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No final o resultado do costume

por Tiago Crispim, em 26.06.11

Tenho pena que o circuito de Valência não tenha nada de especial. Para circuito citadino tem muito pouca alma. Não há ali nada de especial além de uma ponte que quase nem se dá por ela. Ao menos teremos sempre o voo de Webber, no ano passado, para nos lembrarmos de Valência.

 

Assim sendo, nunca estou com grandes expectativas para esta prova do campeonato.

Será que me enganei desta vez?

 

 

Vitaly Petrov e Pastor Maldonado fizeram um mau arranque em Valência (o russo perdeu cinco lugares e o venezuelano oito) mas Lewis Hamilton não ficou muito atrás. O piloto da McLaren desceu de terceiro para quinto logo nas duas primeiras voltas. Jenson Button conseguiu passar Nico Rosberg na sexta volta sem auxílio do DRS. Fernando Alonso, que seguia em terceiro, aproximou-se rapidamente de Mark Webber e devido a um erro de Felipe Massa, Hamilton também se chegou perto do brasileiro.

 

Os primeiros a parar foram Nick Heidfled, Rubens Barrichello e Kamui Kobayashi, na volta 12. O japonês da Sauber andava a tentar conter os dois Toro Rosso atrás dele mas decidiu parar mais cedo. Na volta seguinte foi Hamilton a parar. Desceu de quinto para sétimo. A partir daqui a maior parte dos pilotos fez a sua primeira paragem nas boxes.

 

 

Michael Schumacher deu um toque em Petrov, ao sair das boxes, que obrigou o alemão a uma segunda paragem imediata, e o relegou para 21º.

 

Sérgio Pérez não facilita. O estreante protagonizou uma excelente momento na volta 18, quando o mexicano foi ultrapassado, primeiro pelo Renault de Heidfeld e depois pelo Williams de Barrichello, mas sempre sem baixar os braços e a tentar defender a sua posição.

 

Na volta 21 Fernando Alonso conseguiu finalmente ultrapassar Mark Webber e ascender à segunda posição. E o público a delirar, claro.

 

Sérgio Pérez ainda não tinha parado nesta altura da corrida, mas estava a perder imenso tempo para os seus adversários. Era o 14º na volta número 23, depois de ter sido ultrapassado por Vitaly Petrov. Na volta 26, foi ultrapassado por Petrov e Kobayashi e fez finalmente a sua primeira paragem. Enquanto isto acontecia, Hamilton já tinha feito a segunda paragem planeada, que é como quem diz, sem contar com a segunda ida de Schumacher às boxes.

 

 

E nesta altura começam os pilotos a fazer as segundas paragens. Webber aproveitou para passar Alonso e reclamar o segundo lugar. Na altura em que vemos o australiano passar pelo espanhol que saía das boxes, aparece um Williams vindo do nada. Parece que Pastor Maldonado, perdido no 19º lugar, tinha feito um pião ou tinha tido uma saída de pista.

 

Massa teve uma paragem menos boa, culpa de uma pistola de pneus. O brasileiro saiu em quinto.

No rádio, os engenheiros de Hamilton avisaram o inglês que os pneus traseiros estavam muito quentes. Resposta imediata: “Não posso ir mais devagar”.

Pouco depois foi o seu companheiro de equipa a aparecer na transmissão televisiva a queixar-se que o seu KERS deixou de funcionar.

 

A faltarem 20 voltas para o final, os primeiros ainda tinham de fazer a paragem para utilizar os pneus médios, já que todos usaram dois jogos de macios nas duas primeiras paragens. A ideia é compensar a menor aderência e consequente menor desgaste com o carro mais leve, no final da corrida.

 

 

Na volta 38 Jaime Alguersuari seguia em sétimo, com apenas uma paragem. O piloto da Toro Rosso estava a fazer uma óptima gestão dos pneus. Além dele apenas Pérez em 15º e os dois Virgin, em 21º e 22º, tinham uma paragem.

 

Duas voltas depois Rosberg forçou o seu Mercedes até ao sétimo lugar, à custa de Alguersuari e os seus pneus mais desgastados.

 

Webber foi o primeiro dos da frente a parar para trocar para os pneus médios. Logo depois foi Hamilton a fazer o mesmo. Alonso conseguiu manter a segunda posição depois de parar, na volta 46.

 

Mas o melhor da corrida era a luta pelo 14º, entre Paul Di Resta, Kobayashi e Petrov. Os três colados de tal maneira que se Di Resta travasse inesperadamente, batiam todos. Petrov ainda forçou o japonês, mas travou demasiado tarde e perdeu a oportunidade. Algures sem se ver na transmissão televisiva, Kobayashi foi ultrapassado por Petrov.

 

Mark Webber, que seguia em terceiro a três voltas do final, recebeu uma mensagem no rádio a instruir o australiano para fazer mudanças de caixa rápidas, devido a um problema na caixa de velocidades. Não foi contudo grande problema para Webber, já que Hamilton não estava assim tão perto.

 

 

Repararam que nem uma única vez neste texto referi o primeiro classificado. Isto porque o vencedor controlou tudo desde o início. O RB7 é um carro fantástico e Sebastian Vettel é um piloto à altura. O alemão nunca teve problemas e limitou-se a controlar a prova do princípio até ao final.

Atrás de Vettel ficaram Alonso e Webber. Hamilton, Massa, Button, Rosberg, Alguersuari, Sutil e Heidfeld completaram os dez primeiros.

 

Amanhã há podcast sobre esta corrida, fiquem atentos!

 

Fotos F1 Fanatic.

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publicado às 14:31

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Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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