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Jenson Button vence o seu 200º GP

por Tiago Crispim, em 31.07.11

Por ordem cronológica, o GP da Hungria de 2011.

 

O Grande Prémio da Hungria começou com piso molhado. Nada que afectasse muito os pilotos, que aliás fizeram uma partida limpa. Vettel tinha a pole mas rapidamente foi ultrapassado por Lewis Hamilton que roubou o primeiro lugar ao alemão. Mais atrás foi Nico Rosberg que ultrapassou Fernando Alonso para  ficar em quarto lugar, atrás de Jenson Button. O primeiro incidente foi causado por Felipe Massa, que na oitava volta fez um pião  que o levou a tocar na barreira. Perdeu quatro lugares para ficar em nono.

 

A primeira paragem nas boxes foi à volta 11 com Mark Webber seguido de Felipe Massa. Ambos os pilotos optaram pelos pneus super macios, com a pista seca o suficiente para isso.

Com as paragens  o promovido a primeiro foi Michael Schumacher, visão que há muito não acontecia. Mas Lewis Hamilton não parou de pressionar o alemão até que o alemão cedesse e se dirigisse também às boxes para trocar para pneus de pista seca.

Pastor Maldonado, que seguia em 13º recebeu uma penalização drive-through por exceder o limite de velocidade nas boxes. A corrida está praticamente terminada para o venezuelano.

 

Na volta 21 Hamilton liderava seguido de Button e Vettel. A McLaren parece ter apanhado os Red Bull em termos de desenvolvimento, pode dizer-se com algum grau de certeza, depois da vitória da equipa inglesa na corrida passada.

Foi nesta altura também que Jarno Trulli desistiu. O piloto da Lotus foi o primeiro a abandonar este GP da Hungria.

 

O Renault de Nick Heidfeld transformou-se numa lareira com rodas à volta 26. O piloto tinha acabado de sair das boxes quando começou a pegar fogo e saltou do carro logo na saída das boxes. Ao que parece o incêndio pode ter sido causado pelo sistema de escape do monolugar, já que o fogo parecia sair do tubo de escape. Como os tubos foram alongados para funcionar como ar extra para a lateral do carro, o sobreaquecimento ou alguma ruptura podem ter estado na origem do incêndio.

 

Mas a corrida continuou, menos para Schumacher que abandonou também, na volta 29 depois de um aparente toque com Felipe Massa.

Nesta altura os dois McLaren continuaravam a dominar, com Hamilton oito segundos à frente de Button. Sérgio Pérez recebeu uma penalização por ultrapassar sob bandeiras amarelas. A inexperiência do mexicano ditou o fim das esperanças de um bom resultado. E daí talvez isso já tivesse acontecido, porque Pérez seguia em 16º.

 

Mais à frente na pista, grande luta pelo quarto lugar entre Webber e Alonso. O outro Ferrari estava a fazer pela vida e Massa ultrapassou o Sauber de Kamui Kobayashi para a sexta posição. O japonês viu Rosberg aproximar-se e deve ter achado que estava na altura de fazer a sua primeira (!) paragem nas boxes. Os pilotos da Sauber são mesmo outra coisa. Aguentar 36 voltas com os mesmos Pirelli é obra.

 

Jaime Alguersuari continua a provar que merece um lugar no grande circo. Ultrapassou Barrichello para chegar ao nono lugar.

Vettel, que tinha perdido o terceiro lugar para Alonso nas trocas de pneus, ultrapassou o espanhol por fora. O piloto da Ferrari parece não ter pressionado grande coisa. Será que estava a pensar na vida e não se deu conta de Vettel?

 

Com tudo a correr bem, a McLaren garantia a vitória neste Grande Prémio. Para isso Button tinha de manter o seu jogo de pneus macios, já que o seu companheiro de equipa tinha de trocar os seus super macios se queria chegar até ao fim. Hamilton então fez um pião, o seu primeiro erro do dia. Recuperou mas deixou passar Jenson Button.

Quem também teria de manter os seus pneus até à meta era Mark Webber. O australiano seguia atrás de Vettel, que ainda teria de fazer uma paragem.

 

Alonso trocou de pneus na altura em que Hamilton fez o pião e também tinha instruções para forçar o andamento. Numa das partes do circuito caia uma chuva miudinha que forçava alguns erros. Um deles foi de Button, Vettel e Webber, que alargaram numa das curvas. Hamilton, claro, aproveitou para retomar a liderança por pouco tempo, já que Button não desistiu da posição e como já referi, Hamilton tinha de trocar de pneus.

Espectacular foi esta luta entre companheiros de equipa mas talvez mais espectacular foi o pião que Jérôme D’Ambrosio fez nas boxes. Sim, é isso mesmo. Os mecânicos fugiram a tempo.

 

Foto do Twitter da Virgin Marussia.

 

E eis que Hamilton recebeu uma penalização por ter forçado um carro fora da pista. Foi Paul Di Resta, quando teve de se desviar do seu pião. A sério, penalizaram-no por isto? Acabaram assim as chances de Hamilton vencer o GP da Hungria. Cumpriu o drive-through e ficou em sexto. Rapidamente ultrapassou Massa para a quinta posição. Os pneus mais frescos do McLaren ajudaram à tarefa.

Fernando Alonso também não se livrou de fazer um pião. Foi a consequência de uma travagem.  Pouco depois o Lotus de Heikki Kovalainen abandonou. A razão foi uma fuga de água.

 

Kamui Kobayashi, com a estratégia de uma paragem, não iria ter uma tarefa fácil no final da prova. Não conseguiu manter atrás de si Paul Di Resta e tinha de tentar segurar Buemi, Alguersuari e Sutil, cada vez mais perto. O resultado era óbvio. Sebastien Buemi forçou e ultrapassou o japonês, o outro Toro Rosso tentou passar pelo buraco mas Kobayashi não se deixou levar e fechou a porta a Alguersuari, que fez um pião.

Ainda assim o Sauber continuava a ter demasiados pilotos perto de si e parou nas boxes para trocar pneus e ficar fora dos pontos. Mais à frente Hamilton ainda não tinha desistido e corria em quarto lugar. Faltavam cinco voltas para o final.

 

Infelizmente para o australiano Hamilton não cometeu qualquer erro até ao final e Jenson Button foi o primeiro a ver a bandeira axadrezada. Foi a 200ª corrida do piloto inglês e foi também neste circuito que venceu a primeira corrida na F1, em 2006, num Honda.

 

Ficou então:

 

Jenson Button (McLaren), Sebastian Vettel (Red Bull), Fernando Alonso (Ferrari), Lewis Hamilton (McLaren), Mark Webber (Red Bull), Felipe Massa (Ferrari) foram os seis primeiros.

 

Paul Di Resta(Force India), Sebastien Buemi (Toro Rosso), Nico Rosberg (Mercedes), Jaime Alguersuari (Toro Rosso), a fechar os lugares pontuáveis.

 

Kamui Kobayashi (Sauber), Vitaly Petrov (Renault), Rubens Barrichello (Williams), Adrian Sutil (Force India), Sérgio Pérez (Sauber), Pastor Maldonado (Williams), Timo Glock (Virgin), Daniel Ricciardo (HRT), Jérôme D’Ambrosio (Virgin) e Vitantonio Liuzzi (HRT) foram os outros pilotos que terminaram a prova.

 

Heikki Kovalainen (Lotus), Michael Schumacher (Mercedes), Nick Heidfeld (Renault) e Jarno Trulli (Lotus), ficaram pelo caminho.

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publicado às 13:22

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O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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