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Programa de dia 30-05-2011

por Tiago Crispim, em 30.05.11

Análise ao GP do Mónaco.

 

 

Fotos F1 Fanatic.

 

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publicado às 17:44

Vettel vence ao sprint no Mónaco

por Tiago Crispim, em 29.05.11

Sérgio Pérez viu a corrida do hospital depois do acidente à saída do túnel durante a classificação. Ainda bem que não tem problemas cardíacos, porque nesta corrida houve de tudo.

 

Sebastian Vettel e Fernando Alonso foram os melhores a arrancar no GP do Mónaco. Michael Schumacher, que não teve uma boa largada, perdeu cinco lugares e ainda esteve envolvido num incidente que danificou a asa dianteira de Lewis Hamilton.

 

 

Umas voltas mais à frente, Hamilton ultrapassou Schumacher em Sainte Devote para o nono lugar.

 

Button fez uma estratégia diferente; foi o único piloto que continuou de supermacios depois de ter parado nas boxes. E pareceu dar resultado já que ficou em primeiro nessa altura.

 

Pastor Maldonado lutava pelo quinto lugar. O vencedor da GP2 do ano passado estava à frente de Petrov e Hamilton, que estava a mostrar-se rápido depois de se ter livrado de Schumacher. Mas o venezuelano perdeu-se no meio do pelotão na altura da paragem nas boxes e foi atirado para um canto por Hamilton no fim da corrida.

 

Na volta 22 de 78 só os primeiros quatro tinham parado. Mark Webber caiu para 14º mas Button, Alonso e Vettel mantiveram-se nos lugares de topo.

 

Por duas vezes Nico Rosberg ia batendo com Timo Glock. Na primeira, o Virgin de Glock saltou numa lomba na estrada e teve de abrir a trajectória na chicane à saída do túnel. Na segunda vez foi Rosberg que ao passar na parte mais suja da pista ia perdendo o controle do carro. Schumacher, que seguia atrás do companheiro de equipa, foi obrigado a duas travagens repentinas.

 

Paul Di Resta foi demasiado optimista, tentou passar Jaime Alguersuari por dentro na Loews e a sua asa dianteira bateu na lateral do Toro Rosso. O Force Índia teve de cumprir uma penalização drive-through.

 

Timo Glock abandonou com uma suspensão partida.

 

Hamilton tentou ultrapassar Massa por dentro, num incidente semelhente ao de Di Resta umas voltas antes. O inglês e o brasileiro entraram lado a lado no túnel e Massa, na parte suja da pista, foi atirado contra o rail. O Ferrrari abandonou de seguida e o safety car foi activado. Nessa altura Schumacher também parou no meio da pista, na curva La Rascasse e abandonou.

 

 

Depois da entrada do Safety Car os primeiros eram Vettel, Button, Alonso, Sutil, Kobayashi e Webber. Hamilton, Maldonado, Petrov e Heidfeld completavam os dez lugares pontuáveis.

 

Sebastian Vettel foi avisado pelo seu engenheiro que Button se ia aproximar, e as últimas dez voltas iam ser complicadas. Button foi também avisado, que Vettel iria parar mais uma vez e que o piloto da McLaren tinha que ultrapassar o Red Bull em pista, já que a estratégia de Vettel daria vantagem no final da corrida.

 

Di Resta teve mais um incidente na Loews, mas parece que não afectou o comportamento do Force Índia.

A McLaren decidiu mudar a estratégia. Como Jenson Button não estava a conseguir chegar-se a Vettel, a equipa decidiu fazer a paragem nas boxes mais cedo, para quando Vettel trocar de pneus, Button ganhar a posição.

 

Com Alonso em pneus macios e  Button em supermacios, Vettel e a Red Bull enfrentam um dilema. Se pararem, perdem a corrida, mas será que aguentam até ao final sem parar?

Button tem a mesma dúvida e o engenheiro responde que não sabe o que os outros vão fazer. O inglês ganhava um a dois segundos por volta, numa altura em que ainda faltavam 15 voltas para o final.

 

Os pneus de Vettel foram postos à 15ª volta, os de Alonso à 17ª volta e os de Button à 49ª volta. Três campeões do mundo, três carros diferentes.

 

Lá mais atrás Adrian Sutil foi ultrapassado por Webber. Antes tinha entrado em contacto com o Sauber de Kamui Kobayashi, que saltou para o quarto lugar.

 

 

Muito transito na luta pela quarta posição e o resultado foi que Petrov e Alguersuari abandonaram. Adrian Sutil tinha um pneu furado, fugiu para a chicane e atravessou a pista. Os pilotos imediatamente atrás travaram a tempo mas como iam todos juntos as colisões eram inevitáveis.

Em replay vê-se Alguersuari a subir o corrector, voar e bater na asa traseira de Hamilton e Petrov bater em Alguersuari. Petrov queixou-se de dores nas pernas e dificuldade de sair do carro mas o chefe da equipa Renault disse à BBC que Petrov não tinha partido nada mas ia ser examinado

 

Foi mostrada a bandeira vermelha. Todos os pilotos tem de ir para a grelha de partida, para a corrida não terminar sob Safety Car. A corrida resumiu quando a pista foi limpa. Agora era ao sprint.

 

Infelizmente perdeu o espectáculo a partir do momento em que se puderam mudar os pneus e arranjar os carros. As condições foram iguais para todos, penalizando as equipas com melhor estratégia, nomeadamente Jenson Button, e ajudando Vettel e Alonso. 

 

 A corrida recomeçou com o Safety Car a liderar. Lewis Hamilton bateu em Pastor Maldonado, que abandonou logo no recomeço.

 

Kobayashi tinha a tarefa de aguentar Mark Webber atrás durante cinco voltas, para garantir o quarto lugar. O japonês cometeu o erro de cortar a chicane e teve de deixar passar o australiano. Ainda assim alcançou a melhor classificação da sua carreira.

 

Vettel era virtualmente imbatível com pneus mais frescos e foi também o que se viu. Logo atrás ficaram Alonso e Button, que tal como eu, deve estar chateado com esta coisa de mudarem pneus no final, em vez de correrem com as condições que tinham quando pararam.

 

 

Fotos de F1 Fanatic.

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publicado às 14:58

Os reis do Mónaco

por Tiago Crispim, em 27.05.11

Hoje (27 de Maio) é o segundo dia de treinos livres para o GP do Mónaco deste fim-de-semana. Pelo primeiro dia não podemos tirar grandes ilações. Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Nico Rosberg foram os mais rápidos.

 

Mas em continuação com os posts anteriores, sobre a história da corrida e o traçado do circuito, hoje queria abordar os "reis do Mónaco".

Como o Mónaco é um principado, não se tratam de figuras de estado; são sim os pilotos que venceram mais que uma vez nesta pista mítica.

 

São aliás vários os pilotos com vitórias consecutivas no Mónaco.

De toda a lista de pilotos, apenas três de 12 não foram campeões do mundo, o que diz bastante sobre este circuito.

 

Seis pilotos conseguiram duas vitórias no Mónaco.

No primeiro campeonato de F1, em 1950, Juan Manuel Fangio ganhou a prova num Alfa Romeo. Só em 1957 venceu novamente, desta feita com um Maseratti.

 

Fangio em 1950 a dobrar a Loews num Alfa Romeo.

 

Mais ou menos na mesma altura, Maurice Trintignant também teve duas vitórias. O francês que nunca foi campeão do mundo e só teve duas vitórias na sua carreira, venceu o GP do Mónaco em 1955 com um Ferrari e em 1958 com um Cooper-Climax.

 

Passou uma década até vermos um piloto vencer duas vezes nesta pista. Foi Niki Lauda, que ganhou em 75 e 76, com um Ferrari. No ano de 75 foi também campeão do mundo.

Em 1977 foi o único campeão do mundo sul-africano, Jody Scheckter, que ganhou o GP do Mónaco, num Wolf. Repetiu o feito em 79, ano em que se sagrou campeão com a Ferrari.

 

Jody Scheckter nos treinos para o GP do Mónaco em 1979, à frente de Emerson Fittipaldi num Copersucar Fittipaldi.

 

Já nos anos 2000, David Coulthard venceu com a McLaren as provas de 2000 e 2002. Foi outro dos que nunca se tornou campeão.

Para terminar a lista dos que venceram duas vezes, temos Fernando Alonso. O espanhol ganhou em 2006 e 2007, primeiro com a Renault e depois com a McLaren.

 

Três vezes vencedores temos dois. Striling Moss e Jackie Stewart. Moss foi o terceiro piloto da lista que nunca foi campeão, mas isso não impediu o piloto inglês de vencer em 1956, 1960 e 1961. A primeira com um Maseratti e as outras com a Lotus.

Três vezes campeão do mundo,  Jackie Stewart foi também vencedor no Mónaco três vezes. A primeira foi em 1966 com a BRM, a segunda em 71 com a Tyrrell e em 73 a mesma coisa. Nos últimos dois anos venceu também o campeonato do mundo. (O primeiro foi em 1969).

 

Quatro vezes vencedor do GP do Mónaco só há um. Alain Prost. Sempre em McLaren, ganhou em 1984, 1985, 1986 e 1988. Foi campeão do mundo em 85, 86, 89 e 1993.

 

Prost em 1984, corrida célebre pelo segundo lugar de Ayrton Senna. Aqui o francês lidera Nigel Mansell num Lotus

 

Aproximamo-nos do final da lista. Com cinco vitórias temos Graham Hill e Michael Schumacher. Hill venceu três vezes num BRM, em 1963, 64 e 1965; uma vez em 1968 com um Lotus e outra em 1969 com um Matra. O pai de Damon Hill e detentor de um bigode à Errol Flynn foi campeão do mundo em 62 e 68.

Mas se falarmos em campeonatos, ninguém bate Schumacher com sete (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004). O alemão dominou a pista monegasca em 94, 95, 97, 99 e 2001.

 

Mas o rei indiscutível é Ayrton Senna. Com seis vitórias em dez anos na F1, o brasileiro é quem mais recebeu a taça pelas mãos do príncipe do Mónaco.

Logo na sua primeira temporada na categoria conseguiu um notável segundo lugar no Mónaco. (Muitos acreditam que chegava ao primeiro, não fosse a corrida interrompida). Senna venceu em 1987, 89, 90, 91, 92 e 1993, ou seja, das seis vitórias, cinco foram consecutivas.

 

Esta é a já mítica volta da pole-position de 1990.

 

 

O vencedor do ano passado foi Mark Webber. Quem será o "rei" do Mónaco este ano?

 

 

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publicado às 12:40

Circuito do Mónaco

por Tiago Crispim, em 25.05.11

O circuito do Mónaco é a mais lenta e estreita das provas de F1. Há quem defenda que devia ser retirado do calendário por não garantir a segurança necessária, e há quem ache que devia ser mantido pela sua história.

 

O circuito de rua demora seis semanas a montar e três a desmontar. A partida é na Boulevard Albert I. No fim da recta fica a curva Sainte Devote, à direita e a subir pela Avenue D'Ostende, e pela curva Beau Rivage, feita a fundo. De seguida há uma curva à esquerda, Massenet, até à praça do Casino de Paris. Os carros fazem a curva do Casino, à direita, descem a Avenue des Spélugues até à Mirabeau Haute, outra curva apertada à direita, e continuam a descer até à Loews. Esta é provavelmente a curva mais famosa do Mónaco, e também a mais lenta de todo o calendário.

 

 

A pista continua a descer pela Mirabeu Bas. Logo a seguir, nova curva apertada à direita, a Portier. Nessa altura entram no túnel que faz uma ligeira curva à direita. Um pouco à frente da saída do túnel há uma chicane, esquerda-direita, e os carros seguem a fundo pelo Quai Des Etats Unis até à curva Tabac, à esquerda.

 

Continuam junto à marina até ao Stade Nautique Rainier III. Aí encontram primeiro, uma esquerda-direita rápida chamada Louis Chiron e depois uma direita-esquerda mais lenta chamada Piscine. O circuito começa a subir com uma curva de 180º à direita chamada La Rascasse e depois a Virage Anthony Noghès, última curva antes da meta.

 


 

O circuito do Mónaco já viu vários acidentes graves, como o de Karl Wendlinger em 1994 mas apenas duas fatalidades. Luigi Fagioli e Lorenzo Bandini. Fagioli morreu em 1952, devido a lesões internas, num acidente que não pareceu muito grave na altura. Bandini bateu o seu Ferrari à saída da chicane da marina e o carro incendiou-se e capotou.

 

Outro acidente famoso no Mónaco é do filme Grand Prix, de 1966, realizado por John Frankenheimer.

 

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publicado às 17:55

História do GP do Mónaco 1929-1955

por Tiago Crispim, em 24.05.11

O principado do Mónaco é o segundo estado soberano mais pequeno do mundo, depois do Vaticano.

Faz fronteira com a França e tem uma das maiores densidades populacionais do mundo com 33.000 pessoas reunidas em 1,95 km2.

 

Neste pequeno estado realiza-se anualmente uma corrida de F1, desde 1929.

 

A ideia surgiu na cabeça de Alexandre Noghès, presidente do Automóvel Club do Mónaco, porque para fazer parte da Associação dos Clubes de Automóveis Reconhecidos, predecessora da Federação Internaciona do Automóvel, cada clube tinha de realizar provas no seu território.

 

A primeira prova foi apenas para pilotos convidados. Participaram oito Bugatti, dois Maseratti, um Licorne e um Mercedes. Venceu William Grover-Williams, num Bugatti verde escuro. O inglês surpreendeu a assistência, já que chegara atrasado para os treinos oficiais. O tempo final foi de três horas, 56 minutos e 11 segundos, com uma média de 80.194 km/h em mais de cem voltas.

 

William Grover-Williams, espião inglês na Segunda Guerra Mundial e primeiro vencedor do GP do Mónaco.

 

No ano seguinte Louis Chiron, nativo do Mónaco, venceu a corrida num Bugatti e até agora é o único monegasco a ganhar a corrida.

Até 1937 a corrida realizou-se com regularidade, sendo interrompida até 1948. Entre os vencedores pré-guerra encontram-se Tazio Nuvolari, Achille Varzi, Luigi Fagioli, Rudolf Caracciola e Manfred Von Brauchitsch. Em 1948 o vencedor foi Giuseppe Farina num Maserati.

 

Em 1950 realizou-se o primeiro campeonato de Fórmula Um. Consistia em sete corridas, a segunda delas no Mónaco, em que o vencedor foi o argentino Juan Manuel Fangio. Em 1952 as corridas regressaram ao principado, mas é desde 1955 que o Mónaco se mantém no calendário da F1.

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publicado às 23:41

Programa de dia 23-05-2011

por Tiago Crispim, em 23.05.11

Análise ao GP de Espanha

 

 

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publicado às 17:56

Estratégia dá quarta vitória do ano a Vettel

por Tiago Crispim, em 22.05.11

Uma brilhante estratégia de corrida da Red Bull deu a vitória a Sebastian Vettel no Grande Prémio de Espanha. É a quarta vitória em cinco corridas.

 

Red Bull dá-lhe asas...

 

O alemão ficou à frente dos dois McLaren, com Lewis Hamilton em segundo e Jenson Button em terceiro. Os McLaren mostraram-se muito competitivos com os pneus duros e foi essa a altura decisiva para conseguirem assegurar as posições finais. No final a diferença de Vettel para Hamilton foi de 0,6 segundos.

 

Mark Webber, vencedor da pole position fez uma boa corrida. Sem ser brilhante, terminou em quarto lugar à frente do Ferrari de Fernando Alonso, que teve um óptimo arranque, saltando de quarto para primeiro na primeira curva.

 

Os melhoramentos dos Ferrari não chegaram a ameaçar quer os Red Bull, quer os McLaren. Alonso terminou em quinto. O seu companheiro de equipa, Felipe Massa andou sempre entre os dez primeiros e teve boas lutas com Button. Perto do final, uma saída de pista terminou a corrida do piloto brasileiro.

 

As ultrapassagens continuam a ser muitas este ano e o crédito não é todo do DRS e do KERS. Ainda assim a questão mantém-se. Será que isto chama mais público para a F1? Em Portugal será complicado visto que é necessário subscrever um canal “pay per view” para poder ver as corridas, mas de uma maneira geral, mesmo que não atraia um número considerável de novos fãs, torna as corridas mais emocionantes.

 

Nico Rosberg passou a corrida toda atrás de Schumacher, que parece ter esquecido a sua confissão no final do GP turco. Os dois carros prateados estavam longe dos primeiros mas mantiveram o sexto e sétimo lugares durante a segunda parte da prova.

 

A parte de trás do carro de Schumacher, que foi o que Nico Rosberg viu toda a corrida

 

Os Renault tiveram destinos diferentes. Vitaly Petrov aguentou muito tempo Felipe Massa no oitavo lugar mas com as trocas de pneus acabou por terminar em 11º. O seu companheiro de equipa Nick Heidfeld esteve toda a corrida perdido no meio do pelotão mas no final conseguiu fazer uma série de boas voltas e assegurar o oitavo lugar.

 

Os dois Sauber terminaram a seguir a Nick Heidfeld, com o “rookie” Sérgio Pérez a liderar Kamui Kobayashi e depois de Petrov ficou o Force India de Paul di Resta. O piloto escocês, também ele um estreante na F1, continua uma série de boas prestações, o que é notável, já que as regras impedem os testes fora de época. O vencedor da DTM do ano passado ficou em 12º.

 

Adrian Sutil, também num Force India, terminou em 13º e começa a ter motivos para se preocupar com a sua continuidade na equipa. Sebastian Buemi cortou a meta em 14º dois lugares à frente do companheiro da Toro Rosso, Jaime Alguersuari, que corria em casa. O catalão tem Daniel Ricciardo à espreita de uma oportunidade e tem de melhorar o seu desempenho esta temporada.

 

Jaime Alguersuari terminou em 16º e começa a ver o lugar em risco

 

Pela terceira vez nesta corrida, o estreante foi melhor que o companheiro também na Williams. Pastor Maldonado, vencedor da GP2 do ano passado, continua a tentar mostrar que é mais que um “pay driver”. Na verdade é, mas tem um patrocinador de peso, o governo venezuelano. Maldonado ficou em 15º e Rubens Barrichello em 17º.

 

Jarno Trulli foi o 18º e como de costume a Lotus foi a melhor das “novas equipas”. O italiano chegou a estar em 16º, mas foi sol de pouca dura. Pior sorte teve Heikki Kovalainen, que não conseguiu cortar a meta com o seu Lotus. Os dois Virgin, com Glock à frente de D’Ambrosio, e o HRT de Narain Karthikeyan foram os últimos carros a cortar a meta.

 

Para a semana há GP do Mónaco e eu cá estou para falar da corrida. Amanhã o programa será sobre o GP de Espanha.

 

Fotos retiradas a F1 Fanatic.

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publicado às 15:20

Vídeos de Elio de Angelis

por Tiago Crispim, em 22.05.11

A bandeira negra que Elio de Angelis viu no GP da Grã-Bretanha em 1981. A razão foi ter ultrapassado um carro com bandeira amarela, o que normalmente daria um aviso, ou um "stop and go" nas boxes, daí a sua reacção.

 

A primeira vitória de Elio de Angelis na F1, no GP de Áustria em 1982. Esta é a terceira parte e o final da prova.

 

A actuação antes do GP da Alemanha em 1985. A música é um original do piloto e o local é a tenda da Zakspeed, onde a televisão alemã fazia uma transmissão especial.

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publicado às 00:17

Elio de Angelis, segunda parte

por Tiago Crispim, em 19.05.11

Terminei a primeira parte da biografia de Elio de Angelis no Grande Prémio da Áustria, onde o italiano obteve a sua primeira vitória na F1, mas para continuar a mostrar quem era de Angelis, tenho de voltar ao início dessa temporada de 1982; à famosa greve dos pilotos.

 

Nessa altura a FIA inseriu umas cláusulas na Superlicença que é obrigatória para correr na Fórmula Um. Os pilotos descontentes fizeram uma greve no fim-de-semana em que se disputaria o primeiro GP da época, em Kyalami, África do Sul. Os grevistas mantiveram-se juntos enquanto o seu representante, Didier Pironi (Ferrari) negociava com a FIA e as equipas. Foi algures nesse dia que, para passar o tempo, Elio de Angelis deu um recital de piano improvisado aos outros pilotos.

 

 

O italiano vinha de uma família rica, estudou nos melhores colégios em Roma e teve formação clássica de piano. Como ele disse numa entrevista, “o piano é o meu segundo amor” mas acrescentou depois “não acho que consiga estar satisfeito com dois amores na minha vida”. Apesar de ser considerado muito bom músico, Elio queria concentrar-se nas corridas.

 

No ano de 1983 o italiano teve um péssimo ano na Lotus, que mudou os motores Cosworth para Renault. Ele chegou a ter uma proposta para se mudar para a Williams antes de começar a temporada, mas como um negócio para garantir um motor turbo ainda não era garantido, optou por manter-se na Lotus. Os motores turbo eram os mais rápidos e Elio não quis arriscar assinar por uma equipa que ainda não tinha certezas.

 

Assinou a extensão de contrato no dia em que venceu o primeiro GP. Má decisão. Terminou duas corridas em toda a temporada, com um nono e quinto lugares. A Williams mudou dos motores Cosworth para os potentes Honda e ficou em quarto no mundial de construtores, contra o oitavo lugar da Lotus.

 

Em 1984 a Lotus com motores Renault saiu-se muito melhor, tal como de Angelis. O italiano não venceu GPs e o seu melhor resultado foi um segundo lugar em Detroit mas isso bastou para garantir o terceiro lugar no mundial de pilotos, atrás de Niki Lauda e Alain Prost.

 

Até esta altura, o companheiro de Elio de Angelis na Lotus tinha sido Nigel Mansell. Os dois pilotos tinham uma relação típica de companheiros de equipa. Mansell queria bater o segundo piloto e mostrar-se melhor. O italiano queria manter-se como primeiro piloto.

 

 

 

Depois do GP de Dallas de 1984, quando de Angelis criticou Mansell, a tensão com os dois pilotos aumentou, mas ainda durante a temporada, ambos conversaram e resolveram as suas diferenças. “Ele sabe que não sou uma pessoa fácil e percebe que o fiz passar momentos difíceis porque obviamente acho que sou mais rápido. Entretanto ele pensa que é mais rápido. O importante é que quando estamos juntos devemos acordar em certas coisas, como a afinação do carro”. Ainda assim, no final de 84 soube-se que Mansell ia sair da Lotus. O novo companheiro de equipa passava a ser Ayrton Senna, acabado de sair da sua primeira temporada na F1.

 

Na mesma entrevista em que de Angelis falou se Mansell, também falou do seu então futuro companheiro de equipa. “Obviamente é um piloto rápido. Sei que ele vem de uma família que o encorajava a correr e sei que ele corria em karts desde muito novo, por isso começou nas melhores condições. Parece muito feliz na Lotus. Como disse, ficava feliz se Nigel tivesse ficado com a equipa, mas se eu decidir ficar, honestamente não vejo razão para Ayrton e eu trabalharmos juntos bem.”

 

Nesse ano de 1985 de Angelis começou bem. Terceiro lugar no Brasil, quarto em Portugal e depois a sua segunda vitória na F1.

Foi no GP de San Marino, circuito de Imola, numa corrida atípica em que apenas cinco carros terminaram a prova. Aliás, quem cortou a meta primeiro foi Alain Prost, que foi posteriormente desqualificado por ter o carro mais leve do que as regras permitiam. Por isso a segunda vitória de Elio de Angelis nem sequer teve direito a primeiro lugar no pódio.

 

A partir de metade da temporada Ayrton Senna começou a ter melhores resultados. Elio era o primeiro piloto da equipa mas à medida que a época avançava, o piloto italiano percebeu que a Lotus estava a favorecer Senna. Chegou mesmo a afirmar que agora percebia o que Mansell tinha passado quando era seu companheiro de equipa. O brasileiro terminou o campeonato em quarto, cinco pontos à frente do italiano. 

 

 

 

A gota de água para de Angelis decidir abandonar a Lotus foi uma sessão de treinos dois dias depois do Grande Prémio do Mónaco. O italiano era primeiro no campeonato depois da quarta prova, à frente de Prost (que venceu nesse ano) e Michele Alboreto. Nessa sessão de treinos a equipa só deixou Elio correr três voltas em detrimento de Ayrton. O piloto italiano decidiu nessa altura deixar a Lotus e acusou Peter Warr, na altura dono da equipa, de proteger e encorajar Senna.

 

Elio de Angelis era conservador e tradicional. Começou a carreira na F1 a vencer um processo contra Ken Tyrrell sobre uma quebra de contrato (era suposto ele ter ido para a Tyrrell) e perdeu contra a Shadow quando se mudou para a Lotus. Na equipa dos carros pretos e dourados começou por ser companheiro de equipa de Mario Andretti e sempre soube o seu lugar. Nunca competiu agressivamente contra o piloto número um da equipa.

 

Isso explica a atitude de Elio perante o favorecimento da Lotus a Senna. Escolheu a Brabham, que cobiçava desde que o seu amigo Nelson Piquet venceu os títulos em 1981 e 1983. O brasileiro voltaria a ganhar em 1987 com a Williams, equipa para a qual se mudou em 86. 

Mais uma vez de Angelis tomou uma má decisão na escolha de equipas. Nesse ano a Lotus ficou em terceiro no mundial de construtores e no ano seguinte venceria o título com Senna.

 

O Brabham–BMW BT55 que Elio pilotou na temporada de 1986 não teve um nascimento fácil. O conceito era revolucionário com a sua posição de condução reclinada e o motor deitado, mas a construção do carro começou demasiado tarde e a equipa debateu-se com problemas na caixa de velocidades e no sobreaquecimento do óleo. Na primeira corrida, no Rio de Janeiro, de Angelis terminou em oitavo e o seu companheiro de equipa Riccardo Patrese abandonou ao fim de 21 voltas com uma fuga de água.

 

 

Na prática o carro era um desastre na pista. Simplesmente não teve tempo suficiente para ser desenvolvido. O carro tinha problemas na distribuição de peso e na tracção, mas principalmente o motor parecia não ter força suficiente.

 

Elio de Angelis não terminou nenhuma corrida depois de Interlagos. Os três GPs seguintes foram desapontantes e três dias após a corrida no Mónaco, onde o italiano desistiu antes de ter chegado a um quarto da corrida e na última posição, a equipa decidiu testar o carro no circuito francês de Paul Ricard.

 

No dia 14 de Maio de 1986, Elio de Angelis já tinha feito 17 voltas quando a asa traseira do seu Brabham se soltou na zona dos “esses” rápidos da Verrerie. O carro voou por cima da barreira de protecção e aterrou ao contrário. Na altura os testes privados das equipas não exigiam a presença de equipas médicas no local.

O carro começou a pegar fogo e foram os mecânicos da Brabham que conseguiram tirar de Angelis do seu cockpit, dez minutos depois do acidente. Mas o helicóptero que o levou para o hospital só chegou depois de mais 30 minutos.

 

A construção do carro era boa e o piloto não aparentava lesões além de queimaduras nas costas e uma clavícula partida, mas no hospital descobriram que de Angelis tinha sofrido graves lesões cerebrais por ter ficado sem oxigénio quando o fogo deflagrou. A situação era irreversível. Elio de Angelis morreu no dia seguinte.

 

Como sempre melhoraram as condições na pista e na F1. Mas a homenagem mais bonita a Elio de Angelis foi em 1989, quando Jean Alesi correu pela primeira vez na Fórmula Um, curiosamente no circuito de Paul Ricard. O franco-italiano mostrou ao mundo as cores do seu capacete, inspiradas num piloto que ele tanto admirou…

 

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publicado às 16:03

Elio de Angelis, primeira parte

por Tiago Crispim, em 18.05.11

“O último gentleman driver”. Dito assim parece que todos os pilotos que se seguiram eram disinteressantes, sem carácter, educação ou honra. Não. Mas nenhum era como Elio de Angelis.

 

Nascido em Roma numa familia abastada com negócios no sector da construção, de Angelis pode ter ganho o gosto pela velocidade com o pai, que pilotava barcos de corrida. Começou, como de costume, nos karts mas aos 19 anos mudou-se para o campeonato italiano de Fórmula 3, onde se sagrou campeão. Em 1978 correu na Fórmula 2 com a Minardi-Ferrari e depois com a ICI British F2 Team.

 

Nessa altura teve uma proposta da Ferrari. Foi a sua primeira experiência num F1.

 

 

Testou o 312T3 em conjunto com Eddie Cheever, Gilles Villeneuve, Ronnie Peterson e Mario Andretti. O escolhido para ser companheiro de equipa de Carlos Reutmann foi Villeneuve mas de Angelis manteve-se como piloto de testes durante uns tempos. A sua promoção a piloto principal da scuderia chegou a ser pedida pela imprensa depois do acidente de Villeneuve em Long Beach, mas a Ferrari deu um voto de confiança ao canadiano e Elio de Angelis só se estreou no ano seguinte.

 

Foi só em 1979 que se juntou ao grande circo. Assinou pela Shadow e correu o seu primeiro GP de F1, terminando em sétimo uma corrida em que apenas 11 carros cortaram a meta. Ainda assim ficou à frente de nomes como Jochen Mass, Clay Regazzoni, Gilles Villeneuve, James Hunt, Niki Lauda e muitos mais. (Já agora quem venceu foi Jacques Laffite num Ligier-Ford).

 

 

Quando assinou pela Shadow, em 1979, o italiano tinha patrocinador para apenas metade da temporada; o resto do dinheiro pediu ao seu pai. Mas no ano de 1980 Elio assinou pela Lotus e num ano pagou o dinheiro emprestado pelo pai.

 

Foi nesta altura que começou a utilizar o seu icónico capacete ao estilo “Darth Vader”, da Guerra das Estrelas. O Simpson Bandit. A versão mais recente deste modelo é utilizada pelo Stig do programa de motores inglês Top Gear.

 

 

No ano de 1980 esteve perto da primeira vitória em Interlagos mas terminou atrás do Renault de René Arnoux. De acordo com o piloto, foi bom não ter sido o primeiro porque ainda não estava preparado para fazer uma temporada consistente ao mais alto nível. Nesse ano, terminou o campeoanto em sétimo. Os bons resultados permitiram que de Angelis começasse a ser reconhecido pelo seu talento e não pelo seu dinheiro, algo pelo qual sempre tinha lutado. Numa entrevista revelou que sempre quis afastar-se da imagem de rico, de menino do papá, e revelou que gostava de tomar os caminhos mais complicados para alcançar as suas metas. “O prazer é maior dessa maneira” confidenciou.

 

Em 1982 chegou finalmente a primeira vitória de Elio de Angelis num Grande Prémio. Foi no circuito de Österreichring , na Áustria. A corrida foi emocionante e digna da história. Primeiro, porque Nelson Piquet fez aí a primeira paragem nas boxes com reabastecimento e mudança de pneus planeada na história. Depois porque foi a corrida em que a diferença do primeiro para o segundo lugar foi mais curta. Mas já lá vamos.

 

Imaginem-se nesse GP. Prost liderava depois do abandono de Piquet. Atrás seguiam de Angelis e Keke Rosberg. A cinco voltas do fim, o Renault de Alain Prost teve um problema eléctrico e abandonou a corrida. Elio de Angelis liderava mas Rosberg estava cada vez mais próximo. Na última volta, a distância era de 1.6 segundos entre os dois, e na derradeira curva, o Williams de Rosberg já estava colado ao Lotus.

 

O finlandês atacou, de Angelis respondeu travando mais tarde e ganhando a trajectória de dentro. Isso fez com que alargasse a saída e nessa altura Rosberg aproveitou para acelerar. Quando cortaram a meta, o finlandês ficou a 0.050 segundos do italiano, menos de metade do comprimento de um carro!

 

 

 

Amanhã continua a história de Elio de Angelis, de 1983 até à sua morte.

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publicado às 18:16

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Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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