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Resumo do GP da Austrália

por Tiago Crispim, em 18.03.12

Finalmente o início de temporada da F1. Só para situar:

Lewis Hamilton e Jenson Button partiram dos dois primeiros lugares da pista, seguidos de Romain Grosjean num Lotus e Michael Schumacher num Mercedes. As surpresas foram Webber e Vettel, que partiram apenas da quinta e sexta posições, respetivamente. Pior estiveram os Ferrari. Alonso e Massa saíram do 12º e 16º lugar, o que mostra que afinal os receios de Pat Fry com o novo carro da scuderia tinham fundamento. Outra desilusão foi a 17ª posição de saída de Kimi Raikkonen, depois da velocidade e consistência mostrados nos treinos.

 

A Mercedes surgiu na Austrália com uma nova asa traseira, uma espécie de f-duct que dá maior estabilidade durante o uso do DRS. No início pareceu eficaz mas depois nem por isso. Mas já lá vamos.

 

A largada em Albert Park foi animada, própria de um GP de início de temporada. Button largou melhor que o seu companheiro de equipa e Bruno Senna num Williams fez um pião na primeira curva. Nico Hulkenberg (Force India) teve algum tipo de contato que o deixou fora de ação quase imediatamente. Na segunda volta Pastor Maldonado, que partiu de oitavo, a sua melhor largada na F1, tocou no Lotus de Grosjean e terminou uma promissora corrida do francês, abrindo caminho para uma quase excelente corrida do venezuelano.

 

Pit-stop de Pastor Maldonado

 

Sebastian Vettel teve uma ligeira saída de pista na sétima volta, quando atacava Schumacher. Pouco depois o bi-campeão ultrapassou o hepta-campeão, quando Schumacher teve um problema e saiu em frente numa curva com um problema na caixa de velocidades que o levou a abandonar a corrida. Logo atrás Rosberg defendia-se dos ataques de Alonso.

 

Entre as voltas 12 e 16 os pilotos começaram a mudar os pneus e claramente deveria haver mais tempo para testes, já que muitos pilotos ainda se debateram neste GP com as mudanças que a Pirelli fez para 2012, em especial com os compostos médios.

 

Depois da primeira troca de pneus, a grande batalha centrou-se em Vettel, Alonso, Rosberg Webber e Jean-Eric Vergne (estreante pela Toro Rosso), todos a lutarem pela quinta, sexta, sétima oitava e nona posições.  Vettel destacou-se rapidamente, mas mais à frente, Sérgio Pérez aguentou Hamilton e Vettel durante uma volta. A seguir ficou a aguentar Alonso, Rosberg e Webber, que precisaram também eles de uma volta para ultrapassar o mexicano.

 

Kamui Kobayashi viu-se num aperto na 26ª volta. O japonês esteve perto do contato com o Ferrari de Massa e do Lotus de Raikkonen. Ao tentar defender-se do Lotus, esqueceu-se do Ferrari que o tinha ultrapassado e ao travar, quase bateu na lateral de Raikkonen. O finlandês aproveitou para se distanciar mas Kobayashi voltou a atacar Massa e a ultrapassar o brasileiro pela décima posição.

 

Nesta altura da corrida Jenson Button seguia em primeiro seguido de Hamilton, uma espécie de chapada na cara de todas as equipas que usaram a solução aerodinâmica do degrau no nariz do carro. Seguiam-se Alonso, Rosberg e Webber. A continuar assim, talvez a Mercedes consiga o pódio que tanto almeja neste ano, isto se não terminarem como terminaram nesta prova.

 

 

A altura estranha em que o camião-reboque que levava o carro de Petrov pareceu liderar o pelotão

 

Interessante era o ritmo de Pastor Maldonado, uma indicação (até ver) que a Williams não estará tão mal como no ano passado. O seu companheiro de equipa, Senna, estava pior, com o pião na primeira curva não tinha ainda passado dos últimos lugares.

 

Curiosamente, alguns pilotos queixaram-se dos pneus médios, a começar por Button, que indicou vibrações do carro por causa dos Pirelli.

 

Vitaly Petrov, recém-chegado à Caterham, começou a deitar fumo e parou na reta da meta com perda de direção assistida. Pouco depois aconteceu o mesmo com o seu companheiro de equipa. Como o carro não ficou junto ao muro, o safety-car veio baralhar as contas e juntar os pilotos. Este ano um retardatário pode ultrapassar o safety-car e juntar-se no fim do pelotão, para não atrasar outros pilotos no recomeço. Pode ser bom mas estende imenso os períodos de safety-car.

 

No regresso à corrida Button manteve a liderança mas Hamilton não conseguiu aguentar o RB8 de Vettel. Mais atrás Kobayashi aproveitou uma curva para ultrapassar Raikkonen e chegar a nono.

 

Ps brasileiros Felipe Massa e Bruno Senna deram um toque quando lutavam pelo 13º lugar, algo semelhante ao que aconteceu entre Kobayashi e Raikkonen na primera parte da corrida. Como consequência o Williams furou um pneu e o Ferrari partiu algo na lateral do carro e parou avariado a meio da entrada da boxe. Terminando mais uma má corrida de Massa.

 

Massa parado na entrada da boxe

 

Com apenas oito voltas para o final, Maldonado, que fazia a sua melhor corrida na F1, pressionava Alonso pela quinta posição. Curiosamente, também um Williams e um Ferrari. Como alguém escreveu no Twitter na altura, há tempo que não víamos um Williams correr com um Ferrari.

 

No final todos os pilotos atacaram. Um bom espetáculo e final de corrida emocionante.  Com todos os lugares em disputa, Jenson Button acabou por levar a melhor com uma corrida soberba, sempre no controle. Segundo foi Sebastian Vettel num RB8 menos impressionante que o do ano passado; seguido de Lewis  “a-ver-se-atina” Hamilton; o australiano incansável Mark Webber e Fernando Alonso, que provavelmente nunca esperou ser tão pressionado por Pastor Maldonado. O venezuelano fez a sua melhor corrida e se continuar assim mostra que, como diz Frank Williams, ele é bom piloto e não apenas bem financiado. Ainda assim não terminou, tendo tido um acidente na última volta quando perdeu o controlo do carro e bateu na parede. É pena, tinha sido um resultado melhor que qualquer um no ano passado

 

Em sexto ficou Kamui Kobayashi, que fez uma excelente corrida, seguido de Kimi Raikkonen, que depois de uma má qualificação lá se redimiu. Sérgio Pérez fez também uma boa prova mas foi ultrapassado por Kimi e Kamui no final, seguido de Ricciardo, recém-chegado à Toro Rosso e aos pontos. Paul Di Resta, rookie de 2011, menos em foco neste GP aproveitou para ultrapassar Jean-Eric Vergne na reta da meta, roubando o último lugar nos pontos ao estreante de forma espetacular. Rosber foi um desapontante 12º, depois de ter mostrado bom andamento em toda a corrida, teve problemas na última volta onde perdeu cinco posições. Depois ficou classificado Pastor Maldonado, os dois Marussia, com Timo Glock à frente do estreante Charles Pic. No fim ficou o Williams de Bruno Senna, que ainda foi às boxes a duas voltas do final. Não classificados ficaram Massa, Kovalainen, Petrov, Schumacher, Grosjean e Hulkenberg.

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publicado às 07:49

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O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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