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Análise ao GP da Índia - Buddh 30-10-2011

por Tiago Crispim, em 31.10.11

Hoje não há podcast mas não é por isso que deixa de haver uma análise ao GP da Índia...

 

 A partida do primeiro GP da Índia

 

A estreia de um circuito novo é sempre uma incógnita. Os pilotos habituaram-se ao traçado da pista através de simuladores mas na vida real as condições podem ser muito diferentes. Como vai estar o clima? Como é a superfície da pista? E a aderência?

Felizmente para os organizadores e promotores deste evento essa parte correu sem problemas. Apesar de a F1 practicamente estrear o alcatrão do circuito, os carros não patinaram com a falta de borracha na pista, o tempo estava bom e o circuito é bem desenhado.

Confesso que à partida a pista não me pareceu muito emocionante mas as elevações e a enorme recta acabaram por ganhar o meu respeito.

Antes de partir para a análise da corrida em si, quero só referir que a Índia, e não a Coreia do Sul, por exemplo, é um bom sítio para a F1.

O desporto tem de estar nos locais em que as pessoas estejam interessadas em vê-lo e não apenas onde está o dinheiro. Mas como isso dá, como se diz em Portugal, pano para mangas, ficará para outro post.

 

Vettel a mostrar para que é que servem as taças

 

Para não variar, Sebastian Vettel dominou o Grande Prémio da Índia, desde a qualificação de sábado até à bandeira axadrezada de domingo. Uma corrida sem falhas da parte do alemão que vence a 11ª corrida das 17 já passadas e bate o record de Nigel Mansell no número de voltas ao comando numa única sessão. Ainda assim o alemão teve sempre por perto o McLaren de Jenson Button, que confirma a sua boa forma. É pena que a equipa inglesa não tenha um carro equivalente ao excelente RB7 mas mesmo assim Button está no topo da sua forma. Ultrapassou Webber na primeira volta e esteve quase toda a corrida a cinco segundos de Vettel.

 

O companheiro do alemão da Red Bull partiu de segundo e terminou em quarto depois de ser ultrapassado por Fernando Alonso, que apesar de um mau arranque (alargou demasiado na primeira curva), ultrapassou Mark Webber na volta 39, altura da última troca de pneus.

 

A homenagem de Trulli a Marco Simoncelli

 

Atrás de Vettel, Button, Alonso e Webber ficaram os dois Mercedes, primeiro Schumacher e depois Rosberg. Michael Schumacher fez um bom arranque e ganhou logo três lugares mas passou quase toda a corrida atrás do seu companheiro de equipa. Foi só lá para o final que conseguiu ultrapassar Nico Rosberg, graças a uma troca de pneus tardia, à volta 50. E pareceu-me que nem foi preciso recorrer às ordens de equipa; Schumacher teve foi uma boa estratégia ao deixar para o final os pneus macios, já que Rosberg estava com os mais duros.

 

O sétimo foi Lewis Hamilton, que mais uma vez esteve envolvido num acidente, que mais uma vez foi com Felipe Massa, que mais uma vez implicou uma penalização, mas que desta vez o brasileiro é que a sofreu. Hamilton já tinha sido penalizado antes da partida (houve muitas penalizações antes da corrida, por motivos variados. Hamilton perdeu três lugares por ter feito a volta de qualificação sob bandeira amarela), o que o deixou atrás de Massa. O inglês estava por dentro numa curva à esquerda e Massa, que afirma que não estava à espera de encontrar um McLaren ali, cortou para dentro a curva, já que estava no lado limpo da pista. O brasileiro foi penalizado e acabou por desistir com uma suspensão partida por ter andado a cortar os cantos e subir os correctores da pista. A meu ver a penalização pendeu para o lado certo, já que Hamilton estava a meio do Ferrari o que obrigava o brasileiro a deixar espaço.

 

Felipe Massa a ser perseguido por Lewis Hamilton

 

Jamie Alguersuari continua a fazer boas corridas. Levou o Toro Rosso até ao oitavo lugar depois de ter partido de décimo. O seu companheiro de equipa, Sebastien Buemi, desistiu da corrida com problemas no carro quando seguia em décimo lugar.

 

Em nono ficou Adrian Sutil que fez o melhor resultado da Force India nesta corrida, a equipa mais indiana da F1 apesar de não ter pilotos indianos. O holandês utilizou uma estratégia completamente diferente de Paul Di Resta e saiu-se bem, ao terminar à frente de Sérgio Pérez. Já Di Resta acabou em 13º.

 

Sérgio Pérez está, e eu não me canso de dizer isto, a fazer uma grande temporada de estreia. Depois do grave acidente que sofreu no Mónaco, o piloto mexicano corre cada vez melhor. Pérez começou em 20º tendo sido penalizado, tal como Hamilton, no sábado, mas com duas paragens apenas conseguiu subir dez posições. No outro Sauber, Kamui Kobayashi não teve hipóteses de fazer uma volta sequer porque na primeira curva, para não levar com o Williams de Barrichello, desviou-se e foi bater em Timo Glock.

 

O Sauber de Sérgio Pérez à frente do Renault de Vitaly Petrov

 

Em 11º e 12º ficaram os dois Renault. Petrov foi melhor que Bruno Senna e depois de um bom arranque, a equipa parece que está a perder qualidades, provavelmente porque não estão a fazer melhoramentos ao carro, ou porque não os fazem tão a tempo.

 

Atrás, Heikki Kovalainen continua as boas performances. Quando era piloto da McLaren e companheiro de equipa de Hamilton não valia grande coisa mas parece que agora anda mais motivado. Um piloto que dificilmente será campeão na sua carreira na F1 mas que está a fazer maravilhas com a Lotus. O outro Lotus foi "arrumado" no acidente da primeira volta (Trulli chegou ao fim mas em último) mas Kovalainen chegou a andar em 10º antes da primeira troca de pneus.

 

Os dois Williams estiveram envolvidos no tal acidente da primeira volta e Rubens Barrichello teve de trocar de asa dianteira. Ao tentar defender-se de Kobayashi foi bater em Pastor Maldonado, seu companheiro na Williams. Ainda assim levou o carro ao final em 15º, ao passo que o venezuelano teve um problema de caixa e desistiu.

 

O único piloto indiano em prova, Narain Karthikeyan, num HRT com publicidade(!)

 

Jérôme D'Ambrosio foi 16º e o único dos Virgin a terminar, já que Glock ficou na primeira curva depois de levar com Kobayashi. O piloto belga conseguiu passar os HRT graças à sua estratégia nas boxes.

 

Narain Karthikeyan foi o piloto da HRT este fim-de-semana, depois da Lotus decidir não contar com Karun Chandok, o seu piloto de testes. O único piloto indiano em pista foi 17º e dentro das suas possibilidades não esteve assim tão mal. Ao menos bateu Daniel Ricciardo no outro HRT. Até tinha ficado à frente de D'Ambrosio mas teve de trocar de pneus a dez voltas do final.

 

Estamos já no final do campeonato mas ainda temos mais duas corridas até terminar a temporada. A próxima é em Abu Dhabi, dia 13 de Novembro.

 

Fotos de F1 Fanatic.

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publicado às 16:07

Jochen Rindt e a temporada de 1970

por Tiago Crispim, em 28.10.11

Jochen Rindt chega à temporada de 1970 na Gold Leaf Team Lotus, a primeira equipa de F1 com patrocinadores pintados no carro (desde 1968).

O austríaco tinha ganho a sua primeira corrida no ano anterior, em Watkins Glen. Mas para este ano a Lotus tinha uma arma secreta, o Lotus 72.

Que não estava contudo pronto a tempo da primeira corrida do ano, na África do Sul, que foi ganha por Jack Brabham.

 

A primeira corrida que Rindt venceu nesse ano foi no Mónaco, a terceira corrida do campeonato. O austríaco não estava sequer nos cinco primeiros, (partiu em oitavo) mas na volta 27 Rindt já era terceiro, tendo-se destacado do pelotão e aproveitado os abandonos de Jean-Pierre Beltoise, Jacky Ickx e Jacky Stewart. Pouco depois foi Denny Hulme que perdeu algumas posições com problemas de caixa. Chris Amon foi obrigado a desistir na volta 62 com uam falha na suspensão e assim Rindt ascendeu ao segundo lugar. Jack Brabham liderava, com 15 segundos de vantagem, mas o austríaco começou a aumentar o ritmo até se chegar à traseira de Brabham. O piloto australiano resistiu às investidas do austríaco mas ao ultrapassar um retardatário despistou-se, na última curva da última volta. Jochen Rindt venceu a corrida, seguido de Jack Brabham que conseguiu recuperar a tempo de perder mais posições.

 

Rindt em acção no Mónaco, 1970

 

Na corrida seguinte Rindt não terminou a prova com problemas de motor, mas no Grande Prémio da Holanda, no circuito de Zandvoort voltou a vencer a prova. Nessa corrida Piers Courage, amigo de Rindt, perdeu a vida quando o seu De Tommaso partiu a direcção ou a suspensão e o carro subiu uma das dunas de Zandvoort e irrompeu em chamas. O piloto morreu quando uma das rodas se soltou do carro e bateu na sua cabeça.

 

No início desse mesmo mês Bruce McLaren, outro amigo de Rindt, morreu durante os treinos no M8D, o carro que McLaren construiu para a Can-Am, onde competia como construtor e piloto.

 

Mesmo depois de dois amigos terem perdido a vida, Jochen Rindt venceu as três corridas seguintes, em Charade, França, Brands Hatch, Inglaterra e Hockenheimring na Alemanha, já ao volante do Lotus 72. Esta última deveria ter-se realizado em Nürburgring mas Rindt, representante da GPDA (Associação dos Pilotos de F1) foi reclamar mais segurança à organização do GP. Os organizadores alemães não conseguiram cumprir a lista de reclamações dos pilotos e a GPDA votou contra a corrida naquele circuito.

 

O austríaco já tinha sofrido um grave acidente no ano de 1969, quando a sua asa traseira se partiu e o piloto teve um traumatismo craniano e fracturou o maxilar. Na sua primeira vitória na F1 o seu companheiro de equipa, Graham Hill, também teve um grave acidente e partiu as duas pernas. A morte era normal entre os pilotos nesta altura, mas com uma filha pequena, fruto do casamento com a modelo finlandesa Nina Lincoln, o austríaco decidiu que este seria o seu último ano na categoria. Tinha a ideia de abrir um negócio de roupa desportiva com o seu nome.

 

 Jochen e Nina Rindt

 

No GP da Áustria Rindt não terminou, tal como a corrida seguinte, o GP de Itália.

O piloto recebeu a ordem de aquecer o carro do companheiro de equipa, Emerson Fittipaldi, estreante na F1 esse ano. Correu no carro sem as asas montadas, supostamente porque seria melhor dado o perfil do circuito. Vários pilotos correram nesse dia sem asas antes de Rindt, que os copiou. Se o carro ia demasiado rápido, se perdeu o controle do Lotus ou se teve uma falha mecânica ninguém sabe ao certo. À partida o material dos travões era demasiado frágil mas o que se sabe é que a 240 Km/h o seu carro foi contra os rails de protecção.

 

Ridnt não gostava de cintos de segurança. Especialmente os cintos de seis pontas que eram usados na altura. Ele achava que em caso de acidente era mais seguro estar sem cinto para poder sair do carro em caso de incêndio. Nos treinos do GP de Itália ele não estava sem cinto mas não prendeu a alça nas virilhas, que obrigava o piloto a ficar no sítio, sem deslizar para o interior do carro. E foi exactamente isso que aconteceu. Por causa desse pormenor o cinto foi a causa das suas lesões.

 

Os restos do carro de Rindt depois do seu acidente fatal

 

Fã de Wolfgang Von Trips quando era novo, Rindt despistou-se quase no mesmo sítio em que o seu ídolo perdeu a vida.

 

O GP de Itália foi ganho por Clay Regazzoni, num Ferrari. Com apenas três corridas para o final, o austríaco estava bem posicinado para se sagrar campeão mas Jacky Ickx podia tirar-lhe o título se vencesse todas as provas. Venceu a primeira delas no Canadá mas a segunda foi ganha por Emerson Fittipaldi. Foi o primeiro brasileiro a vencer uma corrida, ainda por cima no seu ano de estreia na F1. A vitória de Fittipaldi garantiu o título a Rindt, mesmo com outra vitória de Ickx a fechar o campeonato.

 

Consta que ainda houve discussão sobre a atribuição do título a um piloto morto. Mas nesta altura a morte fazia parte do desporto motorizado.

Quinze pilotos morreram nos anos 50, doze nos anos 60 e dez nos anos 70 mas apenas um foi campeão postumamente.

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publicado às 12:30

Programa de dia 24-10-2011

por Tiago Crispim, em 25.10.11

Dan Wheldon, piloto de Indy Car morreu a 13 Outubro durante uma corrida no circuito de Las Vegas. Marco Simoncelli, piloto de MotoGP morreu a 23 Outubro durante uma corrida no circuito de Kuala Lumpur.

A propósito destas mortes recentes, o Volta Mais Rápida desta semana centra-se na vida do único campeão do mundo póstumo da F1, Jochen Rindt

 

 

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publicado às 11:28

Jochen Rindt: O campeão póstumo

por Tiago Crispim, em 24.10.11

As mortes recentes de Dan Wheldon e Marco Simoncelli são o pretexto para falar de Jochen Rindt, o único campeão de F1 póstumo.

 

Porque mortes nos desportos motorizados há muitas, mesmo actualmente com todas as regras de segurança. E na falta de tempo para lembrar todos os pilotos que morreram em provas, nomeadamente na F1, que é o tema deste blog, lembramos apenas um. Já se fez aqui podcasts e posts sobre Ayrton Senna, Elio de Angelis, Ronnie Peterson e outros, que podem ser encontrados pelo separador "pilotos" no topo deste blog.

 

 

O ídolo de Jochen Rindt era Wolfgang Von Trips, piloto alemão de uma família nobre da zona do Reno, ele que também morreu em 1961, no Grande Prémio de Itália. Podia ter sido ele o primeiro campeão póstumo mas Phil Hill ficou à frente, com mais um ponto.

 

Jochen Rindt, que foi criado pelos avós na Áustria, era de nacionalidade alemã. Correu sempre com uma licença austríaca mas nunca mudou a sua nacionalidade. Para todos os efeitos os austríacos dizem que Rindt é do país deles e ele foi o grande responsável pelo interesse da Áustria na F1. Naquele país o momento da morte de Rindt é um daqueles em que todos se lembram do que estavam a fazer então.

 

Consta que era rebelde e teve vários problemas com a polícia devido ao seu apetite pelo acelerador e desafios à autoridade. Quando começou a correr em motas de motocrosse, ou ganhava ou batia. Aí começou a sua fama como piloto destemido. São várias as histórias que se contam sobre ele acerca disso (conto uma delas no podcast). Muito ambicioso e tão confiante que se tornava arrogante, Rindt não ligava muito à aparência e usava pedaços de fio para atar os sapatos. Um dia perguntaram-lhe se era frequente pilotar além dos seus limites, ao que o austríaco retorquiu “alguma vez conduzi dentro dos limites?”. Mas ao mesmo tempo que podia ser uma pessoa pouco diplomática, teve grandes amigos no paddock, como Jackie Stewart, Jack Brabham, Piers Courage e Bruce McLaren, ao mesmo tempo os seus maiores rivais.

 

Durante o seu segundo ano na F1 venceu as 24 Horas de Le Mans, ao volante de um Ferrari 275LM partilhado com o Norte-Americano Masten Gregory. Mas a primeira vitória no grande circo ainda estava para vir. Foi só em 1969, depois de quatro anos na categoria com a Cooper e a Brabham, que Rindt venceu com um Lotus.

 

Rindt ao volante do Ferrari 275LM com o qual venceu em Le Mans, em 1965.

 

Os Lotus que sempre tiveram fama de rápidos e inseguros mostraram-se assim mesmo no Grande Prémio de Espanha, no circuito de Montjuic.

A asa traseira de Rindt partiu-se e o piloto foi bater no carro do companheiro de equipa, Graham Hill, que já se tinha acidentado pela mesma razão. O austríaco teve um traumatismo craniano e partiu o maxilar. A partir daí começou a criticar os Lotus pela sua falta de segurança. Também reclamou sobre o uso de apoios aerodinâmicos, ou seja as asas. Mas como alcançou a sua primeira vitória em Watkins Glen, EUA, não deve ter ficado totalmente descontente.

 

O acidente de Rindt no Grande Prémio de Espanha em 1969.

 

Nessa corrida o seu companheiro de equipa teve um grave acidente quando foi cuspido do carro e partiu ambas as pernas. Isto só para por em perspectiva a segurança da F1 na altura e também dos carros da equipa de Colin Chapman.

 

1970 foi a última temporada de Jochen Rindt na F1, mas também aquela que lhe deu um título. Só que essa história merece um post só para ela.

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publicado às 12:02

Programa de dia 17-10-2011

por Tiago Crispim, em 18.10.11

A análise ao GP da Coreia do Sul.

 

 

Vitaly Petrov a tentar ir às cavalitas de Michael Schumacher no GP da Coreia do Sul.

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publicado às 14:58

Programa de dia 10-10-2011

por Tiago Crispim, em 11.10.11

A análise ao GP do Japão e o seu resultado

 

 

 

Sebastian Vettel, Christian Horner e Adrian Newey a celebrarem o bi-campeonato com a Red Bull

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publicado às 09:49

O GP do Japão cronologicamente - Suzuka 09-10-2011

por Tiago Crispim, em 09.10.11

As condições já se sabiam de antemão.  Vettel precisava de um ponto para se tornar bi-campeão. E o piloto da Red Bull partiu da pole position para o Grande Prémio do Japão.

 

O alemão arrancou bem, mesmo com as queixas de Jenson Button sobre uma eventual penalidade ao piloto da Red Bull por o atirar para a relva.

 

A partida do GP do Japão, com Vettel a empurrar Button para a relva

 

Kamui Kobayashi e Bruno Senna tiveram um mau arranque e perderam várias posições. O japonês da Sauber caiu de sétimo para 12º e o brasileiro da Renault de nono para 13º.

 

Os Ferrari partiram de quarto e quinto, com Felipe Massa à frente de Fernando Alonso, mas rapidamente o espanhol apanhou o seu companheiro de equipa e ultrapassou sem dificuldades, não só porque é o primeiro piloto mas indubitavelmente ia mais rápido.

 

Alonso a preparar-se para passar por Massa

 

Como de costume os pilotos começaram a parar para mudar de pneus perto da décima volta. Um dos primeiros foi Lewis Hamilton, que imediatamente tinha perdido a posição para o colega de equipa. As primeiras trocas deixaram Button no comando e o inglês entrou nas boxes ao mesmo tempo que Alonso. As posições não trocaram.

 

Sebastian Buemi foi o primeiro desistente da corrida, graças a um incidente cozinhado nas boxes. Buemi estacionou o carro porque uma das suas rodas saltou do carro.

Na volta 16 os seis primeiros carros estavam todos bastante próximos uns dos outros e a ordem era a seguinte: Vettel, Button, Alonso, Hamilton, Massa e Webber.

 

Lá para o meio do pelotão as distâncias eram curtas

 

Kobayashi parou cedo para os padrões da Sauber mas ia em 12º e Sérgio Pérez ainda não tinha trocado de pneus na volta 18 de 53, preparando-se claramente para fazer, como de costume, apenas uma paragem com o Sauber. A equipa suíça é a única a conseguir fazer isto com os pneus Pirelli.

 

A Red Bull apostou numa estratégia de 3 paragens com Vettel. O alemão partou na volta 20 para o segundo set de pneus macios, o que indicava claramente a estratégia da equipa das bebidas energéticas. Button seguiu-se na estratégia e conseguiu ganhar a posição a Vettel.

 

Pérez parou na volta 21 e foi o último piloto a parar. Ainda faltavam 32 voltas para a bandeira axadrezada.

 

Hamilton entrou em contacto com Massa e um bocado da asa dianteira do Ferrari saltou. O programa anterior foi sobre a forma de Hamilton e a quantidade de penalizações que o inglês sofreu este ano. Será que ainda estavam mais para vir? Hamilton disse à sua equipa que não viu o brasileiro à entrada da chicane… e o inglês deve ter suspirado de alívio porque não o penalizaram desta vez.

 

Um incidente entre Hamilton e Massa fez sair o Safety Car, mas desta vez o inglês não foi penalizado

 

Por causa da colisão entre o McLaren e o Ferrari o Safety Car foi lançado à pista, pra se poder limpar os restos da asa dianteira de Felipe Massa. E a lógica corrida às boxes.

 

A luta pelo último lugar pontuável estava animada na volta 30. Petrov, Sutil, Rosberg e Kobayashi muito perto uns dos outros. Rosberg consegue ultrapassar Petrov uma volta depois. A acção continuava depois dos lugares pontuáveis, com o piloto japonês da Sauber a aguentar uma série de pilotos, entre eles os dois Williams.

 

Button no comando do GP do Japão

 

Vettel e a Red Bull devem ter achado que não fazia sentido arriscar a vitória, já que apenas um ponto bastava ao alemão, e Vettel começa a ser mais cauteloso e a não forçar o andamento. Foi também trocar para os pneus médios, naquela que foi a sua última paragem nas boxes.

 

Com as paragens nas boxes Michael Schumacher chega à liderança do GP. Mais atrás, Hamilton reencontra Massa e prova ao mundo da F1 que consegue fazer uma ultrapassagem limpinha.

 

Sérgio Pérez, em 11º e com apenas duas paragens, consegue fazer a melhor volta da corrida. Não fosse Paul Di Resta ter mais pontos, o mexicano era o rookie do ano.

 

Pérez a dar cabo dos pneus

 

Schumacher, que ia em primeiro também parou para restabelecer a ordem na corrida. Button, Alonso, Vettel, Webber, Hamilton, Schumacher, Massa, Pérez, Kobayashi e Di Resta nos dez primeiros.

 

Pérez estava ao ritmo dos primeiros. Fascinante! E na última das posições pontuáveis, Sutil passou Kobayashi e Petrov ganhou uma posição a Rosberg. O japonês da Sauber certamente queria fazer boa figura na corrida caseira mas estava com dificuldades em manter a competitividade com aqueles pneus, apesar das duas paragens.

 

Na volta 49 veio a confirmação que a Red Bull estava contente com o terceiro e quarto lugares dos seus pilotos. A equipa pediu para eles não correrem riscos.

 

E Fernando Alonso começou a aproximar-se cada vez mais de Jenson Button. Os quatro primeiros separados por seis segundos e um final em aberto para o GP do Japão.

Button ainda responde ao ritmo do espanhol e faz a volta mais rápida na penúltima volta.

 

Vettel a festejar com a Red Bull antes de subir ao pódio

 

Termina assim, com Vettel bi-campeão de F1, tendo terminado em terceiro.

O primeiro foi Button, seguido de Alonso e Vettel. Atrás ficaram Webber, Hamilton, Schumacher, Massa. Pérez, Petrov e Rosberg nos dez primeiros. Fora dos pontos ficaram Sutil, Di Resta, Kobayashi, Maldonado, Alguersuari, Senna, Barrichello, Kovalainen, Trulli, Glock, D’Ambrosio, Ricciardo e Liuzzi. O único piloto que não terminou foi Buemi.

 

Fotos retiradas a F1 Fanatic.

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publicado às 08:38

Button renova com McLaren

por Tiago Crispim, em 05.10.11

Jenson Button acabou com as especulações em torno do seu futuro na F1 ao renovar com a actual equipa, a McLaren.

O piloto de 31 anos está actualmente em segundo lugar no campeonato e é o único com hipóteses matemáticas de disputar o título com Sebastian Vettel, alcançando assim o seu segundo título, embora para tal tenha de vencer todas as corridas que faltam para o final (cinco) e esperar que o líder não pontue.

Button, que venceu o campeonato em 2009, é actualmente companheiro de equipa de Lewis Hamilton, que se disse satisfeito pela extensão de contrato do seu colega. Já Button garantiu que nunca se sentiu tão à vontade como na McLaren, que vai continuar a ambicionar vencer corridas e que a McLaren é o sítio ideal para isso.

A duração da extensão do contrato não foi revelada.

 

A McLaren conta que esta visão aconteça mais vezes em 2012

 

Foto de F1 Fanatic, no GP da Hungria em 2011

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publicado às 21:07

Programa de dia 03-10-2011

por Tiago Crispim, em 04.10.11

A forma de Lewis Hamilton este ano.

 

 

 

 

Visão rara em 2011.

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publicado às 11:23

Aviso Legal

Todas as fotos e vídeos são retirados da internet e reproduzidos sem fins lucrativos, com o propósito de justificar os relatos de acontecimentos da actualidade. Se os respectivos autores pretenderem a não inclusão das suas obras neste espaço, avisem o autor do blog. Este disponibiliza-se a retirá-las de imediato.

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Onde é que veio parar?

O Volta Mais Rápida é um blog sobre F1. O autor é um curioso, apaixonado pela Fórmula Um desde que se lembra, embora a sua carreira ao volante se fique pelos karts e pela Playstation. Trabalhou em alguns meios de comunicação como jornalista e hoje é técnico de rádio na Universidade Autónoma de Lisboa. Neste espaço quer dar a conhecer melhor o universo deste desporto e talvez despertar a atenção e a curiosidade de alguns interessados.



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