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Final inesperado no Canadá

por Tiago Crispim, em 12.06.11

Esta é a segunda parte da crónica canadiana. Na primeira ainda estávamos à espera que a corrida recomeçasse. Vettel estava em primeiro e se ganhasse, seria a primeira vitória da Red Bull no Canadá. Para não estragar a história, começamos pelo recomeço.

 

Depois de quase duas horas de espera, o Safety Car abriu a pista à frente dos F1 para assegurar as condições de corrida. Mas ainda antes do Safety Car regressar às boxes, Heikki Kovalainen levou o seu Lotus até às garagem, onde desistiu.

 

 

Kobayashi defendeu-se bem do ataque inicial de Felipe Massa. Um grupo de pilotos aproveitou para mudar de pneus de chuva para intermédios, agora que a pista canadiana está a secar.

 

Na volta 37 (a corrida recomeçou à volta 25), o Ferrari de Alonso e o McLaren de Button estiveram envolvidos num incidente que obrigou ao abandono do espanhol, porque o seu carro ficou preso entre o corrector e a relva. O inglês ainda conseguiu levar o seu carro à boxe, trocar o pneu furado e a asa dianteira. Caiu para 21º.

 

O Safety Car voltou a ter então tempo de antena na transmissão televisiva, e serviu para voltar a juntar o pelotão, provavelmente para desagrado de Vettel, que levava já alguma distância de Kobayashi.

 

 

O japonês voltou a aguentar bem os ataques inciais de Massa, e a faltar 30 voltas para o final, Vettel liderava, seguido de Kobayashi, Massa, Heidfeld, Di Resta, Schumacher, Webber, Petrov, Sutil e Barrichello, que completavam os dez primeiros. Button também já não era o último, tendo ultrapassado sem problemas Liuzzi, Karthikeyan e Trulli.

 

Adrian Sutil, que seguia em oitavo, teve de cumprir um drive through por ultrapassar sob Safety Car e Rubens Barrichello aproveitou para subir uma posição.

A melhor posição da Williams este ano até agora tinha sido um nono lugar no Mónaco para o brasileiro.

 

Nick Heidfeld, que estava em quinto, estava a aguentar o Red Bull de Mark Webber. Lá mais atrás, Jenson Button escalava o pelotão. Na volta 50, era 10º. Na volta 51, era oitavo.

 

 

 

Nessa mesma volta Felipe Massa faz uma excelente ultrapassagem a Kobayashi. O brasileiro ficou com a trajectória de dentro. No meio da confusão Michael Schumacher aproveitou para ultrapassar os dois pilotos e ficar com segundo lugar.

 

Webber apostou nos pneus secos super-macios e a aposta deu resultado. Rapidamente o resto do pelotão seguiu a estratégia.

 

Para todos os que achavam que a corrida tinha acabado para os McLaren, Jenson Button provou o contrário. Fez duas voltas mais rápidas consecutivas e estava em quarto.

 

Nick Heidfeld baralha-me. Consegue mostrar-se um excelente piloto em certas alturas e depois numa desatenção choca contra a traseira de Kobayashi. Resultado? Mais Safety Car. O alemão disse no rádio que o japonês fez uma travagem brusca no meio da curva, o que levou ao acidente.

 

Pouco tempo depois um comissário escorregou na pista e deve ter visto a vida a andar para trás. Um susto igual deve ter apanhado Petrov.

 

Webber ultrapassou Schumacher mas cortou a curva e teve de deixar o alemão retomar a posição. Era a luta pelo segundo lugar, entre estes dois e Button, que esperava atrás por uma falha. Aconteceu pouco depois quando Webber cortou outra curva e o inglês aproveitou. Na volta seguinte ultrapassou Schumacher sem problemas. É de salientar que Jenson Button estava em último na volta 37!

 

Por fim Mark Webber passa o Mercedes de Schumacher, terminando as hipóteses do alemão chegar ao pódio.

Quem não chegou ao pódio, nem sequer ao final da corrida foi Paul Di Resta, que abandonou a uma volta do final. Nenhum dos Force India acabou o Grande Prémio.

 

No final, Vettel teve azar. O alemão estava pressionado, pisou a parte molhada da pista e Jenson Button venceu o Grande Prémio do Canadá. E Massa ainda conseguiu a sétima posição a Kobayashi, com uma ultrapassagem em cima da meta.

 

 

Fotos F1 Fanatic.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:06

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O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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