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Resumo do GP da Europa (Valência)

por Tiago Crispim, em 24.06.12

Voltamos ao resumo das corridas neste GP da Europa, na normalmente aborrecida pista de Valência, Espanha (mas quem iria adivinharque seria tão boa?). Sebastian Vettel partiu da pole position, seguido de Lewis Hamilton, Pastor Maldonado e Romain Grosjean, a fechar a segunda linha da grelha de partida.

 

O piloto francês da Lotus fez um bom arranque, atacando Maldonado logo na curva dois. Kamui Kobayashi também saiu bem,  saltando de sétimo para quarto. Fernando Alonso e Felipe Massa foram outros pilotos que arrancaram bem, e conseguiram saltar para o oitavo (de 11º) e décimo (de 13º). Button fez uma partida no sentido inverso, caindo de nono para 13º.

 

Vettel foi rápido a distanciar-se do resto do pelotão, e com cinco voltas cumpridas, levava já 6,8s de distância para Hamilton.

 

O importante para esta corrida era, à partida, a enorme degradação dos pneus devido à alta temperatura no circuito, a 45ºC. A estratégia previa-se que fosse entre duas e três paragens.

 

 O tempo não seria fator decisivo, a não ser pelo extremo calor na pista, de 45ºC.

 

Na décima volta Grosjean fez uma grande ultrapassagem a Hamilton, na curva 12, por fora, para alcançar o segundo lugar. Jenson Button e Sérgio Pérez foram os primeiros a parar, nesta altura, optando ambos por pneus macios. Massa também parou pouco depois, trocando para os compostos médios. Nesta altura o resto dos pilotos começou também a parar nas boxes.

 

Alonso continuava a fazer excelentes tempos, e na volta 13 passou Nico Hulkenberg para chegar à sexta posição. Kimi Raikkonen, por sua vez, arriscou uma ultrapassagem por fora, parecida com a do seu companheiro de equipa, passando Pastor Maldonado. Pouco depois, Raikkonen, Kobayashi, Massa, Ricciardo e Pedro De La Rosa foram às boxes.

 

Alonso fez 15 voltas antes de parar e chegou a terceiro. Tanto ele como Vettel arrasavam nos tempos e ambos optaram por trocar por outro jogo de pneus macios, claro indicador de que farão mais uma paragem.

 

 

 

O lugar destinado a Kimi Raikkonen na largada.

 

Vettel manteve a liderança, graças à paragem  de Grosjean. Nesta altura, Paul Di Resta era segundo, Grosjean terceiro e Nico Rosberg quarto. Mark Webber, que partiu de 20º, andava em nono, ainda sem parar nas boxes.

 

Alonso parecia motivado neste circuito e isso viu-se na ultrapassagem, também por fora, a Michael Schumacher. O piloto alemão foi trocar de pneus pouco depois.

 

Bruno Senna e Kamui Kobayashi estiveram envolvidos numa colisão na volta 21. O japonês tentou meter-se pela direita do brasileiro, que não deve ter reparado na presença do japonês da Sauber, que tocou no Williams. Uma asa dianteira nova para Kobayashi  e outra para Senna foi o resultado e a direção da corrida investigou o incidente e penalizou Bruno Senna com um drive-through. Causar uma colisão foi o veredicto.

 

Di Resta, que ainda não tinha parado nesta altura, perdeu finalmente a posição para o Alonso voador, que alcançava assim o quarto posto.

 

Sérgio Pérez, longe da habitual paragem solitária, foi pela segunda vez à boxe na volta 26, e voltou a montar compostos macios, dando a indicação que ainda pararia mais uma vez. Mais atrás Button também voltou a parar e no rádio, a Force India indicou que Paul Di Resta estava numa estratégia de uma paragem.

 

 Os capacetes dos mecânicos da HRT, alinhados antes da corrida.

 

Heikki Kovalainen e Jean-Eric Vergne colidiram, jante com jante, destruindo os pneus, o dianteiro esquerdo do Caterham com o pneu traseiro direito de Vergne. Entrada de safety car e montes de paragens, incluindo mais uma atrapalhação da McLaren, que partiu o macaco frontal que levanta o carro durante a paragem. Por causa da colisão, os dois pilotos desistiram, embora Kobayashi tenha abandonado algum tempo depois do incidente.

 

Com isto, Vettel perdeu toda a distância alcançada até este ponto. Com esta nova regra do safety car, os retardatários podem ultrapassar o sc e juntar-se no fim do pelotão. Recuperam-se as voltas em atraso mas perde-se tempo atrás do safety car.

 

Tivemos assim uma nova largada na volta 32, e nunca poderíamos esperar o que aconteceu. Massa e Kobayashi tocaram um no outro, com Massa a ter de ir às boxes, mas pior ainda para Vettel, que perdeu imensas posições e caiu para 21º. Adrian Newey com as mãos na cabeça e o público espanhol em êxtase, ao ver ver Alonso em primeiro. Umas voltas depois Sebastian Vettel abandonou a corrida. A equipa, sem dar certezas, avançou que seria um problema hidráulico, semelhante ao que Webber teve na sexta-feira.

 

Como a imprevisibilidade estava em alta, na volta 41 foi Romain Grosjean que abandonou a corrida, com problemas no alternador, o que levou a perda de pressão na bomba de combustível. O francês tem definitivamente azar. Ia em terceiro.

 

Nesta altura (volta 45) Petrov estava em décimo. Infelizmente Schumacher e Webber não acharam graça e ultrapassaram o piloto russo. Mais ainda, houve um toque entre Ricciardo e Petrov, que arranca a asa dianteira do Caterham e fez o Toro Rosso dar um pião.

 

Com oito voltas para o final, tínhamos Alonso, Hamilton e Raikkonen. O finlandês nem parece ter estado tanto tempo afastado da F1. Sérgio Pérez ainda perdeu duas posições, para Schumacher e Webber, que saltaram para sétimo e oitavo, respectivamente. Um pouco depois ultrapassaram também Paul Di Resta.

 

Mais surpreendente foi a ultrapassagem de Petrov a Massa, que até tinha começado bem a corrida e ficava assim em 17º. O brasileiro ainda parou nas boxes.

 

Kimi Raikkonen fez-se valer dos seus pneus mais novos para passar Hamilton com duas voltas para o final. O finlandês subiu à segunda posição e o piloto da McLaren viu-se logo atacado por Pastor Maldonado, que fechou tanto o venezuelano que deu em acidente. Hamilton não abriu e Maldonado não levantou o pé. O Williams ficou sem asa dianteira e Hamilton perdeu a corrida. Finalmente Michael Schumacher termina no pódio, nesta imprevisível corrida.

 

 

Resultados finais do GP da Europa, em Valência

 

Alonso em primeiro, seguido de Raikkonen e Schumacher. Em quarto Webber, depois Hulkenberg, Rosberg, Di Resta, Button, Pérez e Maldonado, que termina sem asa da frente. Em 11º terminou Senna, com Ricciardo, Petrov, Kovalainen, PIc, Massa, De La Rosa e Karthikeyan atrás. Não terminam Hamilton, Grosjean, Vettel, Kobayashi e Vergne.

 

Dez títulos mundiais no pódio, juntando os três pilotos. Alonso torna-se o primeiro piloto a vencer duas corridas este ano, numa corrida completamente imprevisível. Schumacher regressa ao pódio, pela primeira vez desde 2006.

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publicado às 15:11

GP do Canadá

por Tiago Crispim, em 12.06.12

Desta vez não fiz o resumo da corrida como de costume, mas faço agora a análise da corrida, equipa a equipa.

 

Lewis Hamilton tornou-se o sétimo vencedor deste ano, após sete corridas. O britânico lidera o campeonato com dois pontos a mais que Alonso e três que Vettel. Hamilton tomou a liderança da corrida depois da primeira paragem nas boxes mas perdeu-a na segunda troca de pneus. Regressou ao topo do pelotão ao passar Vettel e Alonso com pneus mais frescos. Jenson Button ficou em 16º pela segunda vez consecutiva, sempre sem conseguir tirar o melhor partido dos Pirelli. O piloto confessou não ter explicação para isso após a corrida. "Estou a ser 1,5 segundos mais lento que os líderes e um deles é o meu companheiro de equipa mas não consigo andar mais rápido".

 

Sebastien Vettel partiu da pole position mas não foi suficiente para terminar no pódio. A equipa apostou numa arriscada estratégia de uma paragem, a par de Alonso, que não resultou. O piloto alemão foi obrigado a parar a sete voltas do fim, para se manter entre os primeiros, e terminou em quarto. Mark Webber fez duas paragens e sofreu com o "trânsito" no meio do pelotão, que o deixou em sexto após uma batalha com Rosberg.

 

Fernando Alonso acabou por ser o principal prejudicado neste GP do Canadá. O espanhol apostou também numa estratégia de uma paragem, mas ao contrário da Red Bull, a sua equipa não mudou de ideias quando os pneus começaram a atrasar os tempos do piloto. Alonso manteve-se do lado da equipa no final, dizendo que estavam a tentar ganhar. A verdade é que ele caiu para quinto em apenas seis voltas. Para Felipe Massa a corrida correu melhor, tendo em conta as últimas prestações do brasileiro. Acabou em décimo, depois de presentear o público com dois piões, logo na sexta volta.

 

Romain Grosjean fez o seu melhor resultado da temporada até agora, com um segundo lugar. O francês fez apenas uma paragem mas conseguiu conservar os pneus macios até ao final. (A Pirelli levou para o Canadá pneus macios como prime e super-macios como option). Podia ter alcançado melhor resultado, se não estivesse atrás de Rosberg na primeira metade da corrida. Kimi Raikkonen terminou em oitavo, depois de partir de 12º. Acabou por nunca tirar o melhor proveito dos super-macios.

 

Sérgio Pérez, mais uma vez, mostrou-se mestre em poupar os pneus. Partiu de 13º e acabou em terceiro. A estratégia de começar com os prime e terminar com os option valeu uma ultrapassagem a Raikkonen que se mostrou decisiva para depois passar por Rosberg e Alonso. O mexicano estava, no final, a fazer várias voltas mais rápidas e a ganhar mais de dois segundos por volta ao Ferrari do piloto espanhol. Kamui Kobayashi, também com apenas uma paragem, optou por começar com os super-macios, o que o obrigou a parar mais cedo. No final isso ditou que não fosse além do oitavo lugar.

 

Nico Rosberg foi novamente o melhor dos dois Mercedes. O alemão fez uma boa corrida, mas no final, ocupado a lutar com Felipe Massa acabou por perder uma posição para Sérgio Pérez e terminou apenas em sexto, sem capitalizar a suposta vantagem dos motores Mercedes nas retas canadianas. Michael Schumacher teve mais um abandono, quando seguia em 12º. O seu DRS encravou e ficou aberto, levando a uma saída de pista por falta de apoio aerodinâmico e posteriormente à desistência da corrida, quando os mecânicos não conseguiram resolver o problema na boxe.

 

Ambos os Force India ficaram fora dos lugares pontuáveis. Paul Di Resta partiu de oitavo mas acabou em 11º. O escocês debateu-se com imensa degradação nos super-macios e depois da primeira paragem viu-se sempre no meio do pelotão. Nove segundos atrás ficou nico Hulkenberg, em 12º. Teve os mesmos problemas que o seu companheiro de equipa.

 

Pastor Maldonado partiu de 22º, depois de um acidente na qualificação e uma troca de caixa de velocidades que o penalizou em cinco lugares. O venezuelano fez apenas uma paragem e conseguiu levar o Williams até ao 13º lugar. Bruno Senna, que posteriormente venceu o prémio Lorenzo Bandini (dado a pilotos promissores em início de carreira), optou também por apenas uma paragem, e terminou em 17º, um segundo e meio atrás de Jenson Button.

 

A Toro Rosso continua a não marcar pontos pela quinta vez este ano. Daniel Ricciardo foi 14º, sempre com problemas em tirar o melhor partido do seu carro e a lutar com os Force India e o Williams de Maldonado. Depois da segunda paragem não conseguiu manter o ritmo. Jean-Eric Vergne qualificou-se atrás dos dois Caterham, mas conseguiu terminar em 15º, à frente de Jenson Button, mesmo tendo cumprido um drive-through por ter excedido a velocidade nas boxes.

 

A Caterham continua a destacar-se das suas concorrentes diretas. Desta vez ambos os carros ficaram à frente de um Toro Rosso na qualificação. Infelizmente não foram capazes de manter o nível durante a corrida. Heikki Kovalainen ainda andou à frente de Senna mas teve problemas com os seus pneus e perdeu a posição, terminando em 18º. Vitaly Petrov ainda lutou com o seu companheiro de equipa por esse lugar, mas ficou em 19º.

 

Charles Pic foi o único piloto da Marussia a terminar o GP do Canadá. A equipa foi ultrapassada pela HRT na qualificação e só depois da desistência de Pedro De La Rosa os pilotos conseguiram ultrapassá-lo. Timo Glock não terminou, pela primeira vez este ano, com problemas no motor, muita degradação nos pneus e por fim, problemas nos travões. Charles Pic foi o último piloto a terminar, em 20º, três voltas atrás de Lewis Hamilton.

 

Nenhum dos HRT fez mais de 25 voltas nesta corrida. Depois de terem sido melhores que os Marussia na qualificação, foi pena não terem chegado ao fim. O problema foi o mesmo, tanto para Pedro De La Rosa como para Narain Karthikeyan. Sobreaquecimento dos travões.

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publicado às 15:47

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