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A história da Red Bull

por Tiago Crispim, em 03.12.12

O canal oficial da Red Bull no Youtube lançou um vídeo intitulado "The Red Bull Racing Story..." (A história da Red Bull Racing...), anunciando, ao que parece, um teaser para um futuro vídeo com a história completa da equipa.

 

A criação da equipa, a contratação de Sebastian Vettel, os campeonatos e participações de Christian Horner, Adrian Newey, Mark Webber e do atual tri-campeão da F1, neste vídeo de 2:24, que vale mesmo a pena ver...

 

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publicado às 14:59

CT01 em imagens

por Tiago Crispim, em 29.01.12

É o primeiro carro a ser revelado este ano e talvez o seu estranho nariz (de ornitorrinco, como já li num site inglês) seja uma tendência este ano. Mas como ainda não temos imagens de outros carros de 2012, mostramos mais umas deste Caterham CT01.

 

Detalhe da curvatura do nariz do carro

 

 

Detalhe do volante

 

O nariz visto de frente

 

 

A equipa a preparar-se para ligar o motor

 

O motor a ser ligado

 

Fotos: © Caterham F1 Team

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publicado às 14:47

A temporada de 2011 está mesmo aí

por Tiago Crispim, em 19.02.11

Já estamos a menos de um mês do regresso do grande circo. As equipas de F1 têm andado atarefadas. Já foram apresentados os novos carros e os (poucos) novos pilotos. Já se fizeram testes em conjunto em Valência e em Jerez.

 

Porque é que ainda não escrevi nem falei sobre isso no blog ou no programa?

 

Não tenho andado desatento mas os testes valem o que valem, ou seja, não se regulamenta o peso nem a altura dos carros, nem sequer o uso de aditivos ao combustível. Embora pense que com as limitações de testes as equipas devem aproveitar para correr e testar os carros em condições naturais de corrida, às vezes as marcas estão mais preocupadas em atrair investidores.

 

Como por exemplo a Mercedes GP, no ano passado, que se mostrou bastante competitiva nos testes e no campeonato raramente se superiorizou às supostas concorrentes.

 

Ainda assim por vezes os primeiros testes reflectem o início da temporada, antes de se fazerem ajustes aos carros.

Desta forma, que conculsões podemos tirar da pré-temporada de 2011?

 

A Red Bull parece empenhada em dobrar os títulos de pilotos e construtores neste ano. O carro não se mostrou muito impressionante e os austríacos podem ainda demorar a extrair o melhor deste RB7. Vale a pena recordar que em 2010, apesar do título, a equipa mostrou-se rápdia mas com alguns problemas de fiabilidade e erros dos pilotos especialmente na primeira parte da temporada.

 

O RB7 com Vettel ao volante em Jerez

 

A Ferrrari já incendiou um carro mas fora isso tem-se mostrado bastante competitiva nos testes. Com um terceiro melhor tempo em Valência e um quarto em Jerez, pode ameaçar o campeonato. Os italianos querem vencer o título que não está em Maranello há sete anos. Dentro da equipa houve muitas mudanças e a equipa está a ser pressionada por Luca de Montezemolo para vencer este ano.

 

Massa com o F150th Italia, em Jerez

 

O MP4-26  da McLaren falhou os testes de Valência mas o carro pode estar bem mais avançado do que parece. A equipa prateada correu com o modelo de 2010 mas com algumas peças do novo carro, o que em princípio pode ter ajudado a preparar o novo monolugar para os pneus Pirelli.

Assim, ao contrário dos adversários, o MP4-26 pode já ter beneficiado da experiência de correr com a Pirelli e ter sido modificado até Jerez. No circuito espanhol o carro estreou-se com um quinto melhor tempo.

 

Button e o MP4-26 nas boxes em Jerez

 

A Mercedes quer melhorar o seu desempenho de 2010. Para isso contam com o W02 e o seu "bico de pato". Infelizmente os tempos não têm sido impressionantes mas os pilotos desculpam-se com o facto de este não ser o carro definitivo para 2011. Ainda assim notou-se uma melhoria entre Valência e Jerez, onde Schumacher foi o segundo mais rápido numa das sessões de treino.

 

Nico Rosberg em Valência com o Mercedes GP W02

 

A Lotus Renault deixa-me com expectativas devido à solução encontrada para o escape. O tudo desemboca junto da entrada de ar lateral e pode dar mais estabilidade aerodinâmica, e quem sabe, vantagem sobre os concorrentes. Mas esta equipa não tem só o objectivo de melhorar e alcançar mais pontos em 2011. Acima de tudo tem de eclipsar a outra Lotus. Os tempos em ambos os circuitos espanhóis foram espectaculares. Primeiro para Kubica em Valência e terceiro para Heidfeld em Jerez. Como já afirmei no início, não devemos levar estes tempos muito a sério. Outra possivel complicação para esta equipa é o acidente do polaco Robert Kubica, que provavelmente não correrá em 2011 e vai ser substituido pelo igualmente experiente Nick Heidfeld, que tem contra si o facto de quase não ter corrido em 2010.

 

Pode não ser o tio mas um capacete e um carro com estas cores têm algo de nostálgico. Bruno Senna em Jerez com o R31

 

A Williams mostrou-se optimista no início da pré-temporada mas os tempos do FW33 não têm ajudado. Prevê-se que marque alguns tempos mas provavelmente não chegará aos pódios sem desenvolvimento adequado do carro. Além disso, Barrichello é especialmente bom a desenvolver os carros mas começa a perder o fulgor de outros tempos (mesmo com a melhor volta em Jerez). Pastor Maldonado pode dar algo à equipa (além do dinheiro dos patrocinadores) mas ainda é uma incógnita apesar do sétimo lugar no terceiro dia de testes em Valência.

 

Barrichello no FW33 em Valência

 

A Force India tem progredido todos os anos desde o seu aparecimento na F1 em 2008 e no ano passado mostrou-se como uma equipa sólida do meio do pelotão. Tal como a McLaren, a equipa indiana estreou o VJM04 em Jerez mas pouco correu. A Force India deu primazia aos ajustes no carro e por isso, ainda permanece uma incógnita.

 

Adrian Sutil em Jerez com o VJM04

 

A Sauber conseguiu manter-se no grande circo e com Kamui Kobayashi, Sérgio Peréz e motores Ferrari, pode surpreender em 2011. O japonês com o seu estilo agressivo conseguiu um sexto melhor tempo em Jerez e um segundo lugar atrás de Barrichello no último dia de testes. Peréz já tinha alcançado essa posição na quinta-feira. O novo C30 parece ter todas as condições para melhorar a oitava classificação no mundial de construtores mas volto a frisar que entre os resultados dos testes e os resultados em GPs muito se pode alterar.

 

Sergio Peréz e o C30 em Jerez de la Frontera

 

A Toro Rosso deve ter um ano mais complicado ou pelo menos tão complicado como 2010. Apesar da melhoria entre Valência e Jerez, o STR6, Alguersuari e Buemi não vão ter uma temporada fácil. A equipa tem tido dificuldades em apresentar carros consistentes desde a proibição de utilizar projectos de outras marcas, porque antes ficavam sempre com o Red Bull do ano anterior e só tinham de o desenvolver. Se a falta de resultados persistir, rumores adiantam que Dietrich Mateschitz pode mesmo vender a equipa.

 

Sebastian Buemi e o STR6 em Jerez

 

A Team Lotus manteve o nome, apesar de toda a confusão gerada no final do campeonato. A equipa de Tony Fernandes quer ser mais do que a melhor dos piores em 2011 e pretende chegar aos pontos. Para isso conta com o T128, Heikki Kovalainen e Jarno Trulli, os pilotos do ano passado. Os resultados dos testes levam a crer que, a alcançarem pontos, serão muito poucos. Ainda assim o dono da equipa afirma que querem desafiar as equipas já estabelecidas e acreditam que isso é possível.

 

O T128 da Team Lotus em Jerez, conduzido por Heikki Kovalainen

 

A Virgin mudou de nome. Agora baptizada Marussia Virgin, quer ser a melhor das três mais recentes equipas. O novo MRV-02 foi desenvolvido inteiramente em computador e não vai utilizar o KERS. A desculpa é que o custo e o peso são demasiado grandes para uma equipa pequena e a equipa prefere concentrar-se na aerodinâmica. O melhor tempo em testes foi um 19º lugar de Timo Glock, em Jerez de la Frontera.

 

Timo Glock no novo MRV-02 em Jerez

 

A HRT mudou de cores para 2011 mas o F111 ainda não se fez às pistas, o que provalvelmente significa que a Hispania não vai andar muito longe do último lugar, se chegar a andar. Com Narain Karthikeyan confirmado como piloto, falta ainda anunciar o outro piloto e falta ver o carro, que só foi apresentado em ilustrações 3D. Para mais, e isto chega a ser trágico-cómico, o desenho do carro apresenta, em vez de patrocinadores, frases como "your logo here", "this is a cool spot" ou "this could be you". Vamos ver como se desenrola esta história até ao GP do Barhain.

 

O HRT F111 em ilustração 3D

 

Daqui a 19 dias (13 de Março) o grande circo regressa com os treinos livres no Barhain.

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publicado às 18:00

Programa de dia 12-01-2011

por Tiago Crispim, em 11.01.11

A história, muito resumida da Tyrrell

Volta Mais Rápida 12 01 11 by TCrispim

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publicado às 16:12

Ainda as duas Lotus

por Tiago Crispim, em 23.12.10

A história das duas Lotus está, ao que parece, longe de terminar. Por um lado a equipa de Tony Fernandes apresentou o resultado do concurso para a futura pintura do seu carro, para a temporada de 2011.

 

A pintura vencedora é esta:

 

 

Infelizmente, porque está melhor do que a da Lotus Renault, a Lotus malaia não vai poder usar este esquema, já que a sua homónima se antecipou a apresentar o seu carro para 2011, que tem, curiosamente ou não, as mesmas cores...

 

Por outro lado, Clive Chapman, filho do dono da Lotus, da verdadeira, aquela que durou até 94, divulgou em comunicado que preferia não ver o nome da empresa do pai de volta às corridas, mas mesmo assim apoiava o Group Lotus, ou seja, a Lotus Renault.

 

“Em 2010, a família Chapman deixou claro que preferia que o nome Team Lotus não fosse mais utilizado na F1”. Ainda assim, Clive Chapman acrescentou que “a associação do Grupo Lotus com a história da Team Lotus é muito correcta, especialmente porque estão a manter as coisas como foram na época de Colin Chapman”.

 

A meu ver, alguém vai sangrar do nariz antes desta história acabar (piada do Lost), de tão complicada que é.

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publicado às 23:28

A (Lotus) Renault

por Tiago Crispim, em 22.12.10

Porque isto da Lotus está a ser uma confusão, vou tentar explicar a situação de uma forma simples.

 

Tony Fernandes, empresário malaio, é dono da AirAsia e chefe da equipa Lotus F1 Team. O nome histórico da equipa de Colin Chapman chega à equipa da Malásia através da Proton Cars, marca de automóveis desse país que tem os direitos do nome Lotus.

 

 

Até aqui tudo bem, mas a coisa começa a complicar-se...

 

Porque a Proton defende que a licença de direitos de uso do nome tinha irregularidades e só foi válida durante uma temporada, a de 2010.

A marca de automóveis quis então impedir o uso do nome e ameaçou processar a equipa de Fernandes.

 

A equipa de F1 foi então ter com a Team Lotus Ventures, empresa de David Hunt, irmão do piloto James Hunt, detentora do nome Team Lotus. Esse era o nome que a equipa de Chapman, a original, usava.

Assim, Tony Fernandes comprou os direitos do uso do nome Team Lotus e a Lotus Racing passaria a ser Team Lotus.

 

 

Isto porque de acordo com a Proton/ Group Lotus, a equipa de Fernandes denegriu o nome da marca inglesa e proibiu todas as empresas ligadas ao empresário de usar o nome Lotus, incluindo Team Lotus.

 

Para complicar mais, a Proton tornou-se accionista do grupo Genii, os donos da equipa Renault, após o abandono oficial da marca. A Renault apoia a equipa e permite o uso do nome mas está afastada da F1 ao mesmo tempo, embora forneça motores a equipas... ou seja, a marca francesa fornece motores mas não está ligada de outra maneira à equipa com o seu nome.

 

 

Com a entrada da Proton, a equipa passa a chamar-se Lotus Renault GP. A Lotus cars não só se expande no automobilismo mundial, como contra-ataca a "outra" Lotus. O comunicado oficial dizia que depois do retorno do nome Lotus à F1 em 2010, sob licença do Grupo Lotus, esta parceria marcava o completo retorno da fabricante Lotus ao desporto, com o apoio total da empresa-matriz Proton.

 

Como não estava suficientemente complicado, a Renault (oficial) revelou que iria fornecer os motores a esta equipa, mas também à de Tony Fernandes e à Red Bull.

 

Ou seja, vamos ter duas Lotus em 2011. A Team Lotus e a Lotus Renault GP.

 

Os últimos desenvolvimentos são que a equipa de Fernandes mudou os logotipos da fábrica em Inglaterra para o tradicional de Colinb Chapman. A Lotus Renault também o está a usar, na pintura preta e dourada que remete para os tempos do patrocínio da John Players Special.

 

 

Vamos ver se a disputa se resolve, ou se vamos mesmo ter dois carros com nomes parecidos. Lembro-me de algum tempo alguém querer ressuscitar o nome Brabham, e a Tyrrell também podia ser uma possibilidade...

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publicado às 16:15

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O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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