, Karthikeyan e Trulli.

 

Adrian Sutil, que seguia em oitavo, teve de cumprir um drive through por ultrapassar sob Safety Car e Rubens Barrichello aproveitou para subir uma posição.

A melhor posição da Williams este ano até agora tinha sido um nono lugar no Mónaco para o brasileiro.

 

Nick Heidfeld, que estava em quinto, estava a aguentar o Red Bull de Mark Webber. Lá mais atrás, Jenson Button escalava o pelotão. Na volta 50, era 10º. Na volta 51, era oitavo.

 

 

 

Nessa mesma volta Felipe Massa faz uma excelente ultrapassagem a Kobayashi. O brasileiro ficou com a trajectória de dentro. No meio da confusão Michael Schumacher aproveitou para ultrapassar os dois pilotos e ficar com segundo lugar.

 

Webber apostou nos pneus secos super-macios e a aposta deu resultado. Rapidamente o resto do pelotão seguiu a estratégia.

 

Para todos os que achavam que a corrida tinha acabado para os McLaren, Jenson Button provou o contrário. Fez duas voltas mais rápidas consecutivas e estava em quarto.

 

Nick Heidfeld baralha-me. Consegue mostrar-se um excelente piloto em certas alturas e depois numa desatenção choca contra a traseira de Kobayashi. Resultado? Mais Safety Car. O alemão disse no rádio que o japonês fez uma travagem brusca no meio da curva, o que levou ao acidente.

 

Pouco tempo depois um comissário escorregou na pista e deve ter visto a vida a andar para trás. Um susto igual deve ter apanhado Petrov.

 

Webber ultrapassou Schumacher mas cortou a curva e teve de deixar o alemão retomar a posição. Era a luta pelo segundo lugar, entre estes dois e Button, que esperava atrás por uma falha. Aconteceu pouco depois quando Webber cortou outra curva e o inglês aproveitou. Na volta seguinte ultrapassou Schumacher sem problemas. É de salientar que Jenson Button estava em último na volta 37!

 

Por fim Mark Webber passa o Mercedes de Schumacher, terminando as hipóteses do alemão chegar ao pódio.

Quem não chegou ao pódio, nem sequer ao final da corrida foi Paul Di Resta, que abandonou a uma volta do final. Nenhum dos Force India acabou o Grande Prémio.

 

No final, Vettel teve azar. O alemão estava pressionado, pisou a parte molhada da pista e Jenson Button venceu o Grande Prémio do Canadá. E Massa ainda conseguiu a sétima posição a Kobayashi, com uma ultrapassagem em cima da meta.

 

 

Fotos F1 Fanatic.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:06

GP do Canadá, parte 1?

por Tiago Crispim, em 12.06.11

Antes de mais, é preciso dizer que na altura em que este texto é publicado, a corrida ainda não terminou, chamemos-lhe por isso a primeira parte da crónica do GP do Canadá, se a corrida chegar a ser resumida. Se tal não acontecer, serão dados metade dos pontos a cada piloto que esteja nos lugares pontuáveis aquando da interrupção da corrida.

 

A corrida começou sob Safety Car, devido às condições climáticas. A chuva foi aliás uma constante neste GP do Canadá.

 

Logo nessa altura Lewis Hamilton tocou em Mark Webber, com ambos os pilotos a perderem posições. O inglês desceu de quinto para sexto e o australiano de quarto para 14º. O que se via bem em pista era a falta de aderência de certos carros.

 


 

Mas a corrida para Lewis Hamilton seria curta. Na oitava volta o inglês bateu no companheiro de equipa Jenson Button, que surgiu no rádio a perguntar “o que é que estás a fazer?” a Hamilton. Button aproveitou que não ficou danificado com o incidente e trocou para pneus intermédios antes da entrada do Safety Car.

 

Em repetição pode ver-se Hamilton a tentar passar o companheiro na recta da meta, pela esquerda. O problema é que nessa trajectória estava Button, que tinha deixado o lado direito inteirinho para Hamilton. Como é lógico, houve contacto por parte de Lewis.

 

O piloto do capacete amarelo anda com problemas. Alguns criticam-no por ser demasiado agressivo nas ultrapassagens, ele acha que anda a ser perseguido pelos comissários de pista e em quase todas as corridas está envolvido em incidentes e é penalizado ou avisado pela sua conduta.

 

O McLaren de Button foi ainda penalizado por exceder o limite de velocidade sob Safety Car. Button teve de fazer um drive-through e caiu para 14º.

 

A corrida regressou à normalidade na volta 13. Vettel seguia em primeiro, com Alonso, Massa, Rosberg, Schumacher, Kobayashi, Heidfeld, Petrov, Webber e Di Resta a completar os dez primeiros.

 

Jenson Button parecia estar a aproveitar os pneus intermédios, porque em duas voltas saltou de 14º para 11º. Rubens Barrichello percebeu a vantagem e entrou logo para as boxes e mudar para intermédios.

 

Na volta vinte voltou a entrar Safety Car porque numa das zonas do circuito Gilles Villeneuve chovia torrencialmente. Quem pôs os intermédios teve de voltar atrás na estratégia e trocar para pneus de chuva.

 

 

As previsões meteorológicas indicavam 20 minutos de chuva intensa e tanto Vettel como Button diziam que era impraticável correr naquelas condições. Pouco tempo depois a corrida foi interrompida às 25 voltas de 70.

 

Beneficiam todos os que ainda não tinham parado, nomeadamente Kamui Kobayashi, que estava em segundo lugar quando a corrida foi interrompida. Porque tal como na parte final da prova monegasca, as equipas puderam trocar de pneus. O seu companheiro de equipa habitual, Sérgio Pérez, não estava em prova e foi substituído por Pedro De La Rosa. O mexicano sentiu-se desconfortável no carro na sexta-feira, após o seu acidente no Mónaco, no fim-de-semana passado.

Depois tivemos muito tempo para matar na transmissão televisiva. Alguns pilotos saíram dos carros, algumas equipas taparam os carros, nada de especial. A chuva não dava sinais de parar tão cedo e em algumas zonas da pista parecia um rio.

 


 

 

Se a corrida ficar assim, o resultado final é:

 

Pos. Nome Equipa Pontos
 01 Sebastian Vettel  Red Bull 12,5 
 02 Kamui Kobayashi  Sauber
 03

Felipe Massa 

 Ferrari 7,5 
 04 Nick Heidfeld  Renault  6
 05  Vitaly Petrov  Renault  5
 06  Paul Di Resta  Force India  4
 07  Mark Webber  Red Bull  3
 08  Fernando Alonso  Ferrari  2
 09  Pedro De La Rosa  Sauber  0,5
 10  Jenson Button  McLaren  
 11  Nico Rosberg  Mercedes  
 12  Michael Schumacher  Mercedes  
 13  Adrian Sutil  Force India  
 14  Jaime Alguersuari  Toro Rosso  
 15  Timo Glock  Virgin   
 16  Rubens Barrichello  Williams  
 17  Vitantonio Liuzzi  HRT  
 18  Sebastian Buemi  Toro Rosso  
 19  Narain Karthikeyan  HRT  
 20  Pastor Maldonado  Williams  
 21  Heikki Kovalainen  Lotus  
 22  Jarno Trulli  Lotus  
 23  Jérôme D'Ambrosio  Virgin

 

 

Lewis Hamilton não terminou 

 

Fotos F1 Fanatic.

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publicado às 19:39

Vamos ou não ao Bahrein?

por Tiago Crispim, em 08.06.11

No passado dia 3 de Junho escrevi neste blog que o GP do Bahrein ia voltar ao calendário para este ano. No texto inseri um desafabo de descontentamento de Ross Brawn, director da equipa Mercedes. Brawn dizia que "trabalhar desde Janeiro e não ter tempo para férias até ao Natal é inaceitável".

 

Parece então que a associação das equipas de Fórmula 1, a FOTA (Formula One Teams Association) está de acordo com Ross Brawn e enviou uma carta à Federação Internacional do Automóvel, FIA, para que não se realizasse a prova.

 

Assim sendo, no dia 7 deste mês Bernie Ecclestone disse em entrevista à BBC que provavelmente não se realizaria o Grande Prémio do Bahrein por falta de condições de segurança. "Esperamos que haja paz e tranquilidade e que possamos retornar no futuro, mas é claro que não é o caso [para 2011]. O calendário não pode ser reprogramado sem a concordância dos participantes, esses são os factos”, declarou Ecclestone em entrevista à BBC.

 

O patrão da F1 criticou ainda o relatório do presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, Carlos Gracia, que apresentou o Bahrein como apto para receber uma prova de automobilismo, sem referir quaisquer desacatos ou protestos no país.

 

Se a prova não se realizar ficam todos contentes. Com os bolsos menos cheios mas contentes, porque assim todos protegem o povo do Bahrein e ao mesmo tempo os seus empregados e patrocinadores.

 

 

 

 

 

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publicado às 23:02

Programa de dia 06-06-2011

por Tiago Crispim, em 06.06.11

A redescoberta do turbo, vinte e tal anos depois.

 

 

O motor Honda RA168E que equipou o Lotus 100T e o McLaren MP4/4 de 1988. Senna venceu nesse ano, o último com motores turbo.

 

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publicado às 18:24

Barhein de volta ao calendário

por Tiago Crispim, em 03.06.11

O Grande Prémio do Bahrein vai realizar-se a dia 30 de Outubro.

 

 

A prova bahreinita deveria ter sido a primeira do calendário mas foi cancelada devido aos protestos naquele país.

A FIA decidiu hoje a realização da prova, alterando o calendário de F1. O Brasil deixa de ser o encerramento do campeonato que passa a ser na Índia, em Dezembro.

 

A FIA reconheceu "o comprometimento das equipas, dos seus funcionários e famílias, além daqueles pessoalmente associados com o campeonato, incluindo a equipa local de voluntários, que são vitais para o evento".

Oficialmente o comunicado da FIA não refere os 40 milhões de dólares que a FOM de Bernie Ecclestone vai receber pela realização da prova. Claro que Ecclestone disse em entrevista que a decisão nada tem a ver com dinheiro. Pois.

 

Ross Brawn da Mercedes GP, reagiu a esta notícia ainda antes de ser oficializada. O patrão da equipa prateada disse que era inaceitável a extensão do calendário. "O nosso pessoal está a trabalhar desde Janeiro e não ter tempo para férias até ao Natal é inaceitável" desabafou a um site desportivo alemão. Lembre-se que no início de 2012 as equipas vão estar já a trabalhar para a próxima temporada.

 



 

 



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publicado às 17:03

O estado da Renault

por Tiago Crispim, em 01.06.11

A Renault, ou Lotus-Renault está em quarto lugar no mundial de construtores, dez pontos à frente da Mercedes. Mas se ficar atrás da Red Bull, McLaren e Ferrari não é assim tão mau, há outras coisas que não correm pior à equipa.

 

A Autosport portuguesa acusa a Renault de falta de dinheiro de patrocinadores. Eric Boullier, patrão da equipa, nega uma crise económica na Renault e adiantou que "o jornalista não me perguntou se era verdade ou não, e eu estou pronto para mostrar as contas quando ele quiser. Como qualquer empresa, temos alguns empréstimos feitos para o nosso negócio e para o nosso próprio investimento, mas não temos nenhum débito em 2011 com a Renault", revelou.

 

 

Boullier revelou ainda ter "um contrato de vários anos e um acordo especial entre nós e a Renault, como quando pagamos a hipoteca de volta. Temos alguns pagamentos de empréstimos pendentes para o futuro, mas isso é para o futuro,  não para este ano. Não temos nenhum problema, de maneira nenhuma. Está tudo bem, perfeitamente bem", acrescentou.

 

O patrão da Renault defendeu-se assim da reportagem da Autosport que aponta "a incapacidade da Genii Capital em angariar patrocinadores" como origem dos problemas. Outro problema, digo eu, é que ninguém trata a equipa por Lotus-Renault e apenas pelo nome do fabricante francês.

 

 

"A Renault terá pedido ao Grupo Lotus um avanço dos pagamentos que lhe são devidos até ao final do ano, oferecendo como contrapartida ações da escuderia, no que poderia ser o inicio da passagem do poder entre a Genii Capital e a marca que é propriedade da Proton" aponta a reportagem.

 

Mas aí entra o caso Team Lotus contra Lotus Cars, pelo direito do uso do nome Lotus nos carros. Apesar de a Proton, detentora do nome Lotus, estar ligada à Renault, daí o "Lotus-Renault", o tribunal britânico não viu problemas no uso do nome pela Team Lotus, de Tony Fernandes, já que a equipa sediada na Malásia comprou o nome "Team Lotus", que era o nome com que corriam os F1 de Colin Chapman na altura da verdadeira Lotus.

 

 

 

Como se não chegasse esta confusão toda à volta da Renault, no final do GP do Mónaco Eric Boullier admitiu que tem de ter uma conversa com Nick Heidfeld sobre a sua prestação até agora. O alemão é sexto classificado no mundial de pilotos, com 29 pontos, e o seu companheiro de equipa Vitaly Petrov está em nono com 21 pontos.

 

"O domingo é bom. O ritmo de corrida é bom, isso é muito bom, mas obviamente, quanto melhor nos classificarmos na grelha, maiores são as hipóteses de marcar mais pontos". O problema, a que parece é a classificação. "Vamos dizer-lhe que é bom, mas não bom o suficiente" acrescentou Boullier.

 

 

 

Será mesmo preciso, no meio disto tudo, advertir o piloto que se está a sair melhor na equipa?

 

Fotos F1 Fanatic.

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publicado às 14:35

Aviso Legal

Todas as fotos e vídeos são retirados da internet e reproduzidos sem fins lucrativos, com o propósito de justificar os relatos de acontecimentos da actualidade. Se os respectivos autores pretenderem a não inclusão das suas obras neste espaço, avisem o autor do blog. Este disponibiliza-se a retirá-las de imediato.

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Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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