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Resumo do GP do Japão

por Tiago Crispim, em 07.10.12

Chegamos a este GP do Japão com algumas certezas para 2013, nomeadamente a saída de Michael Schumacher, e as novas equipas de Lewis Hamilton e Sérgio Pérez. Mas, talvez para nos fazer lembrar qual tem sido a equipa dominante nos últimos anos, a Red Bull marcou os dois primeiros tempos na qualificação em Suzuka.

 

Sebastian Vettel tomou a pole, seguido do seu companheiro de equipa, Mark Webber e do piloto local Kamui Kobayashi, que volta a colocar a Sauber em destaque, depois de Button ter trocado a caixa de velocidades e ter caído cinco posições. Do quarto lugar partiu Romain Grosjean, seguido de Pérez, Alonso, Raikkonen, Button, Hamilton e Massa, a fechar os dez primeiros. Depois de anunciar que esta era a última temporada na F1, Schumi partiu do penúltimo lugar, com pneus duros.

 

Os bastidores. Kimi Raikkonen em reunião na motorhome antes da corrida.

 

A partida pareceu limpa, com Kobayashi a subir uma posição, mas imediatamente Fernando Alonso fez um pião e atravessou-se na pista. Pela transmissão não pareceu haver contacto entre pilotos, mas Rosberg foi também vítima da largada, tal como o brasileiro Bruno Senna,  que ficou sem asa dianteira. Foi preciso ver no replay que Raikkonen tocou em Alonso, que furou, e sem surpresa, Grosjean colidiu com Webber.

 

O Safety Car foi para a pista e Grosjean, Webber e Senna, aproveitaram para trocar para os pneus duros, e o nariz do carro.

 

O SC regressou à boxe pouco depois, com Vettel a manter a liderança seguido pelo japonês da Sauber.

 

Na sexta volta, o mexicano da equipa suíça aproveitou que Hamilton travou um pouco antes para passar, sem aviso, para a sexta posição. Era perceptível que o inglês estava a ter problemas com o McLaren, provavelmente com a afinação, já que dançava um bocado nas curvas.

 

Os sempre atentos stewards puniram Romain Grosjean com um stop and go  de dez segundos, altura em que a Mercedes informou Schumacher que perdeu a telemetria do seu carro.

 

Webber fala com Button e Di Resta, com Hulkenberg em primeiro plano, antes da parada dos pilotos.

 

As primeiras paragens começaram algures pela volta 14 e Kobayashi foi, com Raikkonen, um dos primeiros a parar. O japonês caiu para sexto, sendo o melhor, até então, dos que já tinham parado. Mas foi preciso esperar até à volta 18 para Vettel parar, tal como Massa, que era então segundo e manteve a posição.

 

Cheio de confiança, ou a tentar evitar bater, Pérez tentou ultrapassar, novamente, Hamilton. No mesmo lugar mas desta vez por fora. Perdeu o controlo do Sauber, derrapou as rodas o suficiente para chegar à relva e fazer um pião, e ficou fora da prova, embora tenha ainda mostrado resistência a desligar o motor.

Pode ter sido confiança a mais ou então descontrolo do carro mesmo antes de chegar à curva em questão.

 

Foi apenas nesta altura que Bruno Senna recebeu uma penalização por uma colisão na partida. Foi um drive through.

 

Stop & Go de Romain Grosjean.

 

Entretanto os McLaren debatiam-se com problemas. Hamilton queixava-se de já não ter pneus, e Button reclamava constantemente da sua nova caixa de velocidades, trocada no fim-de-semana e motivo pela perda de cinco lugares na partida. O piloto dizia que algumas mudanças não entravam bem e passavam pelo ponto morto antes de engatar, mas a equipa afirmava não haver problema e no fim, se houve, não fez grande diferença.

 

Webber, pela calada, era já nono, depois de ter caído para o fim do pelotão quando trocou a asa dianteira após o acidente na largada. O problema é que era também dos primeiros a trocar de pneus.

 

A segunda paragem nas boxes foi também rápida e sem incidentes de maior, com a maioria dos pilotos da frente a manterem dos lugares.

 

Button, que tinha passado Kobayashi, perdeu o lugar para o japonês depois da segunda troca, mas o Sauber não conseguiu aproximar-se o suficiente para chegar ao segundo lugar de Massa.

 

Como na corrida não se passava grande coisa, quase a dez voltas do fim, os comentadores portugueses aproveitam para dar uma breve explicação sobre aerodinâmica, bastante simples e competente, que ocupou as voltas 40 a 42.

Vettel levava 18 segundos sobre Massa e Kobayashi e Button mantinham-se em terceiro e quarto.

 

O furo de Fernando Alonso, que escreveu no final da corrida, no twitter, que ainda faltam cinco corridas para o fim...

 

O inglês da McLaren estava a ganhar tempo ao japonês da Sauber, com sete voltaas para o final, e a equipa prateada pediu para puxar pelo pódio. Era a luta mais animada deste final, e a meu ver, de toda a corrida.

 

Petrov ainda foi penalizado com um drive through por não respeitar as bandeiras azuis, logo depois de Kobayashi responder a Button e aumentar a sua distância. O japonês defendeu com unhas e dentes a posição, frente ao inglês cada vez mais próximo, e iguala o terceiro de Aguri Suzuki em casa.

 

Sebastian Vettel venceu a corrida sem problemas, desde a partida até  à bandeira axadrezada e Massa ganha o seu primeiro pódio deste ano.

 

Em suma, numa pista normalmente animada, vimos uma corrida pouco emocionante, a roçar o chato. A vitória de Vettel e o abandono de Alonso ditam que o espanhol mantém a vantagem com 194 pontos, contra os 190 de Vettel. No campeonato de construtores, a Red Bull  mantém também a vantagem.

 

Vettel em cima do seu Red Bull depois de ter vencido o GP.

 

O público japonês em histeria depois de Kobayashi cortar a meta foi a melhor parte da corrida.

 

Com esta vitória, a 24ª, Vettel iguala Fangio como o nono maior da história.

 

A F1 continua na Ásia, para a semana temos GP da Coreia.

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publicado às 08:37

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O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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